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domingo, 5 de maio de 2013

Sem final! Botafogo vence o Flu e conquista o Campeonato Carioca

Alvinegro faz campanha perfeita na Taça Rio, vence o Flu com gol de Rafael Marques e se sagra campeão carioca de 2013. Glorioso chegou ao seu 20° título estadual




Botafogo x Fluminense - Seedorf (Foto: Paulo Sérgio/LANCE!Press)
Seedorf levanta com orgulho a Taça Rio
(Foto: Paulo Sérgio/LANCE!Press)
Acabou o Campeonato Carioca! Incontestável, o título está em boas mãos - nas do Botafogo! O time de General Severiano derrotou o Fluminense por 1 a 0 na tarde deste domingo, em Volta Redonda, pela final da Taça Rio. Quis o destino que o gol do título fosse feito pelo antes desacreditado Rafael Marques, ainda no primeiro tempo.

Precisando apenas empatar para ser campeão, o Glorioso fez diferente do Vasco - na final da Taça Guanabara - e sequer fez uso do regulamento.

FLU TEM A BOLA, MAS O BOTAFOGO TEM O GOL

A partida começou tensa, justamente como uma final de campeonato costuma ser. Por conta disso, o árbitro do duelo, Marcelo de Lima Henrique, não economizou nos cartões. Aos seis minutos, Thiago Neves levou amarelo por se envolver em confusão na área do Botafogo. Cinco minutos depois, foi a vez de Wellington Nem e Gabriel serem amarelados.

Passado o início conturbado, o Fluminense, que jogava sem nenhum centroavante, começou a ter mais a posse de bola e, de certa forma, dominar mais o jogo. As constantes faltas e o estado irregular do gramado, porém, impediam que os dois times trocassem muitos passes. Aos 28 minutos, o Botafogo teve a sua primeira grande chance. Lodeiro carregou a bola pelo lado direito do ataque e deu uma bela enfiada para Rafael Marques. O atacante não titubeou e mandou para as redes. O árbitro, entretanto, anulou o gol - dando impedimento.

A resposta do Fluminense não demorou para acontecer. Aos 31, Rhayner tabelou com Wellington Nem e mandou uma bomba. Jefferson, bem posicionado, espalmou para escanteio. O goleiro alvinegro voltaria a protagonizar uma bela defesa cinco minutos depois. Após cobrança de escanteio, a bola bateu em Bolívar e foi em direção ao gol do Glorioso. O camisa 1 voou no canto esquerdo para defender.

E foi após um escanteio que saiu o primeiro gol do jogo. Lodeiro cobrou, a bola sobrou para Lucas, que, da intermediária de ataque, finalizou. A bola bateu em Dória e sobrou para Rafael Marques. O atacante, em posição legal, fez a festa da torcida botafoguense: 1 a 0.

Rafael Marques foi o autor do gol da vitória do Botafogo (Foto: Cleber Mendes/LANCE!Press)


O PÊNALTI QUE NÃO FEZ FALTA

O segundo tempo começou movimentado e, assim como na primeira etapa, o Botafogo teve um gol anulado. Logo no primeiro minuto, Bolívar cabeceou para o gol, mas o árbitro anulou, novamente, alegando impedimento. Com o passar do tempo, a tensão dos jogadores foi aumentando. A prova disso foi o carrinho que Leandro Euzébio deu em Lodeiro, aos três minutos.

Aos oito, o Botafogo chegou ao ataque com uma boa troca de passes. Lucas tocou para Seedorf, que, na linha de fundo, cruzou rasteiro para trás. Rafael Marques entrou como uma flecha na área e chutou para fora. A equipe alvinegra, orquestrada pelo holandês, tinha calma quando estava com a bola nos pés e dominava a partida.

O primeiro bom momento do Fluminense aconteceu somente aos 22 minutos. Rhayner fez boa jogada individual, driblou dois adversários e chutou da entrada da área. Bolívar, com muita visão, se atirou em cima da bola e desviou para escanteio. Logo depois, Leandro Euzébio dominou a bola de frente para Jefferson, que saiu muito bem do gol e roubou a bola do zagueiro.

Querendo mudar o panorama do jogo, Abel Braga resolveu trocar Edinho por Felipe. No Botafogo, Rafael Marques deu lugar ao veloz Vitinho. Isso já aos 30 minutos. E ambos os times, que haviam jogado no meio de semana, começavam a demonstrar cansaço. E aos 35 minutos o Botafogo teve a grande chance de matar o campeonato. O árbitro anulou o gol de Dória, pois já havia apitado pênalti em Lodeiro. Seedorf, o melhor em campo, desperdiçou a penalidade ao chutar no travessão de Diego Cavalieri.

