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segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Valor fixo menor e prêmio por metas: Bota avalia renovação com a Caixa


Banco apresenta proposta, e diretoria levará oferta ao Conselho Fiscal e Deliberativo na segunda-feira. Expectativa é definir o patrocínio antes da estreia na Libertadores



Botafogo já recebeu R$ 1,4 milhão da "Caixa" em
2016 e busca renovar o contrato (Foto: Divulgação)
O Botafogo realizou na última quinta-feira sua primeira reunião com a Caixa Econômica Federal para tratar da renovação do patrocínio master nos uniformes do time por mais uma temporada. Representantes do banco, no entanto, apresentaram uma proposta diferente ao Alvinegro, com um valor fixo mais baixo do que os R$ 12 milhões previamente acordados de janeiro a dezembro de 2017. Porém, com metas em que o clube poderá receber um montante até maior do que esperava em caso de sucesso dentro e fora de campo.


No ano passado, o Botafogo recebeu R$ 1,4 milhão da estatal por pouco mais de dois meses de exposição na camisa alvinegra. Desta vez, os valores e exigências estão sendo mantidos sob sigilo de contrato, mas o GloboEsporte.com apurou que há metas ousadas para os resultados de campo, como títulos nacionais e internacionais. Apesar de a oferta pegar dirigentes de surpresa, a tendência é pela renovação. A expectativa interna é definir tudo antes da estreia do time na Pré-Libertadores.


O Botafogo vinha tentando o patrocínio da Caixa desde o início do ano passado e o considera de suma importância, ainda mais em tempos de crise no país. Na época, a estatal anunciou um montante de R$ 83 milhões em patrocínios e fechou as portas aos clubes que não estavam em sua relação. Mas em General Severiano nunca viram o cenário como desistência, e o presidente Carlos Eduardo Pereira manteve diálogos constantes com o banco. Quando a "Viton 44" saiu, o espaço de maior valor da camisa alvinegra ficou vago de abril de 2015 a setembro de 2016.

Espaço dentro dos números das camisas de jogo
 ficará vago para novos patrocínios (Foto: Divulgação)
ESPAÇO VAGO NOS NÚMEROS

Um outro espaço do uniforme que ficará vago para comercialização são os números nas costas da camisa, que vinham tendo o símbolo do "Hotel Ramada" nos jogos. A empresa seguirá como parceira do clube para exposição no Estádio Nilton Santos, e em contrapartida oferecerá maior opção para hospedagens não só para o time, como também descontos para sócios-torcedores tanto dentro quanto fora do Brasil. Assim, a diretoria poderá buscar novo patrocínio para estampar suas marcas dentro dos numerais dos jogadores.


Fonte: GE/Por Marcelo Baltar e Thiago Lima/Rio de Janeiro

domingo, 15 de janeiro de 2017

Montillo + Engenhão + Libertadores = Botafogo bate sócios da era Seedorf


Vivendo ótimo momento, clube supera 18 mil adesões e projeta atingir 35 mil em 2017



Seedorf havia sido a última alavanca do
programa de ST do Bota, mas já perdeu o posto
(Foto:André Durão)
O último grande "boom" de sócios-torcedores do Botafogo havia sido há pouco mais de quatro anos, durante a era Seedorf em General Severiano. O programa depois disso deu uma estagnada, pouco cresceu, mas recentemente os números dispararam e bateram recordes. Com a badalada contratação de Montillo, a tão aguardada customização do Estádio Nilton Santos e a surpreendente classificação para a Libertadores da América na rodada final do Campeonato Brasileiro, o Alvinegro empolgou seus torcedores e está perto dos 19 mil sócios.


Há até uma divergência no efeito comparativo: a diretoria atual diz que consta nos registros do clube que, de setembro de 2013 a abril de 2014, o número de sócios cresceu só 1.846, com um total de 10.465 três meses após o craque holandês se aposentar. No entanto, a imprensa em 2012 noticiou que a chegada do camisa 10 fez o programa aumentar 60% e passado para 13 mil. Há ainda boatos de que a quantidade de ST tenha saltado para perto dos 18 mil. Fato é que, hoje, todos ficaram para trás.


Vice-presidente de comunicação alvinegro, Marcio Padilha comemorou o resultado expressivo e já trabalha com novas metas. Quando lançou o seu novo ST, o "Sou Botafogo, no início de 2016, a diretoria tinha a expectativa de fechar o ano com 30 mil sócios, mas alcançou apenas a metade disso. Agora, vivendo o melhor momento da gestão, o objetivo em 2017 é tentar dobrar a quantidade atual e chegar perto dos 35 mil sócios, número que faria o clube ultrapassar o Fluminense no ranking – o Tricolor conta atualmente com cerca de 33 mil – e ser o 11º maior programa do Brasil, de acordo com o site do "Movimento Por Um Futebol Melhor".


