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segunda-feira, 21 de julho de 2014

Com ídolos do passado e jogadores como modelos, Botafogo lança camisa cinza


Bolívar, Carlos Alberto, Zeballos e Vinicius Tanque apresentaram o quarto uniforme, ao lado de Amarildo, Roberto Miranda e Mauricio; estreia será contra o Cruzeiro





Botafogo (Foto: Luiz Gustavo Moreira)
Jogadores do atual elenco apresentaram novo uniforme
(Foto: Luiz Gustavo Moreira)
Com uma cerimônia na loja do Botafogo em General Severiano, o clube apresentou o quarto uniforme para a sequência da temporada. Com listras em cinza, a camisa - produzida pela Puma, empresa fornecedora de material esportivo do Alvinegro - resgata a tradição do clube de camisas dessa cor. E para levar o Glorioso de volta aos velhos tempos, nada melhor do que juntar ídolos do passado aos jogadores do presente.

A cerimônia foi comandada por Carlos Thiago Cesario Alvim, vice-presidente social e de comunicação, que chamou Zeballos, Carlos Alberto, Vinicius Tanque e Bolívar, nesta ordem. Em seguida, passou a palavra e deu camisas personalizadas para Amarildo, Roberto Miranda e Mauricio, ídolos do passado, que elogiaram o novo uniforme e agradeceram a homenagem.

- É um prazer estar aqui, representando uma geração de vitoriosos. A camisa está linda. Espero que nos traga sorte e títulos - disse Mauricio, herói da conquista do título estadual de 1989, quebrando um jejum de 21 anos sem títulos.

A estreia da camisa cinza será no dia 2 de agosto, contra o Cruzeiro, no Maracanã, pela 13ª rodada do Campeonato Brasileiro.

ÚLTIMA LEMBRANÇA NÃO É BOA

Conhecidos por serem supersticiosos, os alvinegros não têm boas lembranças da última vez que o clube lançou um uniforme cinza. Na estreia do atacante Loco Abreu, o time foi goleado por 6 a 0 pelo Vasco, em pleno Engenhão, pela Taça Guanabara de 2010, causando a demissão do então técnico Estevam Soares.
Como consolo, o time foi campeão estadual naquele ano, após derrotar o Flamengo na final da Taça Rio, dia da famosa "cavadinha" do uruguaio Loco Abreu - já com Joel Santana no comando da equipe.


Alexandre Braz e Luiz Gustavo Moreira - LANCENET! 

Botafogo projeta arrancada com sequência de jogos no Maracanã


Alvinegro vai atuar no estádio em cinco das oito últimas rodadas do primeiro turno do Campeonato Brasileiro



Dória comemora a volta do Botafogo ao Maracanã
 (Foto: Vitor Silva / SSPress)
A vitória por 1 a 0 sobre o Coritiba, no último sábado, foi sofrida, e a atuação esteve longe da ideal. Mas o resultado fez o Botafogo vislumbrar uma sequência positiva no Campeonato Brasileiro. Até o fim do primeiro turno – portanto, nas próximas oito rodadas –, o Alvinegro fará cinco partidas no Maracanã. O estádio, que será reaberto após a Copa do Mundo no próximo domingo, no clássico contra o Flamengo, é visto como um trunfo importante para que a equipe suba na tabela da competição.

O Botafogo vai encerrar a primeira metade do Campeonato Brasileiro enfrentando Flamengo, Cruzeiro, Fluminense, Chapecoense e Santos no Maracanã. Neste estádio, a equipe tem aproveitamento de 56,6% dos pontos disputados em jogos realizados em 2014, incluindo Campeonato Carioca e Libertadores. No total foram cinco vitórias, dois empates e três derrotas em 10 partidas.

Nas únicas vezes em que jogou no Maracanã neste Brasileirão, o Botafogo teve atuações marcantes. Primeiro, conseguiu empatar em 2 a 2 com o Internacional depois de estar perdendo por 2 a 0, na estreia de Emerson Sheik. Depois, aplicou uma goleada de 6 a 0 sobre o Criciúma. Com a cessão do estádio à Fifa, o Alvinegro passou a mandar seus jogos fora da cidade do Rio de Janeiro. Além de ter invertido um mando de campo e jogado na Arena Corinthians (empate em 1 a 1), o time de Vagner Mancini empatou em 1 a 1 com o Vitória em Macaé e venceu por 1 a 0 o Coritiba em Volta Redonda.

