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Camilo exibe camisa em homenagem à Chape (Foto: Marcelo Baltar) |
Ainda muito abatido com a tragédia envolvendo a Chapecoense, clube que defendeu até o ano passado, Camilo conversou com a imprensa nesta quarta-feira. Inevitavelmente, o acidente aéreo, que completou oito dias, ainda foi assunto.
Camilo tentou sorrir, mas ainda é muito difícil, especialmente pela proximidade com familiares de alguns atletas que morreram no acidente. O camisa 10, por exemplo, fretou um avião para ajudar a família de Bruno Rangel a chegar a tempo do enterro, no último domingo, em Campos. A Chapecoense custeou todo o trajeto até a volta ao Rio de Janeiro, no domingo pela manhã. No entanto, os parentes de Bruno teriam poucas horas para chegar ao enterro, no Norte Fluminense.
- Fui para Chapecó para a cerimônia (velório coletivo, no sábado), mas nos bastidores foi uma correria e tentamos auxiliar as famílias. Percebemos uma dificuldade enorme, e me senti desesperado. Não podia ver a família do meu amigo (Bruno Rangel) passar por essa situação. Ajudei a levá-los o quanto antes. Fiz isso, um grupo de jogadores me ajudou nessa questão. O Roger (ex-Ponte Preta), o William Barbio e outros atletas. A associação de jogadores vai me ressarcir esse valor. Foi bom que eles puderam chegar
Em entrevista coletiva nesta quarta-feira, Camilo também falou sobre o Grêmio, a briga por uma vaga na Libertadores, sua vontade de seguir por muito tempo no Botafogo e levou na brincadeira o fato de ter ficado fora da disputa do Puskas.
Vaga em caso do título do GaloÉ uma situação possível, mas dependemos de nós para ir para Libertadores. Só temos que fazer a nossa parte. Agora as coisas estão começando a voltar ao normal. Vamos buscar essa vaga que é importante para o clube
Homenagem No momento que iniciar o jogo, provavelmente vou ter essa lembrança. Eu vou dar meu máximo para fazer um gol e tentar homenageá-los (jogadores da Chape). É difícil falar. Mas temos que continuar e levantar a cabeça
Sequência no BotafogoNão consigo mais deixar a família. Fiquei cinco meses na Arábia Saudita. Minha filha e minha esposa sofreram muito com isso. Quero ficar no Botafogo, ficar perto da família, adoro esse clube e me sinto em casa. Vou falar com o (Antônio) Lopes para me dar um contrato de cinco anos (risos)
Prêmio PuskasFica triste, né (risos)?! Mas foi um gol que ficou marcado na minha memória. Espero marcar mais gols legais assim.
Fonte: Ge/Por Marcelo Baltar/Rio de Janeiro