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sábado, 19 de julho de 2014

Jefferson retorna ao time e minimiza gol sofrido por Andrey contra o Sport

Jovem falhou na derrota do Botafogo para o time pernambucano, por 1 a 0, na última quarta-feira, na Ilha do Retiro; Neto Baiano finalizou a 50 metros de distância





Jeferson, goleiro do Botafogo, em coletiva (Foto: Sátiro Sodré)
Jeferson, goleiro do Botafogo, em coletiva
(Foto: Satiro Sodré/SS Press)
De volta ao time do Botafogo na partida contra o Coritiba, neste sábado, às 21h, no Estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda, pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro, depois de ter disputado a Copa do Mundo, Jefferson saiu em defesa do jovem Andrey, seu substituto na partida do meio de semana contra o Sport. O goleiro alvinegro comentou o gol sofrido pelo companheiro diante dos pernambucanos, isentando o colega da culpa pela derrota por 1 a 0. Para o capitão botafoguense, o tento, anotado em um chute efetuado pouco à frente da linha do meio-campo, foi conseguido por qualidade do atacante Neto Baiano.

- Temos que ver por dois lados. O Andrey é novo, mas tem muita personalidade e na base já jogava adiantado. Não podemos tirar o mérito do chute, foi praticamente perfeito. Mas esse lance serviu para ele amadurecer, com certeza vai crescer. Eu disse a ele para não mudar, mas tem que encontrar o jeito certo. Tudo é experiência e maturidade. Não podemos colocar a responsabilidade toda em cima de um jogador de 21 anos, os mais experientes que têm que colocar a cara à tapa - disse Jefferson, em entrevista coletiva, na noite de sexta-feira, no Engenhão.

Com campanha muito ruim no Brasileirão, onde ocupa a 14ª colocação na tabela de classificação, com nove pontos, o Botafogo, na opinião de Jefferson precisa mudar a postura para fugir da zona de rebaixamento. Na opinião dele, os jogadores precisam ter mais equilíbrio para suportarem o momento ruim.

- A minha liderança é interna. O que eu conseguir acrescentar, vou fazer. Pensamos em fazer uma reunião, mexer com o psicológico da equipe mesmo. Às vezes o time tem abatimento quando leva gol. Existem maneiras de incentivar os companheiros, e sei do peso das minhas palavras no clube - afirmou o goleiro.

O time que deve entrar em campo contra o Coritiba é: Jefferson; Lucas, Bolívar, Dória e Junior Cesar; Airton e Bolatti; Yuri Mamute, Daniel (Gabriel) e Wallyson; Zeballos.


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sexta-feira, 18 de julho de 2014

De volta, Jefferson se vê melhor após experiência na Copa: "Cresci muito"


Apesar de não ter entrado em campo no Mundial, capitão do Bota acredita que mudou sua visão sobre o futebol e defende forma emotiva do Brasil de atuar



Jefferson revelou amadurecimento após a disputa da
Copa do Mundo (Foto: Vitor Silva / SS Press)
Neste sábado, contra o Coritiba, em Volta Redonda, Jefferson, enfim, estará de volta ao gol do Botafogo, para alegria dos torcedores alvinegros. O capitão fez parte da seleção brasileira que ficou em quarto lugar na Copa do Mundo e, apesar de não ter entrado em campo, acredita que a experiência foi transformadora.

O goleiro conviveu com muita pressão, viu alguns companheiros terem dificuldade de controlar o lado psicológica, mas defendeu a forma emotiva com que os atletas defendiam a Seleção. Hoje, ele considera ter uma visão diferente do futebol.

- Quando perde, encontramos muitos questionamentos. Mas cresci muito como profissional, vejo o futebol de outra maneira. Não conseguimos repetir a Copa das Confederações, essa é a verdade. Eram muitos jogadores novos, na primeira Copa. Outros eram experientes, mas sentiram a parte psicológica. Mas demos ao máximo, jogamos com sentimento, emoção. É difícil encontrar isso em um clube, muitas vezes os jogadores ficam robotizados.

Cresci muito como profissional, vejo o futebol de outra maneira. Não conseguimos repetir a Copa das Confederações, essa é a verdade. Eram muitos jogadores novos, na primeira Copa. Outros eram experientes, mas sentiram a parte psicológica.
Jefferson

Durante a Copa, houve o questionamento se Jefferson teria ido de segundo para terceiro goleiro na preferência de Felipão, principalmente depois que Victor foi para o aquecimento durante o jogo contra a Colômbia no momento em que Julio Cesar sentia dores. O arqueiro do Botafogo, no entanto, disse que havia um revezamento.

- A gente sempre revezava nos treinos e nos jogos. O Felipão deixou claro que a confiança era nos três. Contra a Colômbia, a vez era dele (Victor).

