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quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Por que o Botafogo perdeu: time sustenta Palmeiras até o fim, mas vira presa fácil após expulsão infantil



Organizado e compacto, consegue segurar e evitar que o adversário entrasse com frequência na área, mas erro de Moisés é crucial para revés em São Paulo



Melhores momentos: Palmeiras 2 x 0 Botafogo pela 20ª rodada do Brasileirão 2018


Quando a escalação do Botafogo foi divulgada, imaginava-se uma vitória tranquila do Palmeiras em São Paulo. Explica-se: o time de Zé Ricardo, que já perdera Renatinho e Rodrigo Lindoso no último domingo, entrou também sem os gringos Carli e Valencia, poupados. A esperada derrota aconteceu, por 2 a 0, mas só passou a ser desenhada após a expulsão de Moisés, aos 25 da etapa final.



Moisés é expulso após atingir Dudu sem nenhuma necessidade (Foto: Marcos Ribolli)


Compacto e organizado, o Botafogo, mesmo com apenas um volante pegador (Jean) e com os magrinhos Bochecha e Matheus Fernandes no meio-campo, conseguiu evitar que o Palmeiras pisasse na área. Na primeira etapa, somente Willian conseguiu invadi-la com perigo e, de três dedos, finalizou para defesa de Saulo. Na jogada, os alviverdes pediram pênalti de Igor Rabello, que desviou com a mão direita.


Os donos da casa ainda chegaram com Dudu, num contra-ataque, e Borja, num chute de fora da área, mas nem de longe fez uma partida brilhante. O Botafogo só ameaçou em chute de Marcinho, espalmado por Weverton e afastado por Antônio Carlos.


Início de etapa animador, expulsão letal

Depois de passar o primeiro tempo praticamente inteiro dedicado a apenas se defender, o Botafogo iniciou a etapa final buscando mais os contra-ataques. No primeiro minuto, Luiz Fernando quase abriu o placar após bom passe de Bochecha. Weverton o parou.


Apesar de Felipão ter colocado Lucas Lima no lugar de Bruno Henrique, o Palmeiras não conseguia ser incisivo. Perdeu uma grande chance sim, aos oito minutos, mas na bola parada. Após escanteio, Borja errou dentro da pequena área.



Yago toca a bola no campo de defesa (Foto: Marcos Ribolli)


A torcida alviverde já mostrava sinais de irritação quando Moisés, com cartão amarelo àquela altura, tomou decisão inexplicável aos 25 minutos. Diante de Dudu, ameaçou chutar a bola e, com ela dominada, resolveu deixar o braço no rosto do rival. Anderson Daronco não perdoou, mostrou o segundo amarelo e o expulsou. Muito desfalcado e com menos um, o Botafogo, como esperado, sucumbiu.



Expulso! Moisés deixa a mão em rosto de Dudu e recebe cartão vermelho aos 25 do 2º tempo



Olha que Rodrigo Pimpão teve chance de abrir o placar, aos 29, quando Felipe Melo errou inversão de bola para Diogo Barbosa. Pimpão esticou o pé, disparou em velocidade, mas, sem gás, chutou desequilibrado na entrada da área.


A partir dos 32 minutos, a previsível derrota se consumou. Lucas Lima abriu o placar num golaço, minutos depois Dudu perdeu pênalti, e o próprio Lucas fechou a conta no fim em cobrança de falta. Durante esse domínio, destaque para Saulo, que, mesmo com dores na coxa direita, defendeu uma penalidade. No primeiro tempo, já havia aparecido bem.



Saulo defende pênalti batido por Dudu (Foto: Felipe Zito)


Nem o alvinegro mais otimista contava com um bom resultado, mas o time vendeu caro a derrota. Se Moisés, jogador mais faltoso do confronto, tivesse a cabeça no lugar, seria substituído, e o Botafogo poderia segurar o empate. Fica mais uma lição ao time, que, a cada rodada, aproxima-se perigosamente da zona de rebaixamento.


