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quinta-feira, 2 de outubro de 2014

R$ 40 mi desperdiçados: Bota só volta a faturar com Engenhão no fim de 2015





O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, prometeu devolver o Engenhão ao Botafogo até o fim deste ano. O que não quer dizer que o clube voltará a ter receitas comerciais com o estádio, fechado desde março de 2013, tão cedo. Nas contas de Sérgio Landau, diretor executivo botafoguense, só no segundo semestre de 2015 o time terá novamente dinheiro vindo do estádio.

A equipe volta a jogar no Engenhão de imediato, e as bilheterias deverão gerar um pouco mais receitas do que o Maracanã, visto que, em casa, o Botafogo não precisa pagar o aluguel de 30% da receita líquida que o estádio vizinho lhe cobra. Mas, como negociações tiveram de ser interrompidas por causa do fechamento do Engenhão, receitas comerciais vão demorar mais.

“A primeira pergunta que me faziam quando eu sentava numa mesa para negociar era se havia alguma prova documental de que eu receberia o estádio em novembro. Temos a palavra do prefeito, e para nós ela basta, mas as empresas quiseram esperar”, conta Landau ao blog.

O Botafogo tinha praticamente fechadas as vendas de naming rights e patrocínio para a Caixa e de um lounge, um espaço dentro do estádio. Ambas gerariam entre R$ 18 milhões e R$ 20 milhões anuais, segundo o diretor executivo. Eis a cifra que o clube deixou de arrecadar neste período de fechamento. Em duas temporadas e meia, 2013, 2014 e primeiro semestre de 2015, o “prejuízo” – entre aspas porque não é dinheiro que saiu, mas que deixou de entrar – se aproxima de R$ 40 milhões.

Agora, tão logo receber o Engenhão de volta, a diretoria botafoguense vai vistoriá-lo para saber se há condições de utilizá-lo de imediato – as obras podem ter danificado sistemas hidráulico e elétrico, deteriorado assentos, entre outros problemas, e o Botafogo vai primeiro se certificar de que o estádio pode receber partidas. Mesmo na melhor das hipóteses, a de o local estar em perfeito estado e pronto para acolher o time, o prazo para ter receitas comerciais desanima dirigentes.


“Nós podemos começar e terminar uma negociação em uma semana, mas não é assim que acontece. Até botar o carro em movimento novamente, demora pelo menos três meses. Em termos financeiros, de patrocínios e merchandising, voltaremos a ter receita provavelmente no segundo semestre de 2015”, diz o diretor executivo. “Nunca questionamos a interdição do Engenhão, porque a segurança das pessoas está acima de tudo, mas perdê-lo causou um trauma técnico no Botafogo, que vivia um momento fundamental de sua história, e também um impacto financeiro violento que vai durar dois anos e meio para acabar”.

Das marcas que negociaram o Engenhão com o Botafogo, a Caixa foi a que chegou mais perto de assinar contrato. Outras duas especuladas foram Itaipava e Volkswagen. A primeira conversou há muito tempo, mas não avançou. A segunda, nem a isso.


DINHEIRO EM JOGO por Rodrigo Capelo/GE

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Defesa do Botafogo falha, Robinho marca, e Santos vence no Maracanã


Paulistas largam na frente nas quartas de final da Copa do Brasil. Resultado deixa o Peixe em vantagem para o jogo de volta, na Vila


artilheiro

Robinho

Uma partida especial para Robinho. Principal destaque do Peixe no Maracanã, ele marcou duas vezes e chegou a 101 gols com a camisa santista.

deu errado

Defesa do Bota

Erros individuais do sistema defensivo botafoguense foram determinantes para o resultado. Gabriel, Dankler e Jefferson falharam nos gols do Peixe.

plantão médico

desfalques

Além da derrota parcial de 3 a 1, o Botafogo foi para o intervalo com dois grandes problemas. Machucados, Jefferson e Sheik foram substituídos.

