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segunda-feira, 18 de julho de 2016

Xô, uruca! Salgueiro desencanta e tem chance de mudar trajetória no Bota


Badalada contratação no início do ano, uruguaio entra no segundo tempo, muda a história do clássico contra o Flamengo e marca após 24 jogos com a camisa alvinegra





Não foi algo planejado, mas a entrada de Salgueiro mudou a cara do clássico. Terceira substituição e última tacada de Ricardo Gomes, o uruguaio entrou no lugar de Bruno Silva quando o Botafogo perdia por 3 a 1 para o Flamengo, neste sábado, na Ilha do Governador. Dez minutos depois, o Alvinegro empatou o jogo que parecia perdido.

Ao lado de Neilton, Salgueiro entrou em campo para incendiar a partida e foi coroado com seu primeiro gol em 24 jogos pelo Botafogo. Um lance que resume a evolução física do atacante e pode representar uma nova história para o uruguaio em General Severiano.

- No início do ano, ele começou muito bem, mas caiu de rendimento depois do Carioca. Isso acontece. Ele não teve problema de adaptação. Foi físico e, consequentemente, a técnica quase desapareceu. Aos poucos, nos treinos, há duas semanas, ele mostra estar voltando a ser o Salgueiro do Campeonato Carioca – elogiou Ricardo Gomes. 

Salgueiro mudou a história do clássico e marcou seu primeiro gol pelo Botafogo (Foto: Vitor Silva / SSpress / Botafogo)


Maior contratação do Botafogo para o Estadual, Juan Salgueiro desembarcou no Rio de Janeiro cercado de expectativa. Teve boas atuações, mas o jejum de gols começou a pesar. No fim de maio, ele recebeu o GloboEsporte.com em sua casa e admitiu que a ansiedade por gols estava atrapalhando.

- Nunca fiquei tantos jogos sem marcar gols. Mas a bola não está entrando. Até por ainda não ter feito gol, há uma pressão um pouco maior. Em algum momento vai chegar e vou desfrutar.

O momento chegou, Salgueiro terá uma semana para desfrutar, mas não pode cochilar. Com contrato até o fim do ano, talvez essa seja a última oportunidade para o uruguaio se afirmar no Botafogo. O desafio agora é conseguir uma brecha no time, uma vez que Ricardo Gomes conta com várias opções para o ataque.


Fonte: GE/Por Marcelo Baltar/Rio de Janeiro

domingo, 17 de julho de 2016

Análise dos técnicos: ousadia na hora certa faz Ricardo superar cauteloso Zé


Flamengo inicia clássico com postura ofensiva, mas recua após vantagem e cede o empate. Com mudanças, Botafogo incendeia a partida e salva jogo que parecia pedido






Antes de a bola rolar na Arena Botafogo, sabia-se muito bem quem atacaria e quem se fecharia. Técnico do mandante, Ricardo Gomes mandou o Glorioso a campo com três volantes: Airton, Bruno Silva e Rodrigo Lindoso. Já seu oponente e quase xará, Zé Ricardo escalou um trio ofensivo, com Everton, Marcelo Cirino e Guerrero. No empate por 3 a 3, a mudança de postura dos dois comandantes durante a partida foi decisiva, e a ousadia de Gomes venceu o excesso de cautela de Zé.


Zé Ricardo mudou três peças em relação ao time que venceu o Atlético-MG por 2 a 0 no domingo passado. Entraram Juan, Everton e Guerrero nos lugares de Rafael Vaz, Fernandinho e Felipe Vizeu. Dentre as mexidas, o grande acerto de Zé foi Everton, que se mexeu muito pelas pontas, fez um gol em que demonstrou sagacidade e ainda deu assistências para os marcados por Jorge e Guerrero.


Estratégia de Zé no segundo tempo chamou o
Botafogo para o ataque (Foto: André Durão)
A trinca defensiva no meio-campo alvinegro deu liberdade a Camilo para ditar o ritmo do Botafogo. Além disso, Ricardo Gomes teve um Airton inspirado. Conhecido por ser um jogador exclusivamente de combate, ele foi além. Bem em seu papel primordial, ainda destacou-se na distribuição de jogo. Participou do gol de Diego Barbosa com um belo lençol em Willian Arão, execrado pela torcida botafoguense, e também iniciou a jogada do segundo, feito por Neilton. Bruno Silva, por sua vez, destoou, foi mal e errou feio no gol de Jorge.


A postura ofensiva do Flamengo deu resultado e, aos 22 minutos da etapa final, o time vencia por 3 a 1 com certa facilidade. Vale destacar, porém, que a esta altura o Fla já estava no 4-4-2 - Canteros entrou aos 14 da etapa final no lugar de Marcelo Cirino. O último, de fato, era o jogador certo para sair, pois estava mal demais. Mas o argentino definitivamente não foi o substituto ideal e se limitou a errar passes. O segundo erro capital do comandante rubro-negro foi a entrada de Cuéllar. O colombiano já estava na beira do campo quando Neilton marcou o segundo gol alvinegro. A mexida fez um time que iniciou o duelo no 4-3-3 passar ao 4-5-1. O recuo foi sintomático, e Salgueiro empatou três minutos após Cueller entrar.


Zé Ricardo, apesar da inegável retranca composta por quatro volantes, justificou-se afirmando que sua intenção era ver Canteros como meia e Willian Arão mais livre.


