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quarta-feira, 5 de abril de 2017

Com fissura no pé, Carli está fora da Taça Rio e preocupa para Libertadores


Zagueiro desfalca o Botafogo contra o Fluminense e corre contra o tempo para estar em campo contra o Atlético Nacional, na Colômbia, na volta do torneio sul-americano






Há duas semanas, Carli sofria uma pancada de Richarlison e deixava o Clássico Vovô mais cedo (relembre o lance no vídeo abaixo). Desde então, não tem sido mais visto. Desfalcou o Botafogo nos últimos três jogos, e continuará fora no reencontro com o Fluminense neste domingo, pela semifinal da Taça Rio. A situação do argentino a princípio não preocupava, mas o GloboEsporte.com apurou que a situação mudou após um segundo exame, desta vez de tomografia, detectar uma fissura no pé direito do argentino. Por isso, ele sequer tem treinado em campo com os demais.


Carli leva a pior em dividida com Richarlison em lance que termina com gol de Roger contra o Fluminense


A lesão no osso é pequena. Carli já não sente mais dores e caminha sem mancar. Mas há uma preocupação para evitar uma precipitação e calcificar 100% o pé, de forma a evitar novos problemas. Por isso, o xerife vem sendo poupado não só das partidas, como também dos trabalhos de maior exigência nos treinos. Porém, restam só sete dias para a viagem à Colômbia, e o zagueiro corre contra o tempo para estar à disposição contra o Atlético Nacional, na volta da Libertadores.


É provável que mesmo sem condições de jogar diante dos colombianos, Carli viaje com o grupo, já que a delegação irá direto da Colômbia para o Equador, onde o Alvinegro enfrentará o Barcelona de Guayaquil. Assim, ele também ficaria fora de uma eventual final do segundo turno do Campeonato Carioca. Em entrevista coletiva na semana passada, o técnico Jair Ventura explicou a cautela com o defensor argentino, mas apostava em um retorno do gringo contra o Resende.


– A dor é muito subjetiva, uma pancada para um é diferente para outro. E foi forte, tanto que ele teve que sair do jogo. A gente não tem porque precipitar uma situação. Se fosse uma final, acho que ele ia para o sacrifício. Lógico que é importante vencer, mas você entende quando fala em correr riscos. Vamos dar o tempo dele, estar 100% para voltar e não sentir a lesão novamente. Foi só a pancada mesmo, nada grave. Domingo já vai estar em melhor condição para jogar – disse, sem acertar a previsão.

Carli vem treinando só internamente, na academia, e poupando o pé direito e exercícios
mais pesados (Foto: Vitor Silva/SSPress/Botafogo)
O passado serve de exemplo no caso de Carli. No segundo jogo da final do Carioca do ano passado, no dia 8 de maio, contra o Vasco, o argentino sentiu dores na coxa esquerda ainda no primeiro tempo, mas foi até o fim no sacrifício. Porém, o preço veio depois. Ele ficou fora da estreia no Brasileiro e sentiu novamente a coxa na segunda rodada, diante do Sport. Saiu no início do segundo tempo e só voltou a jogar no dia 13 de julho, contra o Bragantino pela Copa do Brasil.


Se Carli não tiver condições de jogo até a partida contra o Atlético Nacional, no dia 13 de abril, Jair pode se ver pressionado a usar Emerson Santos, que perdeu espaço diante do impasse de sua renovação. Seja como zagueiro ou lateral-direito. Isso porque a posição de ala agora está carente no elenco devido às lesões dos três jogadores do setor; e na defesa o titular atual, que é o Renan Fonseca, sequer está inscrito no torneio. Marcelo, que voltou a treinar na terça, deve ser o dono de uma das duas vagas. O jovem Igor Rabello, de 21 anos, é a outra alternativa.

Fonte: GE/Por Marcelo Baltar e Thiago Lima, Rio de Janeiro

terça-feira, 4 de abril de 2017

Clássicos e sequência fora na Liberta: o que abril reserva para o Botafogo


Glorioso entra em mês decisivo para as competições do primeiro semestre. No Carioca, a definição contra os rivais Fla-Flu. Na Libertadores, a pesada sequência Colômbia-Equador


Alvinegro também prepara sua logística para as viagens pelos jogos da Libertadores (Vítor Silva/SSPress/Botafogo)

Depois de jogos contra times de menor porte - pela Taça Rio - o Botafogo agora se prepara para a pesada sequência esperada neste mês de abril. Clássicos e dois desafios fora do Brasil - pela Libertadores - esperam o time de Jair Ventura nos próximos dias. E, no apertado calendário, vem à tona a dúvida quanto ao foco do Glorioso e o peso que o clube dará na disputa das duas competições.

