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domingo, 22 de maio de 2016

Candidato a novo líder, Emerson Silva busca titularidade: "Vendi meu peixe"



Um dos mais experientes do elenco do Bota, zagueiro de 33 anos assume liderança do grupo no lugar de Jefferson, aprova sequência no time e elogia a disputa na zaga




A lesão de Jefferson e a ausência do capitão por três meses deixou o Botafogo sem o seu principal líder justamente no início do Campeonato Brasileiro, principal competição do clube na temporada. Mas no que depender de Emerson Silva, ele está preparado para substituir o ídolo alvinegro quanto à liderança junto a um elenco repleto de jovens. Um dos mais experientes do plantel ao lado do próprio goleiro e do uruguaio Salgueiro, todos com 33 anos, o zagueiro larga na frente do gringo pelo idioma e por já ter disputado várias edições do torneio nacional por outras equipes. Ele alega que pode contribuir tanto dentro quanto fora de campo.


- Acredito que seja importante nesse momento em que o Jefferson saiu procurar um líder positivo, não somente dentro de campo, mas também fora, nos treinamentos. Cobrando e sendo cobrado. Acho que vai dar certo, até mesmo porque os jogadores aqui gostam de trabalhar. Então, esse pouco de experiência que eu tenho vou agregar muito ao grupo, e com toda certeza será uma coisa positiva - analisou o defensor.


Emerson Silva bateu 20 minutos de papo na sala de imprensa do Botafogo em General Severiano (Foto: Thiago Lima)


Dos 10 jogos com a camisa alvinegra, os mais recentes engataram uma sequência com a lesão do Emerson, de 21 anos e titular do Botafogo ao lado de Carli. Com seu xará recuperado e de volta, Emerson Silva retornou para o banco de reservas. Mas consciente de que mostrou serviço e esquentou a disputa por uma vaga na defesa alvinegra.

Vinha como o quarto zagueiro, uma quarta opção, e as oportunidades que tive, ainda mais na final do Carioca, passou aquilo de vender o peixe, né? Vendi o meu peixe bem"
Emerson Silva, zagueiro do Botafogo


- Acho que (a oportunidade) apareceu no momento certo. Vinha como o quarto zagueiro, uma quarta opção, e as oportunidades que tive, ainda mais na final do Carioca, passou aquilo de vender o peixe, né? Acredito que vendi o meu peixe bem (risos).


Em cerca de 20 minutos de entrevista na sala de imprensa em General Severiano, o zagueiro falou de sua relação com o jovem Emerson, sobre aposentadoria, o duro golpe na estreia do Campeonato Brasileiro, seu futuro no Botafogo, campeonatos estaduais, seu lado goleador, lesões, seleção brasileira. Confira o bate-papo com o zagueiro alvinegro:


GloboEsporte.com: você é o mais experiente do elenco ao lado do Jefferson e do Salgueiro. Sem o Jefferson agora, e como o Salgueiro ainda tem dificuldades com o idioma, acha que pode assumir o papel de líder do elenco?


Emerson Silva: É um time bastante jovem, lógico que tem uns ali que passam dos 30. Jefferson, eu e mais alguns. A gente tem que passar para essa meninada aí um pouco mais de experiência, e a gente acaba aprendendo com eles também. Acredito que seja importante nesse momento em que o Jefferson saiu procurar um líder positivo, não somente dentro de campo, mas também fora, nos treinamentos. Cobrando e sendo cobrado. Acho que vai dar certo, até mesmo porque os jogadores aqui gostam de trabalhar. Então, esse pouco de experiência que eu tenho vou agregar muito ao grupo, e com toda certeza será uma coisa positiva.

Aceitaria a braçadeira de capitão?

Não almejo isso. Eu tenho que ser importante dentro do grupo, ser uma liderança positiva nos vestiários, treinamentos e também dentro de campo. Sei que é uma responsabilidade grande ser capitão de um grande clube como o Botafogo, fui capitão por onde passei. Mas a minha importância hoje é cobrança nos treinos, para quando chegar no jogo apto para conseguir as vitórias.


O Emerson, seu xará, está voltando agora de lesão. Como é a relação entre vocês? Costuma conversar muito com ele por ser muito jovem?

Nossa relação é muito bacana. Lógico que a gente pensa muito no grupo, acredito que a gente fez um excelente Carioca, lógico que queríamos ter vencido, porque o grupo é muito bom, o respeito com o companheiro, torcer para o que está entrando no seu lugar... O segredo do Botafogo tem sido esse, quem vem entrando está dando conta do recado.


