Páginas

segunda-feira, 6 de março de 2017

Victor Luís brinca com lesão: 'Graças a Deus não foi a mão do Gatito'



Lateral sofreu uma luxação no dedo indicador da mão direita, e vem treinando com proteção. Goleiro paraguaio volta a ser titular após a contusão de Helton Leite


Victor Luís está com dois dedos da mão direita imobilizados, após a luxação no indicador (Foto: Felippe Rocha)


Na última sexta-feira, o lateral-esquerdo Victor Luís deu um susto na torcida alvinegra ao cair de mau jeito e precisar deixar o treinamento com dores na mão direita. Mas o que houve na verdade foi um pequeno trauma, uma luxação no dedo indicador. Desde sábado ele vem trabalhando com uma proteção no local, mas, hoje, ele até brinca com o percalço.

- Nada demais, uma pequena luxação. Nada que me tire do jogo ou dos treinamentos. Ainda bem que foi na mão, não foi no pé. E graças a Deus não foi a mão do Gatito - sorriu o camisa 6.

Bate na madeira. Uma nova lesão do goleiro paraguaio causaria uma tremenda dor de cabeça para a comissão técnica. No último jogo, contra o Olimpia, ele foi herói, mas entrou no segundo tempo porque Helton Leite sentiu o quadríceps. Antes, ele próprio já havia sido desfalque. Saulo e Diego são outras opções enquanto Jefferson não volta.

O único momento em que as mãos são essenciais para Victor é para executar arremessos laterais. E por mais que, às vezes, jogadas nasçam desta forma, ele não vai ser desfalque pela dor que ainda sente para efetuar este movimento.

- Fizemos alguns treinamos e incomodou um pouco. Se na hora do jogo não der para fazer o arremesso, outro jogador vai fazer a jogada treinada - disse.


Fonte: Lancenet/Felippe Rocha/Rio de Janeiro (RJ)

Carli, Marcelo ou Emerson Silva? Trio disputa 2 vagas na zaga do Botafogo


Com a volta do argentino, Jair terá de deixar alguém fora. Dor de cabeça para o treinador, uma vez que os 3 foram bem quando testados. Marcelo é sacado em treino




O treino deste sábado no Nilton Santos deixou claro: está aberta a disputa na defesa do Botafogo. Marcelo foi sacado do time, que treinou com Carli e Emerson Silva entre os titulares. Mas afinal, qual deve ser a dupla de zaga alvinegra?

Pergunta que o técnico Jair Ventura terá de responder nos próximos jogos. Emerson Silva e Marcelo deram segurança nas primeiras partidas da Libertadores, mas Carli retornou bem de lesão e recuperou seu status de titular e capitão alvinegro.


Em Assunção, contra o Olimpia, Jair não precisou optar por dois deles. Com Jonas suspenso, Marcelo foi deslocado para a lateral, e Carli retornou à zaga ao lado de Emerson Silva. A disputa, agora, está aberta. Ao julgar pelo treino de sábado, a experiência falou mais alto, e os dois mais velhos saíram na frente.

 
Joel Carli, Marcelo e Emerson Silva disputam vagas na zaga do Botafogo (Foto: Editoria de Arte)

– É uma situação muito boa, todos os treinadores querem ter jogadores do mesmo nível para as posições. Se tiver dois ou três dá para ficar tranquilo em perder jogador por cartão, lesão... Jogo se ganha com um time, agora, campeonato se ganha com elenco. Por isso é importante ter jogadores do mesmo nível - disse Jair Ventura, há cerca de 20 dias, prevendo a disputa por vagas na zaga do Botafogo.


Veja as situações dos concorrentes


Carli
O xerifão alvinegro é inquestionável na defesa do Botafogo. Fora do início da temporada por conta de uma contratura muscular, o argentino retornou ao time contra o Boavista e foi titular diante do Olimpia. Pesa a seu favor a eficiência e a liderança. Na ausência de Jefferson, ele é o capitão do Alvinegro. Aos 30 anos, disputou 32 jogos e marcou dois gols pelo clube.

