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sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Seedorf para poucos: raro na carreira do holandês, estádio vazio vira rotina



Nos últimos três jogos com mando de campo do Botafogo somados, menos de 10 mil pessoas pagaram para ver o jogador atuar no Engenhão



Foram apenas 2.457 pagantes para assistir ao primeiro gol de Seedorf no Engenhão com a camisa do Botafogo. Algo inesperado até pelo mais pessimista torcedor, crítico, dirigente ou apenas espectador do futebol quando foi anunciada a contratação do holandês no dia 30 de junho. Em quatro jogos com seu atual clube como mandante, ele atuou apenas uma vez para mais de quatro mil pessoas.

Somados os últimos três jogos disputados como mandante pelo Botafogo, Seedorf atuou para menos de 10 mil pessoas. Nos confrontos com Figueirense, Palmeiras e Sport, o time levou ao Engenhão apenas 9.408 pagantes.

Seedorf comemora seu primeiro gol no Engenhão para menos de três mil pagantes (Wagner Meier / AGIF)
Seedorf atuou apenas uma vez para menos de 10 mil pessoas em 77 jogos disputados pelo Milan nas duas últimas temporadas. O fato aconteceu nas quartas de final da Copa da Itália, no dia 26 de janeiro deste ano, quando marcou um gol na vitória por 3 a 1 sobre o Lazio para um público de 7.520 pagantes.

Também pela Copa da Itália, no dia 18 de janeiro deste ano, o Milan chegou a jogar para um público de 1.920 pagantes, na vitória por 2 a 1 sobre o Novara, pelas oitavas de final da competição. No entanto, o meia sequer ficou no banco de reservas naquele jogo.

No Campeonato Brasileiro deste ano, a média do Botafogo é de 9.276 pagantes por jogo. Com Seedorf, ela chega a 9.838 e sem ele cai para 8.826. Em 2011, o menor público do time como mandante em toda a competição foi de 6.379, na última rodada, no empate por 1 a 1 com o Fluminense, em Volta Redonda, quando o resultado não teria influência na classificação. Esse número é menor apenas do que três dos nove jogos com mando de campo do time na edição de 2012.
Nas duas últimas temporadas, o menor público para o qual Seedorf jogou no Campeonato Italiano com mando de campo do Milan foi de 37.177 pagantes, no dia 29 de agostos de 2010, na goleada por 4 a 0 sobre o Lecce

O impacto na presença de público esperado com a chegada do Seedorf acabou sendo freado com os resultados. Em sua estreia com a camisa do clube, quando o Engenhão recebeu 29.943 pagantes, o Botafogo perdeu para o Grêmio por 1 a 0. Nos quatro jogos disputados no estádio, foram duas vitórias, sobre Sport e Figueirense, e duas derrotas (também perdeu para o Palmeiras).

O contraponto está no Programa Sou Botafogo, considerado pelo presidente Maurício Assumpção o grande parceiro do clube para viabilizar Seedorf, que recebe R$ 700 mil por mês, já descontados os impostos, além de R$ 1,5 milhão de luvas. Logo na primeira semana do anúncio do jogador, houve um crescimento de 50% do número de associados, pulando de oito mil para 12 mil.

O próximo jogo do Botafogo com mando de campo no Engenhão é contra o Palmeiras, quarta-feira, pela Copa Sul-Americana, quando o Alvinegro precisa se recuperar de uma derrota por 2 a 0 para passar de fase. Antes, o time entra em campo domingo, contra o Atlético-MG, em Belo Horizonte, pelo Campeonato Brasileiro.

O mando de campo do Botafogo no Brasileiro 2012

Jogo  e Público pagante 
4 x 2 São Paulo 4.836
2 x 3 Cruzeiro 5.256
1 x 2 Ponte Preta 4.618
3 x 0 Bahia 16.718
1 x 1 Fluminense 12.703
0 x 1 Grêmio 29.943
1 x 0 Figueirense 3.401
1 x 2 Palmeiras 3.550
2 x 0 Sport 2.457


Por Fred Huber e Thales SoaresRio de Janeiro 



Em jejum de quase 120 dias, Rafael Marques controla ansiedade no Bota



Último gol do atacante, que pode ser titular domingo contra o Atlético-MG, aconteceu no dia 21 de abril. De lá para cá, foram 18 jogos disputados


Rafael Marques e Doria, treino do botafogo (Foto: Fábio Castro / Agif) Depois da boa atuação na vitória por 2 a 0 sobre o Sport, quando entrou no decorrer do segundo tempo, Rafael Marques tem chances de ser titular do Botafogo no confronto com o Atlético-MG,líder do Campeonato Brasileiro, em Belo Horizonte, domingo, quando completará 120 dias sem fazer gols. O ultimo aconteceu no dia 21 de abril deste ano, na vitória do Omiya Ardija por 2 a 0 sobre o Urawa Reds, pelo Campeonato Japonês.