Vendo ele você se lembra do seu início de carreira? Acha que vocês eram parecidos?

Hoje tenho 33 anos, já estive na pele dele. Procuro treinar bastante com ele, passar algumas coisas, aprendo também, essa troca de experiência é válida. Da mesma forma que eu era jovem e gostava de aproveitar as oportunidades, sabendo que dentro de campo a responsabilidade dos que tem 18, 20 e 30 é a mesma. Lógico que não podemos passar a responsabilidade para os mais jovens, mas eles têm que saber que a cobrança é a mesma.


Na reserva ou como titular, Emerson Silva espera ser um líder como Jefferson (Foto: Vitor Silva/SSPress/Botafogo)


Você chegou à Seleção em 2011, convocado para o Superclássico das Américas. Acha que o Emerson também tem potencial para chegar lá?

Todo jogador precisa almejar isso. Alguns passam da idade e às vezes dá uma esfriada no sonho, mas é como eu falei. Não sei se vai ter Superclássico esse ano ou ano que vem, é uma grande oportunidade de mesmo aqueles que passam um pouco da idade sonhar com a Seleção. Você almejando isso vai se dedicar ao máximo dentro do seu clube.


Então você ainda tem esse sonho?

Se tem oportunidade, se é uma convocação só de brasileiros, Superclássico... Tanto é que em 2012 acho que foi o Durval e o Edu Dracena (nota da redação: a dupla foi Durval e Réver). Foi uma zaga experiente. Tem que ter esse sonho e procurar se dedicar porque é possível.


Você fez vários jogos em sequência, acredita que aproveitou a sua chance?

Acho que (a oportunidade) apareceu no momento certo. Vinha como o quarto zagueiro, uma quarta opção, e as oportunidades que tive, ainda mais na final do Carioca, passou aquilo de vender o peixe, né? Acredito que vendi o meu peixe bem (risos).


Com Carli e o Emerson de volta, aceitaria jogar em qualquer lado para ter mais chances?

Sempre gostei de jogar na minha, que é do lado esquerdo, até mesmo pela facilidade de eu ser canhoto, desde moleque venho jogando pela esquerda... O Botafogo hoje está bem servido. Tanto é que tem muitos times que não tem zagueiro canhoto e jogam com dois destros. Não tem a mesma facilidade. Tem o Emerson que faz muito bem e é direito. Os quatro zagueiros que estão hoje no clube se dão super bem. Cada um treina o máximo possível e fica a critério do professor. Tem que haver respeito entre a gente. E quem o professor optar, temos que respeitar e torcer para o Botafogo sair vencedor.

A bruxa tem andado solta no Botafogo, mas por enquanto você está escapando. Sempre foi um jogador de se machucar pouco?

As únicas lesões que tive foram de osso, fratura. Muscular nunca tive, graças a Deus. Mas acontece dentro de um clube. A gente vê uma excelente preparação física, às vezes tem um pouco de lesão a mais, mas a equipe está sendo bem preparada, tem um descanso necessário, treinamentos necessários, se acontece é porque é para acontecer.




Falando agora do seu lado artilheiro, você fez o primeiro gol pelo Botafogo e quer mais. Você conta quantos gols tem na carreira?

Conto. Eu tinha uma assessoria que tinha isso, mas tem mais de 80. São muitos gols. Por onde passei tenho sido (artilheiro). Sou até hoje o maior zagueiro artilheiro do Avaí com 27 gols, no Coritiba tenho 19, fico somente atrás do Pereira. Sempre tive essa facilidade de fazer gols, e aqui no Botafogo eu estava meio que receoso, até sair o primeiro... Saiu contra o Juazeirense (veja no vídeo acima), agora fica mais tranquilo para chegar na bola, cabecear e procurar fazer mais gols.


Dá para a gente dizer que essa é sua primeira experiência no futebol carioca, né? Porque em 2006 você passou muito rápido pelo Flamengo. O que ouve naquela época?

Eu era muito jovem, caí dentro do Flamengo acredito que por cair, sem peso nenhum. Acredito também por ser contrapeso, alguma coisa assim. Mas é aquilo, passei por aqui, joguei duas partidas somente (um amistoso e um pelo Brasileiro), serviu de aprendizado, hoje estou em um clube grande novamente e estou muito feliz aqui.


Você que já jogou o Campeonato Mineiro, o Paranaense e o Catarinense de estaduais, o que achou do Carioca?

