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segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Diogo deixa futuro em aberto, mas descarta o Fla: “Sem possibilidade”


Lateral tem contrato até dezembro, e Botafogo tem a concorrência do Cruzeiro para segurar o jogador. Atleta encerra especulações sobre transferência para o rival




Diogo Barbosa concede entrevista coletiva após
 o treino do Botafogo, na Ilha (Foto: Marcelo Baltar)
Após mais de 40 dias e recuperado de uma lesão no pé, Diogo Barbosa volta time titular do Botafogo nesta quarta-feira, contra a Chapeconese. Em meio a notícias e especulações sobre seu futuro, o lateral deixou a permanência em aberto, reiterou o desejo de ficar e descartou qualquer possibilidade de se transferir para o rival Flamengo.


- Todo mundo sabe da minha situação. Meus direitos não pertencem a mim, pertencem aos meus empresários. Não vai ter mais empréstimo. E o Botafogo está indo atrás. Isso me deixa feliz. Sempre deixei claro para o presidente, para o Lopes e para o meu empresário que a minha vontade é ficar. Torço por isso, mas não depende só de mim. Estou na expectativa dessa conversa. Ainda não sei qual será o desfecho. No Flamengo? Sem possibilidade nenhuma – garantiu o lateral.


Diogo Barbosa tem 50% dos direitos econômicos atrelados ao Coimbra Esporte Clubes-MG (parceiro do banco BMG) e outros 50% a uma empresa particular. O Cruzeiro já abriu negociação e tem conversas avançadas para contar com o lateral em 2017. O Botafogo, no entanto, tem interesse em adquirir parte dos direitos do atleta.


Após passagem no ano passado pelo Goiás, Diogo chegou ao Botafogo em janeiro e logo conquistou a titularidade. Ele foi eleito o melhor lateral do Campeonato Carioca e manteve o nível no Brasileiro. Diogo também despertou interesse do São Paulo, mas o clube obteve informações de que as conversas entre o atleta e o Cruzeiro estão avançadas. Por isso, o Tricolor recuou, por ora, pois não pretende atravessar a negociação.


Fonte: GE/Por Marcelo Baltar/Rio de Janeiro

Processo atrasa, e impasse entre Botafogo e Arão será julgado em 2017


Previsto para novembro, julgamento deve acontecer entre janeiro e fevereiro, por conta do recesso da Justiça. Botafogo cobra R$ 20 milhões do jogador do Flamengo





A novela envolvendo William Arão, Botafogo e Flamengo ainda vai se arrastar por pelo menos alguns meses. A expectativa era que o caso fosse julgado nesse mês, em segunda instância, pelos desembargadores do Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro. No entanto, o relator entrou de férias, a Justiça entra em recesso em dezembro, e o processo só será analisado após o dia 19 de janeiro, quando o TRT retoma os trabalhos.

Willian Arão não deve comparecer ao julgamento, assim como o Flamengo, que, apesar de interessado, não faz parte do processo. O certo é que, sem acordo entre as partes, o impasse está longe do fim. Seja qual for o resultado, ainda caberá recurso no Supremo Tribunal de Justiça, em Brasília. Há três possibilidades. Caso a Justiça dê ganho de causa a Arão ou determine que o Flamengo pague R$ 20 milhões ao Botafogo, valor previsto no contrato, as partes irão recorrer.

Existe também a possibilidade de o TRT decidir que Willian Arão retorne imediatamente ao Botafogo. Nesse caso, o jogador ficaria impedido de treinar e jogar pelo Flamengo até conseguir um efeito suspensivo. A defesa do jogador trata como improvável essa hipótese e acredita em nova vitória, uma vez que o volante venceu em primeira instância.

Impasse entre Arão e Botafogo já dura quase um ano (Foto: GEOVANI VELASQUEZ/CÓDIGO19/ESTADÃO CONTEÚDO)

Arão já obteve duas vitórias na Justiça até o momento: em dezembro do ano passado, recebeu tutela antecipada que o permitiu se desligar do Alvinegro até o julgamento e deixou o caminho livre para se transferir para o Rubro-Negro. Em março, viu a juíza da 27ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro considerar nula a cláusula de renovação automática que havia em seu contrato em General Severiano.

No início de setembro, as partes se reuniram em audiência de conciliação, no Tribunal Regional do Trabalho. Na ocasião, as três partes concordaram, e o desembargador determinou que o processo fosse suspenso por duas semanas para que os clubes tentassem um acordo. Nesse período, segundo o Botafogo, o Flamengo acenou com uma proposta de R$ 3 milhões por 10 jogos no Engenhão, além do empréstimo gratuito do meia Adryan. O Alvinegro recusou.

O Botafogo promete lutar até as últimas instâncias para ser ressarcido pela perda do jogador. O fato de os advogados do Flamengo terem sido intimados a comparecer foi visto como sinal de que o desembargador poderia propor ao rival pagar uma quantia para encerrar o caso. No lado da Gávea, o departamento jurídico está tranquilo com o caso. A cláusula de quebra de contrato com o Botafogo era de R$ 20 milhões.

