Páginas

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Para ceder Ramírez ao Bota, Timão ganha percentual de jovem da base


Meia peruano foi emprestado ao Botafogo até o fim desta temporada. Em contrapartida, o Corinthians ganhou 15% dos direitos do meia Matheus Celestino, do sub-17 





Luis Ramirez - Corinthians (Foto:Miguel Schincariol/LANCE!Press)
Ramírez chegou ao Corinthians em 2011
(Foto:Miguel Schincariol/LANCE!Press)
O Corinthians cedeu o meia peruano Luis Ramírez ao Botafogo sem custos por empréstimo até o fim da temporada. E ainda vai pagar o salário do jogador, cerca de R$ 130 mil mensais. Mas houve uma contrapartida. Com a negociação, o clube paulista adquiriu mais 15% dos direitos econômicos do meia Matheus Celestino, de 16 anos, que atua no sub-17 do Timão.

O jogador, que era da base do Botafogo, está no Parque São Jorge desde o início do ano. Após a transferência, ele tinha os direitos divididos entre os dois clubes. Agora, na nova divisão, ficou 65% para o Corinthians e 35% para o Botafogo.

No caso de Ramírez, o Corinthians tem contrato com o jogador até o fim deste ano, mesmo período do empréstimo ao Bota. Com isso, os cariocas terão de negociar um novo contrato com o meia caso pretendam ficar com ele após este período.

Ramírez chegou ao Rio de Janeiro nesta quinta-feira para realizar exames médicos e assinar contrato com o novo clube. A expectativa é que ele comece a treinar com o grupo do Botafogo no início da semana que vem e já esteja à disposição de Vagner Mancini para a partida contra o Atlético-PR, no domingo, 10 de agosto, na Arena da Baixada, em Curitiba.


Felipe Bolguese - LANCENET! 

Bota faz 'parceria' com Corinthians e alivia crise dentro e fora de campo



Luís Ramírez está perto de fechar acordo para reforçar o Botafogo até o fim do ano/Almeida Rocha/Folhapress
Próximos nos últimos meses, as negociações entre Corinthians e Botafogo renderam movimentações importantes no mercado da bola. Para o Alvinegro carioca, a "parceria" tem sido fundamental em dois aspectos: técnico e financeiro.

Dentro de campo, o clube ganha com jogadores que têm status de titular. Fora dele, os cofres botafoguenses recebem fôlego por causa do pagamento de salários feitos pelo Corinthians diretamente a jogadores cedidos. Os empréstimos de atletas foram efetuados sem custos.

Referência do time, Emerson Sheik chegou ao Botafogo com salários pagos pelo ex-clube. Apesar de receber em dia, o atacante se solidariza com os problemas enfrentados pelos companheiros e virou aliado na campanha dos atletas para receber três meses de vencimentos. Além disso, o Alvinegro ainda deve pagamento de direitos de imagem há cinco meses e FGTS.

Apesar da grave crise, o clube de General Severiano acerta os últimos detalhes para garantir o reforço de Luis "Cachito" Ramirez. O meia também será cedido pelo Corinthians até o final da atual temporada, sem que o Botafogo pague pelo negócio.

A intenção do Botafogo com a contratação é dar força ao meio-campo, que conta com o irregular Carlos Alberto e o inexperiente Daniel como opções com características mais ofensivas. A proximidade do Corinthians foi usada como arma para a finalização do negócio.

Na contramão, Lodeiro fechou com o clube do Parque São Jorge. O acordo garantiu a continuidade do bom relacionamento, já que o pagamento de parte do salário de Sheik estava garantida a partir de então. O Botafogo depositaria parcelas mensais referentes aos vencimentos do atleta diretamente ao Corinthians, mas a venda do uruguaio serviu para cancelar tal acordo.