O Carioca é um campeonato muito bom, lógico que ele fica charmoso nas finais, pega clássicos, como todo estadual. Gostei de jogar o Carioca, sim. Quem está fora do estado vê um campeonato charmoso, com torcida, time grande... Gostei, lógico que queria ter sido campeão já, mas acredito que se ano que vem estiver aqui a gente vai procurar ser campeão.

Futebol tem provado o contrário. "Ah, o cara passa dos 30 e já é velho". Não, aquele que se cuida vai longe. Você vê cara com 35 correndo igual moleque de 20. Então é cuidado. Não tenho isso de falar que vou jogar até tal ano. Enquanto eu conseguir jogar em alto nível..."
Emerson Silva, zagueiro do Botafogo


Muitos falam que o Carioca ilude os times para o Brasileiro. Qual sua visão sobre isso?


O parâmetro do Brasileiro, que você pode comparar, são os clássicos. Clássico é decidido em detalhe, Brasileiro é decidido praticamente em detalhe. Se você erra uma, duas, pode perder o jogo. Acho que a gente pode tirar as duas partidas contra o Vasco. Nós ficamos praticamente com a bola, só que tem que ter o poder de definição, matar o jogo. Brasileiro é dessa forma. Depois desse jogo contra o São Paulo a gente viu o que é o Campeonato Brasileiro, vamos concentrar mais, procurar definir...


Você tem contrato até o final do ano, pensa em renovar?

A gente sabe que no futebol as coisas mudam muito rápido. Posso falar que estou muito feliz aqui no Botafogo, grupo muito bom, me abraçou, acolheu, a comissão técnica muito séria. A gente sempre gosta de trabalhar em um clube grande ainda mais com a organização que está. Mas vamos ver mais para frente.


Você tem uma idade limite para se aposentar?

Futebol tem provado o contrário. "Ah, o cara passa dos 30 e já é velho". Não, aquele que se cuida vai longe. Você vê cara com 35 correndo igual moleque de 20. Então é cuidado. Não tenho isso de falar que vou jogar até tal ano. Enquanto eu conseguir jogar em alto nível, quero jogar.

A lição da estreia no Brasileiro foi assimilada?

A lição tem que aprender. A gente perdeu um jogo em casa (contra reservas), não desmerecendo o São Paulo, que é uma grande equipe, que tem jogadores preparados para jogar a Série A. Não pode é aceitar. Perdemos três pontos que no Brasileiro podem fazer uma diferença muito grande.



Fonte: GE/Por Thiago Lima/Rio de Janeiro

sábado, 21 de maio de 2016

Primeira maratona! Botafogo começa a enfrentar viagens e desgastes


Alvinegro atravessa por período de jogos em sequência e pouco tempo para se treinar. Viagens atrapalham e falta de uma "casa" - enquanto espera a Ilha - reforça os problemas





Ricardo Gomes falou sobre a sequência complicada de partidas (Foto: Vitor Silva/SSPress)


Com a temporada chegando em sua metade, o Botafogo começa a sofrer com a maratona de jogos. O calendário apertado por conta de partidas no meio de semana - seja pela Copa do Brasil ou por rodadas do Campeonato Brasileiro - e as viagens para exercer seu mando de campo tem contribuído para o desgaste do elenco e se tornaram um motivo de preocupação em General Severiano.

Dentro do espaço de 18 dias, o Alvinegro terá disputado seis partidas. Uma média de uma a cada três dias. E com o fechamento do Maracanã e do Nilton Santos, nenhum desses jogos terá sido na cidade do Rio de Janeiro. Dois em Los Larios - em Xerém - dois no Raulino de Oliveira - Volta Redonda - e um em Juiz de Fora. Enquanto aguarda pela Arena Botafogo, na Ilha do Governador - o Alvinegro vai mandando seus jogos fora da cidade do Rio de Janeiro. Para piorar, a equipe viaja para Recife na tarde deste sábado para enfrentar o Sport.

Até por isso, na vitória da última quinta-feira, pela segunda fase da Copa do Brasil, o técnico Ricardo Gomes resolveu poupar muitos dos jogadores considerados titulares. O time alternativo tem se tornado uma solução nas partidas da competição por enquanto:

– Foi um time muito mexido, estava pensando também na semana que nós temos (enfrenta Sport, Atlético-PR e Fluminense com viagens), então segurei quatro ou cinco jogadores, isso tem um peso. Esse time treinou uma vez, e nosso adversário entrosado, com bons jogadores. Foi difícil, mas conseguimos – analisou o técnico no pós-jogo.

