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domingo, 1 de julho de 2018

Agora com Marcos Paquetá, disputa nas laterais do Botafogo é reaberta


Luis Ricardo deve ter sequência, após longo período de titularidade de Marcinho; Gilson tende a ser o primeiro a utilizar a camisa 6 do Glorioso diante da impossibilidade de Moisés




Gilson foi decisivo na partida contra o Grêmio, e deve voltar a jogar (Foto: Vítor Silva/SSPress/Botafogo)


O ano do Botafogo começou com Arnaldo na lateral direita e Gilson na esquerda. O tempo passou, o primeiro foi emprestado e o segundo ganhou forte concorrente. No último jogo de Alberto Valentim, Marcinho perdeu a vaga para Luis Ricardo, e Moisés estava na esquerda. O treinador, então mudou. E a disputa pelas camisas 4 e 6 do Glorioso se escancarou.

Para o número que Nilton Santos vestia, Gilson deve voltar a ter chance, uma vez que Moisés (assim como Yago e Jean) pertence ao Corinthians, próximo rival. Yuri participou do treino aberto da última quinta-feira e corre por fora. Do outro lado, conforme visto na mesma atividade, deve ter a sonhada sequência.

- Vejo por essa forma. Eu contava com a sequência de jogos, precisava. O Valentim me deu essa oportunidade e ninguém esperava a saída dele. Mas o futebol é desta forma. Preciso dessa sequência, jogador precisa estar jogando e eu vou continuar trabalhando para que o Paquetá conte comigo - disse à Rádio Brasil.

A oportunidade que Luis Ricardo deve ter, Moisés certamente não terá. Com o antigo treinador, ele foi titular com poucos treinos, mas uma entorse no tornozelo direito, na final do Campeonato Carioca, interrompeu a sequência. Quando voltou, precisou de tempo. E agora a vez será de um concorrente.

- Infelizmente eu tive a lesão. Quando voltei, nos três ou quatro primeiros jogos eu tive atuação abaixo mesmo, depois pude pegar um ritmo de jogo melhor. Com certeza essa parada vai ser boa. Estou aproveitando ao máximo os treinos para voltar bem e ajudar o Botafogo - afirmou Moisés.

Juventude, experiência, força ofensiva, defensiva... são diferentes características que Marcos Paquetá já observa para definir os laterais titulares. E como sempre ocorre após trocas no comando, o elenco todo se enche de expectativa.

- O grupo vai estar trabalhando, e abre novos horizontes para quem está com expectativa de jogar - lembra Luis Ricardo.


Fonte: Lancenet/Felippe Rocha/Rio de Janeiro (RJ)

sábado, 30 de junho de 2018

Foco no Dragão e Botafogo na cabeça: Fernandes se inspira em Rabello e Sassá


Após início positivo no Alvinegro, volante de 23 anos foi emprestado no início da temporada ao Atlético-GO em busca de mais oportunidades e vive boa fase como líder de desarmes da Série B




Volante de bom passe e com chegada na área adversária, o volante Fernandes pintou em 2015 no time profissional do Botafogo como novidade promissora. O início foi bastante positivo, mas oscilou posteriormente, e as oportunidades rarearam a partir do ano passado. Em busca de mais chances, foi emprestado ao Atlético-GO em dezembro.


Conseguiu atuar com frequência, tanto que foi titular em 11 dos 12 jogos do Dragão na Série B - desfalcou o time apenas em um duelo por acúmulo de cartões. É o líder de desarmes da Segunda Divisão, com 34, e o segundo jogador que mais acerta passes de seu time - com 408, só é superado por Alisson (506)*. A boa fase o faz lembrar de seu início em General Severiano, pensar no retorno, mas, pregando respeito ao seu atual clube, diz concentrar-se somente na equipe goiana.


- Estamos no meio da temporada e ainda no início da Série B. Por respeito ao Atlético, prefiro deixar meu foco integralmente aqui nesse momento. Estou muito feliz por ter evoluído nesses últimos meses e quero poder voltar a mostrar o futebol que apresentei no começo da vida profissional no Botafogo. O que vai acontecer no ano que vem depende justamente dessa minha performance. E isso pensamos em dezembro.



