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terça-feira, 27 de maio de 2014

Mancini reprova atitude de grupo de torcedores: "Sentimos fragilizados"


Cerca de 15 alvinegros invadiram o treino de segunda-feira, no estádio Eustáquio Marques, e hostilizaram os jogadores e dirigentes



Vagner Mancini no treino do Botafogo (Foto: Vitor Silva / SSPress)
Pressionado por todos os lados por causa do início ruim no Brasileiro, o Botafogo viveu uma tarde de constrangimento durante o treinamento de segunda-feira, no estádio Eustáquio Marques, em Curicica. Um grupo de cerca de 15 torcedores invadiu o local e hostilizou jogadores e dirigentes. Nesta terça-feira, o técnico Vagner Mancini comentou o ocorrido e reprovou.

Para ele, é muito ruim para o time ser cobrado pela torcida até nos treinamentos. O comandante alvinegro espera, no entanto, que a equipe reúna forças e consiga um bom resultado na quarta-feira, contra o Palmeiras, em Presidente Prudente.

- É uma situação chata. Ninguém quer estar em seu ambiente de trabalho tendo que escutar o que nós escutamos. Óbvio que respeitamos e entendemos a importância da torcida, mas nós nos sentimos fragilizados naquele momento. A melhor resposta que podemos dar é dentro de campo fazendo as coisas diferentes.

O 17º lugar na tabela, na zona de rebaixamento, tem sido implacável com o elenco alvinegro, e Mancini acredita que a falta de confiança tem sido visível.

- Nossa situação é totalmente desconfortável, e isso acaba tirando a confiança do jogador. Isso é fato em qualquer time que esteja na zona de rebaixamento. Nós tentamos fazer com que os atletas estejam da melhor forma possível na parte psicológica, mas isso vai muito de cada um, do lastro que carregam.

No duelo com o Palmeiras, o Botafogo entrará em campo com o mesmo time que empatou com o Vitória por 1 a 1, domingo, em Macaé.

Por Fred HuberRio de Janeiro

Em clima de paz, Botafogo treina e Mancini repete escalação para pegar o Palmeiras


Treinador comandou um treino tático nesta terça-feira e repetiu o time que empatou com o Vitória na última rodada. Atacante Ferreyra, recuperado de lesão, treinou normalmente





Vagner Mancini - Treino do Botafogo (Foto: Satiro Sodre/ SSPress)
Mancini em treino do Botafogo nesta terça
(Foto: Satiro Sodre/ SSPress)
O clima foi de tranquilidade no treino do Botafogo, nesta terça-feira, no Estádio Eustáquio Marques, em Curicica. Ao contrário de segunda à tarde, quando torcedores invadiram o local do treinamento para protestar e hostilizar os jogadores, nesta manhã, o técnico Vagner Mancini pode trabalhar em paz. Visando o jogo de quarta, às 19h30, contra o Palmeiras, no Prudentão, em Presidente Prudente (SP), pela oitava rodada do Campeonato Brasileiro, o treinador comandou uma atividade de bolas paradas.

O time que iniciará a partida será o mesmo que empatou com o Vitória no último domingo, em Macaé. O Botafogo entrará em campo com: Renan, Lucas, Bolívar, André Bahia e Junior Cesar; Airton, Bolatti, Edilson e Wallyson; Zeballos e Emerson.

Depois do treino de bolas paradas, Mancini passou algumas orientações aos jogadores sobre a transição da bola da defesa para o meio-campo, e ataque. Na sequência, os jogadores se dividiram em dois times e realizaram um rachão. O atacante Ferreyra, recuperado de uma lesão muscular na coxa esquerda, voltou a treinar com bola e deve ser relacionado para o jogo contra o Alviverde.

Já o meia-atacante Daniel, que também se recupera de uma lesão muscular na coxa esquerda, realizou um trabalho físico no campo. Assim como ele, Fabianoe Dedé, que também voltam de problemas musculares, correram e se exercitaram no gramado.