De volta ao Glorioso, Jefferson disse não ver a hora de entrar em campo novamente. Apesar de ter clubes interessados nele, como o Benfica e o São Paulo, ele garantiu que não há nada encaminhado para sua saída.

- Eu estou ansioso, feliz de voltar a defender a camisa do Botafogo. Mesmo na Seleção, mantive contato, além de ter encontrado com muitos botafoguenses pedindo foto na Granja. Não me desliguei totalmente. Agora é voltar a cabeça 100% para o Botafogo. Estou no melhor momento da minha carreira, sondagens são normais, mas não tenho propostas oficiais. Se tiver algo, está nas mãos do meu empresário.

Jefferson acompanhou pela televisão a derrota por 1 a 0 contra o Sport, no Recife. Apesar do resultado ruim, o capitão viu evolução, mas alertou para a necessidade de voltar a vencer rápido.

- Vi uma evolução grande, mas agora sofremos com a falta de ritmo. Não temos gordura para queimar. Então, temos que antecipar ao máximo isso. Precisamos pontuar. Fisicamente vi melhoras, e isso nos deixa mais otimistas.

O Botafogo é o 14º colocado do Brasileiro com nove pontos. Nesta sábado, às 21h, a equipe enfrenta o Coritiba em Volta Redonda.

Por Fred HuberRio de Janeiro/GE

Loco Abreu decide ficar no Rosario Central: "Vou cumprir minha palavra"


Atacante agradece interesse do Botafogo, mas explica que já havia se comprometido a permanecer em clube argentino até o fim de 2014


Loco Abreu levanta taça pelo Botafogo: projeto de
retorno adiado (Foto: Urbano Erbiste / Ag. O Globo)
O Botafogo tinha a ilusão de repatriar Loco Abreu e, assim, dar um presente a uma torcida que anda desmotivada com o desempenho da equipe. Mas nesta sexta-feira, antes mesmo que o clube pudesse enviar uma proposta formal, o uruguaio disse não. Comprometido com a diretoria do Rosario Central, da Argentina, a permanecer até o fim do ano, ele optou por manter sua palavra e, assim, adiar o sonho de retornar a General Severiano.

Nesta sexta-feira, Loco Abreu entrou em contato com a diretoria do Botafogo para comunicar a decisão de permanecer no Rosario Central e explicar o motivo da escolha. Até então ele vinha treinando no clube argentino sem contrato e nem mesmo um seguro que pudesse protegê-lo de incidentes, já que seus direitos pertencem ao Nacional de Montevidéu.

- Expliquei que independentemente de o Botafogo mandar a proposta, minha decisão é de não sair daqui. Já tinha dado a palavra ao presidente e ao técnico do Rosario Central que ficaria até dezembro. Não ficaria bem comigo mesmo se não cumprisse. Obviamente que o desejo, a vontade e a esperança de voltar para o Botafogo são grandes. Mas quem me conhece sabe que não tem proposta ou dinheiro se dou minha palavra. Para mim isso é o mais importante - disse Loco Abreu ao GloboEsporte.com.

A proposta a ser enviada pelo Botafogo contemplava o pagamento parcelado dos cerca de R$ 2 milhões devidos ao atacante, relativos à sua passagem pelo clube de 2010 a 2012, além de um valor na carteira de trabalho considerado baixo. A ideia da diretoria alvinegra era formalizar um contrato até o fim do Campeonato Carioca de 2015.

Em ação pelo Rosario Central: Loco Abreu fica no
 clube argentino até dezembro (Foto: Getty Images)
- Não tem nada a ver com proposta ou dinheiro. Tem a ver com a moral e com a situação de que me comprometi com o clube. Isso para mim é o mais importante. Tenho muita vontade de voltar para o Botafogo, mas infelizmente o tempo em que isso aconteceu vem de encontro a essa situação. Por respeito ao Rosario Central, vou cumprir minha palavra e continuar aqui. É o sentimento que eu tenho.

Mesmo assim, Loco Abreu garante manter viva a esperança de fechar seu ciclo no Botafogo, interrompido em 2012, antes de encerrar a carreira como jogador.

- Tomara Deus e o destino e que eu possa realizar esse sonho, mas por enquanto vou continuar desfrutando do futebol aqui no Rosario Central, onde consolidei um ano legal e onde o torcedor demonstra um carinho grande. Fico feliz por ser querido nesses dois clubes, mas a palavra tem que ser importante, porque no futebol existe muita trairagem. Quando você respeita sua palavra você se respeita e ganha o respeito dos demais - ressaltou o camisa 13, que agradeceu o presidente e a torcida pelo carinho e a mobilização por seu retorno.

Por Gustavo RotsteinRio de Janeiro