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terça-feira, 23 de maio de 2017

Coringa, Lindoso vê Bota ao estilo pôquer na Liberta: "Estava só escondendo o jogo"


Um dos fãs de carteado no elenco, volante agora titular de Jair cita união do grupo como "Royal Flush" e aponta time blefando bem: "Muita gente achou que não, mas tínhamos cartas na manga"







Seja nas cartas ou no meio de campo, Rodrigo Lindoso é o coringa do Botafogo. Polivalente, ele evoluiu no quesito marcação e está de volta como titular, agora como primeiro volante. Mas sem deixar de lado sua vocação mais ofensiva para assistências e gols, como fez nas duas últimas partidas e foi um dos melhores em campo.


Amante do baralho, o camisa 5 é quem agita o carteado no elenco e vê no time de Jair Ventura características de pôquer, seu jogo favorito, na Libertadores: a união do grupo como "Royal Flush" (jogada perfeita) e o não favoritismo como blefe.


– É mais ou menos assim (risos). Eles achavam que estavam com cartas altas, mas na verdade o Botafogo estava só escondendo o jogo, na última carta atacou e veio com as melhores – comparou Lindoso ao lembrar que o time eliminou todos os campeões do torneio que pegou, classificou-se para as oitavas de final com uma rodada de antecedência e nesta quinta-feira joga pela liderança do Grupo 1 contra o Estudiantes na Argentina.


Dono de três gols e três assistências nesta temporada, o volante que já foi alvo de críticas de alvinegros começa a mudar a fama e a cair nas graças da torcida. Depois de brilhar nos últimos dois jogos, elogios pipocaram nas redes sociais, como esses por exemplo:


Botafogo F.R.
✔ @BotafogoOficial



Que lindeza de gol!

(Foto: Satiro Sodré / SS Press / BFR) pic.twitter.com/G4SFbH56GJ


Rafilsky @Rafsvasc

@BotafogoOficial MAESTRO! INIESTA SEM MÍDIA! NUNCA CRITIQUEI!

VDTR - BOTAFOGO @VdtrBotafogo

Lindoso é um monstro! Ta jogando muito

Clara @clarasoaresf
Será que o Rodrigo Lindoso já acordou? Tomou café?

liep @filipetalvez

@clarasoaresf Programacao da manha hj tinha q ser
Bom dia Lindoso
Encontro com Lindoso
Lindoso tv

Daniel 🇺🇸 @Dsilva1997

Um fato: Lindoso não sai mais do meu cartola !




BotaFotos @BotaFotos
Botafogo ganhando e eu tô só o Lindoso:


Lindoso recebeu o GloboEsporte.com em sua casa, na Freguesia, Zona Oeste do Rio de Janeiro, na última segunda-feira. Não rolou um desafio porque a reportagem blefou, mas enquanto ensinava os segredos do pôquer ele falou sobre o grupo de jogatina com atletas de outros clubes cariocas; os seus números na temporada, incluindo a invencibilidade na Libertadores; a boa fase e até sobre Cartola FC. Será que o volante foi um dos 375 jogadores que o escalou na rodada passada?

Confira a entrevista completa (com todos os naipes ♦♥♣♠)

GloboEsporte.com: Fazendo uma comparação de futebol com o carteado, você seria uma espécie de coringa do Botafogo?

Lindoso: (risos) Coringa é a carta que se encaixa em qualquer par, qualquer jogo. Então creio que sim, ali as funções do meio de campo já fiz todas. Essa função que jogo agora, de primeiro volante, fiz no início da minha carreira, com 17, 18 anos. Depois, isso aconteceu muito no Madureira com o Roy (Antônio Carlos Roy, técnico), que foi o cara que me deu essa empurrada um pouco mais para frente. Ele viu que eu tinha uma qualidade boa para ficar muito lá atrás, então me colocou de segundo volante, mas em muitos casos jogava até como meia. Por isso, comecei a fazer muitos gols. Já aqui no Botafogo, quando estreei contra o Macaé pela Série B, o Ricardo Gomes me colocou de primeiro volante também. Era uma função que não fazia há um bom tempo e acabei me reinventando. Claro que requer uns jogos de adaptação, mas me adaptei bem, e pudemos fazer aquela reta final boa do acesso. Agora posso dizer que tanto de primeiro, segundo ou até um próprio meia fico confortável.


