Páginas

quarta-feira, 29 de maio de 2013

PRÉ-JOGO: No primeiro jogo após 'era Neymar', Botafogo e Santos se enfrentam


As duas equipes buscam a primeira vitória no Brasileiro. Patito Rodriguéz herda camisa de ídolo santista e Renan substitui Jefferson no Botafogo



Patito Rodriguez herda a camisa que era de Neymar
contra o Botafogo (Foto: Divulgação Santos FC)
Botafogo: a única alteração em relação ao time da estreia deve ser a entrada de Renan no lugar de Jefferson, que está com a seleção brasileira. O técnico Oswaldo de Oliveira deve colocar em campo Renan, Lucas, Bolívar, Antônio Carlos e Julio Cesar; Marcelo Mattos, Gabriel, Fellype Gabriel, Lodeiro e Seedorf; Rafael Marques.

Santos: em relação ao time que empatou sem gols com o Flamengo, são quatro novidades. Patito Rodriguez fica com a vaga de Neymar e formará dupla com Willian José, que estreia pelo Peixe. Na zaga, Gustavo Henrique aproveita a série de desfalques do setor e vai atuar ao lado de Durval. Já na esquerda, com Léo poupado, Emerson Palmieri será titular. A equipe que encara o Botafogo terá: Rafael Cabral; Rafael Galhardo; Gustavo Henrique, Durval e Emerson Palmieri; Renê Júnior, Arouca, Cícero e Montillo; Patito Rodriguez e William José.




Botafogo: a equipe não poderá contar com Jefferson, que está com a seleção brasileira, e Dória, que está com a Seleção sub-20. Cidinho, que operou o joelho direito, está no departamento médico e só deve retornar na próxima temporada.

Santos: os desfalques são muitos: Edu Dracena (tendinite patelar no joelho direito), Neto (inchaço no joelho esquerdo), Jubal (com a seleção brasileira sub-20), Léo (poupado), Bruno Peres (estiramento no músculo posterior da coxa direita), Alan Santos (dores na coxa esquerda) e Giva (pubalgia) estão fora.


Jailson Macedo Freitas (BA) apita a partida, auxiliado por Luiz Carlos Silva Teixeira (BA) e Elicarlos Franco de Oliveira (BA). Jailson Macedo arbitrou 14 jogos no Brasileirão 2012 e, em média, marcou 33,6 faltas, aplicou 4,4 cartões amarelos, 0,14 vermelho e assinalou um total de 5 pênaltis. O campeonato teve média de 5 amarelos, 0,30 vermelho, 36,7 faltas e 0,23 pênalti.


Botafogo: Campeão de faltas na primeira rodada, com 26, o Botafogo foi bem no combate ao adversário e roubou 13 bolas, com outros 40 desarmes - quando o jogador não continua com a posse de bola ao tirá-la do rival. O time mostrou que busca Seedorf para armar as jogadas e o holandês teve o maior número de passes na partida: 47.

Santos: Sem Neymar, o Santos precisará se reinventar para marcar os gols. Dos 48 gols do Peixe na temporada, o craque anotou 14 e ainda deu nove assistências. Um total de 48% de participação direta nos gols da equipe.

O duelo entre Botafogo e Santos traz uma boa recordação para a torcida do Glorioso. No primeiro jogo da final do Brasileiro de 95, no Maracanã, dia 14 de dezembro, a equipe carioca venceu por 2 a 1. Os grandes astros em campo eram Giovanni, no lado do Peixe, e Túlio Maravilha no lado do Bota. Ambos fizeram um gol naquela partida, assim como o zagueiro Gottardo.

O Botafogo foi escalado com Wagner, Wilson Goiano, Gonçalves, Gottardo e André Silva; Leandro Ávila, Jamir, Beto e Sérgio Manoel; Donizete e Túlio Maravilha. O Santos jogou com Edinho, Narciso, Marcos Paulo, Marquinhos Capixaba, Carlinhos, Alexandre Gallo, Vágner, Robert, Giovanni, Marcelo Passos e Jamelli. Na finalíssima, no Pacaembu, o placar foi 1 a 1 e o Botafogo ganhou o título. Confira a ficha do jogo aqui.

