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quarta-feira, 1 de julho de 2015

Ex-Fla ganhou R$ 70 mil por cada vez que entrou em campo pelo Botafogo



Vitor Silva / SSPress


Contratado para ser um dos pilares do Botafogo na volta à Libertadores após 18 anos. Essa era a missão de Airton ao assinar contrato com o clube de General Severiano, em janeiro de 2014. Isso, no entanto, jamais aconteceu. Fora de forma, o ex-volante do Flamengo não apareceu com a frequência esperada no time titular, apesar do alto salário: R$ 300 mil – metade paga pelo Alvinegro e a outra metade pelo Internacional.

O Botafogo pagou R$ 150 mil pelos 18 meses em que Airton ficou no Botafogo. Os R$ 2,7 milhões investidos no futebol do volante não tiveram o retorno esperado. Foram apenas 39 jogos pelo Alvinegro, o que significa R$ 70 mil para cada partida em que vestiu a camisa do clube de General Severiano.

O baixo número de jogos em 18 meses de Botafogo tem explicação. Além das muitas lesões, Airton mostrou problema em controlar o peso nestas situações, o que fazia com que precisasse frequentemente de preparação especial. Mesmo assim, ele era visto com certa esperança devido ao mau momento de Marcelo Mattos, muitas vezes lesionado.

O contrato de Airton chegou ao fim na última terça-feira e teve uma possível renovação foi discutida por algumas semanas. Existia a possibilidade da ampliação do vínculo, mas desde que o volante aceitasse uma redução salarial. Porém, a diretoria voltou atrás e decidiu por encerrar as negociações, valorizando os jovens atletas do elenco.

Além de Airton, o Botafogo também liberou Marcelo Mattos. O volante estava no Botafogo desde 2010 e tinha alto salário. A diretoria estava com dificuldade de manter os vencimentos em dia e chegou a um acordo para rescindir o documento e liberar o volante. Atualmente, o Alvinegro conta com Willian Arão, Andreazzi, Dierson e Diego Giaretta, improvisado, no setor.

Bernardo Gentile
Do UOL, no Rio de Janeiro

Vilão em Macaé, Luis Ricardo assume erro e não se abate: “Não sou menino”


Sem Gilberto, lateral vive a expectativa de ter sequência na direita e não se arrepende de ter atuado improvisado: “Fui elogiado. Não será um jogo que vai apagar"



Até então melhor defesa da Série B, o Botafogo foi bombardeado no último sábado, contra o Macaé. Em 32 minutos, o time levou a mesma quantidade de gols que havia sofrido nos outros oito jogos na competição. Foram lances muito parecidos, com as jogadas pelo lado esquerdo da defesa alvinegra. A conta sobrou para Luis Ricardo, improvisado na vaga de Carleto.

Luis Ricardo sabe que falhou, mas não se vê como o único responsável pela derrota em Macaé. O lateral não se deixa abater e não fugiu da responsabilidade.

- Vejo da seguinte forma: foi um jogo em que tivemos falhas individuais, e coloco um gol (o segundo do Macaé) na minha conta. Assumo essa responsabilidade. Foi uma falha individual, o atacante girou, eu me precipitei, e ele cruzou para o Anselmo marcar. Nos demais gols, vejo como falhas coletivas. Dentro de um jogo, isso acontece. Tem dia que as coisas não dão certo. Mas assumo a responsabilidade, tenho 31 anos, e não sou mais menino - disse Luis Ricardo. 

Luis Ricardo voltará à leteral-direita na partida contra o Sampaio Corrêa (Foto: Satiro Sodre/SSPress)

Titular da lateral-esquerda nos últimos três jogos devido à lesão de Carleto, Luis Ricardo não justifica as falhas pelo fato de ter jogado improvisado. O jogador ressalta que fez bons jogos na posição. O gol da vitória sobre o Oeste, por exemplo, nasceu de uma assistência dele pela esquerda.