Mas o pênalti perdido não fez falta. Absoluto em campo, o Glorioso de General Severiano cozinhou a partida até o fim. Título garantido e indiscutível do Glorioso, que venceu todas as partidas da Taça Rio. Pode gritar "É CAMPEÃO", botafoguense!

FICHA TÉCNICA

BOTAFOGO 1 X 0 FLUMINENSE

Local: Raulino de Oliveira, Volta Redonda (RJ)
Data-Hora: 05/04/2013 - 16h (de Brasília)
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (FIFA-RJ)
Auxiliares: Dibert Pedrosa e Ediney Mascarenhas
Renda e público: R$ 445.575,00/12.485 pagantes
Cartões amarelos: Gabriel, Marcelo Mattos (BOT); Thiago Neves, Wellington Nem, Edinho e Leandro Euzébio (FLU)
Cartões vermelhos: -
Gols: Rafael Marques, aos 40'/1ºT (1-0)

BOTAFOGO: Jefferson, Lucas, Bolívar, Dória e Julio Cesar (Lima, aos 5'/2ºT); Marcelo Mattos, Gabriel, Lodeiro, Seedorf (Lucas Zen, aos 44'/2°T) e Fellype Gabriel; Rafael Marques (Vitinho, aos 30'/2ºT). Técnico: Oswaldo de Oliveira.

FLUMINENSE: Diego Cavalieri; Bruno, Leandro Euzébio, Digão e Carlinhos; Edinho (Felipe, aos 23'/2°T), Jean, Wágner e Thiago Neves; Rhayner (Samuel, aos 37'/2°T) e Wellington Nem (Michael, aos 25'/2ºT). Técnico: Abel Braga.


Pedro Leanza - Rio de Janeiro (RJ)LANCENET! 

Jefferson x Cavalieri: a 'briga' pelo título carioca e por vaga na Seleção




Goleiros de Botafogo e Fluminense disputam a Taça Rio neste domingo;
ex-jogadores que já vestiram a camisa 1 do Brasil opinam sobre a dupla




Tranquilidade é uma das qualidades mais importantes debaixo da trave, e os goleiros Diego Cavalieri, do Fluminense, e Jefferson, do Botafogo, têm isso em comum. Homens de segurança dos times que disputam o título da Taça Rio neste domingo, os dois estão numa “briga” que vai além do Campeonato Carioca: eles lutam por um lugar na seleção brasileira que vai disputar a Copa das Confederações em junho.

– É um momento único, principalmente no Rio de Janeiro. Havia muito tempo que o futebol carioca não tinha um goleiro na Seleção. Agora tem dois – diz Jefferson.

O goleiro do Alvinegro está mais acostumado com a amarelinha. Ele já foi convocado 16 vezes e atuou em seis partidas. Já o camisa 12 do Tricolor tem duas convocações no currículo e foi titular em ambas as oportunidades. Eles também já estiveram juntos no grupo do Brasil: no empate em 2 a 2 com o Chile, no Mineirão, Cavalieri jogou, e Jefferson ficou no banco de reservas.



Não tem um melhor. Nós não temos o melhor"
Leão, sobre os goleiros

– Eu já o admirava muito como profissional e aprendi a admirar ainda mais quando tive a oportunidade de ter mais contato com o Jefferson. Fiquei muito feliz pela oportunidade de conviver com ele – ressalta Cavalieri.

A comparação entre os dois divide opiniões até dos especialistas na posição.

- Se você não tem explosão, você não consegue ir a lugar nenhum. E quando eu digo explosão, é como se fosse um tiro, você aperta o gatilho e a bala dispara. E o goleiro tem que ter esse dom. O Jefferson é esse goleiro – opina Raul Plassmann, que defendeu Flamengo, Cruzeiro, Atlético-PR e São Paulo.

- Acho que agora é o momento pra testar o Diego Cavalieri. Não adianta você levar para a Seleção e deixar no banco. Tem que botar para jogar e ver como ele vai se desenvolver com responsabilidade na seleção brasileira – defende Zetti, ex-goleiro de São Paulo, Palmeiras, Santos e Fluminense.

Com quatro Copas do Mundo no currículo (1970, 1974, 1978 e 1986), Emerson Leão preferiu não tomar partido.

