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sexta-feira, 18 de julho de 2014

Carlos Alberto sente dores musculares e desfalca Botafogo contra Coritiba

 Carlos Alberto tenta drible durante jogo-treino entre Botafogo e São Gonçalo Satiro Sodre/SSPress

O meia Carlos Alberto está fora do duelo entre Botafogo e Coritiba, marcado para este sábado (19), no Raulino de Oliveira, pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro. O jogador alvinegro sentiu dores musculares e sequer viajará com a delegação do clube para Volta Redonda.

Carlos Alberto seria opção para o meio-campo, uma vez que Jorge Wagner também está fora do duelo por causa de dores no joelho. O meia recém-chegado ao Botafogo entrou no decorrer da partida contra o Sport, mas teve atuação discreta na derrota por 1 a 0

O Botafogo não terá também o atacante Emerson Sheik e o lateral direito Edilson, punidos com gancho pela confusão na partida contra o Grêmio, antes da pausa da competição para a Copa do Mundo.

A notícia positiva no Alvinegro é o retorno de Jefferson à equipe de forma efetiva. O goleiro estava com a seleção brasileira na Copa do Mundo e retornou ao clube durante a semana, mas só neste sábado fará sua reestreia pelo Botafogo. Enquanto isso, o volante Airton teve seu novo contrato regularizado e também estará à disposição do técnico Vagner Mancini.

Do UOL, no Rio de Janeiro

Nem Ferj salva! Botafogo tem empréstimo negado por temor de penhoras



O Botafogo se movimenta nos bastidores para tentar amenizar a asfixia causada pela grave crise financeira que atravessa. O clube entrou em contato com a Ferj (Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro) para viabilizar um adiantamento dos direitos de transmissões do Campeonato Carioca. Inicialmente, o acordo ocorreria, mas o fato de o Alvinegro estar sofrendo com penhoras impediu o acerto.

O Botafogo pediu R$ 4 milhões com o objetivo de pagar parte dos salários atrasados – o clube deve dois meses na carteira de trabalho e cinco de direitos de imagem. A verba seria utilizada para pagar os jogadores com dívidas maiores no momento.

A recusa representou um baque para o Botafogo que já contava com o dinheiro para amenizar a crise. Com a negativa, o Alvinegro voltou ao estágio inicial e tanta de todas as formas antecipar a votação do Proforte, previsto para agosto.

O presidente Maurício Assumpção, inclusive, agendou uma reunião com a presidente Dilma Rousseff para mostrar a importância do projeto e a necessidade que tudo seja implementado o quanto antes.

A crise financeira vivida pelo Botafogo já interfere no dia a dia do clube. Em situação delicada no Campeonato Brasileiro, o Alvinegro queria reforços, mas abriu mão deles por causa dos atrasos salariais. Essa questão, inclusive, foi utilizada pelos atletas para recusarem viajar a João Pessoa para um amistoso contra o Botafogo-PB.

Para evitar uma debandada de jogadores, o Botafogo tem utilizado a ajuda do Sindeclubes, que entra com uma ação para receber verba da Globosat para pagar um mês de salário na carteira, o que já ocorreu nos dois últimos meses. A tendência é que essa tática volte a ser usada em futuro recente.

Do UOL, no Rio de Janeiro

De peito aberto e desarmado, Loco Abreu prepara volta ao Botafogo


Arrependido de episódio de sua saída, em 2012, atacante diz em conversas com diretoria que retorna sem vaidade e disposto a contribuir dentro e fora de campo



Abreu comemora gol de cavadinha na final do Carioca de
2010: ídolo quer ser mais um no Botafogo (Foto: O Globo)
“Acho que não vou encerrar minha carreira sem voltar e fazer um final feliz.” A frase dita por Loco Abreu em fevereiro está perto de ser concretizada. Restam alguns detalhes para que o atacante acerte seu retorno ao Botafogo. O desejo de ver essa frase virar realidade é tão grande que o jogador de 37 anos mostrou-se disposto a fazer concessões. Isso inclui o aspecto econômico, mas também o reconhecimento de que, em 2014, seu papel dentro de campo será diferente daquele desenvolvido em sua primeira passagem, de 2010 a 2012.

No time montado por Estevam Soares e Joel Santana – que conquistou o Campeonato Carioca de 2010 e terminou em sexto lugar no Brasileiro daquele ano – Loco Abreu era a referência. Em seu retorno, ele será mais um. Consciente de que na condição de veterano terá limitações principalmente no aspecto físico, o camisa 13 mostra-se disposto a atuar de acordo com as necessidades a serem observadas por Vagner Mancini ao longo da temporada.

Loco Abreu também reconheceu que tomou uma atitude precipitada em sua saída do Botafogo, em 2012. Após divergências com o técnico Oswaldo de Oliveira, o uruguaio enxergou que uma transferência seria o ideal. Ele acabou por ser emprestado ao Figueirense – numa rápida passagem –, seguido de uma negociação em definitivo com o Nacional de Montevidéu, onde também não teve espaço, até chegar ao Rosario Central, da Argentina. Nas recentes conversas que teve com integrantes da diretoria, o atacante deixou claro que vai voltar com o peito aberto e o coração desarmado para tratar de questões internas. Para ele, o prazer de estar novamente naquela que considera uma casa é o suficiente para prezar o melhor ambiente possível e contribuir para manter a harmonia do plantel.

Loco Abreu em ação pelo Rosario Central: terceiro
clube pós-Botafogo (Foto: Reprodução / Facebook)
Na cidade de Rosário, Argentina, Loco Abreu treina e aguarda a chegada da proposta do Botafogo. As partes vão costurar um contrato que vai contemplar o pagamento parcelado da dívida acumulada com o jogador, somada ao salário. No entanto, mesmo assim a tendência é que ele volte a General Severiano com ganhos menores do que os de seu atual clube. Aliás, a transferência pode ser simplificada pelo fato de o uruguaio ainda não ter assinado a renovação de seu empréstimo ao Rosario Central. Seus direitos econômicos pertencem ao Nacional.

Na torcida, a ansiedade pela volta é grande, e Loco Abreu aguarda com atenção o desfecho das negociações. Na diretoria do Botafogo, a presença do centroavante é vista como um ganho que pode ir além do técnico. A intenção é criar uma mobilização nos alvinegros que contagie um elenco que mostra claros indícios de falta de motivação por causa do atraso de salários. Além disso, do ponto de vista do marketing o retorno é encarado como uma grande jogada. Entre os atletas também existe expectativa.

- É um jogador de personalidade forte e que vem para nos ajudar. Convivi com o Loco no Botafogo por um bom tempo, ele até dizia que eu era seu filho. Gosto dele, e a torcida também. Um ídolo é sempre bem-vindo - afirmou o zagueiro Dória.

Por Gustavo Rotstein Rio de Janeiro/GE