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segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Estratégia de montar dois times anima Renan Lemos, que sonha com chance


Lateral-esquerdo, que passou praticamente toda a temporada 2013 se recuperando de uma cirurgia no joelho, agora espera retomar sua trajetória no Botafogo



Renan Lemos durante treino do Bota
(Foto: Satiro Sodre / SSPress)
O lateral-esquerdo Renan Lemos está com a motivação renovada para este início de temporada, depois de um ano em que frequentou mais o departamento médico do que o campo, por causa de uma cirurgia no joelho esquerdo, realizada em abril. Recuperado, ele espera ter oportunidade de jogar, principalmente por causa da estratégia da comissão técnica de montar duas equipes, uma para o Carioca e outra para a Libertadores.

Além do titular Julio Cesar, o elenco alvinegro conta com Lima para a posição. Renan Lemos, no entanto, pode ter um trunfo na manga. O lateral-esquerdo já foi comandando na base pelo atual técnico do profissional, Eduardo Hungaro.

- Estou totalmente recuperado e bem fisicamente. Estou pronto para realizar todas as atividades da pré-temporada com os outros jogadores. Acho interessante esse esquema de dois times. Nosso grupo é forte, já mostrou isso em 2013 e, com a chegada de alguns reforços, vai ser ainda mais forte. Temos tudo pra fazer um ano melhor do que de 2013. Em relação a jogar, depende dos treinamentos, vou me dedicar ao máximo, e assim as oportunidades aparecerão - disse o jogador, que completa 21 anos no dia 15 de janeiro, ao GloboEsporte.com.

Renan Lemos tem dois jogos pelo profissional. A diretoria do Bota pretende ter três jogadores por posição nesta temporada. Os atletas se reapresentam no início de janeiro, ainda sem data definida, para o início do trabalho de preparação para os duelos com o Deportivo Quito, pela fase preliminar da Libertadores. O local dos treinamentos deve ser Saquarema-RJ, no CT da CBV, mas o campo ainda passará por uma avaliação.

Renan Lemos fez dois jogos no profissional do Botafogo (Foto: Satiro Sodre / SSPress)


Por Fred Huber Rio de Janeiro

Jogadores experientes prometem apoio a Eduardo Hungaro


Atletas renomados do elenco alvinegro prometem dar suporte ao novo treinador




Eduardo Húngaro - Botafogo (Foto: Satiro Sodré/AGIF)
Eduardo Hungaro deve ter apoio de medalhões
 do Botafogo (Foto: Satiro Sodré/AGIF)
Como já trabalhava na comissão técnica do Botafogo, Eduardo Hungaro não precisará se apresentar aos jogadores. E, se depender deles, a recepção será calorosa. Experiente, o lateral-esquerdo Julio Cesar disse que os atletas abraçarão Duda, durante o maior desafio na carreira do treinador.

– Tenho certeza de que faremos uma grande temporada com o Eduardo Hungaro. É um técnico novo, que fez um trabalho brilhante na base. É uma aposta do clube. Tenho certeza de que o grupo vai ajudar, vai abraçar e fará uma campanha brilhante – disse o camisa 26, ao Sportv.

Outro jogador que demonstrou apoio ao antigo auxiliar foi o zagueiro Bolívar, um dos líderes do elenco e também um dos mais experientes. Antes mesmo do anúncio da promoção de Hungaro aos profissionais, ele afirmou que Duda merecia o apoio dos jogadores e que tem total capacidade de comandar a equipe na temporada 2014.


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domingo, 22 de dezembro de 2013

Botafogo: De Paulo Cézar Caju a Túlio Maravilha, os títulos de 1968 e 1995


Na década de 60, o Alvinegro conquistou seu primeiro título, contra o Cruzeiro. Em 95, vitória contra o Santos garantiu o troféu pela segunda vez




Apesar de já ser tricampeão do Torneio Rio-São Paulo, embrião do torneio nacional (o “Robertão”, em 1967), foi em 1968 que o Botafogo conquistou seu primeiro título brasileiro. A Taça Brasil de 1968 fez com que o Botafogo se tornasse o primeiro campeão brasileiro do Rio de Janeiro.

