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quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Para Oswaldo, Botafogo foi superior ao Flamengo no empate por 1 a 1


Técnico lamentou muito as chances perdidas pelo Alvinegro no segundo tempo




Botafogo e Fla empatam primeiro clássico pelas quartas da Copa do Brasil (Foto: Alexandre Loureiro/ LANCE!Press)
Bota e Fla empataram em 1 a 1
(Foto: Alexandre Loureiro/ LANCE!Press)
O clássico da última quarta-feira, entre Botafogo e Flamengo, foi bastante equilibrado e isso refletiu no placar final: 1 a 1, com cada time dominando uma etapa. Contudo, o técnico Oswaldo de Oliveira lamentou o resultado por acreditar que o Alvinegro foi superior ao rival.

- Tivemos mais volume nos dois tempos. No primeiro tempo, estratégia do Flamengo era, principalmente depois do gol, apostar no nosso erro e eles até criaram algumas boas oportunidades. Mas a iniciativa sempre foi do Botafogo. Pelo que fizemos no segundo tempo, por termos o controle da partida, acho que se o jogo tivesse que ter um vencedor, seria o Botafogo - afirmou Oswaldo.

E o Glorioso só não deixou o Maraca com a vitória por pecar nas finalizações na etapa final. Esses erros tiraram o comandante do Botafogo do sério:
- Após a conversa no intervalo, o previsível era que controlássemos o jogo e criássemos oportunidades. Fiquei apreensivo porque criamos chances claras e não conseguimos fazer o gol. Isso me deixou um pouco nervoso.

Tudo igual no Maraca! Flamengo e Botafogo ficam no 1 a 1


Luiz Gustavo Moreira LANCENET!

Edílson está suspenso no Bota para a volta contra o Fla na Copa do Brasil



Confronto, no entanto, é apenas no dia 23 de outubro. Oswaldo de Oliveira conta com Gilberto, já recuperado de lesão muscular, para o jogo decisivo



O Botafogo não poderá contar com o lateral-direito Edílson no jogo de volta da Copa do Brasil contra o Flamengo, pelas quartas de final, no dia 23 de outubro. O jogador levou o terceiro cartão amarelo no empate em 1 a 1, nesta quarta-feira, no Maracanã, e está suspenso.

O técnico Oswaldo de Oliveira tem como opção Gilberto, que vinha sendo titular da posição até sofrer uma lesão na coxa esquerdo. O jogador ficou no banco de reservas nesta quarta-feira.

Além de Gilberto, o Botafogo ainda tem Lucas em seu elenco para a posição. O jogador, no entanto, ainda se recupera de uma fratura no tornozelo esquerdo. Em outubro, ele deve começar a trabalhar com bola para voltar a ficar à disposição.

Antes da Copa do Brasil, o Botafogo volta as suas atenções para o Campeonato Brasileiro, no qual está em segundo lugar. O time entra em campo sábadoo, contra a Ponte Preta, no Maracanã, às 21h (de Brasília).

Por Thales Soares Rio de Janeiro

Donos um de cada tempo, Botafogo e Flamengo ficam no empate: 1 a 1


Rubro-Negro joga melhor na etapa inicial, mas Glorioso domina segundo tempo. Times entram sem vantagem na partida de volta, em 23 de outubro




É quase repetitivo falar que um jogo entre Botafogo e Flamengo terminou empatado.

Resultado recorrente nos últimos anos, o empate voltou a aparecer, desta vez no jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil. Nesta quarta-feira, no Maracanã, André Santos e Edilson fizeram do 1 a 1 a 118ª igualdade no placar na história do clássico. Apesar de ter dominado os 45 minutos inicias, os rubro-negros viram os alvinegros crescerem na segunda etapa e o empate deixar a decisão para o confronto de volta, no dia 23 de outubro, no mesmo estádio.


Esta foi a primeira vez que os rivais se enfrentaram na competição. Como se trata de clássico regional, o duelo não tem critério de desempate com os gols como visitante. Portanto, quem vencer a próxima partida garante a vaga na semifinal. Novo empate leva a disputa para os pênaltis.

As atenções já precisam voltar novamente para o Campeonato Brasileiro. No sábado o Botafogo a Ponte Preta às 21h (horário de Brasília), no Maracanã. No mesmo estádio, mas no domingo, às 16h, o Flamengo recebe o Criciúma, adversário direto na luta contra o rebaixamento.

André Santos e Hyuri disputam a bola (Foto: Andre Durão)
André Santos faz o "s"

Falta alguma coisa no setor ofensivo do Botafogo. O baixo número de finalizações do primeiro tempo deve ter alguma explicação. Os três chutes que a equipe deu não ameaçaram. As chegadas de surpresa dos meias Lodeiro e Seedorf na área parecem escassas, e Rafael Marques sozinho não resolve. Acaba sobrando para a defesa. Dankler, há um ano sem jogar, mostrava segurança. Mas a jogada aérea, a mesma arma utilizada pelo Bahia para virar a partida no domingo, segue sem solução.

O Flamengo de Jayme de Almeida, agora efetivado no cargo de técnico, entendeu a lição que os baianos deram para o rival no Campeonato Brasileiro. O cruzamento que veio da esquerda parecia pouco efetivo. Mas Paulinho conseguiu acertar um voleio que terminou na cabeça de André Santos, que escorou para a rede e fez o “s” em homenagem a esposa Suellen. Dankler, responsável pela marcação do meia/lateral, olhou tanto para a bola que esqueceu o adversário.

Mais seguro em campo, o Flamengo só bateu cabeça uma vez: quando Wallace se chocou com Samir, pelo alto. Os dois foram atendidos e o árbitro exigiu a saída de campo. Ficar sem seus zagueiros por alguns segundos não causou mais transtornos. Até porque, o único buraco visto no time rubro-negro foi quando o goleiro Felipe fez questão de juntar a grama para fechar um defeito do gramado. E Carlos Eduardo queria abrir mais buracos na defesa adversária. Parou em Jefferson. Luiz Antonio teve outra chance de cabeça, desperdiçada.

Edilson marcou o gol de empate do Botafogo (Foto: Satiro Sodré / SSPress)

O sangue de Edilson

A ducha no intervalo acordou o Botafogo. Voltou mais vibrante, com mais sangue. Sangue que corre na veia de Edilson. Não aquele que escorreu do seu nariz após agressão de André Santos em resposta ao puxão de camisa na área. Mas o sangue de quem não tem dó da bola ao mandar com força um chute desviado em Samir que passou por Felipe e entrou. Ainda com gaze no nariz para estancar o sangramento, foi para a torcida comemorar. Rafael Marques seguiu o exemplo e quase virou dois minutos depois.

Era um Flamengo diferente. Tinha Rafinha no lugar de Carlos Eduardo e tinha discussão. Wallace e Luiz Antonio se desentenderam, falaram poucas e boas um para o outro. O domínio da posse de bola passou a ser do Botafogo. Jayme de Almeida então resolveu mexer. Deixou a equipe com três volantes quando tirou André Santos para colocar Cáceres. Numa tacada só, trocou ainda Paulinho por Gabriel.

Nada adiantou. Os 74 passes errados explicam a queda de qualidade técnica do jogo. O empate, no fim das contas, acabou justo. E o novo encontro agora só no dia 23 de outubro.

Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro