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segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Passos de Jobson: empenho, cansaço e cara amarrada na saída de campo




Atacante se esforça muito no empate por 1 a 1 com o Sport, mas não consegue conduzir o Botafogo à vitória em Volta Redonda



No céu carregado do Botafogo, Jobson foi comparado a uma estrela em dia de chuva por Vagner Mancini. Era esse o efeito da reestreia do atacante sobre o time que o treinador esperava. De fato a volta do camisa 10 mexeu com o grupo e com os torcedores, trouxe empolgação, mas ainda não bastou para clarear o ambiente alvinegro. No empate por 1 a 1 com o Sport, neste domingo, em Volta Redonda, Jobson não passou de um jogador esforçado.





O anúncio da escalação da equipe mostrou o quanto os botafoguenses aguardavam o reencontro. Quando o nome de Jobson apareceu no telão, foi o mais aplaudido. Na entrada do time em campo, o camisa 10 foi o segundo da fila, logo atrás do capitão Jefferson. O cabelo descolorido, quase branco, realçou ainda mais o retorno. A última vez em campo, ainda na Arábia Saudita, havia sido em maio.

- Acabou o caô, o Jobson voltou, o Jobson voltou! - cantavam os alvinegros.

Em campo, muita transpiração. Jobson correu de um lado a outro, não guardou posição e pediu bola. Uma, duas, três. Muitas vezes. E reclamou outras tantas por não ser acionado. Sua melhor jogada no primeiro tempo foi um cruzamento rasteiro pela direita, aos 32, mas ninguém alcançou na área.

Jobson vestiu a camisa 10 do Botafogo em sua reestreia
em Volta Redonda (Foto: Editoria de arte)

Para tornar tudo mais difícil, ele viu Diego Souza abrir o placar para o Leão depois de superar a marcação de Matheus e Dankler. Se Jobson era aplaudido, a dupla de zaga passou a ser vaiada a cada toque na bola. E a missão do time e do atacante ficava mais difícil para o segundo tempo.

- Estou sentindo um pouco (o cansaço). Falta ritmo de jogo, mas ainda assim estou me movimentado para pegar forma física e jogar melhor. Nosso time tem que ter calma na frente para tabelar e chegar. Consigo (jogar mais 45 minutos) – disse, esbaforido, na saída para o intervalo.

Daqui ninguém me tira

Em nenhum momento Jobson se escondeu. Ainda que faltasse tempo de bola ou precisão nos dribles – arriscou uma pedalada -, vira e mexe tentava jogadas agudas, na direção do gol, e fazia com que os zagueiros adversários corressem muito para pará-lo. E quase sempre o fizeram. Em pelo menos três lances, Jobson pediu pênalti. Se jogou em dois. Um terceiro deixou dúvidas, mas nada que fosse gritante.

Os números de Jobson no retorno:

Finalização: 1
Faltas sofridas: 2
Faltas cometidas: 2
Passes certos: 14
Passes errados: 2
Desarme: 1
Impedimento: 1
Jogadas pelo fundo: 3

Escalado para tentar dar força ofensiva ao Botafogo, o jogador também teve de ajudar a defesa. No início do segundo tempo, voltou até a grande área de Jefferson para desarmar o adversário. Pouco depois, um chute de longe não levou muito perigo. Ainda bem que Wallyson conseguiu empatar em cobrança de falta.

A previsão era de que Jobson ficasse em campo por cerca de 70 minutos. Aos 28 do segundo tempo, o técnico Vagner Mancini o consultou sobre sua condição física, e a resposta foi firme: “Vou jogar até o fim”. Mas o cansaço pesou. Pouco a pouco, caminhou mais do que correu, colocou as mãos na cintura e buscou ar para dar os últimos piques na tentativa da virada. Não deu.

Na saída do gramado, Jobson parecia irritado. Cabisbaixo, não falou com os jornalistas. Passou pelas câmeras e microfones em silêncio e com expressão fechada. Talvez pelo resultado, talvez pelo desempenho individual. Mas Mancini gostou.

