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quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Jean espera tirar proveito do desgaste do Grêmio: "É muito favorável para nós"


Volante, que deve ser titular pelo terceiro jogo seguido, vê Botafogo com potencial para brigar pelo G-6 do Brasileirão e foca nos detalhes para quebrar jejum fora do Rio de Janeiro



Twitter oficial do Botafogo



Depois de vencer o Sport por 2 a 0, o Botafogo está tendo uma semana inteira de treinamentos até o próximo jogo, sábado, contra o Grêmio, em Porto Alegre. Ao contrário do adversário, que nessa terça teve um duelo desgastante contra o Estudiantes pelas oitavas de final da Libertadores - os gaúchos venceram nos pênaltis. O Glorioso espera tirar proveito desse desgaste, segundo o volante Jean.


- É muito favorável para nós, não vou mentir. Quando nós estamos na situação deles, sabemos quanto pesa. Foi assim quando jogamos contra o Nacional no meio de semana (vitória por 2 a 0) e no fim de semana pegamos o Atlético-MG em casa (derrota por 3 a 0). No segundo tempo já estávamos com as pernas um pouco pesadas. Pesará muito para o Grêmio da mesma maneira. Mas são 25 jogadores de qualidade lá. Quem entrar vai entrar bem. Times como Grêmio, Palmeiras, Cruzeiro... Se entrarem com titulares ou reservas, podemos esperar jogo duro - disse, em entrevista coletiva nesta quarta.


Jean falou sobre os jogadores de frente do Grêmio e traçou uma comparação entre a grande joia tricolor e um companheiro de Botafogo.


- O Everton é aquele jogador que tem qualidade no mano a mano. É como se fosse para nós o Luiz Fernando. Dá a bola nele que vai em velocidade e a gente sabe que vai ganhar. O Luan é o que cai mais na minha zona. Já marquei ele algumas vezes e pensava nisso sempre: se der dois metros de espaço, ele vai conseguir alguma coisa. Tem o Jael, o Cruel (risos), tem o André... A gente tem que tomar cuidado com eles.


JEJUM FORA DO RIO


O Botafogo não vence um jogo como visitante fora do Rio de Janeiro pelo Brasileirão desde novembro do ano passado, quando bateu o Sport por 2 a 1 na Ilha do Retiro - em junho deste ano o Alvinegro superou o Vasco por 2 a 1 em São Januário, ou seja, dentro do Rio. Para Jean, esse jejum é questão de detalhe.


- Seria hipócrita falar que não temos feito bons jogos fora de casa. Contra o Bahia lá, com um a menos conseguimos buscar o resultado dificílimo. Tomamos gol no finalzinho. Por que não estamos ganhando fora do Rio de Janeiro? Por detalhe. Contra qualquer time, se não tomar cuidado nos 90 minutos, vai tomar gol. Temos que cuidar dos detalhes.


O volante foi titular nas duas últimas partidas e tem tudo para ser de novo contra o Grêmio. Se o Botafogo vencer, pode subir da 11ª para a nona posição do Brasileiro. Até onde pode chegar esse time?


- Sabemos que temos potencial para brigar pelo G-7, G-6. A gente acredita que tem uma briga boa pela frente. Está tão embolado, que isso nos dá esperança. Saber que, com três vitórias seguidas, você está lá em cima.


Botafogo e Grêmio se enfrentam em Porto Alegre às 16h deste sábado. O jogo é válido pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro.


Fonte: GE/Por Ivan Raupp, Rio de Janeiro

Botafogo tenta embalar sucesso, mas segue sem conseguir repetir time. Você lembra a última vez?


Entre lesões, suspensões, trocas de comando e opções técnica, o Alvinegro busca nova vitória e tem Moisés e Bochecha novamente à disposição. Por outro lado, Rabello está fora





Expulso contra o Palmeiras, Moisés pode voltar. Agora, Rabello que está suspenso (Anderson Rodrigues / Agencia F8)


Com um novo ciclo no horizonte, o Botafogo vem tendo a semana cheia para treinar e tentar engatar uma sequência positiva na temporada. E, o mais importante, com paz, algo que estava em falta no clube antes da vitória sobre o Sport, no último sábado, após cinco partidas sem saber o que é triunfar no Campeonato Brasileiro.

O próximo adversário será o Grêmio, neste sábado. Depois da vitória passada, Zé Ricardo bateu na tecla da "abertura grande" do elenco em prol de entrosamento. Entretanto, para seguir a pavimentação de uma base, o técnico seguirá sem poder repetir a escalação do time.

Aliás, não é de hoje que constantes mudanças são vistas entre os 11 iniciais. O torcedor botafoguense não vê uma equipe repetida de um jogo para o outro desde o dia 3 de março, quando Alberto Valentim, ainda no início de sua trajetória, usou o mesmo time titular contra Cabofriense (vitória por 1 a 0) e Flamengo (derrota por 1 a 0), pela Taça Rio.

