Felippe Capella faz balanço positivo da preparação do Botafogo durante recesso da Copa do Mundo e vê benefício extra do período para Marcelo e atacante uruguaio, que estava há cinco meses parado/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_bc8228b6673f488aa253bbcb03c80ec5/internal_photos/bs/2018/d/y/9RPIcyQ6KcrwH6gz2U5g/c32v5743.jpg)
Felippe Capella observa Aguirre durante treino do Botafogo (Foto: Vitor Silva/SSPress/Botafogo)
A súbita saída de Alberto Valentim, nos primeiros dias do recesso para a Copa do Mundo, pegou a todos no Botafogo de surpresa. Mas a inesperada troca de treinador não afetou os planos traçados pela comissão técnica para a intertemporada dos jogadores. Preparação que terminará nesta terça-feira, após 24 sessões de treinamentos em 23 dias. O GloboEsporte.com entrevistou o preparador físico alvinegro para um balanço do período.
Chefe da preparação no Nilton Santos desde janeiro, Felippe Capella considerou que o resultado foi positivo e por isso espera um desempenho físico ainda melhor no segundo semestre. Ele também viu benefício extra para o principal reforço do clube, Aguirre, e Marcelo, uma vez que a dupla não fez pré-temporada em 2018. E adotou cautela quanto à volta de Marcos Vinícius, que se recupera de lesão no joelho direito.
Confira a entrevista:GloboEsporte.com: A saída surpresa do Valentim e a chegada de um novo treinador mudou alguma coisa da programação da intertemporada?
Felippe Capella: A programação foi mantida, já havíamos definido com relação à parte física quais trabalhos nós faríamos nesse período de intertemporada. Com a chegada do Paquetá, nós apresentamos para ele, conversamos, trocamos algumas ideias, mas não teve alteração. A gente está conseguindo fazer um bom trabalho. Já estamos agora no final e foi muito proveitoso mesmo.
Até terça-feira, serão quantas sessões de treinos ao todo? Como avalia esse período?
Completaremos 24 sessões de treinamento, algo que a gente não teve na pré-temporada. É bem satisfatório, bem proveitoso. Se pudéssemos sempre ter uma parada dessa no meio do ano seria bem interessante. Mas em contrapartida o calendário fica mais apertado e intenso. O saldo é positivo, conseguimos trabalhar bem as capacidades físicas do grupo e esperamos que no segundo semestre a gente consiga fazer um trabalho ainda melhor do que foi no primeiro.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_bc8228b6673f488aa253bbcb03c80ec5/internal_photos/bs/2018/q/o/r1Q3vaRCyoNOGpXi0ZKQ/c32v4350.jpg)
Preparador físico completará 24 sessões de treino em 23 dias (Foto: Vitor Silva/SSPress/Botafogo)
Um dos jogadores que mais precisava dessa preparação era o Aguirre, que vinha de cirurgia e não fez pré-temporada. Quão importante foi esse período para ele?
O Aguirre teve essa cirurgia, chegou ao clube, fez o tratamento, o departamento médico o recuperou, e ficou cinco meses sem treinar propriamente com o grupo. Então essa intertemporada foi muito proveitosa para ele. Participou de sete partidas e ainda não de maneira integral. Ele está começando a ter sequência de treinamentos, acredito que agora é a sequência de jogos que vai dar ritmo. É um período de adaptação e tem que ter um pouco de calma. Uns adaptam mais rápido, outros demoram um pouco mais.
De 0% a 100%, como estava o Aguirre fisicamente antes da Copa? Como estará agora e quando será o ápice físico dele?
A condição física dele era satisfatória diante do cenário de cinco meses afastado, um período realmente extenso. É um atleta extremamente dedicado, comprometido, chega todo dia querendo dar seu melhor, isso facilita o processo de adaptação ao nosso futebol. Fisicamente a sua condição vinha evoluindo. A gente entende que teve um período bom para trabalhar com ele. Esperamos que esteja em uma condição física melhor em relação ao primeiro período dele. E mais adaptado.
Volto a dizer que a gente tenta nas sessões de treino desenvolver o atleta da melhor maneira possível fisicamente, mas acaba que a sequência de jogos é que consegue realmente desenvolver o atleta em uma plenitude nesse quesito. Ápice a gente não costuma trabalhar com essa meta. Procuramos o quanto antes o atleta estar suportando as partidas e atendendo ao modelo de jogo do treinador. A partir do momento que ele tem uma sequência de jogos e consegue desenvolver bem uma condição, a gente tenta sustentar ela pelo maior período possível.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_bc8228b6673f488aa253bbcb03c80ec5/internal_photos/bs/2018/A/q/90i0wyQXydxqNTAHF2oQ/c32v3532.jpg)
Marcos Vinícius está na transição e não enfrenta o Corinthians (Foto: Vitor Silva/SSPress/Botafogo)
Além do Aguirre, quem precisava mais dessa preparação? O Marcelo, que não teve pré-temporada também? Mais algum?
Basicamente esses dois atletas que vão conseguir tirar um proveito melhor dessas sessões de treinamentos. O Aguirre precisava desse tempo a mais, que foi muito bem-vindo. E o Marcelo também, por já ter jogado no Brasil, mas o último ano e meio dele foi fora do país. Querendo ou não, ele se adaptou à realidade de onde estava, que não é tão alta quanto à nossa. Mas é um atleta também extremamente focado, dedicado, já melhorou muito e continua querendo melhorar mais ainda. Esse período para ele tem sido muito proveitoso.
O Marcos Vinícius já está na transição, mas não fez boa parte dos trabalhos normais da intertemporada. Haverá um período específico com ele para recuperar o que perdeu? Quando ele ficará novamente à disposição?
O Marcos Vinícius deu início ao processo de transição semana passada, não está liberado para treinar com o grupo ainda. Vem evoluindo e a ideia é o quanto antes colocar ele para treinar junto ao grupo. É um processo que a gente avalia diariamente. Ele vem se esforçando, treinando bem, se dedicando... O quanto antes ele vai estar à disposição novamente.
Fonte: GE/Por Thiago Lima, do Rio de Janeiro