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terça-feira, 14 de outubro de 2014

Sindiclubes obtém liberação de verba para pagar um mês de salário do Bota


Desembargador Antonio César Coutinho Daiha defere mandado de segurança após  a negativa de juíza na segunda-feira. Funcionários e atletas receberão valor da CLT



Funcionários do Bota foram ao Ministério do Trabalho na
segunda-feira para pedir a liberação (Foto: Vicente Seda)
Em meio à grave crise financeira, o Botafogo ganhou um pequeno alívio nesta terça-feira e vai poder pagar um mês de salário a funcionários, atletas e comissão técnica até a próxima sexta. O desembargador Antonio César Coutinho Daiha deferiu um mandado de segurança impetrado pelo Sindiclubes que possibilitará a liberação da verba de cerca de R$ 2,5 milhões. O processo corre no Tribunal Regional do Trabalho sob o nº 0011145-16.2014.5.01.0000.

O dinheiro levantado é referente ao contrato de transmissão de jogos do clube e está depositado judicialmente, assim como outros recursos do clube bloqueados judicialmente nos últimos meses, o que vem causando a situação. Só será quitada a parte da CLT, ou seja, os direitos de imagem do elenco segue pendente. No total, o Alvinegro havia completado três meses de atraso geral e caminhava para novas

Responsável pelo caso, o advogado Henrique Fragoso explicou o trâmite após a vitória judicial.

- Consegui a liminar através do mandato de segurança para que o valor seja depositado na 37ª vara do trabalho, cuja liberação havia sido negada, seja liberado para pagamento dos funcionários - disse o advogado.

Na última segunda, representantes do sindicato de funcionários de clube de futebol (Sindiclubes), e do Botafogo estiveram no Ministério Público do Trabalho (MPT-RJ) para pleitear a ajuda da procuradora Viviann Mattos na tentativa de revisão da decisão que negou, na última quinta-feira, a utilização do montante. Não adiantou. Mesmo com parecer favorável do MPT, a juíza, de acordo com os advogados, se recusou a rever a decisão e informou que até mesmo o pedido de reconsideração feito pelo Sindiclubes já está negado.

Por Vicente Seda Rio de Janeiro/GE

Depois de hesitar, Mancini se vê obrigado a colocar promessas, que correspondem



Técnico do Botafogo tem preferência por jogadores cascudos, para não queimar revelações




Murilo - Treino do Botafogo (Foto: Bruno de Lima/ LANCE!Press)
Murilo é uma das esperanças alvinegras para os
próximos anos (Foto: Bruno de Lima/ LANCE!Press)

Durante todo o Campeonato Brasileiro, com o Botafogo na parte de baixo da tabela e lutando contra o rebaixamento, o técnico Vagner Mancini evitou lançar jovens jogadores para não queimá-los. Porém, com dificuldade para montar um time após dispensas, suspensões e lesões, ele teve que mandar os garotos a campo numa partida difícil como a contra o Corinthians, sábado, na Arena Amazônia. E, apesar da cautela, eles corresponderam bem e ajudaram o time e voltar de Manaus com os três pontos. Agora, podem passar a ser opções para a dramática reta final de Brasileiro.

– Tinha até a expectativa de sair jogando, porque o Mancini testou duas formações no treino, e numa delas eu estava entre os 11. Fiquei preparado para entrar e dar a resposta. Todo o time se portou muito bem, o grupo entendeu bem a proposta de jogo para encarar o Corinthians. Fiquei muito feliz por entrar, criar chances de gol e poder jogar mais tempo – afirmou o meia-atacante Murilo, ao LANCE!Net.

Para que os garotos não entrassem nervosos, Mancini tratou de acalmá-los e dar dicas que acabaram ajudando o time num momento de grande pressão corintiana.

– Quando o Mancini me chamou para entrar, falou que tinha que ser na alma, na superação e assim foi. O pensamento será esse até sairmos dessa situação. Foi uma grande partida do Botafogo. Fiquei feliz em poder entrar e ajudar a conquistar a vitória – afirmou o zagueiro Matheus, que entrou aos 42 do segundo tempo para segurar a pressão aérea do time paulista, ao LANCE!Net.

