Jogador não participou da atividade desta sexta-feira. Caso desfalque seja confirmado, será o terceiro problema de Jair Ventura no meio de campo. Lindoso e Marcos Vinícius estão suspensos
Jair Ventura ganhou mais um problema para escalar o meio de campo do Botafogo, contra o Atlético-MG, no domingo. Com conjuntivite, Bruno Silva foi liberado do treino, mas o clube está confiante que terá o atleta em campo, em Belo Horizonte.
- O atleta de alto nível sempre estará com alguma dor. Mas para tirar do jogo... Acho que não - disse o técnico Jair Ventura.
Com conjuntivite, Bruno Silva foi liberado do treino desta sexta (Foto: Thiago Lima)
Caso Bruno Silva não tenha condições de jogo, Dudu Cearense é o principal candidato para herdar a vaga. Seria mais um problema para o setor. Por conta de suspensões, o Botafogo não terá Rodrigo Lindoso e Marcos Vinícius. Matheus Fernandes e Leo Valencia entram na equipe.
A provável equipe do Botafogo para domingo é Gatito, Arnaldo, Carli, Igor Rabello, Victor Luis; Matheus Fernandes, Bruno Silva (Dudu Cearense), João Paulo, Leo Valencia. Rodrigo Pimpão e Brenner.
O Botafogo treina na manhã deste sábado no Nilton Santos e embarca em seguida para Belo Horizonte. No domingo, às 17h, o time enfrenta o Atlético-MG, no Independência.
Em maratona, Alvinegro chega às 65 partidas do ano passado ainda restando um mês de temporada. Entre a equipe da arrancada do Z-4 para o G-6 e a atual líder do returno, quem você prefere? Vote!
O Botafogo vive uma maratona de partidas em 2017 - na última segunda-feira o Botafogo igualou o número de jogos que disputou em todo o ano passado: a vitória por 2 a 1 sobre o Corinthians, no Nilton Santos, foi a 65ª vez que o Alvinegro entrou em campo. E ainda resta pouco mais de um mês para o fim do Campeonato Brasileiro. Comparando o rendimento das duas equipes, quem foi melhor? A que arrancou da zona de rebaixamento para o G-6 ou a que fez bonito na Libertadores e lidera o returno da Série A? O GloboEsporte.com levantou os números:
GOLS MARCADOS
Apesar das críticas sobre o ataque, o time de 2017 se mostra mais eficiente no quesito bola na rede: foram 85 gols marcados até o momento na temporada, quase 10 a mais que os 76 feitos no ano passado com o mesmo número de jogos. O artilheiro atual também deixou mais a sua marca: Roger tem 17 gols, enquanto Sassá, goleador em 2016, fez 14 em oito meses após lesão.
Equipe de Roger, Rabello e Cia. marcou mais gols em 2017 (Foto: Vitor Silva/SSPress/Botafogo)
GOLS CONTRA
A defesa, por outro lado, foi mais vazada este ano, apesar dos oito pênaltis defendidos por Gatito Fernández: foram 64 gols sofridos, média de quase um por jogo, contra 60 em 2016. O setor foi muito modificado de um ano para o outro, e praticamente só o capitão Carli segue titular. Saíram: Sidão, Luis Ricardo, Emerson Silva e Diogo Barbosa.
ASSISTÊNCIAS
Com mais bolas na rede, a lógica é também com maior número de assistências: já foram 62 passes para gols em 2017, contra 54 em 2016. O garçom alvinegro desse ano é Pimpão, com 11 assistências, uma a menos que Luis Ricardo, líder do quesito na temporada passada.
CARTÕES
A equipe atual é mais indisciplinada em termos de cartões: são 176 amarelos esse ano, exatamente 20 a mais do que em 2016, além de oito vermelhos contra cinco da última temporada. O recordista de punições, porém, continua o mesmo: Bruno Silva, embora ele esteja melhorando no quesito: o volante conseguiu reduzir os 24 do ano anterior para 16, entre amarelos e vermelhos.