- Fiquei muito satisfeito com a atuação do Jobson, não em termos técnicos, mas pela disposição, vontade de jogar. Chamei aos 28 do segundo tempo, ele pediu para ficar em campo. Esse tipo de disposição, de argumento, é o que estamos precisando – afirmou o treinador.

Jobson voltou a jogar num cenário complexo do Botafogo. Time na zona de rebaixamento, crise profunda e desgaste por todos os lados. Além de ser estrela em dia de chuva, terá de tentar fazer chover (veja abaixo aos melhores momentos do empate com o Sport).




Por Richard Souza Volta Redonda, RJ

domingo, 19 de outubro de 2014

Jobson mostra apenas disposição na reestreia, e Bota empata com o Sport


Diego Souza abre o placar no primeiro tempo, e Wallyson, em cobrança de falta e com desvio de Patric, empata no segundo. 1 a 1 em Volta Redonda



Os olhares estavam voltados para Jobson em Volta Redonda neste domingo. Com liberação no STJD, o atacante fez sua reestreia no Botafogo, mas conseguiu mostrar apenas uma boa disposição. Teve vontade em campo. E só. Quem garantiu um importante ponto para o Alvinegro em momento delicado no Campeonato Brasileiro foi seu colega de posição. Wallyson, em cobrança de falta e com desvio de Patric, foi quem marcou no segundo tempo. Antes, Diego Souza havia feito o do Sport, em erro da defesa adversária. Corajosos 3.059 torcedores (2.384 pagantes) encararam o calor de 38ºC da cidade fluminense e apoiaram os times no estádio Raulino de Oliveira.

O placar de 1 a 1 não tirou o Botafogo da zona de rebaixamento, mas o fez subir duas posições e o deixa a um ponto de deixar o Z-4 - tem 30, contra 31 do Vitória. O Sport, por sua vez, não conseguiu quebrar sua série sem vitórias. Com o resultado deste domingo, completa seis partidas sem vencer. São quatro derrotas e dois empates. Permanece na parte intermediária da tabela. Agora, é o 12º colocado, com 37 pontos.

Na próxima rodada, o Botafogo viaja ao Paraná, onde enfrenta o Coritiba, no Couto Pereira, na quarta-feira, às 21h (de Brasília). O Sport, por sua vez, recebe o Goiás na Ilha do Retiro, às 22h30, também da quarta-feira.

Jobson fez sua reestreia pelo Botafogo no empate em 1 a 1 com o Sport (Foto: Vitor Silva / SSpress)
O jogo

No jogo de reestreia de Jobson, rodeado de expectativas, quem roubou a cena foi Diego Souza e Wallyson. O atacante alvinegro até mostrou disposição e vontade, esforçando-se para ajudar o time no setor ofensivo, mas pecou nos detalhes, assim como os demais jogadores do Botafogo no primeiro tempo da partida. A equipe de Vagner Mancini foi quem teve mais posse de bola, propôs mais o jogo e dominou as iniciativas. Entretanto, sofria sempre ao chegar na entrada da área. Foi com a bola alçada à area que buscou suas chances: foram 14 vezes contra 5 do Sport.

A estratégia dos visitantes era diferente. A aposta era na velocidade, jogada individual e contra-ataque, aproveitando sempre o erro do Bota. Foi assim que saiu o gol aos 21 minutos. Jogada individual na qualidade de Diego Souza em um erro coletivo do adversário. A bola é recuperada após reposição de Jefferson, toque para Diego, que avança e deixa na saudade a dupla de zagueiros do Alvinegro: Matheus e Dankler.

Se Jefferson não foi lá muito feliz no início do lance que resultou no gol do Sport, foi por sua causa que o Botafogo não terminou os primeiros 45 minutos perdendo por uma diferença maior. O goleiro é a segurança do time em seu setor defensivo. Sempre atento, acompanhou os lances e fez boas defesas, como em novo e potente chute de Diego Souza, aos 37 minutos.

