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sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Crises afastam Puma do Botafogo; clube é sondado e pode fechar com a Nike


Parceria entre Botafogo e Puma chegará ao fim em dezembro e não haverá renovação de contrato

No Botafogo desde 2012, a Puma não renovará com o Botafogo. A parceria chegará ao fim em dezembro deste ano, quando acabará o contrato entre as partes. E ampliar o acordo não está nos planos da empresa alemã, que ficou decepcionada com as frequentes crises enfrentadas pelo Alvinegro, o que passa uma imagem amadora para o mundo do futebol, segundo apurou o UOL Esporte.

O Botafogo, por sua vez, mostra não ter se importado muito com a decisão. Durante os três anos de parceria, o clube teve alguns contratempos com a Puma com relação à distribuição de uniformes nas lojas, principalmente fora do Rio de Janeiro. Além disso, o Alvinegro tem outro motivo para não se preocupar. Mesmo no fim do mandato de Maurício Assumpção, a diretoria foi sondada pela Nike. Evidentemente as conversas foram adiadas para depois das eleições de novembro, que apresentará mudanças no clube. Mas as informações obtidas pela cúpula botafoguense são animadoras.

Após longo tempo de parceria com o Flamengo, a Nike quer voltar ao mercado carioca depois de seis anos. Como o time rubro-negro e o Fluminense vivem bons momentos com a Adidas, a empresa norte-americana se mostra animada com a possibilidade de fechar acordo com o Botafogo para a próxima temporada. Mas essa questão só poderá ser debatida a partir da data que a nova diretoria do clube assumir.

O Botafogo recebeu R$ 15 milhões pelos três anos de parceria com a Puma – R$ 5 milhões por temporada, sendo o valor antecipado de forma integral já em 2012. Ainda não há qualquer previsão de quanto a Nike estaria disposta a desembolsar pelo acordo.

Em contato com UOL Esporte, a Puma disse que o foco é continuar com a parceria até o fim do contrato atual, em dezembro. Sobre uma possível renovação com o Botafogo, a empresa alemã afirmou que ainda não chegou o momento e aguardará mais algum tempo para iniciar as conversas, caso haja interesse pela manutenção do acordo. A reportagem também procurou a Nike, que preferiu não se pronunciar sobre o assunto. O Alvinegro, por sua vez, entende que o tema deverá ser discutido após as eleições do clube, em novembro.

Bernardo Gentile
Do UOL, no Rio de Janeiro

Botafogo pode emprestar atacante Jobson para a Portuguesa

Atualmente, atacante treina em separado com outros jogadores que não estão sendo utilizados por Vagner Mancini. Jogador tem contrato com o Alvinegro até o fim de 2015




Jobson (Foto: Reprodução)
Jobson em foto recente (Foto: Reprodução)

O atacante Jobson pode ser emprestado pelo Botafogo para a Portuguesa. O diretor de futebol do Glorioso, Wilson Gottardo, disse que o clube carioca foi procurado pelos paulistas.

- O Botafogo foi procurado e comunicou o agente do atleta. Se houver um acordo, ele será emprestado e poderá continuar o trabalho dele - disse Gottardo.

Atualmente, Jobson treina com outros atletas que não têm sido aproveitados pelo técnico Vagner Mancini. Antes de voltar a treinar pelo Glorioso, Jobson teve uma passagem pelo Al-Ittihad, da Arábia Saudita. 




Paulo Victor Reis - LANCENET! 

Com a sombra de Oswaldo, Mancini tem trabalho avaliado no Botafogo


Técnico, que vive problemas para formar time, não é mais unanimidade entre dirigentes e também teria questionado trabalho dos psicólogos do clube




Mancini contra o São Paulo: dificuldade até para formar
banco de reservas (Foto: André Costa / Ag. Estado)
Com uma longa lista de desfalques, Vagner Mancini tem encontrado dificuldades para escalar a equipe titular e até mesmo compor o banco de reservas do Botafogo. Mas diz o ditado que futebol é resultado. E os últimos têm aumentado o grau dos questionamentos de alguns influentes integrantes da diretoria em relação ao trabalho do treinador. Somado a isso existe a sombra de Oswaldo de Oliveira. Atualmente desempregado após ser demitido do Santos, o técnico que deixou General Severiano no fim de 2013 ainda é uma figura querida por muitos no clube.

Mesmo em meio a tantas dificuldades para administrar um elenco insatisfeito com atrasos de salários e enfraquecido por lesões e suspensões, Vagner Mancini conseguiu levar o Botafogo às quartas de final da Copa do Brasil e a construir uma campanha até certo ponto satisfatória nos
jogos como mandante neste Campeonato Brasileiro. Mas pesa contra o treinador, na opinião de caciques do clube, o fato de o time ser ainda inconsistente e com muitas oscilações, sem conseguir sequer muitos empates como visitante (a campanha é de uma vitória, um empate e nove derrotas).

Além disso, a figura de Oswaldo de Oliveira disponível no mercado está constantemente na cabeça de alguns dirigentes alvinegros, embora não tenha havido um contato. Entretanto, outros comandantes veem Mancini como peça fundamental para manter o equilíbrio na fase mais aguda da crise alvinegra. Mesmo assim, sabe-se que os remanescentes do elenco de 2013 têm muito carinho pelo antigo treinador, o que contribuiria para um bom ambiente no caso de uma hipotética volta.

Há figuras no clube que também questionam algumas escolhas de Vagner Mancini, principalmente nas contratações feitas durante a pausa para a Copa do Mundo. A chegada de João Gabriel, que nunca foi utilizado, e a de Rogério, que ainda não mostrou-se eficiente, são contestadas internamente. Alguns chegam a lembrar que o atacante Sassá, emprestado ao Náutico, vem atuando com regularidade e poderia ser uma peça útil no atual momento do Botafogo.

Para completar, segundo algumas pessoas ligadas ao departamento de futebol, Vagner Mancini estaria questionando o trabalho dos psicólogos José Aníbal Marques e Eduardo Cillo. Ele, inclusive, estaria deixando o gerente Wilson Gottardo livre para fazer mudanças. Na visão de alguns, uma das consequência do afastamento dos psicólogos pelo treinador foram as expulsões de Dankler e Airton nos dois últimos jogo. Já outros dirigentes criticam o método dos próprios psicólogos, que não teriam a iniciativa de se aproximarem dos atletas.

As pessoas que comentam o assunto internamente acreditam ser precipitado afirmar que uma derrota contra o Internacional, neste domingo, possa colocar a perigo a situação de Vagner Mancini, dadas as circunstâncias da partida. Mas a verdade que o momento é de avaliações no Botafogo. Avaliações que podem significar mudanças dentro ou fora de campo.

Por Gustavo Rotstein Rio de Janeiro/GE