Páginas

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Alfaro pode ser o primeiro gringo a fechar com o Botafogo na era Carlos Eduardo Pereira


Atual gestão não repetiu diretoria passada, que contratou cinco gringos no ano passado que não emplacaram



Alfaro com a camisa da seleção do Uruguai
(Foto: AFP)
Depois da experiência frustrada com cinco estrangeiros no ano passado, quando o Botafogo acabou rebaixado para a Série B, a diretoria capitaneada por Carlos Eduardo Pereira preferiu não contratar nenhum gringo nesse ano. Mas pode quebrar a escrita caso o atacante uruguaio Emiliano Alfaro, de 27 anos, acerte com o clube para a disputa da Série B.

A diretoria do Glorioso já encaminhou uma proposta de empréstimo pelo jogador à Lazio (ITA), clube que Alfaro tem contrato até junho de 2016. Sem verba em caixa para gastar – o Botafogo só fez contratações gratuitas em 2015 – o Alvinegro tenta convencer o clube romano a liberar o jogador de graça, já que Alfaro não será aproveitado pelo técnico Stefano Pioli, principalmente se a Lazio se classificar para a próxima edição da Uefa Champions League.

Em General Severiano, a expectativa é que a resposta seja dada durante a semana, para que o clube possa atacar em outras frentes. Atualmente, a prioridade do departamento de futebol é contratar uma sombra para Bill, que é titular absoluto da posição desde o início do ano, mas vive uma temporada de altos e baixos, apesar dos dez gols marcados até agora – é o artilheiro do Botafogo no ano.

Alfaro está em evidência no futebol uruguaio após sagrar-se o artilheiro da Segunda Divisão por lá, com 20 gols. O Liverpool, clube que defendeu e onde foi revelado, acabou campeão e retornou à elite.

Antes de Emiliano Alfaro, o Botafogo negociou com os atacantes Rafael Oliveira, do Botafogo-PB, Neilton e Riascos, ambos do Cruzeiro, mas não chegou a um acordo financeiro com eles. Além do trio, Julio Cesar, ex-Figueirense e Coritiba, foi oferecido e está sendo analisado pela diretoria.

ÍDOLOS GRINGOS RECENTES

Loco Abreu - Sem dúvidas, o maior ídolo do Botafogo depois da geração que conquistou o título brasileiro em 1995, capitaneada por Túlio Maravilha. Polêmico, afirmou que veio para derrotar o Flamengo, que foi tricampeão carioca em cima do Botafogo em 2007, 2008 e 2009. Cumpriu a profecia em 2010, com a famosa cavadinha na final da Taça Rio.

Seedorf - O holandês, consagrado no futebol europeu, veio ao Botafogo após despedir-se do Milan. Em General Severiano, conquistou o título estadual de 2013 e foi peça-chave na conquista da vaga para a Copa Libertadores do ano seguinte. O Alvinegro não disputava a competição desde 1996.

Lodeiro - Coadjuvante de Seedorf, foi tão importante quanto o holandês na conquista do Estadual. Chegou ao clube para seguir a linhagem de uruguaios que se iniciou com Loco Abreu. Foi negociado com o Corinthians e atualmente está no Boca Juniors (ARG).

Herrera - Assim como Lodeiro, era coadjuvante e fez gols importantes na campanha do Campeonato Estadual de 2010, ao lado de Loco Abreu.

Luiz Gustavo Moreira -  LANCENET!

Bota volta a G. Severiano em outubro, e presidente sonha com jogos da base


Expectativa é de que grama natural comece a ser replantada no campo da sede alvinegra no segundo semestre, após conclusão de obra no piso do Caio Martins



Motivo de polêmica na política do Botafogo no ano passado, General Severiano está mais uma vez sendo transformado. A grama sintética que até então tomava conta do campo foi retirada, e a grama natural em breve será replantada. A intenção da diretoria é que em outubro, no máximo, a equipe profissional volte a realizar novamente alguns treinos na sede alvinegra.

No segundo semestre do ano passado o Botafogo firmou contrato com uma empresa que instalou a grama sintética no campo de General Severiano. A intenção era fazer ali um local para escolinhas, peladas e eventualmente treinos dos jogadores profissionais. Por conta disso, o então presidente Maurício Assumpção chegou a sofrer processo judicial de conselheiros. A diretoria que assumiu em novembro, entretanto, tratou do retorno da grama natural como uma de suas prioridades.

Piso sintético já foi retirado de General Severiano, que em breve vai receber a grama natural (Foto: Gustavo Rotstein)
Desta forma, a grama sintética foi vendida. O Botafogo firmou um acordo com uma empresa que será responsável pelo plantio da grama natural em General Severiano e do novo gramado do Caio Martins, que será utilizado pelas categorias de base e tem chance de sediar partidas do Alvinegro enquanto o Engenhão estiver à disposição do Comitê Olímpico Intencional para os Jogos Olímpicos. Para isso, além das reformas, teria de ser instalada no mínimo uma arquibancada metálica com capacidade para cinco mil pessoas.

