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sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Botafogo aposta na 'mão pesada' e na experiência de Jefferson para vencer o Coelho


Convocado, Paredão vai desfalcar time em três jogos na Série B



Jefferson é o trunfo do Glorioso no
Independência (Foto: Vitor Silva/SSPress)
 O Botafogo tem um jogo muito importante sábado, contra o América-MG, no Estádio Independência. O Glorioso é o terceiro colocado da Série B, com 33 pontos e precisa da vitória para ter chances de recuperar a primeira colocação e também ultrapassar o adversário direto. O Coelho é o segundo colocado, com um ponto a mais do que o Alvinegro. Para esta partida tão decisiva, a equipe carioca tem um trunfo que já está bem acostumado a disputar jogos decisivos: o goleiro Jefferson.


Experiente, o camisa 1 alvinegro espera um jogo complicado diante dos mineiros. No entanto, o pensamento é de voltar de Minas Gerais com os três pontos.

– Respeitamos o América-MG e sabemos que será um jogo difícil. Mas entramos sempre para vencer. O Botafogo é grande, e vamos buscar a vitória, com cautela, inteligência e estratégia. Podemos dizer que esta é uma partida de seis pontos. É um jogo difícil, que podemos dizer que é um clássico. Esperamos dar sequência ao nosso trabalho. A equipe está mais experiente agora. Com Serginho, Neilton e Navarro, o time deu mais uma encorpada – analisou o Paredão Alvinegro.

Jefferson foi convocado para defender a Seleção Brasileira nos amistosos contra Costa Rica e Estados Unidos, dias 5 e 8 de setembro, respectivamente. Por isso, ele vai desfalcar o Botafogo em três partidas na Série B, contra Atlético-GO, Vitória e Paraná. O goleiro falou com entusiasmo sobre as novas oportunidades na Seleção.

– Todos os jogadores sonham em vestir a camisa da Seleção. Comigo não é diferente. Procuro sempre trabalhar bem no Botafogo para me manter na Seleção Brasileira. Espero manter a regularidade para chegar bem nas Eliminatórias – completou o arqueiro.


Luiz Gustavo Moreira - LANCENET! 

Botafogo comemora saída de cartola e quer substituo com perfil oposto




Vitor Silva / SSPress


A queda de produção do Botafogo refletiu também nos bastidores do clube. Antônio Carlos Mantuano não gostou de ser cobrado e deixou o cargo de vice de futebol. O clube não fala abertamente, mas está bastante satisfeito com a decisão do cartola, que tem uma personalidade considerada difícil.

A tal personalidade, inclusive, prejudicou o Botafogo em algumas negociações. Alguns botafoguenses ilustres, liderados por Carlos Augusto Montenegro, tentavam se aproximar da diretoria para ajudar o Alvinegro no difícil momento em que o clube atravessa. Porém, a presença do cartola impedia um avanço nas conversas.

Tanto que o Botafogo agora quer um perfil totalmente diferente no próximo vice de futebol. O clube prefere alguém com uma postura mais educada e que não represente uma pedra no sapato na solução de alguns problemas.

"Tivemos alguns desentendimentos, mas o que considero normal. Ele quis sair e acho uma pena ele sair dessa maneira tão deselegante. A personalidade que ele tem atrapalha em algumas oportunidades. A diretoria está conversando para achar um substituto, mas terá um perfil completamente diferente", disse Carlos Eduardo Pereira, presidente do Botafogo ao UOL Esporte.

E a tal personalidade forte de Mantuano foi comprovada logo após ele renunciar o cargo. O cartola deixa claro sua insatisfação e acusa o presidente do clube de ter usado sua imagem para ganhar as eleições, em 2014.

"Estou cansado dessa trairagem que é a política do Botafogo. Podem escrever aí, eu nunca mais irei me candidatar ou apoiar qualquer candidato. Cansei de me decepcionar com pessoas que elegi, pois sou muito importante na vida desse clube. Me orgulho de sempre ter saído e mostrado não compactuar com certas coisas. O tempo mostrou que eu estava certo. A única coisa que falam de mim é que sou intempestivo. E sou mesmo. Quando vejo algo errado, não fico quieto e não gostam disso", afirmou Mantuano a rádio Bradesco Esporte.