Veja o Vídeo:






A Taça, que só acabou mesmo em outubro de 1969, foi recheada de jogos adiados, suspensos e muita confusão. O Glorioso estreou marcando 6 a 1 no Metropol (SC), que havia eliminado o poderoso Grêmio. Apesar de ter perdido o segundo jogo em Santa Catarina por apenas 1 a 0, o regulamento da competição previa um terceiro jogo em caso de dois resultados iguais, sem saldo de gols. O terceiro jogo foi suspenso, adiado, até que, finalmente, foi realizado. O placar de 1 a 1 classificava o Botafogo para a semifinal, mas uma intensa chuva paralisou o jogo. O Metropol acabou não esperando a marcação de uma nova partida, voltou para Santa Catarina, desistindo da competição.

Na semifinal, a Seleção tirou Paulo Cézar Caju e Jairzinho do Botafogo, mas também desfalcou o Cruzeiro de Tostão e Piazza. A vitória do Botafogo por 1 a 0, no Mineirão, foi com um gol do artilheiro Ferretti. No jogo de volta, no Maracanã, um empate em 1 a 1, com gol salvador do grande Roberto Miranda no final.

Taça Brasil conquistada pelo Botafogo em
 1968 (Foto: Cezar Loureiro / O Globo)
CONQUISTA DO PRIMEIRO TÍTULO

Em Fortaleza, Jair e Paulo Cézar desfalcaram de novo o Botafogo no primeiro jogo: 2 a 2 no Ceará, com Ferretti marcando os dois gols do Botafogo. No jogo final, um show alvinegro no Maracanã. Uma vitória por 4 a 0, que poderia ter sido até mais. Roberto marcou de novo, Afonsinho guardou o dele, e Ferretti (que terminou como artilheiro da competição, com 7 gols) fez mais dois. O time comandado por Zagallo levou a taça para a geração de ouro de General Severiano.

Jair Ventura Filho, o grande ‘Furacão’ da Copa seguinte, não jogou nenhum dos sete jogos da campanha vitoriosa do Alvinegro, ora machucado, ora convocado para a Seleção. Outra curiosidade é que Gérson, transferido para o São Paulo no meio de 1969, foi campeão da Taça Brasil de 1968 sem poder disputar os jogos da semifinal e final.

VOLTANDO À GLÓRIA EM 1995

Depois da brilhante década de 60, o Botafogo viveu um longo período de jejum. Em 1995 viria a nova conquista nacional. Apesar de Túlio Maravilha ser a estrela do time, e ter desequilibrado o campeonato, a chave da equipe montada por Paulo Autuori era o sistema defensivo: Leandro Ávila e Jamir eram os volantes, com Gottardo e Gonçalves na zaga. Foram apenas quatro derrotas em 27 jogos. Divididos em dois grupos de 12 times em duas fases, o campeão de cada grupo em cada fase iria para a semifinal.

Antes da semifinal, alguns jogos marcaram a campanha alvinegra. Na segunda fase, um 5 a 0 contra o Atlético-MG, com direito a um inesquecível temporal no Maracanã, dava mostras de que aquela equipe era especial. No mesmo Maracanã, já no final da segunda fase, o Botafogo massacrou o Vasco, mas os dois gols saíram apenas no final da partida. Campeão do seu grupo nessa fase, a semifinal seria contra um conhecido rival, o mesmo de 1968, o Cruzeiro. Esperava-se uma final carioca, pois o Fluminense marcou 4 a 1 no Santos na primeira partida da semifinal, mas o Peixe fez 5 a 2 na volta, e foi para a final como favorito.

Por GloboEsporte.com Rio de Janeiro