Páginas

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Ricardo Gomes dispensa busca do Botafogo por camisa '10'



Para o treinador, mesmo que o Glorioso fosse em busca de um meia, não o encontraria



Salgueiro é um dos jogadores que atuam como meia no Botafogo 
(Foto: Wagner Meier/LANCE!press)


Os objetivos de Ricardo Gomes para o Botafogo, neste Campeonato Brasileiro, são claros: terminar do meio para cima da tabela. Para tanto, um centroavante experiente é o desejo do treinador, que prefere preservar os jovens Ribamar e Luis Henrique, de 18 anos cada, da pressão de ser o "homem-gol" da equipe de General Severiano.


Confira abaixo a segunda de quatro partes da entrevista exclusiva que o treinador alvinegro concedeu ao LANCE!.


É mesmo só um centroavante que o Botafogo precisa para atingir seu objetivo na competição?
'O quê? Um "10"?
 

Esse, não adianta procurar. Não tem. Temos bons jogadores de meio-campo. Temos o Anderson Aquino, que faz bem essa função. Precisamos de um atacante com mais experiência. Temos o Sassá voltando, temos o Salgueiro, que vai jogar um pouco mais atrás, na melhor posição dele, vamos ver se o Lizio dá sinal de melhora...'


Blog do Mansell: a busca de Ricardo Gomes por um 10
Tem alguma exigência técnica para o centroavante que vai chegar, como média de gols por ano, por exemplo?

'Você não pode ficar alienado. O mercado é difícil e o Botafogo não tem possibilidades como outros têm. Mas temos alguns jogadores no mercado que podem ajudar. Assim, tiramos o peso de um jogador de 18 anos, de decidir. O Ribamar, no último jogo, não deu aquele último passe. Mas quantos grandes jogadores fizeram aquilo? É preciso entender que tem o processo. E esse processo não é de semanas. É de ano. Não é treinar e, imediatamente, terá resultado. Tem que maturar. É preciso ter paciência, mas o Ribamar e o Luis Henrique são muito bons jogadores'.


Você falava, no início do ano, que conhecia pouco alguns dos contratados. Como se dá o processo de contratação?

'O mercado é mais com o Antônio Lopes (gerente de futebol). Ele é quem toca as contratações, trata com dirigentes. Ele conhece muito de futebol, sabe o tipo de jogador que precisamos, o tipo de centroavante, passo para ele. Sabemos também do mercado, que até para quem tem muito dinheiro, está difícil. O mundo inteiro compra e quatro países formam. A conta não fecha. Você tem a América do Sul, de um modo geral, formando e o o mundo comprando. França e Portugal, por exemplo, têm boas formações, mas a quantidade de sul-americanos que vão para a Europa... Não é soja, não é trigo, não dá para repor. O mercado ficou difícil. Não se aumenta assim a produção, tem um processo de maturação. Não pode lançar o jogador de qualquer forma. O Santos, por exemplo, está formando muito bem, mas vende. Chega um ponto que não tem o que fazer. Estamos numa situação que não tem o que reclamar. 


Todos os dirigentes estão correndo atrás, mas qual a solução? 

Os clubes se fortalecerem, segurarem os melhores jogadores. Tudo que estamos falando, se o clube forte segura o jogador, aí teremos um campeonato forte, arrecadando. Temos que encontrar o nosso modelo, que segure Luis Henrique e Ribamar por cinco, seis anos. Se não mudar, daqui a dez anos vai ser a mesma coisa Queremos os melhores times? Vamos sentar e vamos mudar para termos um produto mais forte'.


Blog do Mansell: a busca de Ricardo Gomes por um camisa 10
Muito se comenta sobre o Setor de Inteligência do Botafogo. Como é o contato entre você e esses profissionais no momento das contratações de reforços?

'É uma grande pesquisa que eles fazem. Eles trabalham muito. Pesquisam primeira e segunda divisão no mundo inteiro. Eles têm uma base de dados impressionante. E tem também o saber deste profissional de pesquisa. Mas eles têm informações de qualquer jogador, até da Indonésia, se preciso. Todas as contratações que fizemos até agora passaram pelo crivo deles'.


Fonte: Lancenet/Felippe Rocha/Rio de Janeiro (RJ)

Sensação do Carioca, sub-20 do Bota estreia no Brasileiro da categoria


Alvinegro recebe o Vitória, na tarde desta quarta-feira, em Caio Martins. A entrada é franca. Técnico analisa competição, e Renan Gorne acredita em boa campanha




Renan Gorne é um dos destaques do time sub-20
do Botafogo (Foto: Botafogo)
Campeão da Taça Guanabara e sensação do Campeonato Carioca, o Botafogo estreia, nesta quarta-feira, às 15h, no Brasileiro sub-20. O adversário será o Vitória, em Caio Martins. A entrada é franca.

