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sábado, 31 de março de 2018

À italiana: Alberto Valentim e Zé Ricardo trocam elogios: "Abriu portas"


Zé diz que crescimento do Botafogo pós-chegada de Valentim é notório, enquanto alvinegro destaca pioneirismo do colega em um momento de apostas em técnicos jovens



A final do Campeonato Carioca, entre Botafogo e Vasco, promoverá um encontro de ideias e conceitos inovadores. Jovens treinadores, Alberto Valentim, de 43 anos, e Zé Ricardo, 47, são dois dos principais representantes da nova safra de técnicos.


Zé foi quem puxou a fila nos últimos anos. Após assumir interinamente o Flamengo em maio de 2016, precisou de 11 jogos e dois meses para ser efetivado.



Alberto Valentim e Zé Ricardo se encaram na final do Carioca (Foto: Infoesporte)


Logo depois, vieram Jair Ventura no Botafogo, Carille no Corinthians e o próprio Valentim, que, embora não tenha sido efetivado pelo Palmeiras, dirigiu a equipe na reta final do Brasileirão 2017 - três meses após deixar o Alviverde, foi contratado pelo Alvinegro. Odair Hellmann, técnico do Inter, é o exemplo mais recente.


Alberto reconhece esse pioneirismo num passado recente de Zé Ricardo e mostra esperança de que outros jovens treinadores ganhem espaço no cenário nacional.


- Quando o Zé iniciou, e ele foi o promissor dessa geração, principalmente saindo como interino, foi muito legal ver a diretoria do Flamengo acreditando no trabalho dele. Torcemos para que abra mais portas.


- Com todo respeito, lógico, ao pessoal que já tem muito tempo de estrada, mas a gente torce para que essa nova geração venha com força também. Que as pessoas e os dirigentes acreditem para abrir portas também. Tem espaço para todo mundo - afirmou Valentim ao GloboEsporte.com.



Zé Ricardo foi muito elogiado por Alberto Valentim rival na final do Carioca (Foto: André Durão/GloboEsporte.com)



Zé também fez elogios a Alberto Valentim nos últimos dias. Disse que é notório o crescimento alvinegro a partir da chegada do atual comandante.


- O Botafogo é uma grande equipe, uma grande camisa. Mostrou isso na outra semifinal. Notamos o crescimento depois da chegada do Alberto Valentim. O time tem jogadores de muita qualidade, precisamos estar bem para fazermos dois bons jogos. Tivemos dois confrontos recentes, com uma vitória para cada lado. Isso mostra a igualdade, não tem favorito.


Além da juventude, Zé e Valentim têm em comum o gosto pelo futebol da Itália. O primeiro é filho de italiano, trabalhou como treinador por lá e é fã de Arrigo Sacchi, técnico da Azzurra na Copa de 1994, e do grande Milan do final dos anos 80.


O alvinegro atuou por 10 temporadas e fez cursos e estágios na Itália antes de mergulhar na carreira de treinador. Admirador de Luciano Spalletti, técnico da Inter de Milão, Alberto sempre pontua que une em seu trabalho as escolas brasileira e italiana.


Alberto Valentim e Zé Ricardo são fãs da escola italiana de futebol (Foto: Vitor Silva/SSPress/Botafogo)


Saber que Zé é fã do futebol da Itália não surpreendeu Alberto, que apontou características do trabalho de seu oponente extraídas do País da Bota. Confira abaixo.


Você sabia que Zé Ricardo trabalhou na Itália e é fã de Arrigo Sacchi? Consegue identificar o estilo italiano na forma que Zé comanda seus times?
(O Vasco) É um time muito organizado, e eu também gosto muito da escola italiana. Sempre falei que busco unir as escolas de Brasil e Itália. E o Zé tem sim. Vejo muito isso na compactação e a organização tática do time dele e, com certeza, ele pegou muita coisa boa que tem lá.



O principal ponto em comum entre os estilos de vocês dois é a organização?
Organização, compactação. Time do Zé é muito compacto. Você consegue ver bem o modelo de jogo e que tem uma organização em todos os jogos. Cria-se uma identidade. A equipe do Zé também é assim.