A maratona de jogos do Botafogo já começa a ser sentida também pelos jogadores do elenco. Na coletiva de sexta, em General Severiano, Rodrigo Lindoso conversou com a imprensa e lembrou da viagem para Salvador, no jogo de ida contra a Juazeirense. Ele ressaltou o pouco tempo livre para treinar desde então e admitiu o possível desgaste do Alvinegro nesses últimos dias:

– Quando você tem a semana livre, é sempre bom aprimorar algumas coisas. Eu vinha de uma sequência difícil. Para Salvador, nós viajamos dois dias antes, chegamos sexta à noite... tivemos pouco tempo pra treinar, e depois viajamos para um jogo que era às 11h. A gente procura, no treino, fazer o que, no tempo curto, não dá. Sem dúvida, descansar é muito importante – admitiu o volante.

O tour alvinegro irá passar por Recife, Juiz de Fora e Volta Redonda nos próximos dias. Castigado pelas lesões de jogadores importantes - como Jefferson, Airton e Diogo Barbosa - o Botafogo enfrenta sua primeira maratona de jogos e viagens no ano de 2016. Mais um dos tantos obstáculos que o time precisa superar nos próximos dias.

A SEQUÊNCIA - Seis jogos em 18 dias:

Juazeirense - Juazeiro (BA)
Viagem para Juazeiro-BA, com escala em Petrolina. Jogo quinta-feira à noite.

São Paulo - Volta Redonda (RJ)
Três dias depois, viagem para Volta Redonda e partida pela manhã (11h) na estreia do Botafogo pelo Campeonato Brasileiro.

Juazeirense - Los Larios (RJ)
Elenco se desloca até Xerém, no município de Duque de Caxias, para jogar em Los Larios quinta-feira à noite, pela Copa do Brasil.

Sport - Ilha do Retiro (PE)
Elenco treina dois dias e viaja neste sábado à tarde para Recife. No domingo, enfrenta o Sport às 18h30, na Ilha do Retiro.

Atlético-PR - Juiz de Fora (MG)
Time vai para Juiz de Fora, onde enfrenta o Atlético-PR na quarta-feira. Dois dias entre os jogos com os rubro-negros para o Botafogo.

Fluminense - Raulino de Oliveira (RJ)
Depois, viagem para a Cidade do Aço, onde joga o clássico contra o Fluminense no domingo. Seis jogos no espaço de 18 dias para o elenco.


Fonte: GE/LANCE! Rio de Janeiro (RJ)

Botafogo faz treino leve antes de viagem ao Recife; Sassá será poupado


Devido ao desgaste, Ricardo Gomes não trabalha com o time titular. Gegê e Carli estão relacionados. Goleiro Sidão vai a campo pela primeira vez




O Botafogo acordou cedo e treinou, na manhã deste sábado, em General Severiano. Devido ao desgaste, o time realizou uma atividade leve. Quem enfrentou o Juazeirense fez apenas treinos físicos. Carli e Gegê participaram normalmente e estão relacionados para a partida contra o Sport. Quem está fora é Sassá, que será poupado.

Por conta do desgaste, o atacante será preservado para a partida contra o Atlético-PR, na próxima quarta-feira, em Juiz de Fora. Sassá retornou há algumas semanas após seis meses parado por conta de uma cirurgia no joelho. Por isso a cautela com o jogador. 

Poupado, Sassá não viaja para o Recife (Foto: Vitor Silva / SSpress / Botafogo)


Após o treino, os jogadores seguiram para o Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro. O Botafogo deve desembarcar por volta de 15h30 no Recife.

Quem treinou pela primeira vez foi Sidão. Contratado nesta semana, o goleiro foi a campo no final do treino e fez um trabalho à parte com o preparador Paulo Rui. Sidão, no entanto, não viajou com a delegação.

Ricardo Gomes não trabalhou com o time que pretende mandar a campo, mas a tendência é que o Botafogo comece a partida com Helton Leite, Luis Ricardo, Carli, Emerson, Victor Luis; Rodrigo Lindoso, Bruno Silva, Fernandes (Gegê), Leandrinho; Neilton (Salgueiro) e Ribamar.

Após a derrota na estreia para o São Paulo, o Botafogo tenta se reabilitar neste domingo, às 18h30, contra o Sport, na Ilha do Retiro. O GloboEsporte.com acompanha a partida em Tempo Real, com vídeos.


Fonte: GE/Por GloboEsporte.com/Rio de Janeiro