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terça-feira, 17 de maio de 2016

Com ataque em baixa, Botafogo tem treino voltado às finalizações


Ricardo Gomes não dá pistas da equipe que pretende mandar a campo contra o Juazeirense, quinta-feira em Los Lários. Emerson e Octávio treinam normalmente




Emerson treinou normalmente e deve voltar ao time contra
 Juazeirense na quinta (Foto: Vitor Silva/SSPress/Botafogo)
Se está difícil achar o gol, o remédio é treinar. Na tarde desta terça-feira, em General Severiano, os jogadores do Botafogo treinaram finalizações em exaustão. Os chutes a gol deram o tom da atividade. Durante pouco mais de uma hora, o elenco realizou atividades de jogadas ensaiadas de ataque e chutes a gol. Meias e atacantes tiveram atenção especial do técnico Ricardo Gomes e dos auxiliares Jair Ventura e Luis Octávio.


Em parte da atividade, Jair Ventura funcionou como um zagueiro. Em velocidades, os atacantes tinham que se livrar do auxiliar e finalizar a gol, defendido ora por Helton Leite, ora por Saulo. A falta de gols vem sendo um problema crônico do Botafogo na temporada. O time cria, tem oportunidades, mas encontra dificuldades para marcar. Ricardo Gomes, no entanto, não esboçou o time para a partida contra o Juazeirense, na quinta-feira. Na primeira parte da atividade técnica, em campo reduzido, titulares e reservas misturados realizaram um treino de dois toques.


Com lesão na coxa esquerda, Carli não foi a campo nesta terça. Por outro lado, Emerson e Octávio treinaram normalmente e devem ficar à disposição para quinta. A equipe sem colete treinou com Diego, Emerson, Renan Fonseca, Diérson, Bruno Silva, Lindoso, Neilton, Sassá e Luís Henrique. O outro time, com coletes, teve Emerson Silva,Victor Luis, Octávio, Lizio, Salgueiro e Ribamar.

O Botafogo volta a treinar na tarde desta quarta-feira, em General Severiano. Na quinta, às 21h30 (de Brasília), o time enfrenta o Juazeirense, em Los Larios, em Xerém, Duque de Caxias. Como venceu o jogo de ida por 2 a 1, o Botafogo joga pela empate para avançar na competição.


Fonte: GE/Por Gabriela Pantaleão e Marcelo Baltar/Rio de Janeiro

Corte da Seleção, falha na final e lesão: Jefferson vive "inferno astral" em 2016



Problemas dentro e fora de campo ofuscam boas atuações no Carioca, e goleiro, com contusão grave no braço, para por três meses e tem primeiro semestre para esquecer




Definitivamente, 2016 não começou bem para Jefferson. Se nos últimos anos o goleiro veio tendo motivos para comemorar - foi campeão Carioca em 2010; estreou pela Seleção em 2011; em 2012 ganhou a braçadeira de capitão do Brasil; voltou a conquistar o estadual em 2013; foi campeão do Superclássico das Américas defendendo pênalti de Messi em 2014 e entrou para o Top 10 dos jogadores que mais atuaram pelo Botafogo em 2015 -, o primeiro semestre desta temporada vem sendo como um "inferno astral" para o ídolo alvinegro. Não que ele esteja em má fase. Pelo contrário, foi um dos principais responsáveis por levar um time recheado de garotos à final do torneio regional, mas problemas pontuais dentro e fora de campo ofuscaram até isso.


Jefferson vinha sendo convocado pela Seleção desde 2010, mas perdeu espaço com Dunga (Foto: Rafael Ribeiro/CBF)


O momento negativo iniciou no dia 3 de março, quando o goleiro, que vinha sendo convocado desde 2010, foi cortado da seleção brasileira nos primeiros jogos desse ano das eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018. O motivo? Segundo o correspondente da BBC na América Latina, Tim Vickery, foi a declaração de Jefferson ao programa "Bem, Amigos!", do SporTV, em 23 de novembro, quando, ao comentar sobre sua barração da partida contra a Venezuela, afirmou que a comissão técnica "poderia ter lhe dado um pouco mais de crédito". O abatimento foi inevitável, mas pela experiência de 33 anos, aprendeu a lidar com essas situações sem demonstrar desânimo publicamente. Foi abraçado no Botafogo e tentou levantar a cabeça.

Jefferson saiu mal e acabou sofrendo gol de cabeça do baixinho Jorge Henrique na final do Carioca (Foto: André Durão)


Em suas entrevistas, Jefferson dizia que ainda não havia desistido da Seleção, mas a ficha caiu depois de ficar fora da pré-lista para a Copa América, no fim de abril. Dias depois, em entrevista coletiva, disse ter "mudado a chave" e que sua seleção era o Botafogo. Problema é que junto a isso aconteceu algo incomum para o goleiro: uma falha em campo que custou a derrota para o Vasco por 1 a 0, no primeiro jogo da final do Carioca - na partida seguinte, o empate por 1 a 1 deu o título estadual para o rival. Ele saiu do gol para tentar cortar um cruzamento muito aberto, não chegou a tempo e acabou surpreendido pela cabeçada do baixinho Jorge Henrique. No pós-jogo, alegou que "não tinha como voltar atrás" e reconheceu o erro.