Ele te elogiou e disse que é notória a melhora do Botafogo após sua chegada.
Fico muito feliz pelos elogios dele. É um reconhecimento e quando colega de trabalho elogia é muito bacana porque é a nossa área, é um cara que conhece muito de futebol. Fiquei muito feliz de saber dos elogios.


Você o acompanhou desde a primeira efetivação?
Muito legal, no início do trabalho do Zé Ricardo já dava pra ver que é um trabalho de muita qualidade. Quando você vê um treinador novo com um trabalho muito bom e que consegue implantar os conceitos que ele tinha na cabeça já no Flamengo e fazer com que o time jogasse bem, a gente fica na torcida para que fortaleça essa nova geração.


Você o aponta como um cara que abriu portas aos técnicos mais jovens, certo?
Depois aconteceu com o próprio Botafogo aqui com Jair, a gente vê o Inter fazendo. O Palmeiras também me deu oportunidade de ficar lá e não contratar outro treinador nos últimos 11 jogos do campeonato passado. Já agradeci ao Palmeiras publicamente, depois eles fizeram escolhas e não tem problema. Muito bacana que estão surgindo novos nomes e que estão conquistando seu espaço.


Fonte: GE/Por Fred Gomes e Fred Huber, Rio de Janeiro

sexta-feira, 30 de março de 2018

Com defesa arrumada, Botafogo despacha o Flamengo e vai forte para o embate contra o Vasco





Agora é decisão! Ingressos à venda para BOTAFOGO x Vasco, jogo de domingo, às 16h, no Estádio Nilton Santos!


Depois de vencer o Flamengo por 1 a 0 na quarta-feira, numa noite gloriosa no Maraca, o Botafogo conheceu ontem o seu adversário na busca pelo título do Campeonato Carioca.

Também no Maracanã, o Vasco bateu o Fluminense por 3 a 2 definindo a classificação no último minuto dos acréscimos da partida. O empate beneficiava o time tricolor.

Botafogo e Vasco fazem uma final inusitada, já que deixaram no caminho os eleitos pela mídia: Flamengo, campeão da Taça Guanabara e Fluminense, campeão da Taça Rio.

A primeira partida da decisão está marcada para às 16h de domingo, (01) no Estádio Nilton Santos, enquanto a segunda será disputada no Maracanã, no domingo seguinte (08), sem vantagens para nenhum dos postulantes ao título. Sócios Sou Botafogo terão benefícios como check-in e desconto.
Vamos jogar juntos! Acesse: www.botafogo.com.br


Marcado pela baixa presença de público, pelo baixo nível das arbitragens e pelo regulamento estapafúrdio, o Estadual 2018 que se arrasta desde a metade de janeiro, teve nos clássicos finais, a sua redenção. Vimos jogos emocionantes, cheios de alternativas táticas e com placares volumosos que agradaram às torcidas. Só na Taça Rio tivemos um 3 a 2 do Vasco sobre o Botafogo (fase de grupos), um 3 a 2 do Bota devolvendo placar (semifinal) e o 3 a 0 do Fluminense contra o próprio Botafogo, na final do turno. Ontem, já pela semifinal do Campeonato, outro 3 a 2, dessa vez do Vasco sobre o Fluminense, resultado que classificou o time cruzmaltino.


NOITE GLORIOSA! Aos 38 minutos do primeiro tempo, 
Luiz Fernando faz o gol que leva o Botafogo à decisão 
do Campeonato Carioca! (@FoxSportsBrasil)
Pelo lado do Botafogo, vamos ao confronto de fim de semana revigorados pela vitória cristalina sobre o rival rubro-negro, favoritíssimo à conquista (diziam eles!). Chegar a uma final é bom, mas com vitória sobre eles é melhor ainda.

Cedendo aos reclamos da torcida, Alberto Valentim reconduziu o zagueiro Carli à condição de titular da equipe. Com a mexida, acertou o posicionamento do sistema defensivo que havia se tornado um pesadelo tal o número de gols tomados na competição. Muito em decorrência de uma marcação frouxa dos zagueiros assim como da deficiência no posicionamento nas bolas altas sobre a área. Basta lembrar o último confronto contra o Vasco quando levamos dois gols de bola parada no intervalo de 10 minutos ou contra o próprio Fluminense quando a nossa defesa foi envolvida facilmente pelo adversário.

