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quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Presidente quer volta de 4 demitidos, mas Edilson e Bolívar já rescindiram


Recém-eleito, Carlos Eduardo Pereira faz questão de manter o goleiro Jefferson para a próxima temporada e sonha com reforços para jogo deste domingo, contra o Santos




Carlos Eduardo: novo presidente (Foto: Satiro Sodré / SSpress)
O grupo comandado por Carlos Eduardo Pereira sempre foi uma oposição radical a Maurício Assumpção. E poucos minutos depois de substituí-lo, o novo presidente do Botafogo anunciou uma intenção radicalmente contrária à tomada por seu antecessor. Reintegrar Emerson Sheik, Julio Cesar, Bolívar e Edilson - demitidos no início de outubro - para a disputa das duas últimas rodadas do Campeonato Brasileiro. No entanto, somente os dois primeiros ainda não rescindiram seus vínculos formalmente.

- Queria manifestar de público o interesse de marcar um reencontro com esses atletas, como símbolo de que o Botafogo quer passar uma borracha no mal estar que foi causado. Sinceramente, não sei se todos eles ainda têm contrato em vigor, mas queremos reforçar o time contra o Santos, porque não vamos nos entregar antes da hora - afirmou Carlos Eduardo Pereira.

Esta será uma tarefa para os novos comandantes do futebol do Botafogo a partir desta quarta-feira. Embora os nomes não tenham sido anunciados, Antônio Carlos Mantuano seria um nome cotado para vice de futebol. Ele trabalharia ao lado de Gustavo Noronha, que, também como dirigente não-remunerado, terá como função analisar os atuais e futuros contratos dos atletas. Integrantes da chapa vencedora manifestaram o desejo da permanência de Aníbal Rouxinol, que atualmente é gerente executivo do futebol. O vice jurídico será Domingos Fleury.

Presidente espera manter ídolo em 2015

Se o reforço dos demitidos é improvável, a manutenção de Jefferson merecerá um esforço. Carlos Eduardo Pereira afirmou que faz questão da permanência do goleiro, abertamente insatisfeito com a administração anterior. Ele tem contrato em vigor até o fim de 2015, mas é alvo de interesse do São Paulo.

- O Jefferson é um elemento fundamental no nosso planejamento. Queremos contar com ele e espero muito que continuemos juntos no ano que vem. Por mim, ele só sai do Botafogo se quiser. Ele já disse que não teria problema em disputar a Série B, então fazemos questão de mantê-lo - disse o presidente.

Edilson, Sheik, Bolívar e Julio Cesar: afastados pelo ex-presidente Maurício Assumpção (Foto: André Durão)

Por Gustavo Rotstein e Sofia Miranda*Rio de Janeiro*Estagiária, sob supervisão de Gustavo Rotstein.

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Assumpção cita Engenhão e Seedorf para justificar drama do Botafogo


Presidente, que deixa o cargo nesta terça-feira, explicou, ainda, a escolha de Eduardo Húngaro para comandar a equipe na Libertadores da América deste ano




Mauricio Assumpção está de saída do comando do clube após 
dois mandatos (Foto: Fred Huber / Globoesporte.com)
Presidente do Botafogo, Maurício Assumpção, cujo mandato à frente do clube se encerra ao fim da eleição desta terça-feira, em General Severiano, elegeu o fechamento do Engenhão e a saída antecipada de Clarence Seedorf como dois dos complicadores pela atual situação do clube, que vive a iminência do rebaixamento à Série B.

Em entrevista à Rádio Globo, o mandatário falou dos prejuízos causados pelo fechamento do estádio, que trazia rendimentos ao Alvinegro.

- Efetivamente, existe um laudo conclusivo com relação ao risco de desabamento da cobertura, de quem é o erro, de quem deixou de fazer a coisa certa. O que cabia ao Botafogo era mostrar que, durante o tempo em que estivemos com o estádio, cumprimos rigorosamente com tudo. Temos relatórios trimestrais que enviávamos para a secretaria que recebia essas coisas, acompanhando coisas da nossa competência. Chegou até as mão do prefeito um estudo de uma empresa alemã, que fez com que o estádio fosse fechado, o que trouxe um prejuízo enorme ao Botafogo. A saída do Seedorf, no fim do ano passado, prematuramente, pois ele tinha contrato até julho, foi um problema sério. Ele recebeu a proposta da vida para virar treinador. Ele poderia encerrar o contrato sem pegar multa desde que encerrasse a carreira de atleta. Se fosse jogar em outra equipe, teria que pagar três milhões de euros, se não me engano.

Uma das atitudes mais questionáveis pelos torcedores - a escolha de Eduardo Húngaro para comandar o time na Libertadores, competição na qual o clube estava sem disputar há 18 anos - também foi justificada por Assumpção.

Estádio Olímpico João Havelange passa por obras e está fechado para jogos (Foto: Andre Durão)
- O primeiro nome após a saída do Osvaldo de Oliveira era o do Autuori. Era um projeto maior, não era apenas para treinador. Sabemos que ele tem muita vontade de ser gestor, diretor executivo de futebol do clube, tanto no profissional quanto na base, ter uma nova atividade no futebol. Nessa época, inclusive, ele falou: "Posso conversar com vocês, mas acertei com um clube, o qual não vou dizer o nome". Ele fechou com o Atlético-MG. Como não teríamos aquele treinador de ponta e, na época, ficamos entre uma aposta testada no mercado, que era o Cristóvão Borges, e outra ainda não testada, mas feita em casa e que tinha trabalhado com o elenco, que era o Húngaro. A opção foi nesse sentido.

Sobre a retirada do Botafogo do Ato Trabalhista, o que asfixiou as combalidas finanças do clube, foi questionada por Assumpção em comparação a outros times do Rio.

- A conduta do meu jurídico foi correta. Tem uma pergunta que faço a eles, e eles não sabem me responder, não por não serem capazes... O Tribunal diz que fraudamos o Ato, mas Fluminense e Vasco fraudaram em determinado momento e foram reconduzidos a uma segunda chance. Por que o Botafogo não pode ter o mesmo benefício, o mesmo privilégio, o mesmo tratamento?

Por GloboEsporte.comRio de Janeiro

Torcedor protesta contra Assumpção na frente de General Severiano


Um torcedor exaltado e furioso com a gestão de Mauricio Assumpção no Botafogo, fez um protesto solitário em General Severiano, na manhã desta terça-feira, quando começou a eleição presidencial do clube para o triênio 2015-2016-2017. O botafoguense não poupou críticas e pegou pesado.




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Daniel Guimarães - LANCENET!