- Não tem um melhor. Nós não temos o melhor. Nós temos hoje no Brasil uma busca para o gol com tranquilidade, mas ainda não conseguimos achar - opina o goleiro que fez história com a camisa do Palmeiras, além de ter atuado em outros grandes como Vasco, Grêmio e Corinthians.

Elogios e opiniões à parte, Jefferson e Cavalieri vão se enfrentar pela décima vez. São quatro empates, três vitórias do goleiro tricolor e duas do camisa 1 alvinegro. Um deles pode garantir o título ao seu time e dar um importante passo na luta para ser o goleiro de confiança de Felipão na seleção brasileira.

Jefferson e Cavalieri: os goleiros do Rio na Seleção (Foto: Editoria de Arte/Globoesporte.com)Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro

Consolidados em 2013, Lodeiro e Wágner protagonizam final da Taça Rio


Armadores de Botafogo e Fluminense vivem grande momento na atual temporada




Lodeiro e Wagner (Foto: LANCE!Press)
Lodeiro e Wagner disputam a final da
 Taça Rio (Foto: LANCE!Press)
A final da Taça Rio neste domingo, entre Botafogo e Fluminense, colocará frente a frente dois dos principais jogadores do Campeonato Carioca:

Lodeiro e Wágner. Enquanto o uruguaio tem sido um dos grandes destaques do Alvinegro, principalmente no segundo turno, o brasileiro se consolidou como o apoiador número 1 do técnico Abel Braga.

Em ambos os casos, a pré-temporada antes do início das competições foi fundamental para o sucesso de agora. O período exclusivo para treinos, concentração e maior convívio com os colegas de elenco ajudou cada um de formas distintas, mas com o mesmo resultado: boas atuações, sequência e gols.

Vejamos o lado de Lodeiro. Uruguaio tímido, de 24 anos, chegou em General Severiano no meio do ano passado, após passagem complicada pelo Ajax (HOL), marcada por uma lesão frustrante na Copa do Mundo de 2010. Em Saquarema, onde o Botafogo se preparou para 2013, ele teve a oportunidade de conversar mais com os outros jogadores do grupo, interagir, enfim, se soltar.

Mais confiante, ele ganhou espaço no time e conseguiu finalmente se adaptar ao futebol brasileiro, através das partidas pela Taça Guanabara. E com a parceria com o holandês Seedorf, seu rendimento foi ainda melhor na Taça Rio. Ele marcou oito gols no Carioca até agora, em 15 jogos.


Número de Lodeiro e Wágner no Carioca *

      Lodeiro Wágner
Jogos   15            15
Gols    83
Assistências    54
Passes certos (média)  37,830

* Fonte: LANCE!FOOTSTATS

Wágner: exemplo de superação

A trajetória de Wágner neste ano foi diferente, mas não menos complicada. Em Atibaia (SP), o meia passou a maior parte da pré-temporada realizando tarefas de fisioterapia e trabalhos à parte de recondicionamento. Só retornou às atividades com bola após dez dias. Tudo por conta de uma pubalgia contraída em outubro do ano passado. Mesmo assim, ele afirmou que viria para 2013 com "a faca nos dentes", na hora de lutar pela condição de titular. E foi mais ou menos por aí.

Logo na estreia do Flu na temporada, diante do Nova Iguaçu, marcou os dois gols da vitória em São Januário. Era um sinal do que estava por vir. Principalmente com participações decisivas, ele conquistou seu espaço no time e venceu a disputa com jogadores como Deco e Felipe.

Wágner é o atleta mais utilizado pelo técnico Abel Braga no ano. Ele ficou fora de apenas dois dos 24 jogos disputados pelo Fluminense até o momento, entre Campeonato Carioca e Copa Libertadores. Feliz no clube, descartou de vez o pensamento de deixar as Laranjeiras, como revelou ao L!Net. Além disso, é um dos artilheiros do grupo em 2013, com cinco gols (um a menos do que os atacantes Rafael Sobis e Wellington Nem). O camisa 19 falou sobre o duelo com Lodeiro, neste domingo:

- O Lodeiro é um grande jogador e que está vivendo um bom momento, fazendo gols, dando assistências. Vai ser um confronto de dois gigantes (Botafogo e Fluminense). Espero que consigamos vencer para depois termos tempo para descansar e pensar na Libertadores - comentou Wágner.


Rodrigo Lois - Rio de Janeiro (RJ)LANCENET!