Mas foi no Maracanã que o Botafogo viveu seus principais momentos em 2014, principalmente na disputa da Libertadores. Vitórias sobre Deportivo Quito e San Lorenzo com grande público, além dos 3 a 0 sobre Fluminense, pelo Campeonato Carioca, são alguns fatores de motivação para os atletas.

- Nada melhor do que estar novamente perto da nossa torcida. Hoje o Maracanã é a nossa casa. Esperamos conseguir a melhor pontuação possível com as melhores atuações possíveis lá - afirmou o zagueiro Dória.

Por Gustavo Rotstein Rio de Janeiro

domingo, 20 de julho de 2014

Técnica, frieza e liderança: a volta do capitão Jefferson ao gol do Botafogo


Após mais de dois meses longe do clube servindo a Seleção, goleiro alvinegro é novamente decisivo no reencontro da equipe com as vitórias na temporada



Com defesas importantes, Jefferson foi um dos responsáveis pela
 vitória do Botafogo sobre o Coritiba (Foto: Vitor Silva / SSPress)
Foram exatos 66 dias sem ver o ídolo em campo. Desde 14 de maio a torcida do Botafogo não gritava no estádio que Jefferson é o melhor goleiro do Brasil. Mas depois de integrar a seleção brasileira que disputou a Copa do Mundo apenas treinando ao lado de Junior Cesar e Victor, o ele mostrou o quanto é importante para o Botafogo. Com uma atuação segura e eficiente entre as três traves e firme na função de capitão, o camisa 1 foi decisivo na construção da vitória por 1 a 0 sobre o Coritiba, no último sábado, em Volta Redonda.

Se Renan está afastado para definir seu futuro – a intenção do reserva é deixar o Botafogo – e Andrey mostrou talento na mesma proporção de inexperiência em sua estreia como profissional – sofrendo um golaço na derrota para o Sport –, Jefferson mostrou técnica, ousadia e segurança para evitar o que poderia ser um novo tropeço da equipe como mandante.

Ele viveu momentos bons e ruins na Seleção e acho que desde a quarta-feira, quando voltou ao clube, passou muitas coisas interessantes ao grupo. Já vemos um atleta mais amadurecido pelo viveu.
Vagner Mancini, técnico do Botafogo

Logo no primeiro lance importante da partida, Jefferson deixou claro que estava aquecido, apesar do frio de 15 graus em Volta Redonda. Com menos de um minuto de jogo, Alex cobrou uma falta que exigiu habilidade do goleiro, que há mais de dois meses não disputava uma partida oficial. Mas foi no fim do segundo tempo, quando o Botafogo sofreu a maior pressão do Coritiba, que o camisa 1 fez a diferença.

Aos 31 minutos, Jefferson precisou ser arrojado para sair em cima de Germano e evitar que o volante do Coritiba criasse perigo. Aos 36, teve reflexo para defender com os pés um chute de Geraldo, de dentro da área, que desviou em Lucas antes de chegar até ele. Aos 40 minutos, no segundo round do duelo com Alex, o goleiro novamente voou em seu canto direito para impedir o gol em nova cobrança de falta do meia.

Jefferson tem atuação de gala no retorno ao Botafogo (Foto: Vitor Silva / SSPress)

- O Jefferson foi fundamental no jogo, com pelo menos três intervenções muito difíceis. Sabemos que é um atleta diferenciado, um ícone do Botafogo e que tem uma história belíssima no clube. Ele viveu momentos bons e ruins na Seleção e acho que desde a quarta-feira, quando voltou ao clube, passou muitas coisas interessantes ao grupo. Já vemos um atleta mais amadurecido pelo viveu. Hoje, dentro de campo, foi uma peça fundamental - avaliou o técnico Vagner Mancini.

Aliviada com a magra vitória no sufoco, a torcida concentrou grande parte de sua comemoração em Jefferson, que foi ovacionado ao deixar o gramado do Estádio Raulino de Oliveira. Se até agora a equipe mostra dificuldade em acertar marcação, criação de jogadas e movimentação de ataque, os botafoguenses têm no goleiro o seu herói que veste a camisa 1.

Por Gustavo Rotstein Rio de Janeiro