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terça-feira, 8 de março de 2016

Bota se reapresenta com cara nova na lateral esquerda: Victor, de 18 anos


Jovem do time sub-20 sobe para período de experiência no profissional e começa a ser testado entre reservas. Treino tático termina com vitória dos suplentes por 3 a 2






Victor Lindenberg passa a ser opção de Ricardo
Gomes para lateral esquerda (Foto: Thiago Lima)
Após a segunda-feira de folga, o Botafogo se reapresentou na manhã desta terça-feira em General Severiano com uma cara nova no elenco: Victor Lindenberg, de 18 anos, lateral-esquerdo da base que chegou ao clube no ano passado, foi um dos destaques na Copa São Paulo de Futebol Júnior, em janeiro, e no mês seguinte renovou contrato até dezembro de 2017. O jovem subiu para um período de experiências no profissional, mas pode acabar ficando, como aconteceu com Ribamar, Marcinho, Matheus Fernandes e Matheus Cabral. A diretoria vinha buscando um jogador para a posição no mercado, porém, com a falta de opções, a solução pode ser da própria casa. Chamado por "Lind", abreviação de seu sobrenome, ele chega para fazer sombra a Jean, reserva imediato de Diogo Barbosa, e já começou a ser testado entre os suplentes.


Diferentemente dos treinos de reapresentação, quando geralmente os titulares fazem só exercícios físicos, Ricardo Gomes já colocou todo mundo para uma atividade tática com oito jogadores de linha para cada lado e em campo reduzido. Poupados na semana passada, Bruno Silva e Luis Ricardo se recuperaram de problemas físicos e treinaram normalmente. O time sem colete, de cinza, foi formado por Jefferson, Luis Ricardo, Carli, Emerson, Diogo, Airton, Bruno Silva, Lindoso e Gegê. Victor Lindenberg treinou na equipe verde, ao lado de Helton Leite, Octávio, Igor Rabello, Lucas Zen, Leandrinho, Marcinho e Lizio. Saulo e Matheus Cabral entraram no segundo tempo do trabalho, que terminou com vitória dos suplentes por 3 a 2, gols de Marcinho, Leandrinho e Lizio. Gegê, duas vezes, descontou.


Após terminar com a melhor campanha da primeira fase do Campeonato Carioca, o Botafogo estreia domingo na Taça Guanabara contra o Fluminense, às 18h30 (de Brasília), no Raulino de Oliveira, em Volta Redonda. Nesta etapa, serão jogos todos contra todos, e o maior pontuador será o campeão do turno, e os quatro melhores se classificam para a semifinal do estadual.


Por Thiago Lima/Rio de Janeiro/GE

segunda-feira, 7 de março de 2016

Presidente elogia jovens do elenco e pede apoio da torcida: "Importante"


Carlos Eduardo Pereira ressalta que manutenção de Ricardo Gomes no comando da equipe reflete em boa campanha no Carioca. Mandatário não descarta novos reforços





Carlos Eduardo Pereira fez um balanço deste início de temporada nesta segunda-feira. Após o time se classificar para a Taça Guanabara de forma invicta, o presidente do Botafogo fez questão de elogiar o planejamento em entrevista ao site oficial do clube. O mandatário alvinegro acredita que o ponto crucial para a boa campanha aconteceu ainda em 2014, quando a diretoria optou por Ricardo Gomes para assumir o comando da equipe principal. Ele inclusive voltou a falar que ainda pensa em reforços para o time.


- Esse trabalho começou no meio do ano passado, quando contratamos Ricardo Gomes olhando para o ano de 2016, pois tínhamos plena convicção do retorno do Botafogo à Série A. Foi importante ter Ricardo Gomes, Antônio Lopes e a comissão técnica pronta desde este momento. Tivemos que fazer a segunda reformulação na equipe em dois anos, mas este time está mostrando sua capacidade e obtendo vitórias. A diretoria está atenta para reforçar esta equipe, cada vez mais qualificá-la - afirmou.

Carlos Eduardo Pereira pediu presença da torcida no domingo diante do Fluminense (Foto: Vitor Silva / SSpress)

O presidente também aproveitou para elogiar os jovens jogadores do elenco. Carlos Eduardo Pereira acredita que os atletas formados na base carregam grande "amor pelo Botafogo". O Alvinegro tem hoje 16 jogadores formados na base dentro do elenco principal, que tem 28 jogadores. O GloboEsporte.com fez um especial mostrando o dado.