Por GLOBOESPORTE.COM Volta Redonda, RJ

Assim como a torcida, Oswaldo cobra definição sobre o Engenhão

Treinador apoia manifestações dos botafoguenses pedindo o estádio de volta e afirma ser um absurdo o Rio de Janeiro não ter um local para abrigar os jogos dos times grandes da cidade




Oswaldo de Oliveira - Treino do Botafogo (Foto: Alexandre Loureiro/LANCE!Press)
Oswaldo de Oliveira cobra definição
 sobre estádio do Engenhão
(Foto: Alexandre Loureiro/LANCE!Press)
Em apoio à torcida do Botafogo, que vem se mobilizando nas redes sociais para pedir uma definição sobre o Engenhão, que há dois meses está interditado por questões de segurança, nesta terça-feira, em entrevista coletiva, o técnico Oswaldo de Oliveira se disse solidário às reivindicações dos botafoguenses e mostrou o seu descontentamento com a atual situação do Estádio.

- Faço coro com a torcida do Botafogo. Já devia ter tido uma definição, essa é a minha opinião. É claro que não tenho argumento técnico nem conhecimento para entrar na questão. Mas se falou muito em princípio sobre a questão do vento de não sei quantos km/h, mas tivemos uma tempestade há poucos dias e nada aconteceu - afirmou ao treinador, cobrando mais agilidade das autoridades que cuidam do caso:

- O estádio está parado e nada foi feito até o momento. Precisamos de uma definição imediata sobre esse assunto para  que o estádio seja reaberto ou que se inicie as obras de reparação. Isso é o mais importante nesse momento.

Enquanto o Engenhão não for reaberto, assim como aconteceu no Estadual, o Raulino de Oliveira, em Volta Redonda, será uma das "casas" do Botafogo no Campeonato Brasileiro. lá, nesta quarta-feira, às 19h30, o time enfrenta o Santos, pela segunda rodada da competição. Mesmo reconhecendo a boa recepção que o time tem tido na cidade do Sul Fluminense, Oswaldo voltou a mostrar insatisfação com a falta de um estádio capaz de receber os jogos dos times grandes no Rio.

- Nem deveria falar isso publicamente, mas meu time já está calejado e tem jogado bem em Volta Redonda. Mas no aspecto geral não posso abandonar a ideia de que uma cidade como o Rio, com quatro grandes clubes na Série A, não pode prescindir de ter o seu estádio, seja ele o Maracanã ou o Engenhão. É uma coisa que beira o absurdo - disse Oswaldo, falando também das expectativas dele pela reabertura do Engenhão:

- Estou ansioso para ver esse novo Maracanã voltando a funcionar. É a nossa casa, nosso templo, onde todo mundo viu, vibrou, chorou e aprendeu tudo sobre futebol. Quero ver o Maracanã pegando fogo novamente, com grandes clássicos do futebol carioca e brasileiro.

Oswaldo fala sobre jogos do Botafogo fora do Rio




Leia mais no LANCENET! 

À prova! Renan substitui Jefferson, com a responsabilidade de manter o nível

Goleiro fará série de quatro jogos como titular e espera agradar a torcida





Renan - Treino Botafogo (Foto: Alexandre Loureiro/LANCE!Press)
Renan assume o gol alvinegro
(Foto: Alexandre Loureiro/LANCE!Press)
A torcida do Botafogo terá uma sensação de dejà vú, hoje. No duelo contra o Santos, que será disputado no Raulino de Oliveira, a partir das 19h30, e terá transmissão em tempo real pelo LANCE!Net, o goleiro Renan substituirá Jefferson, reunido com a Seleção Brasileira, mais uma vez.

Acostumado com a situação – Renan já fez 92 jogos com a camisa do Botafogo –, o arqueiro conversou com a reportagem do LANCE!Net e mostrou toda a gratidão com mais uma oportunidade. Para ele, a segurança passada pela comissão técnica faz com que se sinta mais motivado em ajudar:

– Fico feliz demais com o que a comissão técnica fala para mim. Todo mundo tem segurança total em mim. Tenho o respaldo de todos os que trabalham no futebol do Botafogo. Além do mais, agradeço em especial ao Oswaldo, que jamais me criticou abertamente. Eles me dão muita força!

Renan também garante que vinha se preparando nos últimos meses para a oportunidade, já que Jefferson costuma ser convocado para a Seleção. Ele diz que fará de tudo para manter o nível do camisa 1:

– Venho me preparando demais para esse tipo de oportunidade. O Oswaldo me treina muito exatamente para deixar claro que eu vou jogar em algum momento. Estou totalmente preparado, bem fisicamente, emocionalmente e me sinto pronto para fazer bons jogos. Preciso ser discreto, mas ser eficiente quando precisar. Tenho de representar bem o Botafogo.


Walace Borges Rio de Janeiro (RJ) LANCENET!