Emerson Silva
Presente em todos os jogos em que Jair Ventura utilizou a equipe principal em 2017, Emerson Silva conquistou o status de titular. Experiente, foi bem em todos os jogos e não se abateu com um gol contra diante do Colo-Colo, em Santiago, logo no início do jogo. A tranquilidade é seu ponto forte. Foi o capitão do time na ausência de Carli. Pelo Botafogo, disputou 38 jogos e marcou um gol. Tem 33 anos.

 
Emerson Santos, Renan Fonseca, Carli, Marcelo, Emerson Silva e Igor Rabello: zagueiros do elenco do Botafogo 
(Foto: Divulgação / Botafogo)

Marcelo

Ao contrário dos concorrentes, tem juventude e velocidade a seu favor. A oportunidade caiu em seu colo com os problemas da zaga no início do ano, e Marcelo não decepcionou. Pelo contrário, surpreendeu pela personalidade em jogos tão importantes na Libertadores. Virou xodó da torcida. Pesa contra o fato de ainda não ter sido testado pelo lado esquerdo, onde joga Emerson Silva. Aos 21 anos, disputou sete jogos e marcou um gol.


Outros concorrentes
Além do trio, Jair Ventura conta com outros zagueiros no elenco. Com 100 jogos pelo Botafogo, Renan Fonseca não foi inscrito na Pré-Libertadores e corre por fora. Ele disputa uma das cinco vagas que abrirão na fase de grupo. Igor Rabello participou de quase todos os jogos do Carioca e foi bem. Titular em 2016, Emerson Santos vem treinando normalmente, mas está afastado até resolver sua situação contratual. Kanu, do time sub-20, foi inscrito no estadual.


Fonte: GE/Por Marcelo Baltar e Thiago Lima/Rio de Janeiro

domingo, 5 de março de 2017

Tem gringo no samba: "carioca" Montillo surfa na onda alvinegra


Há quase dois meses no Botafogo, argentino deixa de lado o perfil tímido, se identifica com botafoguenses e rebate críticas ao time de Jair Ventura: "Às vezes falta respeito"




Em evento neste sábado, Montillo se soltou e brincou com os torcedores (Foto: Marcelo Baltar)

Um argentino que, aos poucos, vai ganhando a ginga carioca. Se em público, durante entrevistas, Montillo ainda é um pouco tímido e mantém o perfil sério, internamente e com os torcedores o camisa 7 está se soltando. É comum vê-lo brincando com os companheiros. Neste sábado foi a vez de entrar "na onda" da torcida.

Quando você ganha, tudo fica mais fácil. Empolga o torcedor e também empolga o jogador. O que vejo aqui no Botafogo é que o grupo está fechado. Tanto dentro quanto fora de campo. A torcida está nos acompanhando, e isso nos dá mais ânimo. O estádio está lotando...Temos que trabalhar, treinar bastante, porque temos coisas importantes pela frente. Um time grande como o Botafogo tem que pensar grande e buscar títulos
Montillo

Há quase dois meses no Rio de Janeiro, Montillo a cada dia aparenta estar mais identificado com o Botafogo e com a cidade. No último domingo, assistiu ao desfile das Escolas de Samba na Sapucaí pela primeira vez. Em campo, foram apenas cinco jogos e um gol, no amistoso contra o Rio Branco, mas o camisa 7 já conquistou o carinho do torcedor alvinegro.


O sentimento é recíproco. Quer um bom exemplo? Montillo não participaria, a princípio, de uma ação que reuniu mais de quatro mil torcedores, neste sábado, no Estádio Nilton Santos. Em um primeiro momento, apenas Rodrigo Pimpão e Camilo foram solicitados pelo departamento de marketing. Ao saber do evento, o argentino pediu para participar para ter um contato maior com o torcedor alvinegro. Segundo o clube, praticamente exigiu sua participação. E foi um sucesso.


Montillo fez coreografias, com as crianças, da versão alvinegra da música "Deu Onda". O argentino também distribuiu simpatia, sorrisos, autógrafos e paciência para atender a todos. Inclusive com a imprensa, com quem falou sobre Libertadores, Carioca e os primeiros meses de convívio com os companheiros. No entanto, o camisa 7 também falou grosso e elevou o tom ao rebater os constantes questionamentos sobre a capacidade de o Botafogo ir longe na Libertadores. Confira abaixo!