Fernandes tem conseguido destaque com a camisa do Atlético-GO (Foto: Paulo Marcos)

Há dois exemplos recentes de retornos bem-sucedidos a General Severiano após empréstimos, casos do zagueiro Igor Rabello e do atacante Sassá. Em anos diferentes, ambos obtiverem destaque com a camisa do Náutico. Amadureceram e fizeram sucesso com a Estrela Solitária no peito. Rabello virou titular indiscutível, e o centroavante, dentro de campo, tornou-se peça importante.


- Às vezes o empréstimo é uma ferramenta em que todos ganham. O clube que recebeu o jogador, o atleta que amadurece e seu clube formador, que recebe depois um profissional mais preparado. Aconteceu isso com o Sassá e com o Igor Rabello quando voltaram para o Botafogo. São exemplos, sem dúvida. Estou no Atlético e posso aproveitar uma ótima estrutura para me desenvolver. Além de estar gostando muito de morar em Goiânia - afirmou Fernandes, que soma 87 jogos e 10 gols como profissional alvinegro.


Confira outros tópicos


Liderança de desarmes na Série B

Eu me cobro demais. Venho em uma crescente em busca de mais dinamismo e pegada. Tenho procurado evoluir sem deixar de ter qualidade na chegada ao ataque, que é uma característica minha e que gosto.


Momento no Atlético-GO

O momento é muito bom e fico feliz por essa consolidação. A sequência de jogos que eu precisava para ganhar confiança apareceu e a tendência é de melhorar ainda mais.



Fernandes em ação pelo Botafogo (Foto: Vitor Silva/SSPress/Botafogo)


*Os números utilizados na matéria foram tirados do site Footstats


Fonte: GE/Por Fred Gomes

quinta-feira, 28 de junho de 2018

Paquetá fala em continuidade: "Tentar fazer um upgrade do trabalho"


Treinador volta ao Brasil após 14 anos no exterior e assina até dezembro de 2019





Marcos Paquetá enfim foi apresentado no Botafogo. Prioridade da diretoria alvinegra depois da saída de Alberto Valentim e do "não" de Zé Ricardo, o técnico assinou contrato até dezembro de 2019.


Ao lado dos dirigentes Gustavo Noronha (vice de futebol), Carlos Eduardo Pereira (vice geral), Nelson Mufarrej (presidente) e Anderson Barros, o profissional de 59 anos mostrou conhecimento sobre o time que está assumindo durante a coletiva e avisou: vai dar prosseguimento ao trabalho de Alberto Valentim.


- Cada momento do treinamento temos que trazer essas informações. Logicamente é uma adaptação dos atletas comigo, e eu também tenho que preservar o que foi muito bem executado. A gente vai tentar fazer só um upgrade do trabalho do Valentim. Isso está sendo muito fácil, porque ele tem uma linha de trabalho parecida com a minha.



Marcos Paquetá foi apresentado nesta quinta-feira (Foto: Fred Gomes)


A tradição alvinegra, principalmente em Copas do Mundo, competição que disputou na condição de treinador da Arábia Saudita, em 2006, foi exaltada no discurso de Paquetá.


- O desafio é grande. É um clube que sempre revelou grandes profissionais e que fizeram da seleção brasileira tão grande. A Seleção deve muito ao Botafogo. É muito importante voltar e vir a um clube onde tenho todo o apoio. Estou muito feliz. Podem contar com a minha disposição 24 horas para que a gente consiga resgatar o nome do Botafogo. Vamos resgatar a tradição de sempre do Botafogo. O Botafogo tem que estar um patamar acima dos grandes clubes - declarou Paquetá.



Nesta quinta, ele usou o seguinte time: Jefferson, Luís Ricardo, Carli, Rabello e Moisés; Jean, Lindoso e Valencia; Luiz Fernando, Pimpão e Kieza (Foto: Fred Gomes)


Paquetá chegou na última terça-feira e já comandou dois treinos do elenco alvinegro. O treinador não trabalha no Brasil desde 2004, quando deixou o Avaí, sua segunda equipe profissional. Sua primeira experiência foi no Flamengo, em 1995.


