Alvinegro participou pela última vez em 2017; veja o contexto em diferentes áreas do clube
Aurora e Botafogo , pela segunda fase de Libertadores, nesta quarta-feira, marcará a primeira vez da SAF do Alvinegro na competição sul-americana. O ge traçou um comparativo entre diferentes aspectos do clube em 2024 e 2017, até então a última participação no torneio. Aspectos como elenco, estrutura, valores investidos e problemas extracampo foram analisados.
Gatito fala da volta do Botafogo à CONMEBOL Libertadores (https://ge.globo.com/video/gatito-fala-da-volta-do-botafogo-a-conmebol-libertadores-12372436.ghtml)
Elenco
A 'Era SAF' deu ao Alvinegro mais poder financeiro, pontencializado pelo grupo multiclubes do empresário americano John Textor. Para esta temporada, por exemplo, o Botafogo trouxe o atacante Luiz Henrique com o status de contratação mais cara do futebol brasileiro e da história do clube: foram R$ 106 milhões investidos para ter o jogador.
Além dele, renovou o elenco com outras oito contratações, com nomes, em sua maior parte, já consolidados no cenário do futebol: o goleiro John; os zagueiros Lucas Halter, Alexander Barboza e Pablo; o lateral Damián Suárez; o volante Gregore; e os atacantes Jeffinho e Savarino.
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Luiz Henrique é apresentado no Botafogo — Foto: Vitor Silva / Botafogo
Em 2017, a situação econômica era mais "apertada" e as soluções para o time vieram a partir de apostas. Foram 12 contratações no total para o elenco que mesclava jovens, como o zagueiro Igor Rabello, e jogadores adquiridos em busca da afirmação, entre eles Gilson , Gatito Fernández e Roger.
João Paulo, Bruno Silva, Joel Carli, que havia chegado há um ano no Brasil, entre outros também integravam a lista de reforços do Glorioso naquela temporada.
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Joel Carli — Foto: Twitter oficial do Botafogo
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Ambiente e torcida
Botafogo viveu um grande primeiro semestre em 2017, com lindas festas na Libertadores, com mosaicos e casa cheia, mas caiu de rendimento, foi eliminado da Copa do Brasil, saiu do G6 no Brasileirão e foi eliminado pelo Grêmio nas quartas de final da Libertadores.
Enquanto o Botafogo esteve bem, a torcida carregou o time no colo. No entanto, a reta final do ano contou com protestos, em treinos e jogos, e até invasão no Nilton Santos. Símbolos do bom momento, Bruno Silva, Roger, Rodrigo Pimpão e Jair passaram a ser apontados como vilões.
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Torcida Botafogo, Botafogo x Grêmio - Libertadores 2017 — Foto: Marcelo Baltar
2023 foi muito semelhante a 2017, enquanto o time liderava o Brasileirão. A perda do título fez a torcida se virar contra o clube, que ainda vê protestos nas arquibancadas e vaias após os jogos.
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Problemas financeiros
Em 2017, o Botafogo conseguia pagar em dia os salários e recolhia os encargos trabalhistas, mas o aperto da situação financeira impediu o pagamento das últimas premiações dos jogadores. Não se pode afirmar, mas injeção financeira em dia pode ter contribuído para os bons resultados dentro de campo.
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Desde então, o Alvinegro acumulou dificuldades para honrar os compromissos com seus funcionários, que chegaram a quatro meses de salário em atraso em alguns momentos.
Com a chegada da SAF, a situação normalizou já que John Textor colocou dinheiro nos cofres do clube para "organizar a casa". A gestão dura quase dois anos.
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Estrutura de treinos
Hoje o Botafogo conta com uma estrutura à parte do Estádio Nilton Santos para realização de treinos, É o Espaço Lonier, localizado na Zona Oeste da cidade. Essa também foi uma implantação da SAF.
Ainda há um projeto de um novo CT, que pode ser o maior em área do Brasil. O clube aguarda a liberação de terreno por parte da Prefeitura do Rio de Janeiro para iniciar as obras.
Antes, como em 2017, o elenco treinava no campo anexo do estádio, com estrutura toda utilizada do estádio.
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Projeto do futuro CT do Botafogo — Foto: Reprodução
Dentro de campo: time base e artilharia
O time de 2017 era treinado por Jair Ventura e tinha como base, entre os mais utilizados: Gatito; Arnaldo, Joel Carli, Igor Rabello e Victor Luís; Rodrigo Lindoso, Matheus Fernandes, Bruno Silva e João Paulo; Roger e Rodrigo Pimpão.
O artilheiro foi o atacante Roger, com 17 gols em 48 jogos.
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Roger, Botafogo — Foto: Marcelo Baltar
Em 2024, sob o comando de Tiago Nunes, o time titular, sem considerar os lesionados no momento tem: Gatito; Mateo Ponte, Lucas Halter, Alexander Barboza e Hugo; Marlon Freitas, Tchê Tchê, Eduardo, Victor Sá e Savarino; Tiquinho Soares.
Apesar da alcunha de artilheiro absoluto em 2023 para Tiquinho Soares, a artilharia em 2024 está dividida entre Eduardo, Júnior Santos e Jeffinho, cada um com três gols.
Botafogo 2 x 4 Vasco | Melhores momentos | Campeonato Carioca 2024
Fonte: Por Jéssica Maldonado — Rio de Janeiro