- Trabalhamos com entrada do Canteros mais adiantado e o Arão fazendo a saída pela direita. Queríamos manter a posse de bola, mas Botafogo conseguiu dois gols por seus méritos. Vamos analisar para vermos o que podemos melhorar.

Mudanças de Ricardo incendiaram o jogo e mudaram a cara do clássico (Foto: André Durão)

Apesar da qualidade de Camilo e Airton, foram com os substitutos que o Botafogo foi buscar o empate. A reação alvinegra foi pautada por uma mudança "no sufoco", como o próprio Ricardo Gomes classificou a substituição de Bruno Silva por Salgueiro, e os outras duas planejadas. Pimpão e Sassá estavam mal, e as entradas de Canales e sobretudo de Neilton levaram o Botafogo para cima do Flamengo. Os três mudaram a postura ofensiva do time, que marcou dois gols e por pouco não conseguiu virar na Arena Botafogo.


- Analisei o Flamengo, e precisava mais do trabalho tático do Pimpão. Falei isso antes do jogo para o Neilton. Achei que seria mais importante se ele entrasse no jogo com o time do Flamengo mais cansado. Deu certo... Escalei mal (risos). Não foi isso. O mérito é coletivo. Comissão técnica, jogadores... Não pego nada pra mim. É verdade que falei antes da partida com o Neilton. O Salgueiro foi mais no sufoco - explicou Gomes.


Fonte: GE/Por Fred Gomes e Marcelo Baltar/Rio de Janeiro

sábado, 16 de julho de 2016

Ricardo Gomes exalta reação e destaca: "Bom jogo, mas estranho"


Botafogo perdia para o Flamengo por 3 a 1, mas conseguiu chegar ao 3 a 3 já perto do fim do clássico




Após o empate por 3 a 3 com o Flamengo, neste sábado, na Arena Botafogo, o técnico Ricardo Gomes destacou o poder de recuperação da sua equipe como o fator mais importante do clássico. O Alvinegro chegou a estar perdendo por 3 a 1, mas reagiu e conseguiu a igualdade. O treinador classificou o duelo como um "bom jogo, mas estranho".





- A recuperação dentro de um jogo que estava 3 a 1. O Flamengo com um bom time. Foi marcante pela recuperação. Mas cometemos erros que não podemos repetir. Mas o time mostrou personalidade para reagir. Isso foi marcante. O Flamengo fez 3 a 1, mas conseguimos melhorar o nosso meio de campo. Consequentemente, destruímos o planejamento (do adversário). No futebol... poderia ser diferente. Foi um jogo estranho. Bom jogo, mas estranho. Teve vários cenários. Vai ser bom pra vocês. História para a semana inteira - disse.

O Bota chega a 14 pontos no Campeonato Brasileiro e na próxima rodada, domingo, dia 24 de julho, enfrenta a Chapecoense na Arena Condá.


Confira a íntegra da entrevista coletiva de Ricardo Gomes:

Falhas
Erros individuais acontecem. Hoje, aconteceu mais do que o previsto. O Bruno Silva tem crédito. Por acaso foi o único jogador que jogou na quarta, contra o Bragantino. Coloca na minha conta.


Reação

Tudo tem que ser analisado. Gostei bastante da personalidade. O time não teve medo de contra-ataques. O Flamengo colocou o Fernandinho, jogador rápido. Conseguimos neutralizá-lo e empatar o jogo.

Ricardo Gomes espera que gramado da Arena Botafogo melhore nos próximos jogos (Foto: André Durão)


Neilton
Eu estava analisando o Flamengo, e precisava mais do trabalho tático do Pimpão. Falei isso antes do jogo para o Neilton. Achei que seria mais importante se ele entrasse no jogo com o time do Flamengo mais cansado. Deu certo.

Força na Arena
Temos uma casa. A torcida gostou. Vamos dessa forma brigar em outra parte da tabela. Ainda estamos em outra parte. Ainda quero o gramado um pouco melhor.

Confusão entre torcedores

Isso é uma pena. Mas tem a rivalidade. É uma questão de educação. A rivalidade transforma qualquer um. É um risco. Temos que ter muito cuidado. Acabamos de conseguir uma casa. Isso não pode se repetir, pois podemos perder a casa.

Mudanças
Escalei mal (risos). Não foi isso. O mérito é coletivo. Comissão técnica, jogadores... Não pego nada pra mim. É verdade que falei antes da partida com o Neilton. O Salgueiro foi mais no sufoco.

Salgueiro
Ele começou muito bem, caiu depois do Carioca, isso acontece. Ele não teve problema de adaptação. Foi físico e, consequentemente, a técnica quase desapareceu. Aos poucos, nos treinos, há duas semanas, ele mostra estar voltando a ser o Salgueiro do Carioca

Jogo estranho

Foi um jogo estranho. Isso foi comentário da comissão técnica do Flamengo e do Botafogo. Ainda bem que é assim. Não se controla tudo. Tivemos falhas individuais e ficamos com dois gols de desvantagem. Mas tivemos personalidade. Gostei muito e já me dá novas ideias para o futuro.

Satisfeito?
Quem está precisando mais de pontos é o Botafogo. Então não saio feliz. Saio confiante no nosso futuro próximo.


Fonte: GE/Por Marcelo Baltar/Rio de Janeiro