Botafogo tem 11 pontos de vantagem na liderança do Campeonato Brasileiro
O Botafogo não teve atuação de destaque no último domingo contra o Santos, mas saiu da Vila Belmiro com um empate considerado heroico. Depois de sair perdendo por 2 a 0, buscou o resultado nos minutos finais do jogo e igualou o placar mesmo sem dois dos principais jogadores. O ge reuniu cinco motivos que tem feito o time, agora comandado por Bruno Lage, manter o rendimento no Brasileirão, mesmo com as baixas.
Botafogo inaugura farol em General Severiano (https://ge.globo.com/video/botafogo-inaugura-farol-em-general-severiano-11811221.ghtml)
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Machucado, o meia Eduardo não ficou à disposição para o duelo contra a equipe paulista, assim como o zagueiro Victor Cuesta, que cumpriu suspensão pelo terceiro cartão amarelo. Além deles, aos 40 minutos do primeiro tempo, Luís Henrique deixou o gramado após deslocar o ombro. Mas as baixas pouco refletiram no desempenho do time, que é líder com 11 pontos de sobra.
Confira abaixo:
- Baixo índice de lesões e rápidas recuperações:
Hoje no Departamento Médico do Botafogo estão apenas o meio-campista Patrick de Paula e o lateral-direito Rafael, que tiveram lesões mais graves. Além deles, Luís Henrique também se recupera do problema no ombro, mas não preocupa a médio prazo.
A média dos retornos dos jogadores que ingressam no "DM" é de um mês. E, coincidentemente, as lesões não acontecem ao mesmo tempo, o que permite a manutenção da maioria dos jogadores que formam os 11 titulares. A boa notícia da semana, por exemplo, é o retorno de Gabriel Pires, que teve problema muscular na panturrilha e ficou fora por dois meses.
Enquanto o jogador estava fora de "combate", outros supriam o meio-campo. Danilo Barbosa, Lucas Fernandes e Eduardo foram outros que passaram por problemas, mas retornaram rapidamente ao campo.
- Poucas suspensões
O Botafogo é um dos times que menos recebe cartões amarelos - no ranking, é o 14º entre os 20 clubes no Brasileirão. Com isso, tem suspensões graduais, mas sem grande impacto na montagem do time. O "rodízio" preserva o time de perder muitos jogadores ao mesmo tempo.
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Jogadores do Botafogo comemorando com a torcida — Foto: Alexandre Durão / ge
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- Ânimo forte/união
Mesmo que tecnicamente alguns jogadores tenham atuações abaixo do esperado em determinados jogos, o mental do elenco é forte. Prova disso foi a saída do técnico Luís Castro, que deixou o clube no decorrer do Campeonato Brasileiro para assinar com o Al-Nassr, da Arábia Saudita.
Os jogadores se uniram e abraçaram Cláudio Caçapa, interino que veio para "tapar buraco" por duas semanas enquanto a diretoria negociava com Bruno Lage. A impressão que fica é que um atleta corre pelo outro.
- Ideia de jogo estabelecida a partir da SAF
Por mais que o time tenha sofrido com mudança no comando, o trabalho feito desde o início do ano passado deu identidade ao Botafogo. Resiliente à medida que adapta aos adversários, todos os profissionais estão alinhados internamente. A ideia estabelecida atravessa os comandos técnicos e refletem dentro de campo.
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Adryelson e Lucas Perri, Botafogo — Foto: Vítor Silva/Botafogo
- Defesa forte
Mesmo com as boas temporadas individuais de nomes como Eduardo e Tiquinho Soares, a grande qualidade do Botafogo passa pelo pouco número de gols sofridos. O time tem a melhor defesa do Brasileirão, com nove gols sofridos em 16 gols - é a única equipe que foi vazada menos de dez vezes até agora na competição.
Os zagueiros Adryelson e Victor Cuesta e o goleiro Lucas Perri são a espinha dorsal do setor. Dos 16 jogos disputados, o Botafogo saiu sem levar gol em dez.
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Fote: ge/Por Jéssica Maldonado — Rio de Janeiro