No próximo domingo, o Glorioso enfrenta o Fluminense pela semifinal da Taça Rio, competição que não valerá vantagem nas decisões do Carioca. E com Libertadores nos dias posteriores, existe a possibilidade da equipe não ir completa. Caso vença o Clássico Vovô, a final da competição seria logo entre os jogos com Atlético Nacional (Colômbia) e Barcelona (Equador). Até por isto, o próprio técnico Jair Ventura não descarta poupar jogadores nas decisões.

- Clássicos são decididos em detalhes. Vai depender muito da data. Temos uma viagem casada na Libertadores. Se o jogo for no domingo, será pior. Vamos estudar. É um risco. Não queremos perder jogadores. Vamos sentar e estudar com nossos departamentos. Vamos ver se vale a pena e dá tempo suficiente de recuperar - disse Jair na coletiva depois da vitória contra o Resende, domingo.

Caso passe do Fluminense, o Botafogo terá a final da Taça Rio no dia 16. Neste meio tempo, a equipe alvinegra cumpre dois compromissos pela Libertadores (dia 13, na Colômbia, e 20, no Equador). Até pela logística, existe a chance de os titulares alvinegros não retornarem ao Brasil no meio tempo. E logo tendo uma final de competição por disputar no intervalo destes jogos.

- A gente tem que ver a logística. Já estamos na semifinal do Carioca. Vamos ver pela comissão técnica o que vai ser decidido - disse Camilo, no último domingo.

Depois do jogo no Equador, o Botafogo volta ao Rio de Janeiro com calendário definido: pela frente, dia 23, o clássico contra o Flamengo, pela semifinal do Carioca (vantagem de empate do rival). Mais uma decisão contra um dos seus rivais do Rio, fechando a sequência de grandes jogos previstas para abril.

- Agora, estamos com a chave virada para o Estadual. Nós vamos focar nessa semana no Fluminense para depois viajar. Independente do que for feito, nosso elenco tem pessoas capacitadas para fazermos bons jogos - analisa Victor Luís, já imaginando a necessidade de rodar o elenco nos próximos dias.

BOTAFOGO EM ABRIL:

​Dia 9 - Fluminense - Semifinal da Taça Rio
Dia 13 - Atlético Nacional - Libertadores
Dia 16 - Se vencer o Clássico Vovô, final da Taça Rio
Dia 20 - Barcelona de Guayaquil - Libertadores
Dia 23 - Flamengo - Semifinal do Carioca


Fonte: LANCE! Rio de Janeiro (RJ)

Sete meses após lesão, Luis Ricardo evolui e crê em volta no Carioca


Na reta final de recuperação de grave fratura no tornozelo, lateral volta a treinar com bola após 2 cirurgias e demonstra preocupação com contrato: "Atrapalha a cabeça"




Luis Ricardo voltou a treinar com bola. Retorno está mais
 próximo (Foto: Vitor Silva / SSpress / Botafogo)
A saudade da bola é imensurável. Há tempos Luis Ricardo não sabe o que é jogar futebol. A grave fratura no tornozelo completa nesta terça-feira sete meses. O jeito é tentar sorrir, afastar a tristeza e segurar a ansiedade. Por mais que esteja demorando mais do que o esperado, o retorno está próximo. Quem sabe até no Campeonato Carioca?

- É difícil falar em previsão. É no dia a dia. Depende muito de mim, da minha evolução, dos treinamentos. O treinador e a comissão técnica vão saber quando eu estiver pronto. Quem sabe antes mesmo do início do Brasileiro, alguns jogos do Campeonato Carioca? Essa é a minha intenção - disse Luis Ricardo, ao GloboEsporte.com.

No último sábado, um passo enorme na longa recuperação. Luis Ricardo, após sete meses, treinou com bola com o resto do elenco. Coisa banal na vida de qualquer jogador, mas especial para Luis Ricardo. Sinal de que a volta aos gramados está próxima.

- Já vinha fazendo trabalho nas dependências do Nilton Santos, mas no sábado, pela primeira vez, fui a campo com o grupo. Foi algo especial. Estava com saudade. A tendência agora é que eu continue. Para mim foi bacana demais poder treinar com eles, chutar a gol. É diferente de só fazer físico, correr no campo. Com a bola motiva mais. Gera uma nova expectativa.


Em conversa por telefone, o lateral falou sobre a longa recuperação, sobre a necessidade da segunda cirurgia, sobre os passos da recuperação e admitiu preocupação em relação a seu contrato com o Botafogo, que acaba em dezembro.

Luis Ricardo Botafogo (Foto: Andre Durão)

Confira a entrevista completa

Como está a recuperação?

Começou agora esse trabalho em campo. É claro que tudo vai ser um pouco novo, a adaptação, a pisada... Tem todo esse processo que todos nós sabemos. Mas acredito que vai ser rápida a minha evolução.

É muito tempo parado. Ainda mais que meu contrato vence no fim do ano. Está quase chegando no meio do ano, e eu não estou jogando. Isso atrapalha a cabeça.
Luis Ricardo

Está clinicamente curado?