E qual seria o "Royal Flush" (melhor jogo no pôquer) do Botafogo nessa Libertadores?

Olha, o "Royal Flush" do Botafogo é o nosso elenco. Citei outras vezes que o ponto maior da nossa equipe é a união. Se um dia... Eu não posso ficar contando coisas do vestiário porque são coisas nossas (risos), mas posso dizer que é um vestiário muito unido. Passei em poucos clubes, mas nunca vi um vestiário, um grupo que nem o nosso de brincadeiras, todo mundo junto. A gente leva isso para dentro de campo. Claro que fora de campo as pessoas têm uma afinidade maior com outras, têm amizades, mas brincamos com todo mundo. Isso demonstra que nosso time desde o ano passado, essa união é o nosso "Royal Flush".

Lindoso e o "Royal Flush", sequência do mesmo naipe de 10 ao Ás no pôquer
 (Foto: Thiago Lima)
O pôquer é um jogo que tem muito blefe. Dá para dizer que o Botafogo está blefando bem na Libertadores contra os campeões?

É mais ou menos assim (risos). Eles achavam que estavam com cartas altas, mas na verdade o Botafogo estava só escondendo o jogo, na última carta atacou e veio com as melhores. Isso tem uma relação sim com o pôquer, porque às vezes você está ali... Não desacreditado, mas é apontando por muitos que não chegava, que não ia passar nem da Pré-Libertadores, e você passa. Tem a situação do blefe, quando acham que você está com muita coisa e não está, ou que você não está com nada, mas está (com muito). Então muita gente achou que a gente não estava, mas tínhamos cartas na manga ali para fazer surpresas.


Você joga com outros jogadores do clube?

A gente joga, não vem sendo com tanta frequência, mas tem um pessoal lá: Pimpão, Renan Fonseca, Dudu (Cearense), Guilherme, Joel... Sempre que dá, pelo fato dessa correria de jogos aí, chega na concentração. As redes sociais meio que tiram um pouco, mas tem muita gente que chega cansado, quer descansar. Também tenho meus grupos de pôquer que jogo com os amigos, às vezes tem alguns do futebol. Tem um grande parceiro meu de carta que é o Neilton, que hoje não está mais conosco, mas era meu fechamento para todas as horas que a gente queria jogar. Ele sempre vinha aqui em casa, ou eu ia na dele. É uma coisa que me distrai, só não jogo quando tenho pouco tempo porque procuro dividir com minha família. Mas é uma coisa que gosto muito, eu amo também jogar carta (risos).


E rola de jogar com galera de outros clubes?

Eu conheci o Henrique Dourado (Fluminense) e o Leandro Damião (Flamengo) através do Neilton, que me convidou para ir na casa dele. Passei a conhecê-los, e por acaso também gostam de carta. Acabou que a gente criou uma amizade. Não é nada relacionado aos clubes, rivalidade, nada... A gente até quando está junto não fala nada de futebol. As esposas se conhecem, então sempre que temos um tempo livre marcamos ou na minha casa ou na deles. Quando o Neilton foi embora deu até uma diminuída, mas depois chegou o Joel e o Guilherme agora que também se conhecem. Essa amizade é legal, mostra que a rivalidade fica só dentro de campo. A carta está unindo a gente aí.


Falando um pouco dessa sua fase, já está se sentindo titular do time após as boas atuações?


Comentei depois do jogo que sei da importância que eu tenho, que eu sempre batalhei para conquistar. É claro que todo mundo quer ser titular, tem praticamente 30 ou até mais no elenco, então é difícil. Mas nunca deixei de trabalhar, sempre fiz a minha parte, e acho que estou colhendo os frutos agora. A gente sabe que futebol muda muito, então vou procurar sempre trabalhar forte para manter essa titularidade, fazer por merecer dentro de campo. E sempre que entrar ajudar a equipe dando passe, fazendo gol... Se for assim sempre, ótimo (risos). Mas importante que temos as funções táticas ali também.


Primeiro volante? Lindoso acumula três gols e três assistências em 2017 (Foto: André Durão)


E para você, que está jogando de primeiro volante, já fez três gols esse ano, sem contar o anulado contra o Atlético Nacional...