Com cinco pontos ganhos, o Botafogo ocupa a 17ª colocação na tabela de classificação do Campeonato Brasileiro e luta para fugir da zona de rebaixamento.


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Capitão, Sheik aprova o cargo de responsabilidade: "Gostando muito"


Estilo do atacante é aprovado internamente e, aos 35 anos, vive uma experiência nova na carreira: "Minha chegada ao Botafogo me fez mudar bastante"




Depois que Jefferson passou a não ser mais escalado no Botafogo por causa da convocação para a Copa, o posto de capitão ficou vago. Contra o Grêmio, Bolívar foi o escolhido e, para surpresa dos alvinegros, Emerson Sheik entrou em campo com a braçadeira no duelo com o Vitória, na última rodada. Sinal da importância que o jogador ganhou dentro do clube apesar do pouco tempo de casa. E ele tem gostado desta responsabilidade extra.

Emerson sheik foi o capitão do Botafogo contra o Vitória (Foto: Fernando Soutello / Agência Estado)

As declarações e a postura de cobrança sem rodeios de Emerson têm sido bem aceitas pelos outros atletas e pela comissão técnica. Aos 35 anos, ele tem vivido uma experiência nova na carreira e se vê "mudado" no Botafogo.

- Embora esteja com uma certa idade para o futebol já, não tinha tido a oportunidade de ser capitão. No Corinthians até fui algumas vezes, mas ocasionalmente. Acho que a faixa de capitão é só um pedaço de pano, o que vale mesmo é o posicionamento dentro e fora de campo. Tenho percebido que minha chegada ao Botafogo me fez mudar bastante. Acho que até pelo Mancini, um cara que me deu essa responsabilidade que eu não tinha. É tudo novo para mim e estou gostando muito. A molecada e até a comissão técnica tenta se aproximar mais para ouvir e pedir opinião. Está sendo o maior barato - disse o atacante ao GloboEsporte.com.

É tudo novo para mim e estou gostando muito. A molecada e até a comissão técnica tenta se aproximar mais para ouvir e pedir opinião. Está sendo o maior barato
Emerson

Sheik contou como foi receber a notícia de que seria o capitão na última rodada. Apesar de ter gostado, ele está preparado para a possibilidade de perder o posto, já que Mancini poderá fazer um revezamento.

- Ele já vinha elogiando minha liderança, até publicamente. Daí me falou que eu seria o capitão contra o Vitória. Acho que ele vai dar uma mudada, fazer um rodízio com a faixa. Não sei exatamente. Mas fiquei feliz, o Botafogo é um grande clube e espero representar bem como capitão.

Nos últimos anos, o Botafogo teve capitães com estilos diferentes, como Jefferson, o mais discreto, e outros mais participativos, como Seedorf e Bolívar. Emerson acredita que, apesar do estilo explosivo em campo, é um líder na base da conversa.

- Sou um cara que acha que tudo pode ser resolvido com um bom papo sem usar palavras de baixo nível. Foi assim que fui educado. Dentro de campo brigo mesmo se tiver que brigar, mas acho que um capitão não se resume apenas aos 90 minutos, mas também fora do campo. Tudo é com um bom papo. E aqui no Botafogo temos tido muitos (risos).

Não é só dentro do elenco que Emerson tem sido aprovado. Com muita garra e gols - quatro em seis jogos -, Sheik conquistou também a torcida, tanto que ele e Edilson foram os únicos poupados pelo grupo de torcedores que foi protestar no treinamento de segunda-feira, no estádio Eustáquio Marques.

Emerson volta a campo para defender o Botafogo na quarta-feira, em Presidente Prudente, contra o Palmeiras. Será o último jogo do atacante antes da paralisação da Copa do Mundo, já que ele ainda tem vínculo com o Corinthians e não vai enfrentar a equipe paulista no fim de semana.

Por Fred Huber Rio de Janeiro