Em um primeiro momento não há razão para alarde. Time faz bom jogo, mas paga caro pela falta de atenção (e fôlego) nos minutos finais contra o São Paulo. Motivos, lado positivo e lições
Melhores momentos de Botafogo 3 x 4 São Paulo pela 17ª rodada do Brasileirão
O momento do Botafogo é especial, o time vive lua de mel com a torcida, mas a derrota para o São Paulo assustou. Nem tanto pelo revés em casa, mas pela forma como aconteceu. Um apagão a partir dos 39 do segundo tempo transformou a tranquila vitória por 3 a 1 em um preocupante tropeço por 4 a 3. Mas o que houve? O episódio pode atrapalhar a sequência da temporada?
Em um primeiro momento não há razão para maiores desdobramentos. A torcida ficou chateada, de certa forma em choque, mas não vaiou o time. Afinal, há três dias os mesmos jogadores conseguiram uma classificação maiúscula contra o Atlético-MG na Copa do Brasil. Além disso, a equipe estava invicta há sete jogos.
E de certa forma isso pesou. Mais pelo cansaço do que pela ressaca da classificação. Jair e os jogadores não fizeram alarde quanto ao resultado. Segundo o treinador, não é momento de cobranças, mas de passar tranquilidade e confiança.
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Jair Ventura viu time desgastado e disse que time corrigirá erros para a partida contra o Palmeiras (Foto: André Durão)
O que houve com a defesa?
Ponto forte do Botafogo desde o ano passado, a defesa não foi bem contra o São Paulo. Há quase um ano, desde a derrota por 5 a 2 para o Cruzeiro na Copa do Brasil, o Alvinegro não sofria quatro gols no mesmo jogo.
Não dá, no entanto, para apontar culpados. O jogo foi aberto, o São Paulo finalizou 21 vezes, mas fora os gols no fim e o pênalti defendido, Gatito pouco trabalhou. A defesa não vinha comprometendo até o apagão. Fica o alerta.
A culpa é do cansaço?
O calendário não tem sido amigo do Botafogo e cobrou seu preço neste sábado. O time se portou bem ao longo do jogo, mas perdeu o fôlego no fim. Victor Luis e Roger, por exemplo, cansaram e pediram para sair. Faltou combustível, mas não dá para culpar apenas o lado físico.
De fato, Jair citou o cansaço, mas não justificou a derrota apenas pelo aspecto físico. Faltou, no fim, organização e atenção. E o São Paulo, que teve uma semana inteira para treinar, soube aproveitar. Pulmão do time, Bruno Silva (suspenso) fez falta.
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Apagão custou caro. Botafogo sofreu três gols nos sete minutos finais (Foto: Reprodução)
Por que caiu tanto no fim?
Além do aspecto físico, o Botafogo se desorganizou com algumas mudanças. Substituto de Marcos Vinícius, Guilherme deu novo gás, marcou um gol, mas deixou o time mais exposto.
Com Victor Luis e Roger exaustos, Vitor Lindemberg e Brenner estrearam. Não houve falhas individuais, Jair avisou que não buscará culpados, mas pesou o desentrosamento dos estreantes, até pela questão de posicionamento. O Botafogo se assustou com o segundo gol e ficou acuado. O São Paulo cresceu e aproveitou. Mérito também para a equipe de Dorival.
Lado positivo
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Lado positivo: ataque fincionou e marcou três gols pelo segundo jogo seguido (Foto: André Durão)
A derrota no fim ofuscou o bom rendimento do ataque. Conhecido por ser um time de muita marcação e poucos gols, o Botafogo marcou três vezes pelo segundo jogo seguido. Enquanto teve fôlego, o setor de criação foi muito bem. O time teve até oportunidades para marcar mais gols.
Derrota nunca é bom, mas o Botafogo perdeu na hora que podia perder. O clube não quer abrir mão do Brasileiro, precisa pontuar agora, mas o resultado é recuperável. Fica a lição para a sequência da temporada, especialmente em jogos classificatórios e decisivos da Libertadores e da Copa do Brasil.
Fonte: GE/Por Marcelo Baltar, Rio de Janeiro