Em fase irregular no Campeonato Brasileiro, botafoguenses e santistas entraram em campo na noite desta quarta-feira, no Maracanã, apostando na Copa do Brasil como uma possibilidade de salvar a temporada de 2014. E o primeiro capítulo das quartas de final da competição mata-mata deixou os paulistas em vantagem no confronto: vitória do Peixe por 3 a 2, em noite de Robinho.

Ídolo da torcida santista, Robinho não se incomodou com a colaboração da defesa adversária para deixar a equipe em grande vantagem na disputa. O atacante marcou duas vezes no Rio de Janeiro e chegou a 101 gols com a camisa santista. Mas, um cartão vermelho no fim do jogo acabou manchando uma noite que tinha para ser toda especial. Geuvânio, para o Peixe, e Gabriel e Zeballos, para o Botafogo, fecharam o placar. Com o resultado, os paulistas levam para São Paulo a vantagem do empate e de poder perder por até um gol de diferença, caso os cariocas marquem, no máximo, duas vezes.

Em péssima fase na temporada, os botafoguenses ganharam mais problemas para a sequência do Brasileirão e da Copa do Brasil. Além dos atrasos de salários e direitos de imagem, o clube terá mais dor de cabeça: machucados, o goleiro Jefferson e o atacante Emerson Sheik foram substituídos ainda no primeiro tempo.

Como o jogo de volta do mata-mata será disputado somente no dia 16, às 20h30, na Vila Belmiro, as duas equipes voltam suas atenções para a disputa do Campeonato Brasileiro. No sábado, o Peixe terá novo compromisso no Maracanã, mas desta vez contra o Flamengo, às 16h20. No mesmo dia e horário, o Botafogo encara o Vitória, no Barradão, em Salvador (BA).

Robinho comemora um dos gols do Santos contra o Botafogo (Foto: Wilton Junior / Agência estado)

Defesa do Bota vacila, Robinho agradece

Em situação difícil fora das quatro linhas, os jogadores do Botafogo deixaram de lado as polêmicas com a diretoria e entraram em campo tentando pressionar o Santos. Com Júnior César na lateral e Wallyson no ataque, os alvinegros buscaram o ataque principalmente pela esquerda. E foi por ali, com esses personagens, que os donos da casa chegaram pela primeira vez com perigo ao gol santista. Após pela lateral, a bola para o atacante, que bateu de primeira e obrigou Vladimir a cair no canto esquerdo e salvar o Peixe.

Para tirar o Botafogo do ataque, o Santos tentou adiantar a marcação para dificultar a saída de bola. A tática deu certo aos 24 minutos, mas os visitantes contaram com colaboração da defesa carioca. Jefferson lançou Gabriel na entrada da grande área, mas Robinho roubou a bola, tabelou com Damião e tocou na saída do goleiro para marcar o seu 100º gol com a camisa do Peixe e tirar o zero do placar. Não deu nem tempo para os paulistas comemorarem ou os cariocas reclamarem do vacilo: no minuto seguinte, Gabriel acertou um lindo chute no ângulo e, com Vladimir totalmente vendido na jogada, empatou o duelo.

A rápida recuperação até poderia empolgar os botafoguenses. Mas um novo vacilo defensivo serviu para esfriar os ânimos. E Robinho não perdoou. Após tabela com com Cicinho, o atacante ganhou de Dankler e bateu cruzado para fazer 2 a 1. Procurando novamente uma resposta imediata, os cariocas quase igualaram o marcador no minuto seguinte, mas o auxiliar acertou ao marcar impedimento de Ramirez dentro da pequena área.

Satisfeito com o resultado, o Santos se posicionou na defesa e passou a apostar na velocidade do seu ataque para contragolpear. Com Geuvânio, os visitantes assustaram aos 39, em chute de fora da área, e ampliaram o placar aos 42, quando o atacante bateu cruzado e contou com colaboração de Jefferson para marcar.

Zeballos marca, e Robinho é expulso

Sem Jefferson e Emerson Sheik, que deixaram o campo machucados, o Botafogo contou com o apoio da torcida para "voltar" ao jogo. Empurrado pelas arquibancadas do Maracanã, os donos da casa devolveram emoção ao confronto logo aos 11 minutos. Após cruzamento de Dankler pela direita, Zeballos se aproveitou do mau posicionamento da dupla de zaga do Peixe e, de carrinho, desviou de Vladimir para fazer 3 a 2.

