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segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Com números de líder em casa, Botafogo busca equilíbrio para crescer


Alvinegro está invicto como mandante, assim como o Cruzeiro, mas é o time que mais perdeu como visitante no Brasileiro



Vinte e dois pontos e 12 posições separam o Botafogo do Cruzeiro na tabela do Campeonato Brasileiro. Mas pelo menos num aspecto, o Alvinegro pode dizer que tem estatística de líder, reforçada após a vitória por 1 a 0 sobre o Santos, no último domingo, no Maracanã . Somente o time de Vagner Mancini e a Raposa estão invictos como mandantes até a 18ª rodada da competição.


 



O aproveitamento do Cruzeiro, entretanto, é superior. Enquanto o líder tem oito vitórias e um empate em nove partidas (92%), o Botafogo soma cinco vitórias e três empates em oito jogos em que foi mandante (cinco no Maracanã, um em Macaé, um em Volta Redonda e um em Brasília), que representam 75% de aproveitamento.

Por outro lado, o Botafogo é o time que mais perdeu como visitante no Campeonato Brasileiro. Foram oito derrotas em 10 partidas disputadas nos campos adversários, com uma vitória e um empate. Equipes como Criciúma e Palmeiras, que estão abaixo do Alvinegro na tabela, sofreram seis derrotas como visitantes, por exemplo.

Jogadores comemoram o gol da vitória sobre o Santos, no Maracanã (Foto: Satiro Sodré/SS Press)

Dessa forma, Vagner Mancini afirma que o bom desempenho em casa precisa ser comemorado. Mas também admite que o aproveitamento fora é motivo de preocupação. Por isso, destaca a necessidade de o Botafogo encontrar um equilíbrio que o permita subir ainda mais na tabela e ficar mais longe da zona de rebaixamento.

- Ainda não temos uma equipe que joga da mesma forma dentro e fora de casa. Mas hoje vivemos um momento diferente, que precisa ser mostrado e falado. Os jogadores têm que entender que pode ser o início de uma nova fase, a partir do momento que não acharem que está bom e que estacionem numa zona de conforto. Oscilações acontecem na maioria dos times - observou o treinador.

Muito provavelmente o Botafogo voltará a jogar no Maracanã no dia 17 de setembro. Isso porque o próximo jogo da equipe como mandante – contra o São Paulo, dia 10 – está perto de ser negociado para outra cidade – Cuiabá e Brasília são candidatas. Vagner Mancini lamentou, mas mostrou entender a situação por conta da crise financeira do clube, que pretende com isso arrecadar dinheiro capaz de quitar algumas dívidas.

- O Botafogo gosta de jogar no Rio, porque tem o apoio do torcedor, mas tem momentos em que precisa se curvar diante de situações incômodas, como a financeira. É uma pena jogar fora do Rio, porque estamos readquirindo a confiança da torcida - analisou Mancini.

Por Gustavo Rotstein - Rio de Janeiro/GE

domingo, 31 de agosto de 2014

Sheik: "Quando cada atleta sai da preguiça, as coisas acontecem



Atacante botafoguense ainda revela-se satisfeito com atuação no meio-campo, posição na qual foi improvisado na partida contra o Santos



O atacante Emerson, após a vitória por 1 a 0 sobre o Santos no Maracanã, afirmou que o Botafogo precisa utilizar a vontade demonstrada neste domingo como exemplo para o restante do Brasileiro. Para ele, o time tem qualidade e só precisa se consolidar para evitar maiores transtornos do decorrer da competição. (confira o gol do jogo ao lado)

- O time tem qualidade. Se for analisar individualmente cada atleta, a gente percebe que o time é forte. Mas no futebol o jogo é coletivo, não adianta a gente empolgar com uma vitória, a fase não é boa, o time não encontrou ainda uma maneira de jogar. Quando se fala de Botafogo ainda é um ponto de interrogação. O time ainda não tem uma cara e já estamos no fim do 1º turno. Quando começamos a pensar na parte coletiva, as coisas tendem a acontecer, porque assim é o futebol. Quando cada atleta sai da preguiça e começa a pôr na cabeça que hoje, no futebol nacional, não tem time de Segunda Divisão, prova o Ceará que veio aqui e deu um chocolate na nossa casa, as coisas começam a acontecer. A parte coletiva é fundamental - afirmou.

Sheik se movimentou demais neste domingo, como geralmente faz (Foto: Satiro Sodré/SS Press)

Gostou de ter atuado mais recuado e minimizou as dores no fim, que o fizeram deixar o gramado aos 47 minutos do segundo tempo. Segundo o atacante, a fadiga muscular se deu justamente por ter sido improvisado no meio.

- Senti cãibra nas duas pernas. Joguei numa posição em que tive que me adaptar num esquema que o Mancini montou contra o Santos. Eu gostei de jogar assim. O Santos é uma equipe que permite trabalhar a bola e jogar dessa forma. Gostei do jogo assim, principalmente no segundo tempo.


Por GloboEsporte.comRio de Janeiro/GE

Dória viaja para França e fica perto de assinar com Olympique de Marselha


Se concretizada, negociação do zagueiro vai render cerca de R$ 10 milhões ao Botafogo




Dória vai vestir o azul e o branco eo Olympique
 de Marselha (Foto: Reprodução SporTV)
Acompanhado de seu empresário, Dória embarcou para a França no início da noite deste domingo. O zagueiro seguiu para a Europa para ser submetido a exames e assinar contrato com o Olympique de Marselha. Se concretizado, o negócio deverá render cerca de R$ 10 milhões ao Botafogo, que detém 30% dos direitos econômicos do jogador.

Dória foi convocado para a seleção brasileira sub-21 que vai disputar amistosos no Catar e tem viagem marcada para as 21h deste domingo, no Rio de Janeiro. No entanto, o zagueiro pediu autorização para CBF e vai se apresentar ao técnico Alexandre Gallo diretamente no Oriente Médio.

Após a vitória do Botafogo por 1 a 0 sobre o Santos, no Maracanã, Vagner Mancini garantiu não ter conhecimento da negociação. No entanto, já falou sobre Dória como passado e enalteceu as qualidades do jogador.

- O Dória é um atleta espetacular. Não teve um dia que não fizesse o máximo nos treinos. É alguém que leva muito a sério e que joga mais do que muita gente acha. Alguns têm restrição ao seu futebol, mas tenho certeza de que em breve será titular da seleção brasileira. Mesmo quando foi sacado do time, não mudou sua postura. Sinto muito, porque vamos sentir sua falta, caso o negócio seja mesmo feito – disse o treinador.

Por Gustavo RotsteinRio de Janeiro/GE