– Não tenho os primeiros números (da era Seedorf), só a partir de 2013. Mas superou de longe. (...) Um número acessível e que está batendo à porta agora é 20 mil. Acho que chegaremos nele até começar a Libertadores. O desafio será chegar a 30 mil, 40 mil e depois 80 mil. Vamos torcer para que o Jair continue iluminado, pois os resultados em campo são importantes no processo. Se fizermos uma temporada parecida com a do segundo semestre do ano passado, acho que alcançar de 30 a 35 mil é uma meta bastante viável este ano – analisou Padilha.


Outra novidade para atrair mais sócios são os pacotes promocionais do Estádio Nilton Santos, no mesmo formato dos usados com a Arena Botafogo, na Ilha do Governador, no segundo semestre do ano passado. Até o último sábado, pouco mais de seis mil pacotes haviam sido comercializados, número ainda considerado baixo pela diretoria. Quem já adquiriu o seu pode fazer a reserva para a estreia do clube na Pré-Libertadores, dia 1º de fevereiro, contra o Colo-Colo, do Chile. Os torcedores podem se associar pelo site soubotafogo.bfr.com.br ou pelos telefones 3003-5862 e 0800-200-1123.


Confira a entrevista com o vice de comunicação:

GloboEsporte.com: O Botafogo quebrou todos os recordes de seu programa de ST. Qual foi o fator principal? Montillo, Nilton Santos customizado ou a Libertadores?

Marcio Padilha: Acho que é um conjunto dos três. O fator Libertadores talvez seja o mais forte, mas a customização está dando um "up" legal, e ainda tem o Montillo. Seria injusto apontar só um dos três.

Vocês estão com quase 19 mil sócios, mas no site do "Movimento Por Um Futebol Melhor" o número do Botafogo é de 13.521. Por quê?

É porque no "Movimento Por Um Futebol Melhor" está gerenciado por um sistema diferente do nosso. Tem que parar para fazer a integração, e desde que a gente mudou o plano não conseguiu parar, temos uma planilha de prioridades que acaba passando à frente. É um sistema criado pelo Botafogo, com a importante participação da "GoSoccer", para o Botafogo, e que está em constante evolução. Iria mexer com funcionalidade e tal, por isso decidimos esperar um pouco. Desde que mudou o programa em 2015 está congelado lá com os mesmos 13 mil e pouco, no nosso sistema que está correto.

Vocês terminaram todo o recadastramento dos sócios do antigo plano, que vinha dando trabalho ao longo do ano passado?

Foi um trabalho muito bom da "Cercred", que ligou para todo mundo atualizando cadastro, explicando mudança no sistema, que precisava atualizar senha, forma de pagamento... Muita gente entendeu e já voltou. Essa etapa foi concluída, a grande maioria normalizou. Isso é uma coisa importante de falar, as pessoas às vezes não completam o cadastro. A gente faz um apelo para que eles entrem no site do Sou Botafogo e completem o cadastro, senão ficam sem receber a carteirinha achando que o problema é de envio, quando na verdade faltou um número no telefone porque entrou o 9 na frente e não atualizou, endereço... Temos 220 carteirinhas pendentes de envio por falta de CEP. Reitero o apelo para que sócios atualizem seus cadastros.

Botafogo já começou a explorar a imagem de Montillo para atrair mais sócios torcedores (Foto: Divulgação / Botafogo)

Chegou-se a falar em 50 mil como meta no lançamento do plano, imaginando 30 mil até o final do ano passado. Qual a meta do clube hoje?

O "Movimento Por Um Futebol Melhor" diz que o ponto ótimo de um programa de sócio-torcedor é ter entre 2% e 2,2% de seus torcedores associados. No caso do Botafogo, que tem quatro milhões de torcedores, devia esperar 80 mil. Mas devido à crise, às administrações anteriores à nossa, às frustrações que o torcedor passou por derrotas vexatórias, o Botafogo não conseguiu chegar nesse ponto ótimo. Acreditamos que agora, com os resultados administrativos, a recuperação da autoestima, a customização do Nilton Santos, as contratações... Ainda não foi o time dos sonhos, mas estamos caminhando para isso, hoje o elenco já é bem mais qualificado do que dois anos atrás, quando assumimos. Um número acessível e que está batendo à porta agora é 20 mil. Acho que chegaremos nele até começar a Libertadores. O desafio será chegar a 30, 40 e depois 80 mil. Vamos torcer para que o Jair continue iluminado, pois os resultados em campo são importantes no processo. Se fizermos uma temporada parecida com a do segundo semestre do ano passado, alcançar de 30 a 35 mil é uma meta bastante viável este ano.