Até nesse lance que não valeu... Na preleção o jair já tinha pedido para eu subir pouco, proteger mais a zaga. Mas claro que se houvesse a oportunidade, com o Bruno (Silva) ou o João (Paulo) estando ali por trás para proteger caso acontecesse alguma coisa. É situação de jogo, questão da leitura. Meu pai me cobra muito isso, em relação a observar bastante o jogo e depois criar alguma coisa, ser o homem-surpresa. Praticamente foi assim nos três lances, tanto do gol anulado, quanto o gol domingo e o passe (assistência para Pimpão na quinta) eu vim de trás sem marcação. Então ele dá liberdade sim, mas como falei tenho minhas funções táticas, pude desempenhar bem nesses dois jogos, a gente sofreu poucos chutes da entrada da área, pouca infiltração. Isso demonstra que, além dos gols, a parte de marcação também está bem.


Você, o Bruno Silva e o João Paulo são volantes, mas não aqueles clássicos de marcação, famosos cães de guarda. Como fazem para revezar quem ataca e quem defende?

É muito da leitura do jogo. Ali a gente se desgasta muito falando, domingo até tinha um público menor, mas no jogo da Libertadores nós gritávamos. Eu até pedi isso antes, para estar se olhando bastante, porque às vezes quero pedir um posicionamento melhor para ajudar, só que às vezes não ouve, é muito barulho. Então essa relação, quem vai, quem fica, é leitura. O Bruno, sim, dos três é quem tem um pouco mais de liberdade, até porque ele fica mais aberto na direita. Mas eu e o João estamos sempre avisando um ao outro, dando uma olhadinha para o lado, se estiver um ou outro tem a liberdade para subir.


Então vocês falam: "Estou indo, hein, fica aí"? É ssim?


É (risos)... Na hora do calor do jogo, está ligado na bola e dificilmente você fala. A questão da leitura é essa. Por exemplo, nessas ocasiões foram bem parecidas: recebi a bola para dar o passe para o Pimpão e domingo recebi para fazer o gol. Geralmente quando a bola está do lado oposto, é a hora que tenho liberdade. Tem a subida dos laterais, então o volante daquele lado cobre. O João o esquerdo e eu o direito. Então dificilmente quando o Arnaldo estiver no ataque eu também vou estar, porque ali eu dou a liberdade para ele, se estourar alguma coisa estou lá para recompor.


Você citou na última coletiva que tem bons números. Fomos checar e, como titular, você tem 69% de aproveitamento no ano, e ainda está invicto na Libertadores: duas vitórias e dois empates, tendo sido três jogos fora de casa. O que acha desses números?

Os dados são bons. Números não falham, né? Apesar de que às vezes números no futebol não dizem muita coisa. Mas isso é muito importante, demonstra que todas as vezes que atuei pude ajudar de alguma forma. Nos jogos fora eu só não entrei contra o Olimpia, fiquei no banco. Como estão dizendo aí, tiramos 10 copas (risos). É um fato muito importante mesmo, tem que ser comemorado sim. E essa parte de estar invicto também é importante, não sabia. É algo que me deixa feliz e me motiva cada dia mais a procurar meu espaço, me manter ali, como estou jogando agora. E dar sequência, continuar com meu bom futebol. Claro, jogador tem altos e baixos, mas me dedicarei ao máximo para manter essa fase.


E logo em sua primeira Libertadores, né? Está curtindo jogar esse torneio que é o sonho de consumo dos jogadores do continente?

É muita coisa em uma copa só. É a primeira Libertadores minha, estar fazendo história com o Botafogo, fazia 21 anos que não passava de fase, e tem esse lance da invencibilidade. São muitas coisas, agradeço a Deus, aos meus familiares, todos que me apoiaram. Sempre busquei isso e agora estou colhendo esse fruto. É só o início, creio que teremos umas oitavas de final pesadas, que a gente vai ter que estar bem concentrado.

Dupla moralizadora da rodada 2 do #CartolaFC.
9:30 PM - 21 May 2017


Você mitou nessa rodada do Cartola FC não só pelo gol, mas pelas roubadas de bola, que dão muitos pontos. Acha que evoluiu no quesito marcação?

Eu não sou aquele marcador nato, mas claro que a gente tem que se reinventar em algumas coisas. Sempre tive isso como uma dificuldade, ninguém é perfeito. Claro, sei marcar sim, mas é diferente daquele "pitbull", aquele volante fixo. Procurei trabalhar nos treinos, às vezes abdico umas horas de jogar para poder me concentrar na marcação. Eu sei da minha qualidade com a bola, então se eu procurar melhorar a questão da marcação, como vem acontecendo... Acho que foram seis roubadas de bola. Isso é bom.


