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terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Neilton e Salgueiro são as novidades na reapresentação do Botafogo



Atacante treinou normalmente, após desequilíbrio muscular. Reforço fez primeiro treino com bola. Atividade foi a primeira após a vitória sobre o Resende, no último sábado



Após lesão na pré-temporada, atacante Neilton ainda não estreou no ano (Foto: Foto: Vitor Silva / SSPress)


Após a quarta vitória no Campeonato Carioca, o Botafogo se reapresentou nesta terça-feira, em General Severiano, e teve algumas novidades. O meia-atacante Salgueiro fez o primeiro treino com bola pelo Glorioso. Além dele, o atacante Neilton voltou a treinar com o grupo. Ele sofreu uma lesão na coxa esquerda ainda na pré-temporada e, em seguida, foi diagnosticado com um desequilíbrio muscular.

A atividade principal foi um treino técnico. Divididos em três times, os atletas participaram de um trabalho de dois toques. Neilton fez um dos gols. Octavio e Fernandes, que vem se recuperando de dores musculares, fizeram um exercício específico com o preparador físico Emílio Faro. O volante Airton, que havia ficado fora da partida contra o Resende, no último sábado, treinou normalmente com o elenco.

O treino teve a visita do técnico Alberto Bial e outros membros da equipe de basquete Solar Cearense. O time será o rival do Flamengo nesta quarta-feira, no Novo Basquete Brasil.

O meia Tartá, convidado a utilizar as dependências do clube, mas sem vínculo oficial com o Botafogo, treinou em Caio Martins.

Fonte: Lancenet/Felippe Rocha
Rio de Janeiro (RJ)

À caça de centroavante, Botafogo tem resistência interna por mais um gringo



Canales volta à pauta após eliminação da La U na Libertadores, mas rendimento nos jogos preocupa. Dirigentes divergem sobre usar quinta e última vaga de estrangeiros




Canales esteve apagado nos dois jogos da La U contra
 o River Plate-URU (Foto: EFE / Sebastian Silva)
O Botafogo definiu o mercado sul-americano como foco para 2016, e dos países vizinhos já desembarcaram quatro reforços em General Severiano: os argentinos Joel Carli e Gervasio "Yaca" Núñez, o boliviano Damián Lizio e o uruguaio Juan Salgueiro. O clube, que também chegou a acertar com o equatoriano Pedro Larrea e acabou desistindo por questões judiciais, ficou empolgado com o mercado Mercosul, menos inflacionado do que o brasileiro. Tanto que até solicitou à Ferj que aumentasse o limite de jogadores estrangeiros de quatro para cinco nos campeonatos que a entidade organiza, seguindo o número já adotado pela CBF. A federação aceitou, mas agora esta quinta e última vaga para gringos no elenco alvinegro pode não mais ser usada.


Amparado pelo desempenho irregular de Yaca e Lizio nos primeiros jogos, internamente na diretoria há quem defenda a tese de que os melhores valores sul-americanos já estão no futebol europeu. E que, para encontrar alguma peça que vingue, precisaria apostar em jogadores do mesmo nível dos brasileiros que jogam no país. O grande chamariz do mercado Mercosul é a questão financeira. O Alvinegro consegue alcançar atletas com pedidas dentro de um teto salarial estipulado. As ofertas levadas por empresários continuam surgindo em larga escala, só que a maioria não agrada a comissão técnica.


Um nome que voltou mais uma vez à pauta é o do centroavante chileno Gustavo Canales. Com contratado até metade de 2017 na Universidad de Chile, ele não foi liberado pelo clube durante consulta do Botafogo. Mas com a eliminação da La U na Pré-Libertadores - perdeu por 2 a 0 para o River Plate no Uruguai e empatou sem gols em casa - fez a possibilidade de negócio ser reaberta. Porém, o desempenho ruim do atacante nos dois jogos eliminatórios preocupou alguns dirigentes: ele atuou os 180 minutos e deu apenas três finalizações ao todo. Outros, no entanto, defendem que o rendimento dessas partidas não afeta o seu histórico de goleador.