Fonte: GE/Por Fred Gomes, Rio de Janeiro


Zé Ricardo cita desfalques e lamenta lance da expulsão de Moisés: "Decisivo"


Técnico lembra da ausência de cinco titulares, mas mostra satisfação com rendimento da equipe até a saída do lateral. Ele espera contar com os retornos de Carli e Valencia para sábado




Marcos Ribolli



Melhores momentos: Palmeiras 2 x 0 Botafogo pela 20ª rodada do Brasileirão 2018


A derrota por 2 a 0 para o Palmeiras, na noite desta quarta-feira, em São Paulo, deixou o Botafogo a três pontos da zona do rebaixamento e em alerta. Após o jogo, o técnico Zé Ricardo lamentou os desfalques e, é claro, a expulsão de Moisés no segundo tempo. Para ele, isso foi decisivo para o resultado final.


- Não gosto de fazer comparação de trabalho, mas estou fazendo um começo de trabalho. Hoje a gente sofreu com ausências, mas não deixamos de lutar até a expulsão. Acho que foi um pouco exagerada, mas não cabe comentar isso agora, mas o lance foi decisivo para o resultado final. A gente jogava bem, e o jogo foi decidido na categoria do Lucas Lima.


Zé Ricardo revelou que chegou a falar com Moisés antes da expulsão, mas que não pensava em tirá-lo do jogo.


- Eu fui falar com ele, porque a gente estava com os jogadores de frente desgastado. Como o Saulo estava com um problema muscular eu estava com medo de perder a substituição. Falei com o Gilson, mas eu não queria tirar o Moisés porque ele estava bem.


Confira mais tópicos da coletiva:


Pontos positivos do jogo
A gente reagiu bem, jogar aqui dentro com a pressão... isso da indícios que podemos fazer uma sequência melhor. Agora sábado temos uma verdadeira decisão dentro de casa. Precisamos ter o equilíbrio e tenho certeza que vai dar certo.


Reforços para sábado
Hoje a gente ficou sem o meia central. Lá atrás o João Paulo, o Marcos Vinicius, Leandrinho, Ranatinho e hoje o Leo Valencia que apresentou um desgaste muito grande e era um risco perder ele. Espero que o Joel e o Valencia voltem.


Importância de se vencer em casa
Sábado tem uma verdadeira decisão, precisamos vencer em casa. É ter equilíbrio e continuar confiante que vai dar certo. Podemos fazer sequência melhor.


Cinco jogos sem vencer
Sem dúvida é ruim. O resultado positivo te dá confiança, equilíbrio para trabalhar. Mas esse é o Brasileiro. Eu confio muito. O resultado de hoje com o Palmeiras com a força que tem, jogando aqui dentro, depois da expulsão mereceu.


Fonte: GE/Por Eduardo Rodrigues, São Paulo

quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Sem vencer há quatro jogos, Botafogo se arma para tirar pontos do Palmeiras de Felipão





(Botafogo de Futebol e Regatas)


A volta do Botafogo ao Campeonato Brasileiro após a vitória por 2 a 0 sobre o Nacional, que classificou o time para a próxima fase da Sul-Americana, foi desastrosa. O Alvinegro foi derrotado pelo Galo por 3 a 0 e escapou de levar uma goleada histórica do freguês jogando em casa. Isso, com a necessidade premente de pontuar em todos os jogos para se afastar o quanto antes da zona perigosa.


Veja o que escrevemos sobre o contexto no post de pré-jogo: Botafogo recebe o Galo no Nilton Santos no encerramento do 1o. turno do Brasileirão...


Com Renatinho pelo meio e Valencia deslocado para a esquerda formando a linha de frente com Luis Fernando e Aguirre, o Botafogo começou o jogo pressionando o Atlético, animando a torcida. Levou perigo ao gol de Victor em dois bons chutes de Valencia e outro de Renatinho e só passou sufoco no quando Ricardo Oliveira, evidenciando uma falha de posicionamento dos donos da casa pela direita, arrancou num contra-ataque fulminante e chegou livre de marcação diante de Saulo. O atacante tirou do goleiro mas a bola passou caprichosamente rente a trave esquerda dando um susto sem tamanho na torcida. Próximo do intervalo, o ímpeto inicial do time carioca foi esmaecendo do que se aproveitou o Galo pra jogar em nosso campo. O cansaço era evidente e seria decisivo para o resultado do jogo.