Time de Sassá, Neilton e Cia. teve melhor desempenho em 2016 (Foto: Vitor Silva/SSPress/Botafogo)
APROVEITAMENTO
Por mais que a equipe de 2017 seja mais regular e tenha ido bem em todas as competições, o aproveitamento do time versão 2016 ainda é melhor: o Alvinegro de Camilo, Neílton, Sassá e Cia. teve 57,9% de rendimento, com 33 vitórias, 14 empates e 18 derrotas, contra um desempenho de 53,8% de Gatito, João Paulo, Roger e companhia, com 30 triunfos, 15 empates e 20 revéses.
Deve-se observar, porém, que nesta temporada o Botafogo jogou o Campeonato Carioca praticamente com reservas e enfrentou adversários mais fortes na Libertadores.
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Udinese e Anderlecht são clubes interessados no zagueiro. Botafogo recusou primeira oferta do clube italiano. Atleta fala da vontade de jogar no exterior: “Pode ser ano que vem, daqui a dois anos”
Igor Rabello concede entrevista no Nilton Santos (Foto: Marcelo Baltar)
Herói contra o Corinthians, devido ao gol que decidiu a vitória por 2 a 1, Igor Rabello foi escalado para conversar com a imprensa, nesta quarta, na reapresentação do Botafogo, no Nilton Santos. O jogo, no entanto, ficou em segundo plano devido ao interesse do futebol europeu no zagueiro. A Udinese apresentou proposta e o Anderlecht observou o jogador na partida de segunda.
- Da Udinese foi a única proposta. Chegou a mim, mas estou pensando no Botafogo, na vaga na Libertadores. Deixo isso para o meu empresário e para o Botafogo. Todo mundo tem a meta de chegar à Europa. Pode ser ano que vem, daqui a dois anos. Mas todos têm essa meta.
Na última segunda, contra o Corinthians, o zagueiro foi observado por pessoas do Anderlecht. Os belgas estiveram no Nilton Santos acompanhados do empresário do zagueiro, Anselmo Paiva.
Não será barato, no entanto, tirar o jogador de General Severiano. Igor Rabello tem contrato até o fim de 2019 e multa de € 10 milhões (R$ 40 mi). A Udinese foi o primeiro clube europeu a se interessar. No mês passado, os italianos apresentaram uma oferta de € 3 milhões (aproximadamente R$ 11,2 milhões). O Botafogo recusou.
Luciano Paiva, representante da Udinese no Brasil, retornou à Itália para tratar de uma nova proposta. No entanto, no momento, a equipe italiana não estaria disposta a oferecer mais de € 4 milhões (cerca de R$ 15 milhões), valor ainda considerado baixo pelo Botafogo.
Gol do Botafogo! Igor Rabello sobe no segundo andar e cabeceia para marcar aos 30 do 2º tempo
Quanto ao Botafogo, o zagueiro e os companheiros não escondem o desejo de conquistar a vaga na Libertadores mais uma vez. Rabello reconhece que existe uma cobrança natural da torcida.
- Fomos bem em todos campeonatos. Com isso, a cobrança aumenta. A torcida sabe do nosso potencial, e por isso cobra. Isso tem que servir de lição para nós. Temos que levar para o lado positivo. Depende do tipo de cobrança. Vamos entrar focados contra o Atlético-MG fora de casa. São pontos importantes para buscarmos a vaga.
Rabello também falou do longo caminho que percorreu para ganhar o posto de titular do Botafogo. Quando ele retornou do Naútico esse ano nem era relacionado para as partidas.
- Tive muita paciência. Em 2016 não tive muitas oportunidades no Botafogo. Fui para o Náutico, também tive que esperar um pouco. Depois passei a ter uma regularidade, joguei mais. Voltei ao Botafogo com 5º zagueiro, mas por questões de lesões e suspensões surgiu a oportunidade.
O Botafogo volta a treinar na manhã desta quinta-feira, no Estádio Nilton Santos, e segue a preparação para a partida diante do Atlético-MG, domingo, em Belo Horizonte.