- Quando você sai com dois Mundiais, cinco títulos e no ano seguinte é chamado para disputar Copa do Mundo, é um grande reconhecimento, coisa que não tive no Brasil. Coisa que os jovens têm aqui hoje. Estou sempre na contramão. Quando eu estava aqui, diziam que eu era muito jovem para assumir um time profissional. Agora dizem que estou um pouco velho. Sempre que estive para voltar, recebi propostas. E propostas muito boas - disse o treinador.



Marcos Paquetá já comandou dois treinos do Botafogo (Foto: Reprodução)



Paquetá tem um longo e vitorioso currículo nas divisões de base. O treinador foi campeão mundial com as seleções do Brasil sub-17 e sub-20 em 2003. Além disso, teve destaque no Oriente Médio, onde comandou a Arábia Saudita na Copa de 2006, maior feito de sua carreira, em sua opinião.


- Disputar uma Copa do Mundo é o patamar maior da carreira de qualquer treinador. E você tem uma troca enriquecedora com treinadores de outros países. O futebol mudou muito. Você trabalha fora e acaba enfrentando treinadores do mundo todo. E as equipes da Arábia contratam os melhores treinadores do mundo - explicou.




Paquetá foi apresentado ao lado de Noronha, Carlos Eduardo Pereira, Mufarrej e Barros (Foto: Fred Gomes)


Confira outros tópicos da entrevista:


O que mudou do Paquetá de 2004 para 2018
Acho que mudei bastante, a minha forma de trabalhar passou a ser mais dinâmica. Cresci no aspecto de treinar visando o objetivo de jogo e de fortalecer a equipe. A readaptação não existe, porque sou brasileiro. Talvez se fosse para outro centro, seria diferente. Mas no futebol brasileiro não. Acho que estou vindo no momento certo.


Botafogo na hora certa
Tive que ficar no Brasil por motivos familiares e, graças a Deus, apareceu o Botafogo. O Botafogo vai muito de encontro com a minha filosofia de trabalho. Conheço bem o elenco e o futebol brasileiro.


Novidades que trouxe para o time nos primeiros treinos
Já consegui introduzir alguns momentos de situação de jogo de transições, da nossa organização ofensiva e defensiva. Isso dá tranquilidade muito grande ao atleta, facilita na leitura de cada situação de jogo.


Desejo de voltar ao país
Minha vontade sempre foi retornar ao Brasil por várias causas. São 15 anos fora. Tenho uma ferramenta que eu acompanho os dados de todos os jogadores de todo o mundo.


"Elenco tático"
O elenco do Botafogo é muito tático, disciplinado taticamente. Me chamou atenção a determinação desses atletas, eles buscam o resultado. Eles procuram se fixar aos pontos fortes deles. O time joga com time, é solidário e não se entrega nunca.


Feliz com perfil do grupo
Isso vai muito de encontro com o que eu gosto. Gosto de times dinâmicos e que não têm vaidades. O clube tem suas metas, e nós temos que traçar junto com os jogadores. E eu acho que os jogadores têm de ter suas metas individuais. E eu cobro isso deles. Roubar bolas, ter posse de bola maior, e eu acho que isso vai motivar os atletas a mais.


Desconfiança da torcidaTenho milhares de amigos e parantes botafoguenses. Botafogo é time de tradição. Só teve fera e craque, então eles ficam mal acostumados. Ou bem acostumados (risos). O momento do Botafogo não é das glórias que tínhamos, mas temos um elenco muito competitivo.


"Pode cobrar"Torcedor do Botafogo pode cobrar. Trabalho não vai faltar. A gente sabe que corremos riscos em todos os trabalhos. Não sou técnico de não correr riscos. Se você quer ser grande, tem que correr riscos".


Calendário com menos jogos no exterior?No Iraque e no Egito, se joga de três em três dias. Isso é tranquilo. Acho que a grande questão é o deslocamento. Nosso país tem deslocamento e muitas diferenças climáticas. Mas não tem como fugir disso.


Chega com mais algum profissional para a comissão?

Todo clube tem sua comissão técnica permanente. Alguns já foram meus atletas, alguns já trabalharam comigo. Outros eu convivi 20 dias direto aqui. Acho que é o suficiente para trabalhar. Estamos pensando em mais um profissional, mas tem que estar no perfil do clube. Não adianta só eu indicar.


Fonte: GE/Por Fred Gomes, Rio de Janeiro