O Botafogo está no Grupo A do torneio, ao lado de Vitória, Figueirense e Corinthians. Apenas dois avançam à próxima fase.

- Nosso foco não é tanto no adversário. O foco é na nossa forma de jogar, em ter uma boa performance e conseguir apresentar o futebol que a gente vem jogando, de maneira equilibrada, criando chances de gol e sofrendo poucos gols, que é uma característica nossa. Nessa competição, a 1ª fase só tem 4 jogos, então é muito importante começarmos com um bom resultado, porque além de pontuar, você inibe o seu adversário de somar pontos. Jogando dentro de casa a gente precisa ter um resultado satisfatório, então a margem de erro dentro do Brasileiro tem que ser quase zero para que a gente consiga passar de fase. Temos que viver fase por fase de maneiras diferentes e o nosso foco maior está nesse primeiro momento. A nossa expectativa dentro da competição é alta – analisou o técnico Eduardo Barroca.

Artilheiro do Campeonato Carioca sub-20, ao lado de Pedro, do Fluminense, com 16 gols, Renan Gorne acredita que o time tem condições de brigar pelo título e convoca a torcia alvinegra.


- O jogo vai ser muito bom. Time está bem preparado, a gente vem de bons resultados. Temos grandes condições sim de chegarmos ao título, e vamos entrar com tudo para fazermos um ótimo campeonato. Peço aos torcedores botafoguenses que nos apoiem, e é como digo: Vocês têm extrema importância para nós. Garanto que será um grande jogo e que faremos de tudo pra vencer. Contamos com vocês – disse Gorne.


Fonte: GE/Por GloboEsporte.com/Rio de Janeiro

Botafogo afasta Igor Rabello, Zen e Andreazzi para serem emprestados


Trio começa a treinar no grupo dois, com jogadores que retornaram de empréstimos e também serão renegociados. Matheus Menezes e Milton Raphael já têm novos clubes





Em meio a contrações e busca por nomes de peso no mercado, o Botafogo também se preocupa em não inchar o elenco de Ricardo Gomes, que conta atualmente com 40 jogadores já contando Rodrigo Pimpão, último reforço que se apresentará nos próximos dias. Com isso, a diretoria, junto com a comissão técnica, decidiu afastou três jogadores do grupo principal: Igor Rabello, Lucas Zen e Andreazzi passaram a treinar em horários alternativos em General Severiano no grupo dois, ao lado de outros atletas que não serão aproveitados e devem ser emprestados. 
 
Igor Rabello, Lucas Zen e Andreazzi serão emprestados até o final da temporada (Foto: GloboEsporte.com)


São os casos, por exemplo, dos atacantes Vinícius Tanque, Paulo Ricardo e André Luís, todos de 21 anos. O primeiro estava emprestado ao Volta Redonda, e os outros dois voltaram do Boavista. O lateral-esquerdo Pablo Andrade, de 22, que disputou o Carioca com o Bangu, também retomou seu vínculo com o Alvinegro. Nenhum deles será aproveitado para a disputa do Campeonato Brasileiro, e o Botafogo já busca clubes para eles. Enquanto alguns jogadores procuram novos endereços, outros já têm o destino definido. O goleiro Milton Raphael vai defender o Macaé na Série C nacional, enquanto Matheus Menezes negocia com o Guarani. Após passagem pelo Voltaço, o meia Mauro Gabriel retornou para o time de juniores, enquanto o volante Matheus Fernandes foi reintegrados definitivamente aos profissionais.


O trio afastado tem situações diferentes. Aos 21 anos, Igor Rabello estourou a idade da base e foi integrado de vez ao elenco principal em janeiro. O zagueiro, que assinou compromisso até o fim de 2017, porém, só entrou em campo uma vez, no empate por 1 a 1 com o Coruripe, pela Copa do Brasil, e foi discreto. Sem espaço, a ideia é que ele seja emprestado para adquirir experiência. O caso de Andreazzi é outro. Cedido no início do ano à Cabofriense, o volante de 22 anos sofreu uma séria lesão no joelho e retornou ao Botafogo para se tratar. Recuperado, ele chegou a treinar com o elenco nas últimas semanas e tem contrato até o fim de 2017, mas está fora dos planos. Lucas Zen tem vínculo até o fim do ano, e o clube não tem intenção de renovar.


Fonte: GE/Por Marcelo Baltar e Thiago Lima/Rio de Janeiro