No dia seguinte ao jogo em que se machucou, Jefferson voltou ao Rio de Janeiro com tipoia no braço (Foto: Thiago Lima)

Jefferson se mostrou triste pelas críticas, mas entendeu e "virou a página". O foco era tentar se redimir no segundo jogo da final, mas não conseguiu. Para piorar, a ideia de apagar a falha com boas atuações caiu por terra logo na primeira partida pós-Carioca. Ao enfrentar o Juazeirense, em Juazeiro (BA), sentiu dores no braço esquerdo e pediu para sair, em uma tentativa de evitar forçar o músculo e sofrer uma lesão. Já era tarde. O exame de imagem revelou uma ruptura parcial do tendão do tríceps, e ele precisará ser operado na noite desta terça-feira. A previsão de recuperação, segundo o coordenador do departamento médico do Botafogo, Luiz Fernando Medeiros, é de três meses, o que o fará perder todo o primeiro turno do Campeonato Brasileiro.


Além de ser considerada grave, a lesão de Jefferson é incomum. Mas ele teve essa má sorte. A cirurgia em que será submetido na noite desta terça consiste em reconstruir o tendão retirando enxerto do joelho, de modo a prevenir que a sutura que será feita fique mais resistente aos movimentos após a recuperação. O goleiro ficará seis semanas com o braço imobilizado com tipoia e só depois disso iniciará as sessões de fisioterapia. Com o primeiro semestre perdido, o ídolo alvinegro espera que o segundo lhe seja mais agradável, como foram os últimos anos.


Fonte: GE/Por Marcelo Baltar e Thiago Lima/Rio de Janeiro

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Médico do Botafogo prevê voltas de Carli e Gegê domingo, contra o Sport


Coordenador do departamento médico, Luiz Fernando Medeiros confirma cirurgias de Airton e Jefferson, com recuperações estimadas de um e três meses respectivamente





Luiz Fernando Medeiros deu um panorama do DM
 alvinegro (Foto: Vitor Silva / SSPress / Botafogo)
O Botafogo agendou uma entrevista do coordenador do departamento médico alvinegro, Luiz Fernando Medeiros, para a tarde desta segunda-feira para explicar as lesões e procedimentos adotados nos casos de Jefferson e Airton. Mas como as notícias envolvendo a necessidade de cirurgia da dupla vazaram antes, o doutor confirmou os procedimentos e as previsões de retorno de cada um: o volante foi operado no domingo e ficará um mês em tratamento, enquanto o goleiro vai para o centro cirúrgico na noite desta terça e ficará de molho durante três meses, possivelmente perdendo todo o primeiro turno do Campeonato Brasileiro. Com isso, a principal novidade da coletiva foi a previsão de Carli e Gegê já poderem voltar ao time no domingo, contra o Sport na Ilha do Retiro, pela segunda rodada da competição nacional.


- O Carli sentiu uma lesão contra o Vasco, conseguiu continuar o jogo, mas depois ficou muito dolorido. Na semana passada ele ficou afastado e hoje está iniciando a reabilitação. Esperamos ter possibilidade de contar com ele até o final da semana. O Gegê se queixa de dor na coxa e está sendo acompanhado. Vamos ver se até o fim da semana esteja recuperado.

Airton teve lesão grave do adutor da coxa esquerda, essa lesão foi tratada conservadoramente, evoluiu bem, mas ao retornar aos treinos ainda apresentava dor. Repetido exame de imagem, vimos que a lesão era extensa e resolvemos fazer um procedimento cirúrgico. Foi operado e está muito bem"
Luiz Fernando Medeiros, médico do Botafogo


Sobre Airton, o médico esclareceu que não se trata de uma nova lesão, mas sim a mesma que regrediu. O volante chegou a evoluir a ponto de treinar normalmente com o grupo e tinha até a expectativa de ter voltado no segundo jogo da final do Campeonato Carioca. Porém, ele voltou a sentir o músculo adutor da coxa esquerda, e após um novo exame de imagem os médicos resolveram adotar um procedimento cirúrgico para acelerar a recuperação.


- Airton teve lesão grave do adutor da coxa esquerda, essa lesão foi tratada conservadoramente, evoluiu bem, mas ao retornar aos treinos ainda apresentava dor. Repetido exame de imagem, vimos que a lesão era extensa e resolvemos fazer um procedimento cirúrgico. Foi operado e está muito bem. A gente prevê que em torno de um mês esteja jogando. Tem sempre que levar em conta a questão física e técnica do atleta.



E com relação a Jefferson, o doutor explicou que a lesão do goleiro é, além de grave, incomum, por isso uma recuperação mais longa. Ele será operado na noite desta sexta-feira e ficará com o braço esquerdo imobilizado durante seis semanas.



- Jefferson teve constatada uma lesão bastante incomum, ruptura parcial do tendão do tríceps. Infelizmente aconteceu com nosso goleiro. Cirurgia programada para amanhã à noite, mas sem dúvida vai se recuperar. A previsão de afastamento é em torno de três meses. A gente leva o tempo necessário para recuperação da forma física e técnica. A gente crê que em três meses ele já esteja jogando.


Além da dupla, quem segue no departamento médico é Diogo Barbosa. O lateral-esquerdo tem uma lesão na coxa esquerda e tem previsão de recuperação para um mês. Já Emerson e Octávio estão recuperados e à disposição do técnico Ricardo Gomes para a partida contra o Juazeirense, neste quinta-feira, às 21h30 (de Brasília), em Los Lários, pela segunda fase da Copa do Brasil.


Fonte: GE/Por Thiago Lima/Rio de Janeiro