Bernardo Gentile
Do UOL, no Rio de Janeiro

Primeiro time profissional de Garrincha encontra registro histórico do jogador


Documento perdido do ponta foi descoberto esta semana em uma sala de troféus do Serrano e levanta discussão sobre o verdadeiro prenome do "Anjo das Pernas Tortas"





Uma peça histórica de Garrincha foi encontrada esta semana pelo Serrano, time de Petrópolis e primeiro clube em que o jogador atuou profissionalmente. Assim como o ponta-direita fazia nos gramados, o primeiro cartão de identificação de atleta profissional de Mané, datado de 17 de abril de 1951, driblou gerações de dirigentes e foi descoberto por acaso nesta quinta-feira em uma sala de troféus da equipe - que não atua mais no futebol profissional. No local que guarda as maiores conquistas do Leão da Serra, o registro - que aparece como um dos maiores troféus para o time que superou até o mesmo o Flamengo de Zico - foi achado em um antigo armarinho pelo dirigente social do time, conhecido como Pupilo, durante uma limpeza no local.

Registro do Garrincha, encontrado pelo clube Serrano (Foto: Guilherme Rabello/Arquivo Pessoal)






Segundo o presidente do Serrano, Alexandre Beck, o China, o documento encontrado é o primeiro registro profissional que se tem conhecimento do ponta bicampeão do mundo.


- No Pau Grande, o Garrincha só jogava amistosos. Foi no Serrano que atuou profissionalmente. Faz parte da história, ele é um dos maiores jogadores do mundo - disse o presidente.

Sala de troféus do Serrano, onde o documento foi encontrado dentro do armário (Foto: Chandy Teixeira/GloboEsporte.com)



De acordo com o supervisor do Leão da Serra, Guilherme Rabello, o registro acabou se perdendo com o tempo e o clube, inclusive, não tinha mais pretensões de encontrá-lo.


- Na verdade, nós não tínhamos mais esperança de achar algo relacionado ao Garrincha, devido ao tempo. Acho que acabou que ninguém se deu conta do documento tão surrado em um monte de coisa velha, em um local sem a conservação adequada. Passaram muitas administrações pelo clube e nem todas tiveram a consciência de armazenar as coisas. Ficamos felizes por termos encontrado uma peça tão importante para o futebol - afirmou.



PRIMEIRO CLUBE


Antes de se tornar o Garrincha dos dribles desconcertantes do Botafogo, o "Anjo das Pernas Tortas", ou o "Demônio de Pernas Tortas", como certa vez cravou o locutor Clóvis Filho, o ponta-direita iniciou a carreira atuando pelo Pau Grande - time amador de Magé, sua cidade natal. Os dribles humilhantes do menino que na infância caçava garrinchas, um passarinho típico das matas de Pau Grande, no entanto, não demoraram a subir a serra para a Cidade Imperial.

Antes de brilhar no Botafogo, Garrincha deus os primeiros passos profissionais no Serrano (Foto: Agência Globo)



O jogador, primeiramente, foi chamado para atuar no Cruzeiro do Sul, mas foi parar no Serrano, de Petrópolis, onde realizou o primeiro registro profissional da carreira. Segundo conta o livro "Gigantes do Futebol Brasileiro", Mané passou então a fazer jornada dupla: pela manhã, jogava no Leão da Serra e pegava o trem, que demorava aproximadamente meia-hora para chegar em Magé, para sua segunda partida do dia, no Pau Grande.


Foi nesse período, inclusive, em que se dividia entres os jogos nos dois times, em que Mané desceu à cidade grande para realizar testes em clubes como Vasco, São Cristóvão e Fluminense. Mas foi somente em 1953, quando levado para fazer um teste no Botafogo, que o endiabrado ponta-direita que carregava nome de passarinho conseguiu chamar a atenção para alcançar voos maiores, que o levariam à Seleção e às conquistas dos mundias de 1958 e 1962.


MANUEL OU MANOEL?

Documento levanta controvérsia sobre o prenome
 de Garrincha, que se mostra um driblador também
 fora de campo (Foto: Agência Globo)
Uma controvérsia sempre esteve atrelada a Mané quando o assunto é a grafia do prenome do jogador. Conhecido popularmente como Garrincha, o jogador responde por Manuel ou Manoel dos Santos? Muitos veículos e livros de história atribuem o "u" após o "n", mas no documento descoberto pelo Serrano, o "Anjo das Pernas Tortas" assina como Manoel dos Santos.


Outro fator que chama a atenção é a data de nascimento. Alguns registros alegam que a certidão de nascimento do ponta-direita consta 18 de outubro de 1933. O documento, no entanto, aparece como Mané tendo nascido no dia 28 de outubro do mesmo ano. Mais um drible do ponta, conhecido pelas gozações dentro e fora do gramado.

Por Gustavo Garcia, Chandy Teixeira e Tébaro Schmidt Cabo Frio, RJ