Empate deixa o Alvinegro com 23 pontos, e time segue em nono lugar no Campeonato Brasileiro
Melhores momentos de Botafogo 0x0 Chapecoense pela 16ª rodada do Brasileirão
Eduardo Barroca não escondeu a decepção com o empate por 0 a 0 com a Chapecoense no Nilton Santos, nesta segunda-feira. Chegou à sala de imprensa com um semblante preocupado, mas identificou fatores positivos, como a criação de chances reais de gols, sobretudo no segundo tempo.
- A gente enfrentou equipe que jogou com duas linhas de quatro bem compactadas e que não abriu as costas em nenhum momento. Você precisa de soluções próximas ao gol ou geralmente quando está pressionado. O Botafogo, mesmo com dificuldade, criou várias chances. No primeiro tempo, um pouco menos, mas mesmo assim tivemos cabeçada do Diego Souza e um cruzamento do Luiz Fernando. Tivemos dificuldades no meio das duas linhas de quatro, faltou ordem para atacar a última linha com maior clareza.
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Eduardo Barroca durante entrevista coletiva — Foto: Fred Gomes
- No segundo tempo, tivemos chances mais claras. Tivemos a bola na trave do Alex, outra dele no fim do jogo e duas do Diego Souza, uma em que ele chutou por baixo, e a outra no fim. Mas foi insuficiente. O resultado não nos agrada. Cabe a gente tentar se desenvolver, porque faltam três jogos nesse final de ciclo (até o final do primeiro turno). Dentro das metas que colocamos, a pontuação que colocamos é factível de atingir. o Botafogo está fazendo campeonato digno, mas temos que virar a chave e se preparar para enfrentar o Inter.
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Chape em crescimento
- Nos últimos quatro jogos, a Chapecoense só tinha perdido um jogo. Tiveram melhora grande após Emerson Cris assumir o time, mas precisávamos dos três pontos para alcançar o G-6.
Segundo ciclo (até o fim do turno)
- Ainda faltam três jogos para esse ciclo, e eu trabalho jogo a jogo. O único foco é no Inter. Ajustar o que não foi positivo e reforçar o que foi bom. Tentar fazer o melhor que pudermos contra o Inter para atingir a meta que estabelecemos.
Queda após a parada e perda de jogadores
- Desde que cheguei, perdemos Kieza, Ferrareis, Erik, Biro Biro e agora o Jonathan. Diante desse cenário, é preciso ser realista. A gente tenta buscar as soluções da maneira que estamos tentando, que é tentar em casa. Diante do cenário do clube, é difícil buscar fora do Botafogo.
- Não cabe fazer reclamação. Tanto direção quanto jogadores encaram a situação de frente. Buscamos com empenho dos jogadores e de toda a comissão que aqui já estava. É bom exaltar todo o corpo técnico que aqui já estava.
- Temos uma das equipes que menos se machuca. Se a gente tirar o jogo com o Palmeiras, em que a gente teve aquele pênalti e levou 10 amarelos, o Botafogo é uma das duas ou três mais disciplinadas. Teve só um vermelho, que foi o do Gilson. Publicamente falado que foi um cartão vermelho equivocado. Todos estão cientes da nossas dificuldades.
Atuação de Diego Souza
- Sobre o Diego, já falei anteriormente que é um cara importante pra gente. Tem história na competição, dá peso à nossa equipe. Pode fazer outra função. No fim do jogo, voltou um pouco mais para o Rangel ficar adiantado. Teve duas oportunidades e finalizou mesmo diante de muita dificuldade. Goleiro esperava bola por cima, e o Gum foi muito feliz de conferir. Diego chegou quase dividindo com o goleiro e conseguiu finalizar por baixo.
- Jogador importante do nosso grupo, foi decisivo em diversas partidas, contra o Vasco, contra o Athletico-PR, foi decisivo contra o Fortaleza, com passe pro Alex; foi decisivo contra o CSA, onde deu o passe para o Cícero; e a gente ganhou todos esses jogos.
- A gente precisa ter convicção no que vem fazendo. Não estamos satisfeitos com o resultado, que é o ponto de partida para seguir melhorando. E aproveitar o segundo ciclo para conseguir a pontuação que estabelecemos.
Faltou acelerar mais o jogo?
- No primeiro tempo, faltou trocar passe mais rápido. Quando falo em trocar passe mais rápido, não é característica de correr em campo. Faltou trocar passe mais rápido. No primeiro tempo, botei Alex Santana e João Paulo no meio das duas linhas deles. Pedi para que os dois não viessem buscar a bola com os zagueiros e com o Gustavo. Queria que recebessem em boas condições para darem o passe final.
- No primeiro tempo, a gente teve um pouquinho de dificuldade para circular a bola mais rapidamente para que ela chegasse em condições de João Paulo e Alex para pifarem nossos atacantes. Quando a gente demorava, a Chapecoense fechava as duas linhas. Demorou a se ajustar, mas na segunda metade do primeiro tempo, a gente melhorou. E, no segundo tempo, melhorou ainda mais nessa questão.
Metas para o segundo ciclo de jogos
- Estabeleci que no segundo ciclo a nossa meta excelente seria igualar os 15 pontos do primeiro ciclo. A meta de excelência seria igualar, chegar a 30 pontos. Nível de excelência máxima. Hoje estamos com oito pontos, então faltariam sete para chegar a esse nível. Trabalhamos também com proximidade da zona de Libertadores e distanciamento de zona do rebaixamento.
Fonte: GE/Por Emanuelle Ribeiro, Fred Gomes e João Guerra — Rio de Janeiro