- Fui elogiado em alguns pela esquerda. Não será um jogo que vai apagar isso. Quando o René me propôs essa oportunidade, falei que toparia sem problema algum. Não vai ser agora, por causa de um jogo, que vou justificar. Foi algo que aconteceu e não vou transferir responsabilidades. Somos um grupo. Poderão acontecer outras derrotas, com outros vilões. É claro que ninguém imaginava perder por 4 a 2, mas nosso objetivo na Série B é bem maior, e o importante é conseguir o acesso em novembro. É hora de levantar a cabeça. Vamos em frente.

Assim como toda a defesa alvinegra, Luis Ricardo foi cobrado pela comissão técnica. O lateral, no entanto, garante que o clima não pesou, apesar da desastrosa derrota em Macaé.

- Esse papo sempre existe. O René deixou para nos cobrar na reapresentação, até porque depois do jogo todos estão de cabeça quente. Fomos cobrados, mas todos levam isso de forma natural. No intervalo do jogo, imaginei que o clima no vestiário estaria pesado. Mas o René conversou conosco, nos organizamos, fizemos um bom segundo tempo e quase empatamos. Pena que o quarto gol esfriou nossa reação.

Recuperado de uma artroscopia no joelho esquerdo, Carleto volta ao time contra o Sampaio Corrêa. Mesmo assim, Luis Ricardo não deixará a equipe. Com a ida de Gilberto para o Pan-Americano, o jogador poderá, enfim, ter uma sequência como titular em sua posição. Caso a seleção brasileira chegue à final, serão sete partidas sem Gilberto.

- Tive oportunidades em alguns jogos da Copa do Brasil, mas ainda não tive sequencia pelo lado direito. Com o Gilberto na Seleção, vou ter essa chance. Espero que, pelo meu lado, eu possa render ainda mais. Estou animado com essa chance. Espero aproveitar a oportunidade para dar continuidade ao trabalho.

Por Marcelo Baltar Rio de Janeiro/GE


Botafogo contrata 3º artilheiro do Brasil. Estreia deve ser nesta sexta




Vitor Silva / SSPress


Um dia após a rescisão de contrato de Bill, o Botafogo já tem um substituto. Rafael Oliveira, autor de 19 gols na temporada e terceiro maior artilheiro do Brasil em 2015. Os últimos detalhes foram acertados nesta terça-feira e o Alvinegro está confiante que o atacante poderá estar em campo já nesta sexta-feira, quando o clube medirá forças com o Sampaio Corrêa, no Engenhão. O jogador está apenas atrás de Robert (Sampaio Corrêa) e Max (América-RN), com 21 e 19, respectivamente.

Rafael despertou o interesse do Botafogo durante a Copa do Brasil, quando os cariocas encararam o xará da Paraíba. O atacante deu muito trabalho para a equipe e chamou a atenção do técnico René Simões. A diretoria entrou em contato, mas o alto valor pedido inviabilizou a negociação.

O Botafogo não desistiu e voltou a negociar após alguns meses. Dessa vez tudo ocorreu de maneira mais tranquila. O Santa Rita, detentor dos direitos econômicos do atleta, decidiu emprestar o atacante sem custos até o fim da temporada.

O jogador já treina pelo Botafogo desde segunda-feira, mas uma cláusula da negociação impediu o acerto oficial antes. O Alvinegro queria estabelecer o preço de compra em R$ 300 mil, valor considerado baixo pelo clube de São Paulo. Houve nova negociação e o valor estabelecido é de R$ 1,2 milhão.

Rafael Oliveira foi testado no time titular pelo técnico René Simões, que deverá dar chance a Vinicius Tanque. Porém, com o negócio fechado, o terceiro artilheiro do país pode passar a frente e iniciar o duelo contra o Sampaio Corrêa, nesta sexta, no Engenhão.

Bernardo Gentile
Do UOL, no Rio de Janeiro