E acompanhou a pontuação que fez (17.30 pontos) no Cartola FC?


Acompanhei e fiquei muito chateado com a minha pontuação (risos). Porque na verdade... A história é a seguinte: teve uma dificuldade, muitos amigos me ligaram que não estavam me achando no jogo. Eu disse: "Cara, procura em provável, em lesionado... Deve estar lá". O meu irmão conseguiu achar, só que outros amigos não conseguiram e devem estar p* também (risos). Eu também não consegui me achar da primeira vez, mas disse que iria esperar o mercado ficar perto de fechar para me procurar, que aí a direção lá mexeu. E indo almoçar com a minha irmã, acabei pegando trânsito, faltavam 20 minutos para fechar, mas achei que daria tempo. Quando olhei o relógio já tinha passado das 14h, não fiz a alteração. Pensei: "Importante é ganhar o jogo, sei que isso é só uma brincadeira". Mas ficou esse fato inusitado aí, dificilmente quem joga não se escala. Então eu não me escalei, e p*, cara, foi uma pontuação muito boa. Estou participando da Caioba League (do comentarista Caio Ribeiro) e já era para estar na frente do Pikachu (Vasco) (risos).

Fonte: GE/Por Thiago Lima, Rio de Janeiro

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Além de Pimpão, Camilo desfalca o time contra o Estudiantes na Argentina


Desgastado, camisa 10 será poupado da viagem. Arnaldo também não vai. Time embarca nesta terça-feira




Camilo durante o treino do Botafogo (Foto: Vitor Silva/SSPress/Botafogo)


Além de Rodrigo Pimpão, suspenso, o Botafogo terá o desfalque de Camilo contra o Estudiantes. Por conta do desgaste e de dores na coxa direita, o camisa 10 será poupado da viagem para a Argentina.


A ausência de Camilo pode ser um problema para Jair Ventura. Com Leandrinho e João Paulo entregues ao departamento médico, o treinador não terá armadores à disposição na Argentina. Uma opção é adiantar João Paulo, que já atou nessa posição pelo Santa Cruz.


Quem também está fora da viagem é Arnaldo. O lateral, que estreou na vitória por 2 a 0 sobre a Ponte Preta, não está inscrito na fase de grupos da Libertadores. Poupado no domingo, Emerson Santos deve voltar à posição. O zagueiro, no entanto, treinou à parte nesta segunda.


Apesar de classificado, o Botafogo encara com seriedade o jogo contra o Estudiantes. Com o mesmo número de pontos e saldo do Barcelona, o time está na segunda colocação do Grupo 1 por ter marcado um gol a menos. Terminar essa fase na liderança pode trazer vantagens, como decidir em casa nas oitavas de final da Libertadores.


Fonte: GE/Por Marcelo Baltar, GloboEsporte.com, Rio de Janeiro

Análise: Botafogo atingiu a maturidade defensiva? Desempenho beira a perfeição


Pela primeira vez na temporada, Alvinegro completa dois jogos seguidos sem sofrer gols, mas além disso vem oferecendo raras oportunidades aos adversários (Gatito agradece)





Linhas de marcação deixam Botafogo compacto e cirúrgico (Foto: Satiro Sodré/SSPress/Botafogo)


Qual foi o ponto forte do Botafogo no ano passado? Pergunte a qualquer alvinegro mais atento que ele terá a resposta na ponta da língua: a defesa. E depois de quatro meses, o time remodelado para 2017 parece ter atingido novamente a maturidade defensiva e pela primeira vez na temporada completou dois jogos seguidos sem sofrer gols. Tudo bem que foi jogando em casa, mas não foi contra adversários quaisquer: fez 1 a 0 no Atlético Nacional, líder do Campeonato Colombiano e atual campeão da Libertadores, e 2 a 0 na Ponte Preta, vice-campeã paulista que eliminou Santos e Palmeiras no estadual. Neste ano, a equipe de Jair Ventura tem oito jogos sem ser vazada, sendo um amistoso, três no Carioca, três na Libertadores e um no Brasileiro.