– Neste momento a prioridade é a base, já que os profissionais podem treinar no Engenhão. A previsão é que até julho terminemos o Caio Martins, e somente depois começaremos General Severiano. Então, esperamos que até outubro o gramado da sede esteja pronto para o uso – explicou Álvaro Antunes, vice de patrimônio do Botafogo.

Mas o projeto para General Severiano não para por aí. O sonho do presidente Carlos Eduardo Pereira é fazer com que os times das categorias de base do Botafogo possam disputar em 2016 algumas partidas oficiais no local.

– Para isso, além da reforma do gramado, vamos adequar as instalações, atendendo às exigências da federação. Vai ser importante para aproximar os garotos com a torcida e com a sede principal do Botafogo, para que entendam que é a nossa casa. Não vamos deixar de jogar no Caio Martins, mas General Severiano é um "estádio boutique", tem aquela mística – explicou o presidente.

Depois de ter sido reparada uma laje derrubada para a entrada de tratores que arrancaram a antiga grama natural, General Severiano atualmente tem piso de terra e passa por testes de impermeabilização. Ainda será instalado o sistema de irrigação, para que no segundo semestre possa receber o gramado.

Por Gustavo Rotstein Rio de Janeiro/GE

domingo, 24 de maio de 2015

Reforços decepcionam como titulares: "Podem render mais", diz René


Pedro Rosa, Camacho e Lulinha iniciam a partida contra o Atlético-GO, mas não vão bem no jogo Brasília. Daniel Carvalho é substituído no intervalo



Daniel Carvalho foi substituído no intervalo pelo treinador
René Simões (Foto: Adalberto Marques / Estadão Conteúdo)
O Botafogo entrou em campo, neste sábado, contra o Atlético-GO, com seus quatro reforços para a Série B no time titular. Três deles - Pedro Rosa, Lulinha e Camacho - começaram no time principal pela primeira vez com a camisa alvinegra. Apesar da expectativa, o time foi mal, e as novidades não agradaram.

- Eles não foram mal, mas poderia ser melhor. Eles podem render mais. Mas como todo o time não foi bem, não colocar somente na conta deles. O Camacho sentiu cãibras no segundo tempo, o Pedro Rosa e o Lulinha não iniciavam um jogo há algum tempo. São jogadores que caíram de rendimento no momento em que o time subiu costuma subir de rendimento, nos 15 minutos finais. Hoje não crescemos no final do jogo – lamentou o técnico René Simões.

O treinador também apontou a falta de entrosamento, especialmente entre os dois volantes, como um fator negativo no empate deste sábado.

- Entre o Camacho e o Arão pesou sim (a falta de entrosamento). Na hora que entrou o Aírton, o Arão se soltou. Ele começou a produzir e aparecer. Entrou no jogo dele. Enquanto estava o Camacho, como os dois são muito parecidos, ficou meio confuso. Nesse setor faltou entrosamento - analisou René.



Quem também não foi bem foi Daniel Carvalho. O meia, que havia se destacado nas suas primeiras exibições pelo Botafogo, esteve abaixo da média neste sábado, e foi substituído por Diego Jardel no intervalo. Uma gripe atrapalhou a semana de treinos do camisa 10.

- O Daniel só vinha jogando 45 minutos, e hoje nem 45 minutos ele teve. Ele teve uma gripe, não jogou contra o Figueirense por causa dessa gripe, e hoje não estava dando - justificou René.

Para a próxima partida, sábado, contra o Vitória, no Estádio Nilton Santos, o técnico René Simões contará com o retorno de Rodrigo Pimpão e, provavelmente, com a volta de Sassá. O primeiro estava suspenso, enquanto o segundo se recupera de uma entorse no pé. René lamentou as ausências dos atacantes diante do Atlético-GO.

- O time perdeu um pouco de profundidade sem o Pimpão. Conversei com o time no intervalo. Estávamos jogando como se o Pimpão estivesse em campo. Sem ele, tem que segurar um pouco mais a bola, girar de um lado para o outro, aproximar... E o time não fez isso. Fez falta, assim como o Sassá. Faltou velocidade. Mas se eles não estão, temos que aprender a jogar de outra forma. Não pode servir como desculpa. Temos que saber fazer a leitura do jogo

Após quase uma semana fora do Rio de Janeiro, com viagens para Florianópolis e Brasília, os jogadores do Botafogo terão dois dias de folga. O time se reapresenta na terça-feira, quando inicia a preparação para a partida contra o Vitória, sábado, no Estádio Nilton Santos.

Por Marcelo Baltar Brasília/GE