Para o técnico, o jogo valendo vaga contra o Flamengo seria o mais importante de sua carreira, e vencemos. Vencemos porque fomos mais eficientes na proposta de jogo. Partindo de uma postura defensiva sólida, tivemos uma razoável articulação pelo meio com Renatinho e fomos precisos nas poucas chances de gol que apareceram.... mais »




Muito mais que bola aérea: Jefferson define Carli como "exemplo" no Botafogo


Postura no período em que esteve barrado é exaltada pelo goleiro: "Cara que saiu, perdeu a posição, continuou treinando, respeitou seus companheiros e não abriu a boca"




A notícia de que Carli voltaria à zaga alvinegra no duelo contra o Flamengo animou a torcida do Botafogo, principalmente após erros no jogo aéreo. Principal referência e grande ídolo dentro do atual grupo, Jefferson tratou o argentino como muito mais do que um zagueiro especialista em bolas pelo alto.


Chamado de xerife por vários companheiros e capitão durante o período de lesão do goleiro, o jogador de 31 anos, um dos destaques e líder de desarmes na vitória sobre o Rubro-Negro (com cinco, ao lado de Marcinho), mostrou-se ainda mais importante no momento em que foi barrado e ficou fora de nove partidas de forma consecutiva. Pelo menos na visão de Jefferson.


A postura de não reclamar durante o período de ausência do time titular e o comportamento nos treinamentos e concentrações reafirmaram sua condição de líder na visão de outra voz ativa do grupo botafoguense.



Carli foi bem na marcação, pelo alto e soube cozinhar o jogo (Foto: Vitor Silva/SSPress/Botafogo)


- As pessoas falam que a gente ia ganhar com Carli na bola aérea. Não é só bola aérea. Joga firme tanto por cima quanto por baixo. É um cara que nos ajudou muito, não só nesse jogo, mas vem nos ajudando demais.



- É um exemplo. Cara que saiu, perdeu a posição, continuou treinando, respeitou seus companheiros e não abriu a boca. Isso no futebol é raro. A gente tem que respeitar e dar crédito a um jogador como esse. Voltou com mérito. Esse tipo de jogador tem meu respeito - emendou o goleiro.


Carli ajudou orientando bastante seus companheiros em campo contra o Flamengo, posicionou-se o tempo inteiro diante do juiz Marcelo de Lima Henrique e soube esfriar o jogo quando o rival indicava reagir.


- Temos jogadores jovens, mas os experientes foram fundamentais nos bastidores para reerguer esse grupo. Carli é muito importante, é um líder e principalmente nas bolas aéreas. O futebol precisa dessa mescla, jovens e experientes. Carli é um deles. Jogador experiente, joga firme, joga duro. Chega firme, comanda e tem sua liderança.


Com tantos jovens, Marcinho, Rabello, Moisés e Luiz Fernando são exemplos, o repaginado time do Botafogo cresceu com vozes de peso dentro de campo. E Jefferson sentiu o reconhecimento dos colegas ao puxar a corrente antes da vitória sobre o Fla.


- Pude ajudar com liderança, até os jogadores falaram comigo: "A gente quer que você fale mesmo na roda". Esse reconhecimento é legal, é bacana. Em campo, pude fazer boas defesas para ajudar o Botafogo - concluiu Jefferson, encerrando os comentários sobre a importância dos cascudos alvinegros.


Falante nos treinamentos e exigindo que seus companheiros não percam divididas em campo - contra o Fla, não perdeu nenhuma, por exemplo - Carli se reergueu para seguir sua trajetória no Botafogo de cabeça erguida. Desde 2016, são 82 jogos com a camisa alvinegra, e a possibilidade de saída que se desenhava parece distante. O gringo da principal referência alvinegra, dos colegas e da torcida.


Fonte: GE/Por Fred Gomes, Rio de Janeiro