Diretoria explica a Alessandro Leite e Durcésio Mello detalhes do projeto, que está em fase de captação e negociação com credores. Alternativa seria aproveitar mudança na Lei de Falências
Com dificuldade de tirar a S/A do papel, o Botafogo estuda entrar em recuperação judicial como alternativa caso o projeto de clube-empresa fracasse. A proposta foi discutida nesta quinta-feira, quando Nelson Mufarrej deu primeiros passos rumo à própria sucessão e apresentou o panorama do clube a dois dos três candidatos a presidente pelos próximos quatro anos.
Entre as pautas, a principal foi o andamento do grupo de trabalho que planeja a conversão a empresa. Os candidatos Alessandro Leite e Durcésio Mello compareceram à reunião. O terceiro nome na disputa, Walmer Machado, se recusou a atender o chamado da diretoria por não concordar com a legalidade do "plano B" e contestou o local da reunião.
Nenhum martelo foi batido porque o encontro serviu para apresentar a realidade do clube aos candidatos. Mas, os dois presidenciáveis presentes foram informados que o Bota já possui boa parte dos recursos necessários para a S/A e está em negociação com credores para diminuir consideravelmente a dívida.
Caso esse acordo não saia, a alternativa será a recuperação judicial. Para isso, o clube acompanha um projeto que corre no Senado para mudar a Lei de Falências.
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Nelson Mufarrej, presidente do Botafogo até dezembro — Foto: Julio Gracco/Botafogo
Também foi apresentada a situação financeira do clube, como detalhes do acordo que possibilitou o pagamento de salários em dia pelo menos até dezembro. E novidades sobre o patrimônio, principalmente o andamento da construção do novo centro de treinamentos.
Da atual diretoria, estiverem presentes o presidente Nelson, o vice-presidente geral Carlos Eduardo Pereira e o vice jurídico Domingos Fleury. Completam a lista de convidados os membros do comitê de futebol Carlos Augusto Montenegro, Manoel Renha e Ricardo Rotenberg, o presidente do conselho deliberativo, Edson Alves, o presidente do conselho fiscal, Sergio Cerqueira, o advogado André Chame, que faz parte do grupo de trabalho da S/A.
Fonte: GE/Por Davi Barros e Thayuan Leiras — Rio de Janeiro