Além de Murilo e Matheus, o goleiro Andrey, os volantes Andreazzi, Sidney e Fabiano e os apoiadores Gegê e Daniel tiveram chances no Brasileiro. O último, que está fora após ser submetido a uma cirurgia no joelho direito, era um dos destaques do Glorioso no ano até a lesão. Com apenas 23 anos, porém mais experiente do que a maioria dos jovens do elenco, o goleiro Helton Leite exaltou a participação da garotada alvinegra.

– O jogo de sábado mostrou como estamos lidando com esse momento. Entraram jogadores mais jovens e foram muito bem. Qualquer que seja a idade, o principal é o time dar as mãos – afirmou.

BATE-BOLA COM MURILO, MEIA-ATACANTE DO BOTAFOGO

1) O que o Mancini pediu pra você quando o chamou para entrar contra o Corinthians?

R: Ele pediu para entrar e segurar o máximo a bola lá na frente. O Corinthians saía atrás do empate, era para aproveitar os espaços no ataque, até para descansar um pouco a defesa, que sofria pressão. Ainda quase consegui deixar a minha marca.

2) Acha que a atuação de sábado lhe garantiu pontos com o Mancini?

R: Acho que sim. Julgo minha atuação como positiva, pela velocidade no segundo tempo e pelas chances criadas.
3) Almeja a titularidade do Botafogo em breve?
R: Espero ter novas oportunidades e atuar por mais tempo. Tenho muito a mostrar ainda com a camisa do Botafogo. Até para a torcida me conhecer melhor.

OUTRAS REVELAÇÕES ALVINEGRAS

Gabriel - O volante fez sua estreia como lateral-direito, mas depois acabou se firmando na sua função original e não saiu mais do time.

Vitinho - Promovido em 2012, mas era uma das últimas opções para a posição de meia-atacante e chegou a voltar para os juniores. No ano seguinte, se firmou e logo foi negociado com o CSKA (RUS).

Dória - Quinta opção para a zaga, ganhou a vaga após lesões de três jogadores da posição. Virou titular indiscutível durante quase toda o período em que esteve no Glorioso.

Luiz Gustavo Moreira e Matheus Babo - LANCENET! 

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Sindiclubes e Botafogo tentam liberar verba para pagamento de funcionários


Justiça negou pedido na quinta-feira. Advogados estão no Ministério Público do Trabalho, no Rio de Janeiro, para pedir parecer favorável



Funcionários, no Ministério Público do Trabalho
 (Foto: Vicente Seda)
Representantes do Sindiclubes, o sindicado de funcionários de clube de futebol, e do Botafogo estão neste momento no Ministério Público do Trabalho (MPT-RJ) para pleitear a ajuda da procuradora na tentativa de revisão da decisão que negou, na última quinta-feira, a liberação de R$ 2,5 milhões para pagamento dos funcionários. A verba é referente ao contrato de transmissão de jogos do clube e está depositada judicialmente. A decisão de não liberar o dinheiro partiu da juíza Marcia Regina Leal, da 37ª Vara Trabalhista (veja a decisão abaixo).

Além dos advogados, há cerca de 10 funcionários do clube acompanhando as ações. O Sindiclubes é representado pelo advogado Henrique Fragoso, que deverá seguir para o Tribunal Regional do Trabalho (TRT). O motivo da reunião no MPT é para emissão de um parecer, necessário em outras ocasiões para liberação de verba. Este documento será anexado ao pedido de reconsideração da decisão.

- Em outras vezes, o MPT precisou dar um parecer e já se manifestou favoravelmente. Entrei com pedido de reconsideração na sexta-feira. A nossa ideia é que a procuradora vá pessoalmente conosco ao TRT - explicou Fragoso.

No centro da confusão, Joana Prado, diretora jurídica do Botafogo, auxilia na condução do caso e mostra solidariedade do clube aos funcionários. O Alvinegro tem 100% de suas receitas bloqueadas por execuções fiscais e trabalhistas, e os funcionários já completam três meses sem receber. A situação é grave.

- A receitas estão 100% bloqueadas. Mas essa é uma questão separada, o dinheiro está depositado judicialmente. Temos hoje cerca de 400 ações trabalhistas. Se os funcionários não receberem, fatalmente serão outras 400. Todos já teriam ido embora. O Botafogo tem sido solícito, não quero de forma alguma obstruir a ação do Sindiclubes, pelo contrário - disse Prado.

Decisão da juíza Marcia Regina Leal Campos (Foto: Vicente Seda)

Por Vicente Seda Rio de Janeiro/GE