DEU GALO NO RIO! Luan, Cazares e Tomás Andrade 
marcam no segundo tempo e dão vitória ao Atlético-MG 
contra o Botafogo. (@FoxSportsBrasil)

Na volta para a segundo etapa, já com Pimpão na vaga de Renatinho, o Bota não resistiu por muito tempo. Aos 16', Luan abriu o placar para os mineiros após boa trama pela direita. Receber livre dentro da área e tocou no canto esquerdo de Saulo. Daí pra frente bateu o desespero.

Se a entrada de Pimpão não fez o efeito esperado, muito menos a de Brenner na vaga de Bochecha. Com o time escancarado, cansado e em desvantagem no placar, o segundo e o terceiro gols era questão de tempo. Em falha grotesca de Luis Ricardo, Chará ganhou do marcador, penetrou pela direita e serviu a Cazares que estrava pelo meio: 2 a 0 para o Galo (35'). O tiro final saiu dos pés de Tomás Andrade decretando o placar final de 3 a 0 (44').


Com o resultado desastroso, estacionamos nos 22 pontos. Caímos da 10a. posição na tabela para a 12a., no limite da classificação para a Sul-Americana do próximo ano. Com o sinal de alerta ligado, permanecemos a três pontos do Vitória (19) que abre a zona de rebaixamento.

Mas não há tempo para lamentações. Nesta quarta, abrindo o returno do campeonato, o Botafogo, que não vence há quatro jogos no Brasileirão, encara o fortíssimo Palmeiras, às 21h, no Allianz Park em São Paulo.  

Sob o comando de Felipão, o time paulista vai muito bem na competição. Ocupa a 6a. posição na tabela com 32 pontos, e vem de uma vitória convincente por 3 a 0 contra o Vitória no Barradão.

O Palmeiras leva boa vantagem no retrospecto contra o Botafogo. No histórico do confronto no Brasileirão unificado ocorreram 55 jogos com 23 vitórias dos palmeirenses e 74 gols marcados contra 14 dos botafoguenses, com 55 gols marcados. As equipes ainda empataram 18 vezes.

O confronto do primeiro turno marcou a estreia das equipes no campeonato. No Nilton Santos, as equipes empataram por 1 a 1. Guerra abriu o marcador para o Verdão enquanto Igor Rabello garantiu a igualdade no marcador.


TABELA DO BRASILEIRÃO ATUALIZADA 
(@FoxSportsBrasil)
O Bota fazia uma boa campanha jogando em casa onde se manteve invicto até a derrota acachapante de domingo. Uma condição bem diferente do rendimento quando joga fora.

Dos trinta pontos disputados como visitante, conquistou apenas seis. Empatou com o Sport, Bahia e Paraná e venceu apenas uma vez - o Vasco em São Januário. O aproveitamento pífio de 20% é muito abaixo do aceitável e precisa urgentemente ser melhorado. Hoje teremos uma nova oportunidade de reverter esse quadro diante do poderoso Palmeiras que segue invicto e sem levar gols sob o comando de Felipão.

Já em casa, dos vinte e sete pontos disputados como mandante, conquistamos dezesseis. Vencemos Grêmio, Fluminense, CAP e Chape e empatamos com Palmeiras, Vitória, Ceará e Santos. Nesse caso, o aproveitamento é de 66,6%, o que é bem razoável.

No cômputo geral do campeonato, o aproveitamento do Bota que era de 40,7% caiu para 38,6%, insuficiente para livrar o time do fantasma do descenso. Nas 19 rodadas, o time conseguiu cinco vitórias, sete empates e foi derrotado sete vezes. Por sua vez, a média de gols continua muito baixa. Em 19 jogos marcamos 18 vezes enquanto nossa defesa foi vazada 25 vezes. O saldo negativo subiu  para 7 gols.

Ainda sem poder contar com Jefferson, Gatito, João Paulo, Kieza, Leandrinho, Marcos Vinícius, Igor Cássio entregues ao DM e, mais recentemente, Lindoso e Renatinho e com Joel Carli e Leo Valencia poupados por desgaste, Zé Ricardo deve armar a equipe com três volantes em vez de manter o esquema que vinha utilizando com um meia e três atacantes. Nesse caso, Luis Ricardo, que foi muito mal contra o Atlético, cede a vaga à Marcinho ...mais »


Por Felipao Bfr em Blog do FelipaoBfr