De lá para cá, Rafael Marques disputou oito jogos no Campeonato Japonês e mais dois pela Copa Nabisco, além dos oito em que já atuou com a camisa do Botafogo. São 18 de jejum. O atacante tem procurado fazer de tudo para mostrar sua capacidade em campo e vive a ansiedade pelo primeiro gol defendendo o novo clube.

- Estava bem confiante ontem (quarta-feira), achando que sairia o gol. Talvez, com um pouquinho mais de calma tivesse conseguido ter uma chance. Não vejo a hora de comemorar com meus companheiros e a torcida. Acho que ela quer muito isso. Sei da ansiedade deles. Estou batalhando para que ele saia o mais rapidamente possível - afirmou Rafael Marques.

Contra o Sport, antes de entrar em campo, o atacante foi mais uma vez vaiado e precisou ouvir novamente os gritos de Loco Abreu ecoarem na arquibancada do Engenhão. No entanto, terminou o jogo recebendo aplausos dos torcedores, principalmente pela dedicação apresentada em campo e com o cruzamento para o primeiro gol, marcado por Elkeson (veja o vídeo).

A cobrança começa dentro de casa com minha mulher e minha filha. Não vejo as vaias como se a torcida estivesse pegando no meu pé, mas como algo que possa me fazer render mais em campo"Rafael Marques- Procuro não me abalar ainda mais. A cobrança da torcida é válida. Ela tem esse direito de querer um bom resultado. Quando pensei em ser jogador sabia que isso iria acontecer. A cobrança começa dentro de casa com minha mulher e minha filha. Não vejo as vaias como se a torcida estivesse pegando no meu pé, mas como algo que possa me fazer render mais em campo - explicou Rafael Marques.

Dias antes do confronto com o Sport, o atacante mostrou dedicação e ficou em campo mesmo depois de todos os companheiros terem deixado o local para treinar, principalmente finalizações. Os goleiros e o auxiliar Luiz Alberto foram seus principais parceiros na empreitada, que, segundo ele, ainda não terminou.

- A gente nunca pode se acomodar. A semana foi muito produtiva. Fiquei confiante por treinador finalizações, troca de passes e posse de bola. Trabalhei muito as tabelas e acho que está faltando um pouquinho da chegada de um terceiro homem. No Japão e na Turquia, isso acontecia muito. Aqui também o campo é diferente e estou sentindo ainda um pouco de dificuldade no domínio às vezes - comentou Rafael Marques.
Gol de Elkeson aproveitando o cruzamento de Rafael Marques




Por Fred Huber e Thales Soares 


Andrezinho crê que escassez de títulos faz com que a torcida pressione mais



Jogador faz questão de dizer que a pressão é normal, já que, segundo ele, o torcedor analisa o time de maneira passional


Andrezinho - Treino do Botafogo - (Foto: Alexandre Loureiro)
Andrezinho é um dos artilheiros do Botafogo no
Brasileirão com cinco gols (Foto: Alexandre Loureiro)
Apesar da vitória contra o Sport, a torcida do Botafogo não parou de colocar pressão no time. Contra o Sport a presença de público não foi boa, porém, o coro contra Oswaldo de Oliveira e alguns jogadores foi barulhento.

Um dos artilheiros da equipe, Andrezinho já marcou cinco gols nesse Brasileirão. Para ele, as vaias são compreensíveis já que os torcedores agem com a emoção e pensam em resultados:





Andrezinho sai em defesa de Oswaldo de Oliveira




- Torcedor pensa e age com emoção. Eles querem a vitória. Nesse tipo de situação buscamos explicações, e por vezes elas simplesmente não existem - afirmou o jogador em entrevista coletiva realizada nesta quinta-feira, no Engenhão.

O Botafogo venceu seu último título nacional em 1995, quando ganhou o Campeonato Brasileiro. Desde então, o time venceu três campeonatos cariocas. Andrezinho também relacionou a constante pressão da torcida com o momento escasso de títulos:

- No futebol o que vale é o resultado. O Botafogo tem uma grande exigência por ser um time grande e isso passa pelo longo período sem um título de expressão. Isso faz o torcedor ter menos paciência. Ver os rivais conquistando títulos e o Botafogo não. Sabemos dessa responsabilidade. No fundo isso é gostoso, quando a ‘seca’ é longa, o prazer é maior - completou.

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