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quinta-feira, 19 de abril de 2012

Loco treina normalmente no Bota e não mostra abatimento com banco de reservas



Loco Abreu treinou normalmente pelo Botafogo após ser barrado contra o Guarani
Após ficar no banco de reservas contra o Guarani, pela Copa do Brasil, na última quarta, Loco Abreu treinou normalmente na manhã desta quinta, em General Severiano. O uruguaio participou de um treinamento técnico de finalizações juntamente com os companheiros que não iniciaram o último confronto sem mostrar qualquer tipo de abatimento.

O camisa 13 estava feliz e esbanjando sorrisos em várias oportunidades, demonstrando encarar a situação com a maior naturalidade possível. Na segunda parte, os jogadores participaram de um coletivo em dimensões reduzidas. O atacante atuou ao lado de Renan Lemos, Willian e Gabriel, demonstrando boa desenvoltura e marcando alguns gols.
Lucas e Maicosuel também participaram da atividade. O lateral ficou de fora do jogo contra o Guarani para cumprir suspensão automática pelo terceiro cartão amarelo e voltará à equipe no sábado. Já o camisa 7 voltou de lesão há uma semana e está se recondicionando fisicamente. O meia atuou por 45min contra o Boavista, pela Taça Rio, e aproximadamente 20min na última quarta.
O técnico Oswaldo de Oliveira ainda não confirmou, mas a chance de o apoiador retomar a titularidade neste sábado contra o Bangu, pela semifinal da Taça Rio é grande. Existe ainda a expectativa quanto ao aproveitamento de Loco Abreu. Caso os dois sejam titulares, Herrera deverá voltar ao banco. Fellype Gabriel, Andrezinho e Elkeson podem começar entre os suplentes para a volta do Mago.
Bernardo Gentile do UOL

Botafogo ressuscita base e festeja 'melhor momento' desde ícone Almir


Vitinho (esquerda) e Renan Lemos (direita), duas revelações da base do Botafogo
Vitinho (esquerda) e Renan Lemos (direita), duas revelações da base do Botafogo

Num passado recente, quando o assunto em uma mesa de bar era sobre as categorias de base, os botafoguenses fechavam a cara e tinham que aguentar as brincadeiras dos rivais cariocas, que revelavam jogadores de qualidade como Júlio César, Juan, Adriano, Roger, Carlos Alberto, Felipe e Pedrinho, por exemplo. Os alvinegros, por outro lado, apenas lamentavam. Desde 2001, o atleta que despontou no clube com maior destaque foi Almir, - com passagem marcante em 2004 quando a equipe voltou para a elite do futebol brasileiro. O meia, no entanto, perdeu espaço e deixou o clube dois anos depois.

MEIA  ALMIR FOI A ÚLTIMA REVELAÇÃO DE DESTAQUE DO BOTA ENTRE 2001 E 2009
Em seu melhor momento desde então, o Glorioso conta com 16 atletas oriundos de Marechal Hermes entre os profissionais - nenhum deles é titular absoluto, entretanto. O atacante Alex, que foi emprestado para Joinville até o fim de 2012, é outro jogador de destaque. Neste período, o clube não teve sucesso e lançou jovens que não deixaram saudade, casos de Leandro Carvalho, Rafael Marques, Thiago Xavier e Marcio Gomes.
No clube desde janeiro de 2009, data de posse do presidente Maurício Assumpção, o gerente geral de base, Sidnei Loureiro, aponta o motivo pelo qual o Alvinegro ficou tanto tempo sem revelar um grande jogador.
“Um questão de política de gestão. O Botafogo passou por uma crise interna muito grande, foi quando caiu para a segunda divisão em 2002. Depois o Bebeto de Freitas assumiu a presidência [2003] e tinha como política de gestão, ele mesmo dizia, que não acreditava nas divisões de base. Não estou criticando, mas é apenas a forma como ele via o futebol. Não apostava nisso. Por esses motivos, o clube ficou sem revelar um grande jogador por muito tempo”, disse.
Entretanto, a filosofia mudou com a chegada de Assumpção. Segundo Sidney Loureiro, o atual presidente diz acreditar que o futuro do clube passa pelo sucesso de novas revelações. O resultado pode ser notado na equipe profissional, que aposta em atletas como Caio, Cidinho, Renan e Lucas Zen.
“Quando o Maurício [Assumpção] assumiu o clube, em 2009, tinha como intenção voltar a revelar jogadores. Ele encontrou o futebol profissional com apenas quatro jogadores com contrato firmado para a temporada. A maioria dos jogadores estava com contrato encerrando. O presidente sempre teve a visão que a base seria importante para o futuro, ainda mais pela situação que o futebol profissional se encontrava. Tínhamos que recorrer à base. Investimos na base. Era o foco. Acreditamos no trabalho. Investimos em profissionais, em atletas e criamos uma política de desenvolvimento das categorias de base”, afirmou.
O alto aproveitamento de jogadores no time profissional, no entanto, ainda não satisfaz o Botafogo. Pelo menos, é isso que afirma Sidney Loureiro. Segundo o gerente geral da base, o Alvinegro está investindo ainda mais para voltar a revelar atletas com condições de vestir a camisa da seleção brasileira.