- É um grupo muito receptivo, que sabe de suas limitações e de suas qualidades. Eles têm demonstrado uma abertura grande para que a gente se entrose cada dia mais - comentou Zé Ricardo.

Nas ocasiões, Valentim entrou com Gatito Fernández; Marcinho, Igor Rabello, Marcelo Benevenuto e Moisés; Rodrigo Lindoso, João Paulo e Leo Valencia; Ezequiel, Rodrigo Pimpão e Kieza. Seja por lesões, opções técnicas, táticas ou suspensões, repetição não tem sido característica no Botafogo.

Se Zé deve contar com o retorno do goleiro Saulo, por outro, não poderá escalar Igor Rabello, que, pela primeira vez em 2018, após 43 partidas consecutivas, será desfalque - pois está suspenso. E ele comentou a respeito da importância da repetição, mas salientando boas entradas de reservas.

- Acho que ajuda. Sempre bom todos os atletas estarem jogando. Todo mundo dando conta do recado. Bochecha ficou muito tempo sem jogar e deu conta, Yago deu conta do recado também. O grupo está dando conta do recado.


Fonte: LANCE! Rio de Janeiro (RJ)

terça-feira, 28 de agosto de 2018

Papo, famílias e conselhos: exemplo e líder dentre os gringos, Carli elogia estrangeiros alvinegros e pede paciência



Após duas últimas vitórias decididas por jogadores nascidos fora do país, argentino de 31 anos, que marcou no sábado, pede paciência à torcida na hora de cobrar e aponta evolução de Valencia e Aguirre







Chamado de xerife, um dos heróis na final do Carioca 2018 e titular absoluto, Joel Carli é o gringo mais popular do atual elenco entre os torcedores alvinegros. Estrangeiro com mais jogos (104) e gols (seis) do grupo botafoguense, o argentino de 31 anos abriu o caminho (veja em vídeo abaixo) para a vitória do Botafogo por 2 a 0 sobre o Sport, no sábado. E o momento é favorável para jogadores nascidos fora do país no clube.


Os gols de Botafogo 2 x 0 Sport pela 21ª rodada do Brasileirão 2018


Nos últimos dois triunfos da equipe, os gringos foram protagonistas. Diante do Nacional-PAR (também 2 a 0), o chileno Valencia fechou a conta. Diante dos pernambucanos, o uruguaio Aguirre encerrou o marcador. Dois atletas que, diferentemente de Carli, sofreram em seus respectivos inícios em General Severiano com vaias e desconfiança.


Valencia, de 27 anos, chegou em julho de 2017 e soma quatro gols em 54 jogos como botafoguense. Anunciado em março, Aguirre, nascido em outubro de 1994, desencantou no último sábado e marcou pela primeira vez. Até agora, tem 16 partidas pelo clube. A adaptação, de acordo com Carli, capitão no último jogo, naturalmente depende de tempo.


- A cada jogo que passa, estão evoluindo. O Valencia vem se destacando nos últimos jogos. O Aguirre desempenhou um papel muito importante e ainda marcou um gol no último jogo. Todo jogador que chega de outro país precisa de um tempo para adaptação. Isso é normal - disse o argentino.



Valencia comemora o gol contra o Nacional-PAR, pela Sul-Americana (Foto: André Durão/GloboEsporte.com)


Para familiarizar a dupla com o Rio de Janeiro e o Botafogo, Carli faz programas familiares junto a Valencia e Aguirre. Nos treinos, estão sempre próximos uns aos outros.


- Já estou muito bem ambientado ao clube e à cidade, e isso também ajuda na hora de conversar com o Valencia e com o Aguirre, por exemplo. Somos amigos. Procuramos reunir as famílias em algumas ocasiões. Isso também facilita no processo da adaptação.


Líder dentro do elenco, Carli garante não concentrar sua preocupação apenas com jogadores que falam espanhol. Os jovens sempre estão na mira do defensor, conhecido por cobrar muito seus companheiros, principalmente em divididas.



Aguirre comemora o gol contra o Sport (Foto: André Durão)


- Sempre procuro conversar não só com os estrangeiros, mas também com os mais jovens. Passo um pouco do que vivi ao longo da minha carreira e procuro orientar e dar conselhos dentro do campo.


Sentiu falta do Gatito Fernández, goleiro de apenas 30 anos, herói do título estadual ao lado do Carli e com grande potencial para virar ídolo alvinegro? O caso dele é diferente. Chegou a General Severiano com três anos de Brasil nas costas, falando um bom português e com dois clubes locais no currículo (Vitória e Figueirense). Valencia e Aguirre vieram direto de Chile e Uruguai, respectivamente, e têm em Carli e no próprio Gatito exemplos de que gringos funcionam bem nesse Botafogo de hoje.


Fonte: GE/Por Felippe Costa e Fred Gomes, Rio de Janeiro