Gringo na Sapucaí: Montillo conheceu o Carnaval carioca
 no último domingo (Foto: Thales Soares)
Início no Botafogo
Quando você ganha, tudo fica mais fácil. Empolga o torcedor e também empolga o jogador. O que vejo aqui no Botafogo é que o grupo está fechado. Tanto dentro quanto fora de campo. A torcida está nos acompanhando, e isso nos dá mais ânimo. O estádio está lotando nos jogos importantes. Temos que aproveitar esse momento, e podem ter certeza que dentro de campo vamos dar o nosso máximo. Agradeço o apoio dos torcedores no estádio e também fora. Mas não podemos contar só com isso. Temos que trabalhar, treinar bastante, porque temos coisas importantes pela frente. Um time grande como o Botafogo tem que pensar grande e buscar títulos.


Botafogo desacreditado?
Vi comentários de que o Botafogo não vai à frente. Se fosse assim, a gente nem treinaria. Eu ficaria em casa. Se venho para cá treinar, é para ganhar. Em todos os times que passei foi assim. É fácil falar sentando em um escritório e dizer que o Botafogo vai ficar fora. Por que vai ficar fora? Temos as mesmas chances dos outros times. Às vezes falta respeito, e isso é ruim. Quem fala isso não está levando a sério o trabalho que estamos fazendo aqui. Somos profissionais e sempre tentamos ganhar. Seja de quem for.


Grupo complicado?
Todos os grupos são difíceis. Alguns, talvez, um pouco mais que os outros, uma vez que contam com clubes com muita história na Libertadores. Mas pegamos dois times tradicionais como Colo-Colo e Olimpia e passamos. O futebol está muito parelho. Não dá para falar em grupo fácil ou grupo difícil. Todos são difíceis.


PS: O Botafogo está no Grupo 1, ao lado de Atlético Nacional (COL), Estudiantes (ARG) e Barcelona de Guayaquil (EQU)

Libertadores
Temos que ir passo a passo. Não podemos ficar falando que vamos chegar à final. Temos muitos jogos ainda pela frente, mas eu sou Botafogo agora. Já joguei várias vezes contra times argentinos pelo Cruzeiro e pela Universidad do Chile. Graças a Deus sempre fui bem. Sou Botafogo. Não posso ficar dividido e pensar em quem está do outro lado. Seja quem for, a gente tem que ganhar. Temos que passar por cima e fazer bons jogos. Foi assim que chegamos onde estamos.

Montillo já está bem entrosado com elenco: "Grupo está fechado. Dentro e fora de campo" (Foto: Vitor Silva/Botafogo)


Está totalmente recuperado?
Estou bem, treinando bem, já estou treinando com o grupo e me sentindo bem. Estou preparado porque vem muita coisa importante pela frente, com muita vontade de voltar a jogar. Agradeço aos jogadores que trouxeram a classificação do Paraguai. Esse era o nosso primeiro grande objetivo da temporada.

É fácil falar sentando em um escritório e dizer que o Botafogo vai ficar fora. Por que vai ficar fora? Temos as mesmas chances dos outros times. Às vezes falta respeito, e isso é ruim. Quem fala isso não está levando a sério o trabalho que estamos fazendo aqui. Somos profissionais e sempre tentamos ganhar. Seja de quem for
Montillo

Carioca
Infelizmente, no Carioca (Taça Guanabara), não conseguimos nos classificar. Espero que no segundo turno a gente consiga somar mais pontos para disputar as finais. Agora será diferente. Teremos mais tempo. Não será um mata-mata atrás do outro. A gente não teve tempo de preparação na pré-temporada. Agora chegamos diferentes. Trabalhamos bem nessa semana. Vamos chegar mais inteiros


Ansioso pelo primeiro gol oficial?

Não (risos). Não fico ansioso com essas coisas. Quero que o time ganhe. Independente de quem faz o gol. Somos um time e um grupo. Claro que é sempre bom ajudar com um gol, mas não fico ansioso para fazer o primeiro gol. Daqui a pouco vai acontecer normalmente, como sempre aconteceu nos outros times em que joguei. Tenho que trabalhar durante a semana e tentar ajudar nos jogos da maneira que foi: com gol, assistência ou fazendo um bom jogo. Para mim, não importa de quem seja o gol. É o Botafogo dentro de campo.


Fonte: GE/Por Marcelo Baltar/Rio de Janeiro