- Temos uma mescla boa de jogadores experientes e atletas formados no clube. Vai ser essa tônica em 2016. Temos muita fé nos atletas formados na casa, porque acima de serem profissionais, têm amor muito grande pelo Botafogo e sabem o que representa usar essa camisa. Temos muita esperança de que façam muito sucesso e que o Botafogo tenha um ano muito bom - contou.


Por fim, Carlos Eduardo Pereira pediu o apoio da torcida na segunda fase do Campeonato Carioca. Aliás, a Taça Guanabara já começa com clássico contra o Fluminense, domingo, no Raulino de Oliveira, em Volta Redonda. O presidente fez coro com o técnico Ricardo Gomes por um público maior nos jogos da competição.


- Esse momento é muito importante para nós. Domingo começa a caminhada decisiva na Taça Guanabara, com um clássico. Estamos confiantes e é muito importante a presença da torcida para o time se sentir apoiado, ver bandeiras tremulando, ouvir suas músicas. Contamos com esse apoio dos torcedores nos estádios e se tornando sócios do Botafogo - concluiu.


Por GloboEsporte.com/Rio de Janeiro/GE

Início empolgante, fim decepcionante: o "desfile" de 76 minutos de Salgueiro


Principal contratação do Botafogo, uruguaio fez o seu primeiro jogo como titular. Pênalti perdido e cruzamento bizarro mancham impressão inicial; Ricardo defende






Num jogo que o Botafogo cumpria uma mera formalidade de tabela no Carioca neste domingo, os olhos da torcida estiveram todos voltados para Salgueiro. Principal contratação neste início de temporada, o uruguaio fazia a sua primeira partida como titular do Alvinegro no duelo contra o Boavista. Um "desfile" que durou exatamente 76 minutos e foi visto por 1.374 jurados presentes na "avenida" de piso verde chamada São Januário. E se tívessemos uma apuração? Certamente a avaliação estaria longe do marcante e sonoro: "Nota 10".

Salgueiro perdeu pênalti em estreia como titular do
 Botafogo (Foto: Vitor Silva/SSPress/Botafogo)
O início até chegou a empolgar. Esbanjando vontade e movimentação, Salgueiro tomou os holofotes da partida nos primeiros 10 minutos. O meia era o responsávei pela iniciativa de todas as jogadas do Botafogo, ainda que pecasse no último passe. Era também dono das cobranças de bola parada. Mas foi só. No intervalo, Salgueiro admitiu a falta de entrosamento.


- Primeiro jogo somente. Estou conhecendo os companheiros. É muito calor - resumiu..


Mas o pior ainda estava por vir. A etapa final foi terrível para o uruguaio. Sem a movimentação dos primeiros minutos de jogo, Salgueiro tinha menos posse de bola. Apareceu em raros momentos do segundo tempo. E justamente para ficar marcado negativamente.


Logo aos oito minutos, Ribamar foi derrubado na área. Pênalti. Pequena conferência entre Salgueiro e Neilton para decidir quem cobraria. Uruguaio na bola. A cobrança foi no canto direito, quase rasteiro. Porém, nada que fosse capaz de vencer o goleiro Vinícius, que fez a defesa e garantiu a manutenção temporária no placar. Salgueiro cabisbaixo.


Com o pênalti perdido pesando como um fardo nas costas, Salgueiro tentou forçar até alguns lances individuais. No pior deles, conseguiu se livrar do marcador no flaco direito. Espaço livre para o cruzamento... e bola atrás do gol. Salgueiro pegou muito mal e protagonizou o momento mais bizarro da partida. Logo em seguida, Ricardo Gomes o substituiu por Damián Lizio. Já sem o uruguaio em campo, o Botafogo chegou ao gol da vitória aos 46 minutos com Fernandes, este sim o melhor em campo.


Ricardo Gomes pede tempo para adaptação

Após o jogo, Ricardo Gomes tratou de sair em defesa de Salgueiro. O técnico avaliou a atuação do meia uruguaio convincente e pediu paciência para uma maior adaptação. Ricardo acredita que jogadores de setor de criação precisam de um tempo maior para ambientação e entrosamento com os companheiros.


- O Salgueiro esteve bem. Teve a infelicidade de perder o pênalti. Você traz um zagueiro estranheiro. O Carli, por exemplo. A zaga não tem problema de adaptação. Meia tem que perder um bom tempo de adaptação. Não estou com nenhuma preocupação. Isso vai acontecer - afirmou o técnico.


Por Chandy Teixeira/Rio de Janeiro/GE