Preocupado com a pressão botafoguense, que buscou controlar o jogo no meio de campo com a entrada de Bolatti na vaga de Airton, Enderson Moreira não perdeu tempo e mexeu na equipe santista: saíram Leandro Damião e Geuvânio para as entradas de Patito Rodríguez e Alan Santos.

Com o argentino na frente, o Santos continuou apostando no contra-ataque. E teve chance para ampliar a vantagem aos 31, quando Robinho recebeu ótimo passe dentro da grande área, mas tentou driblar o goleiro e parou em Andrey.

Protagonista do 101º confronto entre santistas e botafoguenses da história, Robinho levou os paulistas ao 37 triunfo contra os cariocas, que permanecem com 36 vitórias. A noite, que tinha tudo para ser inesquecível para o camisa 7 do Peixe, ficou manchada nos minutos finais com o cartão vermelho recebido pelo atacante. Mas, a expulsão acabou não interferindo no resultado e manteve os paulistas em vantagem para o jogo de volta.

Por GLOBOESPORTE.COMRio de Janeiro

Prefeito promete Engenhão ao Botafogo ainda em 2014 e garante estádio digno


Eduardo Paes afirmou, em evento com o COI, nesta quarta-feira, que Alvinegro receberá sua 'casa', que está em obras desde o ano passado, entre os meses de novembro e dezembro



Engenhão completa um ano de interdição. A imagem aérea foi feita com drone. (Foto: André Portugal/LANCE!Press)
Engenhão deve ser devolvido ao Botafogo (Foto: André Portugal/LANCE!Press)

Após reunião com o Comitê Olímpico Internacional (COI), na tarde desta quarta-feira, na sede do Comitê Organizador Rio 2016, na Cidade Nova, Centro do Rio, Eduardo Paes voltou a garantir a entrega do Engenhão ao Botafogo no fim de 2014. O prefeito não precisou, mas afirmou que entre os meses de novembro ou dezembro, o clube alvinegro retomará a concessão sobre o Estádio, fechado desde o fim de março do ano passado, por problemas na cobertura e em sua estrutura.

- Quero entregar de fato um estádio digno para o Botafogo, um estádio que não ofereça risco de cair algo na cabeça do torcedor - afirmou Eduardo Paes.

Para a Olimpíada de 2016, o Engenhão terá de passar por obras para aumentar a capacidade de público do estádio, que hoje é de 45 mil pessoas para 60 mil. No entanto, Eduardo Paes garantiu que este novo processo não impedirá o clube de mandar seus jogos no local.
- Tem muita coisa que se ajeita internamente, então é perfeitamente compatível a utilização do estádio com as obras - afirmou Paes.

Pela incerteza quanto a data correta na entrega, Paes disse não saber se o Botafogo poderá mandar jogos no Engenhão ainda em 2014, já que o Campeonato Brasileiro termina no início de dezembro, quando se encerra a temporada do futebol no Brasil. Porém, com certeza, no Campeonato Carioca de 2015, o prefeito disse que o estádio estará novamente com os alvinegros.


Mesmo sem jogar no Engenhão, desde o fechamento, o Botafogo continua utilizando o estádio para os treinamentos da equipe profissional e de juniores. Tanto na Copa das Confederações, em 2013, e na Copa do Mundo deste ano, algumas seleções utilizaram as dependências do estádio para treinamentos.

Recentemente, o diretor do Botafogo, Sérgio Landau, afirmou que não daria para voltar a jogar no Engenhão em 2014, pois, além das obras realizadas pelo Consórcio Engenhão e pela Prefeitura, depois da entrega, haverá a necessidade de o clube realizar melhorias na infraestrutura. Por exemplo, o dirigente disse que muitas torneiras estão enferrujadas e serão trocadas.

No entorno do Engenhão, a prefeitura tem tocado obras de infraestrutura que estavam previstas para serem entregues na inauguração do estádio, em 2007.


Felipe Mendes - LANCENET!