REVELADO EM 2010, CAIO VIROU 'TALISMÃ ALVINEGRO' NO TÍTULO ESTADUAL
 “O Botafogo tem como tradição, em seu passado, uma forte divisão de base. Vários jogadores são oriundos da nossa base, como são os casos de Zagallo e Jairzinho. Campeões do mundo com a seleção e que eram da base do Botafogo. Realmente, mais recentemente, passamos por um período mais complicado. Lá no passado, o clube viveu um momento de muita glória com relação às categorias de base e o nosso objetivo é resgatar essa história”, comentou.
No início de 2012, o Botafogo promoveu cinco jogadores para o elenco profissional. Vitinho e Jeferson são as principais apostas. Após alguns meses de treino, os jovens receberam muitos elogios e ganharam a companhia do volante Jádson, que fez sua estreia no último domingo, contra o Boavista. Sidney Loureiro, entretanto, prefere não escolher uma grande revelação.
“Acreditamos no trabalho como um todo. Por exemplo, o volante Fabiano seria o escolhido para subir em janeiro de 2012, mas teve uma lesão no joelho e subimos o Elber e o Gabriel. Entretanto, quem teve a chance de jogar como titular foi o Jádson, que foi muito bem. Esse é o maior exemplo de que acreditamos em um projeto e não apenas em uma atleta”, encerrou. 
Bernardo Gentile do UOL

O Botafogo é um time mal escalado



Olá, torcida botafoguense!

O empate sem gols com o Guarani nos classificou às oitavas-de-final da Copa do Brasil, o que é ótimo, por ser o torneio nosso principal objetivo em 2012. O time jogou com o regulamento nas mãos, tinha a vantagem por conta da vitória em Campinas (2 a 1) e avançou. Enfrentaremos agora o Vitória. Dito isso, lembro que a equipe segue invicta na temporada, 20 jogos, dez vitórias e dez empates. Uma invencibilidade meio mentirosa, visto que o time não tem jogado bem. E para mim não vem jogando bem porque é mal escalado.
Oswaldo de Oliveira optou por manter o esquema usado por Caio Jr. no ano passado, o 4-2-3-1. A formação sobrecarrega os meias ofensivos, hoje Elkeson e Fellype Gabriel, que são vistos muito mais do meio para trás do que do meio para a frente. Talvez Oswaldo faça isso porque tem laterais fraquíssimos e um volante, que apesar de excelente, já pode ser considerado um veterano. Busca então, um reforço na marcação. Sei que o treinador também sofreu com lesões de titulares importantes até aqui e a má forma de Loco Abreu interefere diretamente no desempenho, já que os gols diminuíram.
Oswaldo, no entanto, poderia ter testado outras variações, aproveitando a fragilidade do Campeonato Estadual. Só agora tem dado chances a Brinner e aos juniores, como Renan Lemos, Jadson e Gabriel. A equipe deveria jogar com dois volantes, Elkeson e Fellype Gabriel como meias e Herrera e Loco na frente. Herrera contra o Guarani estava tão sozinho que deu até pena. Não produziu nada, assim como o uruguaio nos últimos jogos. Com a lucidez habitual, Loco disse após o empate com o Boavista, no domingo, que o "time precisa de mais alguém na frente". Coincidência ou não, foi sacado do jogo de ontem e ficou no banco pela primeira vez no clube.
Jéfferson é indiscutível e na defesa não temos opções por falta de planajemento da diretoria. Mas do meio para a frente poderíamos ter variações. Marcelo Mattos, Renato, Elkeson, Fellype Gabriel, Herrera e Loco são meus preferidos. Quando Maicosuel estiver 100% de novo pode entrar no lugar de Elkeson. Andrezinho não jogou nada ainda e não merece seguir como titular. Seria boa opção no banco, assim como Cidinho, quando voltar do inútil torneio sub-20 que a seleção está jogando não sei onde.
A torcida perde a paciência com o treinador no momento em que este não passa confiança a ela. Escalar Andrezinho e Felipe Menezes como articuladores não resolve. A torcida já viu isso. Oswaldo tem as opções para mudar. E ele tem competência para fazer.
Saudações alvinegras!
Marcos Moura