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terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Botafogo deixa de lucrar R$ 20 milhões sem o Engenhão em 2013


Sem o Engenhão, Botafogo calcula um prejuízo
de R$ 20 milhões em 2013 (Foto: AFP)
A interdição do Engenhão em março deste ano por problemas estruturais na cobertura causou um prejuízo de R$ 20 milhões ao Botafogo. Sem poder utilizar o estádio João Havelange, o time carioca teve de mandar seus jogos em diversos locais, entre eles, no Raulino de Oliveira, em Volta Redonda, e no Maracanã, na capital.

- O Botafogo calcula um prejuízo de R$ 20 milhões sem o Engenhão. A interdição matou o nosso ano – declarou o presidente Mauricio Assumpção, durante o Fórum de Gestão de Estádios e Arenas, nesta terça-feira, em São Paulo.

Mas a promessa é de boas notícias em 2014. De acordo com o dirigente alvinegro, o Engenhão deverá abrir as portas novamente ainda no primeiro semestre (abril ou maio) para abrigar alguns treinamentos de seleções antes e durante a Copa do Mundo. O estádio é um dos Campos Oficiais de Treinamento (COT) aprovados pela Fifa.

Ao término do Mundial, a expectativa do clube carioca é poder mandar no estádio algumas partidas no Brasileirão. A capacidade total (cerca de 45 mil lugares), no entanto, seria reduzida para 15 mil torcedores.

NAMING RIGHTS

Apesar da interdição do Engenhão, as negociações para fechar o naming rights seguem em andamento. Mauricio Assumpção, além de afirmar que as obras não interferiram nas conversas com as empresas interessadas, espera que o clube consiga um contrato de patrocínio que pague entre R$ 14 milhões e R$ 16 milhões por ano.

por Bruno Andrade

Oswaldo de Oliveira supera Ney Franco, acerta salário e fica perto do Santos





O técnico do Botafogo Oswaldo de Oliveira está próximo de comandar o Santos na próxima temporada. O UOL Esporteapurou que o treinador superou Ney Franco, virou o preferido do Comitê Gestor do clube e, inclusive, já aceitou a proposta salarial oferecida pelo alvinegro praiano. Oswaldinho, como ficou conhecido no futebol, receberá R$ 400 mil mensais caso assine contrato após o término do Campeonato Brasileiro.

O anúncio oficial ainda não foi realizado por dois motivos – faltam algumas tratativas finais de contrato e pelo fato do Botafogo ainda brigar pela Libertadores 2014 na reta final do Brasileiro. Os dirigentes santistas tentam manter o acordo em sigilo e até temem que o treinador desista do negócio caso a informação ganhe repercussão no Rio de Janeiro. O pedido de sigilo foi feito pelo próprio Oswaldo de Oliveira.

O treinador do Botafogo foi o escolhido em votação no Comitê e ganhou força devido aos empecilhos para a vinda de Ney Franco, que tem contrato com o Vitória até o fim de 2014. Experiente e com perfil de montar times mais ofensivos e também fortes na marcação, Oswaldo agrada bastante a cúpula. Além disso, o técnico tem fama de ser querido pelos atletas.

A cúpula santista só trabalhava com três nomes. Além de Oswaldo e Ney, o técnico Enderson Moreira também foi consultado. O treinador do Goiás, inclusive, foi o segundo mais votado na última reunião do Comitê Gestor para a definição do novo comandante santista para 2014.

A boa campanha do Goiás no Campeonato Brasileiro e até os títulos conquistados trabalhando em categorias de base levaram Enderson Moreira a ser cogitado na Vila Belmiro. Na visão dos dirigentes do Santos, apesar de estar iniciando à carreira assim como Claudinei Oliveira, o treinador do Goiás possui dois pontos a favor: prioriza os jovens talentos e arma esquemas táticos mais ofensivos.

Ney Franco, por sua vez, perdeu espaço por muitos motivos. Além da multa rescisória avaliada em 100 mil euros (aproximadamente R$ 300 mil), o treinador do Vitória quer trazer seus preparadores físicos de confiança. Mas o Santos está muito satisfeito com o trabalho de Ricardo Rosa, chefe do departamento físico do clube.