Em novembro do ano passado, o Botafogo chegou a fazer duas vezes o depósito de R$ 400 mil para acionar o dispositivo de renovação automática, mas ambos foram devolvidos por Arão, que já desejava se transferir para o Flamengo.

A Justiça tornou sem efeito a cláusula por entender que o contrato fere a nova resolução da Fifa, que proíbe investidores de ter direitos econômicos de atletas. Na visão da juíza da 27ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro, o próprio volante foi considerado seu "investidor" e dono de parte do montante econômico na renovação. O Botafogo discorda da interpretação e por isso leva o caso adiante, mas o departamento jurídico acredita que o processo pode durar meses ou anos para uma definição devido ao ineditismo da matéria.


Fonte: GE/Por Gustavo Rotstein e Marcelo Baltar/Rio de Janeiro

domingo, 13 de novembro de 2016

Comparado ao de Gomes, Bota de Jair combate mais e sofre menos; números


Prestes a igualar número de jogos do ex-treinador com o Botafogo no Campeonato Brasileiro, atual técnico tem como principal mérito ter arrumado o sistema defensivo



Daqui a uma semana, no próximo domingo, contra o Palmeiras, Jair Ventura completará um turno (19 jogos) à frente do Botafogo no Campeonato Brasileiro. Antes, na próxima quarta, diante da Chapeconese, o treinador igualará o número de partidas de Ricardo Gomes, que comandou o Alvinegro em quase todo o primeiro turno. Apesar da mesma quantidade de jogos, a diferença dos outros números é gigantesca.

O maior trunfo de Jair Ventura, certamente, foi arrumar a defesa. O técnico conseguiu diminuir a quantidade de gols sofridos. Antes dele, o Botafogo tinha as redes balançadas uma vez a cada 7,5 finalizações. Agora, sofre um gol a cada 31 finalizações. Quase quatro vezes a menos, isso praticamente sem diminuir a quantidade chutes ou cabeçadas.

- Com Jair, o Botafogo sofreu 1 gol a cada 31 finalizações. Antes, a média era de 1 a cada 7,5 chutes

As finalizações erradas dos adversários aumentaram consideravelmente. Se antes os ataques dos oponentes erravam 57,1% dos chutes e cabeçadas, agora, eles erram 75,3%. Esse aumento de 18,2 pontos percentuais mostra que o Botafogo tem sido mais combativo, sem deixar muito espaço para os rivais.

- Sob pressão, os ataques adversários erraram 75% das finalizações. Com Ricardo Gomes, o número cai para 57%

Jair Ventura Botafogo (Foto: Andre Durão)

Mas não é só a porcentagem de finalizações erradas dos outros times que evidencia que o Glorioso é combativo. Desde que Jair assumiu, o elenco alvinegro recebeu 14 cartões amarelos a mais, mesmo com um jogo a menos. Nove deles, para o capitão e xerife Joel Carli.

- O Botafogo passou a ser um time mais competitivo. Com um jogo a menos, o time de Jair recebeu 14 amarelos a mais. Nove para Carli


Efeito Carli

O argentino, inclusive, é um dos principais responsáveis pela boa fase do Botafogo. Lesionado em boa parte do primeiro turno, Carl foi titular no Brasileiro com Ricardo Gomes em apenas dois jogos. Com Jair, o xerifão começou jogando 11 vezes.

TIME QUE MAIS JOGOU COM JAIR

Sidão; Alemão, Joel Carli, Emerson Santos e Victor Luis; Bruno Silva, Airton, Rodrigo Lindoso e Camilo; Neilton e Sassá.


Se for levado em consideração os jogadores que mais atuaram e que formariam uma equipe, os 11 atletas que mais foram titulares com Jair são: Sidão; Alemão, Joel Carli, Emerson Santos e Victor Luis; Bruno Silva, Airton, Rodrigo Lindoso e Camilo; Neilton e Sassá.

Ricardo Gomes usou mais jogadores do que Jair até aqui (28 contra 22) e também optou por atletas diferentes, seja por lesão ou opção técnica. O time titular que mais se repetiu com o atual técnico do Tricolor paulista foi: Sidão; Luis Ricardo, Emerson Silva, Emerson Santos e Diogo Barbosa; Bruno Silva, Fernandes, Rodrigo Lindoso e Camilo; Neilton e Ribamar.

Volta de Carli ao time ajudou Jair a arrumar a defesa. Xerife sofre com cartões amarelos (Vitor Silva / SSpress / Botafogo)

Por problemas físicos, Ricardo praticamente não contou com Airton e Carli, peças-chave no esquema de Jair. Por outro lado, o atual treinador perdeu Ribamar (negociado) e Luis Ricardo (machucado).

O Botafogo é o clube que tem a melhor defesa do segundo turno do Campeonato Brasileiro. Ao todo, o Alvinegro sofreu apenas cinco gols, em 15 rodadas, todas elas com Jair Ventura comandando o time no banco de reservas.


Fonte: GE/Por Davi Barros*Rio de Janeiro