Atacante Rogério brinca com a bola durante treinamento do Botafogo, realizado no Engenhão Vitor Silva/SSPressDo UOL, no Rio de Janeiro

Enquanto a diretoria se concentra nos problemas fora de campo, o técnico Vagner Mancini prepara a equipe para enfrentar o Cruzeiro, líder do Campeonato Brasileiro. O Botafogo precisa se recuperar após derrota para o Flamengo para se manter longe da zona de rebaixamento. Neste momento, a equipe aparece na 13ª colocação da tabela, com 12 pontos.


Do UOL, no Rio de Janeiro

Ainda em ruínas, CT de Marechal vira um símbolo das dificuldades do Bota


Diretoria tenta dar andamento ao projeto, mas local atualmente só tem mato e entulho. Clube ainda deve parte do pagamento para empresa que fez demolição


Tido como uma das prioridades da atual administração do Botafogo, o CT de Marechal Hermes, que abrigará as divisões de base do clube, está longe de reunir condições de revelar joias. Depois da demolição da antiga estrutura, o local, no subúrbio do Rio de Janeiro, por enquanto é apenas um terreno abandonado com resquícios de que alguns anos antes recebeu a "Escola de Futebol Mané Garrincha".

Marechal Hermes: restos de demolição e mato alto (Foto: Fred Huber)
Atualmente só há mato alto, restos de entulho, algumas traves e uma bola gigante que foi símbolo do lançamento da pedra fundamental do CT, no dia 20 de setembro de 2012, em evento que contou com promessas como Vitinho, Octávio e Gegê. Na ocasião, a previsão era de que as obras estariam finalizadas em dezembro de 2013. O projeto foi alvo de polêmicas.

Entrada do CT: "Escola de Futebol Mané Garrincha" (Foto Fred Huber)
Depois de conseguir autorização para explorar o local por 40 anos, o Botafogo demorou cerca de um ano apenas para conseguir que a demolição da antiga estrutura pudesse ser feita. O trabalho foi realizado recentemente pela empresa Transmater, que, apesar de ter completado o serviço, recebeu apenas um sinal do pagamento. De acordo com funcionários, ainda "falta uma grande parte". Consequência da grave crise financeira vivida pelo clube.

Apesar da falta de dinheiro, resultado do bloqueio de todas as receitas, os planos para o CT seguem vivos. A ideia da diretoria é conseguir a verba a partir de uma lei estadual de incentivo, que permite que empresas contribuintes de ICMS no Rio de Janeiro patrocinem utilizando o incentivo fiscal concedido pelo Estado.

- Nós demoramos para conseguir o terreno, mas fechamos com o governo do estado por 20 anos mais 20 anos. Depois, demoramos um ano para ter a licença para demolir. Agora, vamos fazer um projeto incentivado, que já foi aprovado, e as conversas com as empresas já começaram. São bons contatos. O orçamento está pronto - afirmou o diretor executivo Sergio Landau.

Bola gigante que foi símbolo do lançamento da pedra fundamental do CT permanece no local (Foto: Fred Huber)

O dirigente alvinegro confirmou que ainda existe um débito do clube com a empresa que fez a demolição em Marechal Hermes.

- Demos o sinal de 50%. Ainda falta a outra metade, que também está prevista neste orçamento.

Enquanto o CT não fica pronto, é preciso se virar. As atividades das categorias de base do Bota estão centralizadas em Caio Martins, mas o local está longe de oferecer condições básicas para o desenvolvimento dos jovens alvinegros. Como alternativa, muitas treinos e jogos foram levados para um campo na base naval do Mocanguê, em Niterói, e para o Cefat, um centro de esportes parceiro do clube, localizado em Várzea das Moças, também em Niterói.

Lançamento da pedra fundamental do CT das categorias de base do Botafogo (Foto: Fred Huber / Globoesporte.com)

Projeto inicial do projeto do CT de Marechal Hermes para as categorias de base (Foto: Divulgação)

Terreno do CT de Marechal Hermes (Foto: Fred Huber)

Por Fred Huber Rio de Janeiro/GE