No entanto, o principal entrave foi Éder Bastos, auxiliar polêmico de Ney Franco. O profissional ganhou a fama de mandar até mais que o técnico.

Isso porque Ney Franco possui um método europeu de trabalhar. Ele vai pouco ao campo e só prioriza os treinos táticos. Sendo assim, o seu auxiliar comanda os trabalhos técnicos e recreativos e, por isso, acaba obtendo mais contato com o elenco.

Segundo alguns jogadores que trabalharam com a dupla, Éder Bastos influencia o treinador a escalar atletas de quem ele gosta. O volante Cícero, artilheiro do Santos na temporada 2013, com 21 gols, enfrentou problemas internos com o auxiliar de Ney Franco, quando os três defendiam o São Paulo.

Samir Carvalho
Do UOL, em Santos 

Organizada abre guerra e pode selar saída de Seedorf do Botafogo



Rogério Ceni ajuda Seedorf a se levantar durante a partida entre São Paulo e Botafogo (24.nov.2013) Reinaldo Canato/UOL









A idolatria de Seedorf não é mais uma unanimidade no Botafogo. Uma das maiores contratações do clube, o holandês já provoca emoções distintas em torcedores. Após a derrota para o Internacional, há cerca de um mês, o camisa 10 foi recebido, juntamente com os demais atletas, com xingamentos e até ovada no ônibus. O episódio não foi bem digerido pelo apoiador, que criticou a baixa frequência de botafoguenses no estádio.

As críticas de Seedorf, por sua vez, deixaram a torcida organizada Loucos pelo Botafogo revoltada. Nas redes sociais, o grupo fez duras críticas ao holandês e pediu mais futebol e menos entrevistas. Em meio a essa guerra, o camisa 10 dá mostras de que seu nível de insatisfação é alto, tanto que pode deixar o Alvinegro antes mesmo do fim do seu contrato – junho de 2014.

"Já que nego não olha para o próprio rabo e gosta de criticar os outros, segura essa então. SEEDORF você não acha que ganha muito – quase R$ 1 milhão – para jogar uma bolinha que qualquer peladeiro joga? Aonde está seu futebol meu filho? [sic]", protestou o presidente da Loucos, Rafael Mois Kastrup, nas redes sociais.

As reclamações contra Seedorf não são poucas. Após o empate com o São Paulo, no Morumbi, a organizada postou: "Torcida joga mal e Botafogo só empata com São Paulo no Morumbi". Uma clara indireta a Seedorf, que criticou a torcida na mesma semana.

O Botafogo não se pronuncia oficialmente sobre a questão e vai esperar o fim do ano para decidir o que fazer. Existe a possibilidade de uma rescisão amigável, principalmente se o time não se classificar para a Libertadores. Neste caso, o Alvinegro teria menos dinheiro para investir em 2014 e o salário de Seedorf – R$ 700 mil – seria um fardo.

Por outro lado, o Botafogo já estuda uma forma de contar com Seedorf de forma integral para a Libertadores, que será disputada também no segundo semestre, quando o holandês já não terá mais contrato com o clube. Neste caso, o Alvinegro quer um adicional para que seu camisa 10 jogue toda a competição.

O fato é que Seedorf está insatisfeito com a onda de protestos ocorridos em General Severiano em novembro. Segundo amigos do holandês, ele entende as críticas, mas considerou o protesto contra o elenco no aeroporto, com direito a ovadas, bastante exagerado. Após esse capítulo, os jogadores pararam de agradecer a presença dos torcedores após os jogos, como era costume até então.

Independentemente da relação desgastada, a torcida promete fazer bonita festa neste domingo, no Maracanã, contra o Criciúma. Além da chance de se classificar para a Libertadores, o Botafogo planeja uma festa para homenagear Nilton Santos, ídolo do clube que morreu na última quarta-feira vítima de pneumonia. A promessa é de apoio incondicional. Pelo menos até o apito final.

Bernardo Gentile
Do UOL, no Rio de Janeiro