Outro nome que também ainda não foi descartado é o de Rafael Moura, que não definiu seu acerto com o Atlético-MG e segue com futuro em aberto. O He-Man tem chances remotas de ser contratado, porém, há na diretoria do Botafogo quem já o considere carta fora do baralho. Fato é que o clube quer só mais um centroavante para dividir a responsabilidade com Luís Henrique, a dúvida é se ele será brasileiro ou gringo.


Por Thiago Lima/Rio de Janeiro/GE

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Botafogo vencendo e convencendo? No sub-20, time goleia e tem artilheiro


Juniores do Alvinegro lideram o Campeonato Carioca com melhores ataque e defesa. Em seu último ano na base, meia Yuri tem média de um gol por jogo e mira promoção





Botafogo vencendo e convencendo? Sim, mas por enquanto só na categoria de base. Se o time profissional ganha com placares apertados e causa preocupação na torcida mesmo com os 100% de aproveitamento no Campeonato Carioca, os juniores estão voando. E goleando. A equipe do técnico Mauricio Souza já aplicou dois placares elásticos - 6 a 0 no Bangu e 6 a 1 no Resende -, tem o melhor ataque com 15 gols marcados, a defesa menos vazada com apenas um sofrido e lidera o estadual de forma isolada com 12 pontos, três à frente do Vasco.


Cena repetida no Sub-20: Botafogo comemorando um de seus 15 gols em quatro jogos (Foto: Fabio de Paula/Botafogo)

E tem até artilheiro. Enquanto os profissionais estão com pouca intimidade com as redes - os goleadores são Gervasio "Yaca" Núñez e Gegê com dois gols -, o meia Yuri já fez quatro e tem média de um por partida. Todos no estilo centroavante, escorando cruzamentos ou finalizando de dentro da área. Mas o jovem de 19 anos é meia, pode atuar também como lateral-esquerdo e está tomando o gostinho de estufar as redes em um time que está jogando por música até aqui.


- Sempre fui de fazer um gol aqui, outro ali. Eu estou dando sorte, sendo iluminado de a bola estar vindo para mim. Emplaquei o centroavante (risos). A gente joga no 4-1-4-1, eu fico na extrema esquerda e sempre dá para entrar na área. Temos jogadas em que o Gorne (centroavante) sai, faz o pivô, e a gente avança. É um time muito operário, que trabalha um para o outro. Eu, o Buchecha e o Gorne estamos há mais tempo, agora chegaram uns meninos do sub-17 com fome de bola que estão ajudando bastante - disse o garoto, morador do Jacarezinho.


Meia-esquerda, Yuri é o artilheiro do estadual
com quatro gols (Foto: Fabio de Paula / Botafogo)
Apesar de o horário dos jogos muitas vezes não ajudar, Yuri tenta sempre acompanhar o time principal do Botafogo seja pela televisão, rádio ou através de notícias na internet. A vitória de sábado no Raulino de Oliveira, por exemplo, ele ouviu durante a viagem de volta da delegação para o Rio de Janeiro, após ter jogado em Resende contra os anfitriões. Questionado, o jovem não soube opinar sobre o que falta para os comandados de Ricardo Gomes engrenarem boas atuações como o sub-20. Porém, acredita que os placares apertados são normais na categoria.


- Não estou acompanhando muito, mas nosso campeonato é muito diferente do deles. Lá é profissional, mais competitivo. No nosso, o time grande se sobressai. Nem sempre, tem pequenos que dão trabalho. Mas parece que quando a gente impõe um ritmo mais forte, meio que o adversário cansa no segundo tempo.


Desde 2007 no Botafogo, Yuri está em sua última temporada na base e já sonha com a chance de subir para os profissionais. Ele tem muitos amigos recém-promovidos à equipe de cima e formaram até um grupo de WhatsApp da "panela" com Diego, Leandrinho, Marcinho e Ribamar. Os jovens são uma inspiração para o meia, que tem contrato até o meio de 2017 e já mira uma chance com os profissionais no ano que vem.


- Sonho com isso todo dia, é um sonho para qualquer um. Até por ser o meu último ano, tenho que trabalhar bastante para subir e continuar lá em cima. Se Deus quiser vai estar próximo.


Por Thiago Lima/Rio de Janeiro/GE