Clinicamente estou pronto. O que falta agora são alguns reajustes da minha pisada, da forma de correr. É claro que, em campo, o impacto é outro. Os médicos falam que são coisas normais. Correndo, às vezes posso mancar um pouco devido à longa inatividade. Mas com o decorrer dos treinos, da semana, a tendência é evoluir bastante. Estou tranquilo. Acredito que vai dar tudo certo.

A previsão era retornar na pré-temporada. Demorou mais do que você esperava?

Demorou. Tive que fazer uma nova cirurgia, deu uma calcificação óssea no tornozelo. A primeira cirurgia, em si, foi excelente. Mas pelo fato de ter ficado muito tempo imobilizado, acabou tendo a calcificação óssea em outra região do tornozelo. Não teve nada a ver com a primeira cirurgia. Por isso foi melhor fazer uma raspagem na calcificação.

Ainda dá para jogar no Carioca?


Acho que dá sim. Estamos caminhando. Estou correndo contra o tempo para acelerar todo esse processo. Seria bom jogar alguns jogos no Carioca para pegar ritmo e depois jogar o Brasileiro e a Libertadores para voos mais altos.

Luis Ricardo, em casa, no início da recuperação
(Foto: Marcelo Baltar)

O que está sendo mais difícil nesse período?


É muito tempo parado. Ainda mais que meu contrato vence no fim do ano. Está quase chegando no meio do ano, e eu não estou jogando. Isso atrapalha a cabeça. O trabalho está sendo feito fora de campo, minha família me deixa tranquilo, os jogadores me apoiam, a diretoria deu todo o respaldo na época. Sei que meu contrato está acabando, vou até falar para o presidente me dar uma tranquilidade a mais. Mas o mais difícil é ver o time bem, eu querer fazer parte disso, e ser impedido pela lesão. Mas estou aqui na torcida correndo atrás desse prejuízo.

Você sempre deixou claro que seu desejo é estender o contrato até 2018. Já houve alguma conversa?
Não, ainda não. Mas espero que eles possam pensar nisso e estender mais um pouco. Pretendo continuar no Botafogo e, se possível, encerrar a minha carreira aqui.

O Botafogo tem sempre que brigar por alguma coisa. Hoje percebemos que é possível alcançar coisas grandes. Estamos em mais uma fase final do Carioca. Para mim, mesmo não jogando, é o terceiro ano seguido. Dessa vez vamos ser campeões.
Luis Ricardo

Foi surpreendido por ficar fora da lista da Libertadores?

Não me surpreendeu. Eu estaria tomando o lugar de outro que poderia ajudar em campo. Tive uma conversa com o Jair depois. Ficou tudo resolvido. Seria muito egoísta da minha parte estar lá sem poder ajudar. Infelizmente, fiquei de fora. Mas quando surgir a brecha, nas oitavas, eu quero estar na lista.

Você participou de todo o processo de reconstrução do Botafogo, desde a Série B em 2015. Deve ser difícil ficar fora logo agora na Libertadores...

É muito ruim, mas tive essa lesão. O Sassá também teve uma lesão grave, o Jefferson está fora até mais tempo do que eu, o próprio Jonas agora. Infelizmente isso aconteceu conosco. Hoje é bom ver o Sassá se destacando junto com os outros. Acredito que algumas coisas acontecem para que coisas boas aconteçam mais à frente nas nossas vidas. Vamos viver esse momento com alegria. Tristeza só atrapalha. Eu dependo disso, a minha família depende disso e muita gente depende do meu trabalho.

Luis Ricardo (Foto: Vitor Silva / SSpress / Botafogo)

O que acontece com os laterais do Botafogo?

Infelizmente está acontecendo essa sequência de lesões. Todo mundo viu que não é questão física, nada muscular. Eu me machuquei sozinho, o Marcinho e o Jonas também. Algo estranho que está acontecendo. Mas isso vai mudar. Todos estão sujeito a isso. Infelizmente, está acontecendo na lateral.

Qual futuro você vê para esse Botafogo?

No Carioca, mais uma vez, falaram que não chegaríamos, e hoje somos um dos concorrentes ao título. O nosso treinador, nosso líder, fala muito sobre isso. O Botafogo tem sempre que brigar por alguma coisa. Hoje percebemos que é possível alcançar coisas grandes. Estamos em mais uma fase final do Carioca. Para mim, mesmo não jogando, é o terceiro ano seguido. Dessa vez vamos ser campeões. O Brasileiro é um campeonato mais difícil. Mas estamos bem na Libertadores e podemos brigar na parte de cima da tabela no Brasileiro. Muitos vão falar que é absurdo o que vou dizer. Mas acredito muito no que o Jair tem em mãos, ele sabe usar o grupo, e vamos brigar por títulos nesse ano. Isso é fato.


Fonte: GE/Por Marcelo Baltar/Rio de Janeiro