No segundo tempo, a proposta das equipes permaneceu a mesma. Se o Bota não conseguia tramar suas jogadas na troca de passes para adentrar na área e finalizar, então a solução teria de vir na bola parada. Foi em uma cobrança de falta que os cariocas fizeram o de empate. Wallyson contou com a ajuda de Patric, é verdade. O lateral desviou a redonda com o corpo, enganando Magrão.

Por GloboEsporte.com Volta Redonda, RJ

Em crise e com a faca no pescoço, Bota encara Sport na volta de Jobson




Cercado de problemas dentro e fora de campo, Alvinegro tenta sair da zona de rebaixamento. Há cinco rodadas sem vencer, Leão busca reabilitação



GE
O duelo entre Botafogo e Sport, neste domingo, às 18h30, no estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda, promete ser recheado de emoções e com muita tensão. Isto porque o Alvinegro está em uma grave crise e um possível resultado negativo pode ter consequências ainda difíceis de mensurar. A equipe pernambucana, em 11º lugar com 36 pontos, também está com o alerta ligado, visto que não vence há cinco rodadas - quatro derrotas e um empate.

No Bota, o penúltimo colocado com 29 pontos, além dos problemas em campo, a crise parece sem fim também nos bastidores. O último caso foi a discussão aberta entre o capitão e ídolo Jefferson com o gerente de futebol Wilson Gottardo. Eles trocaram acusações depois que o goleiro ficou ausente da goleada por 5 a 0 sofrida frente ao Santos. Um chamou o outro de "covarde". O camisa 1 volta ao time neste domingo. Neste cenário, a grande expectativa será o retorno de Jobson. O clube conseguiu sua liberação no STJD e o atacante será titular.

Com a pressão de ter perdido os oito últimos jogos fora de casa e estar a seis pontos da zona de rebaixamento, o Sport investiu na contratação do ex-capitão do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE), Paulo Storani, que deu uma palestra com o intuito de motivar a equipe a voltar a vencer na competição. Preocupado com o momento do time, o técnico Eduardo Baptista preferiu montar um meio de campo com dois homens de marcação: Rodrigo Mancha e Ronaldo. Uma demonstração clara de que atuará nos contra-ataques.



Botafogo: o técnico Vagner Mancini terá uma equipe modificada em relação ao que foi visto no jogo da Copa do Brasil. Jefferson, Airton, Régis e Junior Cesar estão de volta, além da estreia de Jobson. Carlos Alberto deve ser opção no banco de reservas. O Alvinegro deve entrar em campo com Jefferson; Régis, Dankler, Matheus Menezes e Junior Cesar; Airton, Gabriel e Ramírez; Rogério, Wallyson e Jobson.

Sport: sem vencer há cinco jogos na Série A, Eduardo Baptista decidiu mudar a equipe. Sem Durval, suspenso, Wendel foi deslocado para a zaga e abriu espaço para que Rodrigo Mancha voltasse ao time. Quem também ganhou uma oportunidade foi Ronaldo, que entra na vaga de Rithely. Com isso, o Sport vai para o jogo com Magrão; Patric, Wendel, Henrique Mattos e Renê; Rodrigo Mancha, Ronaldo, Ibson e Diego Souza; Ananias e Felipe Azevedo.



Botafogo: André Bahia não se recuperou de um problema muscular e segue ausente. Bolatti cumpre suspensão após expulsão contra o Corinthians. Daniel, Tanque Ferreyra e Bruno Correa estão entregues ao departamento médico, assim como Marcelo Mattos.

Sport: suspenso, Durval não vai para o jogo. Quem também está fora são os zagueiros Ewerton Páscoa e Oswaldo, o volante William, o armador Régis e o centroavante Leonardo. Todos em processo de recuperação de lesões.



Botafogo: Airton e Gabriel.

Sport: Érico Júnior, Felipe Azevedo, Ferron, Neto Baiano, Renê, Rithely, Ronaldo, Wendel e Zé Mário.



(Foto: Editoria de Arte)


Por GloboEsporte.comVolta Redonda,RJ