Veja a relação dos jogos sem sofrer gols:
Rio Branco-ES 0 x 4 Botafogo (amistoso)
Botafogo 1 x 0 Olimpia (Libertadores)
Botafogo 1 x 0 Volta Redonda (Carioca)
Vasco 0 x 0 Botafogo (Carioca)
Bangu 0 x 2 Botafogo (Carioca)
Atlético Nacional 0 x 2 Botafogo (Libertadores)
Botafogo 1 x 0 Atlético Nacional (Libertadores)
Botafogo 2 x 0 Ponte Preta (Brasileiro)


A última vez que havia conseguido terminar uma semana ileso foi entre outubro e novembro do ano passado, quando chegou a fazer três jogos seguidos sem ter a sua rede estufada: venceu o Santa Cruz fora por 1 a 0 e empatou com placar em branco com Coritiba e Flamengo. E os números comprovam que não sofrer gols já é meio caminho andado para a vitória: em só uma partida das que não foi vazado nesta temporada o Botafogo deixou de somar os três pontos. A média do time em 2017 é de praticamente um gol tomado por partida: foram 29 em 27 confrontos.



Gatito salva! Lucca chuta e goleiro defende com peito aos 22 do 1º tempo



Mas o que mais impressiona não é só o fato de não ter levado gols, e sim o de ter passado poucos sustos. Nas duas últimas partidas, o Botafogo só esteve realmente ameaçado em duas ocasiões: um cruzamento de Quiñónes que Gatito espalmou mal, a bola ficou pererecando entre as pernas de Carli, e Dayro Moreno quase aproveitou na pequena área, contra o Atlético Nacional; e quando Lucca recebeu de Nino Paraíba e finalizou da pequena área para grande defesa à queima-roupa de Gatito, diante da Ponte Preta (veja no vídeo). Desempenho que beira a perfeição em um universo de análise de 180 minutos.


O segredo da marcação eficiente é a entrega dos jogadores, claro, e o sistema tático de Jair Ventura, onde o Botafogo joga com duas linhas fixas: Arnaldo (Emerson Santos), Carli, Igor Rabello e Victor Luis na de quatro; Lindoso (Airton), Bruno Silva e João Paulo em uma de três logo à frente. Camilo, Pimpão e Roger têm mais liberdade, mas não deixam de marcar. Principalmente Pimpão, que tem função de acompanhar as subidas do lateral e acaba entrando em uma das linhas defensivas.


– A gente está conseguindo a compactação em todas as linhas, deixa mais fácil o trabalho da zona defensiva. Sendo que tem os volantes por perto, o Roger fazendo trabalho que centroavante não gosta de correr atrás dos volantes, mas é importante. Mas a compactação e a ajuda de todo mundo que está correndo, se doando ao máxima, estão ajudando para que não soframos gols. Temos que manter na Libertadores, Campeonato Brasileiro... – analisou Gatito.



Relax, Gatito! Defesa vai dando pouco trabalho ao goleiro (Foto: Satiro Sodré/SSPress/Botafogo)


Coincidentemente, os dois jogos seguidos sem sofrer gols foram com a nova dupla de zaga do Botafogo, formada por Carli e Igor Rabello. Os dois disputam a sua primeira Libertadores na carreira, mas a experiência do "xerife", de 30 anos, e o vigor físico do "general", de 22, casaram tão bem que eles parecem jogar juntos há tempos. E vão dando pouco trabalho para Gatito, que tem visão privilegiada lá de trás e os elogiou.


– Bom, graças a Deus eles estão fazendo um bom trabalho. Tem que ressaltar essa trabalho da zona defensiva, não somente deles, mas de todo o pessoal que está defendendo. Quem entra lá atrás tem jogado bem, temos grandes defensores que pode em qualquer momento nos ajudar. Mas realmente os dois estão fazendo um grande trabalho.


O Botafogo se reapresenta na tarde desta segunda-feira, no Nilton Santos, e inicia os preparativos para outra semana cheia: na terça-feira, o time viaja para a Argentina, onde enfrenta o já eliminado Estudiantes na quinta, às 21h45 (de Brasília), no Estádio Ciudad de La Plata, podendo valer a liderança do Grupo 1 da Libertadores. Pelo Brasileiro, o Alvinegro joga novamente em casa no domingo, às 19h, contra o Bahia. Com três pontos, o time é o 12º colocado da Série A.


Fonte: GE/Por Thiago Lima, Rio de Janeiro