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terça-feira, 8 de abril de 2014

Bolatti é liberado e viaja para jogo decisivo na Argentina




Exame não aponta lesão no joelho esquerdo e jogador do Botafogo pode enfrentar o San Lorenzo nesta quarta-feira



O resultado do exame no joelho esquerdo não apontou lesão, e o Botafogo receberá o reforço do volante Bolatti em Buenos Aires. O jogador não viajou com a delegação na segunda-feira, mas foi liberado pelo departamento médico, viajou nesta terça e pode enfrentar o San Lorenzo, nesta quarta, pela última rodada da fase de grupos da Taça Libertadores.

A participação de Bolatti no treino desta tarde, no entanto, não é garantida porque depende da chegada do voo na capital argentina.

Na vice-liderança do grupo 3, Botafogo joga pela sobrevivência no estádio Nuevo Gasômetro. Se perder, o time será eliminado. O Alvinegro pode empatar para se classificar para as oitavas, mas o Independiente del Valle, que encarar o Unión Española no Chile, pode vencer por no máximo um gol de diferença.

Por Gustavo Rotstein Rio de Janeiro

Hungaro admite pressão por vaga: 'Desde o dia em que assumi'


Técnico afirma que situação é inevitável, mas entende que Botafogo pode se aproveitar da condição de 'jogo do ano' para vencer o San Lorenzo



Eduardo Hungaro afirma que pressão é do tamanho
do Botafogo (Foto: Satiro Sodre/SS Press)
Se o Botafogo depende de uma vitória para sobreviver na Libertadores, Eduardo Hungaro também sabe que a partida contra o San Lorenzo pode dizer muito sobre seu futuro no clube. Mesmo que a diretoria reforce a intenção de não trocar o comando da equipe, o treinador admite sofrer pressão por um bom resultado nesta quarta-feira, em Buenos Aires.

- Estou pressionado desde o dia em que assumi. A única certeza que um treinador tem é que um dia ele vai sair do clube. É igual à morte. Para trabalhar num clube do tamanho do Botafogo e disputar uma competição do tamanho da Libertadores, tenho que estar preparado para qualquer situação.

Eduardo Hungaro também entende que o clima que cerca clube e torcedores é o de que nesta quarta-feira o Botafogo vai disputar o jogo do ano. O treinador, entretanto, prefere encarar essa situação como uma consequência do trabalho feito desde o ano passado, que culminou na classificação para a Libertadores.

- Tivemos essa situação de jogo do ano contra o Deportivo Quito (na fase prévia da Libertadores) e agora vivemos isso de novo. Mostra o resultado do que fizemos. O ano vale a pena quando o time vive várias vezes o “jogo do ano”. Sem dúvida alguma vamos ter um ano melhor e mais significativo se conseguirmos a classificação para a próxima fase. O gosto do futebol é viver esse tipo de situação, trabalhamos para participar de “jogos do ano”. Esperamos conseguir o mesmo êxito do anterior - disse.

Durante a semana, Eduardo Hungaro trabalhou para mandar a campo contra o San Lorenzo uma equipe com cuidados defensivos, mas sem perder a força de ataque. Assim, garantiu que o Botafogo vai jogar na Argentina pensando em vitória, mesmo que o empate o deixe muito próximo da vaga para as oitavas de final.

- O empate pode nos servir, mas não pensamos nisso. Não temos garantias de que o empate nos dá a classificação. Temos que pensar em vencer. Buscamos algumas alternativas que podem ser usadas no jogo, mas em nenhum momento vamos pensando em empatar. Algumas vezes vamos nos posicionar atrás por circunstâncias da partida, mas ao mesmo tempo nos preparamos para sair nos contra-ataques - analisou o técnico alvinegro.

Por GloboEsporte.comRio de Janeiro

Na Argentina, Botafogo busca vaga e quebra de longo tabu


País vizinho não costuma trazer boas lembranças aos botafoguenses





Eduardo Hungaro - Treino do Botafogo (Foto: Cleber Mendes/ LANCE!Press)
Botafogo trabalhou arduamente para tentar buscar vitoria
 na Argentina (Foto: Cleber Mendes/ LANCE!Press)
Com mais de 100 anos de conquistas, o Botafogo não tem o apelido de Glorioso à toa. Mas uma derrota específica, em 2007 ainda atormenta os botafoguenses. A eliminação na Sul-Americana daquele ano, para o River Plate, foi justamente em Buenos Aires, cidade que a equipe se encontra para o jogo contra o San Lorenzo, nesta quarta-feira, às 22h.

Aquele 4 a 2 no Monumental de Nuñez ficou marcado pelo fato de, em boa parte do tempo, o Alvinegro estar à frente no placar, ter um jogador a mais, mas sofrer o quarto gol aos 47 do segundo tempo – 3 a 2 para o River classificaria o Botafogo, que venceu por 1 a 0 no Rio de Janeiro.

Agora, a competição é diferente e o adversário também, mas uma derrota no Nuevo Gasómetro seria tão traumática quanto. Afinal, antes do tropeço diante do Unión Española, o time precisava de uma vitória simples para garantir a classificação e o primeiro lugar do grupo. Hoje, corre o risco de ser eliminado mesmo com um empate, caso o Independiente del Valle derrote o Unión Española, no Chile, por dois gols de diferença.

No ano seguinte ao revés para o River, o time foi derrotado, também na Argentina e pela Sul-Americana, pelo Estudiantes, por 2 a 0. Não foi um vexame, mas contribuiu para a estatística negativa de 21 anos sem vitórias fora do Brasil. Para quebrar
o tabu, o técnico Eduardo Hungaro sabe o que o time deve fazer.

– A atitude será o componente mais importante na partida. Temos de ter o comportamento de quem vai buscar a classificação, custe o que custar. Mas o Botafogo está preparado para obter a classificação – decretou o treinador alvinegro.

O jogo desta quarta-feira, além de valer uma vaga nas oitavas de final da Libertadores, pode fazer com que o botafoguense não veja as partidas na Argentina como um bicho de sete cabeças. Momento melhor não há!


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