Além dos pacotes, que outros atrativos vocês apostam para manter a média de adesões?

Trabalhamos com convênios, pacote de benefícios, desconto em produtos... No dia em que o brasileiro tiver a cultura do benefício por ponto... Tem muita gente que vai ao mercado e esquece de dar o CPF na hora e perde desconto. Estamos trabalhando isso, a cultura do sócio de usar o desconto. Ainda é um projeto embrionário, mas queremos mandar uma revista para cada sócio, e dentro dela vai mostrar todos os benefícios que ele tem direito, similar ao Palmeiras fez. Às vezes fica muito no mundo virtual, acredita que todo mundo está antenado, mas tem gente que gosta de receber um papel, um folheto...


Conseguiram resolver a questão do boleto?

Somos um dos poucos clubes do Brasil que aceitam boleto. Aliás, é outro apelo que faço: quem optou pelo boleto, que pague, porque senão gera um custo ao Botafogo. Além de não ajudar, acaba prejudicando um pouco porque gera um custo. O bacana é que quem tem apenas o plano básico, de R$ 13,90, começou a poder comprar, pelo site do programa, o acesso ao jogo pelo valor do ingresso inteiro, pagando por cartão ou boleto. O mesmo acontecendo para o pessoal que adquiriu o produto 50% de desconto. Na época da Arena, era obrigado a comprar no site da "GuicheWeb", não tinha a opção do boleto, e ainda pagava uma taxa de conveniência de 10% na compra via cartão do acesso ao jogo.

Preços dos Pacotes para toda temporada 2017 serão reajustados no próximo dia 19 (Foto: Divulgação / Botafogo)

Como estão as vendas de pacotes do Nilton Santos? Dentro da expectativa?

Teve um "boom" de adesão no início. São números interessantes. Confesso que pelo valor, o desconto que estamos dando e pela vantagem que é, achava que iria vender mais. Mas não condeno. Uma acusação que me fazem é que sempre se diz que a culpa é da torcida. Não estamos colocando a culpa em ninguém, entendemos que as pessoas possam ter outras dificuldades. Só é uma pena que estejam perdendo um desconto tão maravilhoso. Repito, a gente entende o momento de crise, época de Natal, IPVA, IPTU, volta às aulas... Apesar de o pacote básico estar bem acessível a R$13,90 por mês, menos que um "fast food". Acho que vale a pena o sacrifício porque os descontos no pacote são muito absurdos. Um ingresso no Setor Leste deve sair a R$ 80 contra o Colo-Colo, ou seja, praticamente 1/5 do plano todo. Outra coisa importante é fazer o "check-in" se realmente a pessoa vai ao jogo. Se ela não for e não fizer o "check-in", libera o assento para venda, ajudando o Botafogo com essa receita.

Haverá mudança de preços nos pacotes?


Os preços atuais são promocionais de lançamento, mas estendemos até o dia 19 para dar tempo ao pessoal que ainda está na dúvida. Depois terão um pequeno reajuste, até para valorizar quem acreditou desde o início. Mas mesmo com o reajuste, os valores ainda serão convidativos. Só que agora são preços bastante agressivos, quem perder essa oportunidade vai se arrepender.


Fonte: GE/Por Thiago Lima/Rio de Janeiro

Botafogo faz atividade tática sem Carli. Luis Ricardo vai a campo


Zagueiro foi preservado, assim como Bochecha. Lateral-direito fez trabalho específico


Treino deste domingo foi sob o calor escaldante do verão do Rio de Janeiro (Foto: Vitor Silva/Sspress/Botafogo)

O treino do Botafogo neste domingo foi mais uma atividade tática - e sob sol forte. O técnico Jair Ventura comandou trabalhos específicos de ataque e defesa. Três times tiveram vez no trabalho, que foi em meio campo da sede do clube, em General Severiano. O zagueiro Carli, poupado, foi a campo somente para o aquecimento.

O volante Bochecha também não foi campo mais uma vez. Assim como neste sábado, ele foi preservado pelas dores na coxa esquerda. Por outro lado, o lateral-direito Luis Ricardo entrou na fase de transição no campo. Ele passou por cirurgia no tornozelo esquerdo em setembro.

Sem Carli, quem treinou entre os titulares foi Renan Fonseca. Neste momento, Montillo e Roger faziam trabalho de finalização. Mas quando os atletas principais atacavam os reservas, os zagueiros é que trocavam de exercício.

O Botafogo ainda treina nesta segunda-feira, em período integral, antes de embarcar, na manhã de terça, para o Espírito Santo. No China Park, no município de Domingos Martins, serão atividades até o dia 24 de janeiro.

Fonte: Lancenet/Felippe Rocha/Rio de Janeiro (RJ)