Páginas

terça-feira, 4 de setembro de 2018

Hora de ganhar jogo grande: Botafogo tem aproveitamento de 28% contra os outros principais clubes do Brasil


Em 13 confrontos, Alvinegro venceu apenas três, sendo que em um deles o Grêmio levou reservas a campo; nesta semana, tem mais dois clássicos, contra Cruzeiro e Fluminense



Lucas Uebel/Divulgação Grêmio


Embora o conceito incomode a alguns clubes tradicionais do país, existe uma elite dos 12 grandes do Brasil: além do Botafogo, há outros três no Rio, quatro em São Paulo, dois em Minas Gerais e mais outros dois em Porto Alegre. Nesse tipo de confronto no Brasileirão 2018, o Alvinegro tem se saído muito mal - aproveitamento de 28% (11 pontos conquistados em 39 possíveis). São oito derrotas em 13 jogos.


Nesta quarta-feira, às 19h30, o Botafogo novamente tem pela frente um dos 12 principais clubes do país: recebe o Cruzeiro, no Nilton Santos. Até agora, os números são desanimadores contra essas equipes. O Botafogo teve melhor rendimento nos clássicos regionais: venceu Vasco e Fluminense, perdendo para o Flamengo. A única vitória contra times de fora foi contra o Grêmio, que foi ao Nilton Santos com um time formado majoritariamente por reservas.


Os gols de Vasco 1 x 2 Botafogo pela 9ª rodada do Campeonato Brasileiro


- Não digo que somos inferiores a outros clubes, mas claro que o elenco do Grêmio e do Cruzeiro são mais elásticos que o nosso. Mas não é desculpa. Em campo são 11 contra 11. Sabemos que estamos devendo para a nossa diretoria, para o nosso torcedor - disse o lateral Moisés.


Confrontos contra os principais clubes do Brasil
Adversário Placar Estádio Rodada
Palmeiras 1x1 Nilton Santos 1ª
Grêmio (reserva) 2x1 Nilton Santos 3ª
Cruzeiro 0x1 Mineirão 4ª
Fluminense 2x1 Nilton Santos 5ª
São Paulo 2x3 Morumbi 8ª
Vasco 2x1 São Januário 9ª
Corinthians 0x2 Arena Corinthians 13ª
Flamengo 0x2 Maracanã 14ª
Internacional 0x3 Beira-Rio 16ª
Santos 0x0 Nilton Santos 17ª
Atlético-MG 0x3 Nilton Santos 19ª
Palmeiras 0x2 Allianz Parque 20ª
Grêmio 0x4 Arena do Grêmio 22ª

No quesito gols sofridos, a situação também é bastante negativa. O Botafogo marcou nove vezes e sofreu 24, média quase de dois por jogo. O time só não levou gol no empate em 0 a 0 com o Santos. Para Moisés, é fundamental entrar ligado nesse tipo de jogo.


- Sabemos que, ao jogar contra equipes que têm elenco qualificado, você tem que errar menos. Tivemos prova contra o nosso rival, entramos desligados e levamos dois gols em sete minutos - disse o lateral Moisés, referindo-se ao último jogo contra o Flamengo.


Para tentar melhorar esse quadro, o técnico Zé Ricardo terá a volta do zagueiro Igor Rabello, que estava suspenso e não pegou o Grêmio. Ele é um ponto forte nas jogadas de bola parada no ataque e também defensivamente. Além de Rabello, Kieza também pode voltar ao time. O atacante se recuperou de lesão na coxa e tem tudo para ser relacionado.


Ao analisar o Cruzeiro, Moisés exaltou o meio-campo, a bola aérea e nomes como os de Thiago Neves, Robinho, Arrascaeta e Dedé (os últimos dois convocados). E lembrou que, às vezes, pode ser mais interessante jogar de forma compacta e esperar o momento de tentar a vitória.


- Nesses jogos contra times grandes, as oportunidades são mínimas, e temos que tentar aproveitar para surpreendê-los - receitou.


Botafogo e Cruzeiro se enfrentam, às 19h30, da próxima quinta, no Estádio Nilton Santos. Para tentar chamar o torcedor, a diretoria faz promoção nos ingressos.


Fonte: GE/Por Felippe Costa e Fred Gomes, Rio de Janeiro

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Com oito gols cada, Kieza e Brenner estão longe da média dos artilheiros do Botafogo nos anos 2000, que é de 19 gols por ano


Centroavantes são os principais goleadores do time na temporada; Aguirre, que já participou de 17 jogos, balançou as redes apenas uma vez





Aguirre estreou após os demais, e, em 17 jogos, soma apenas um gol. Foi o último dos centroavantes a marcar, mas é o que menos tem gols (Foto: Vitor Silva / SS Press / BFR)


De 2000 até agora, os artilheiros do Botafogo por ano somam 397 gols marcados. Mas os de 2018 deixam a desejar a três meses do fim da temporada. Kieza e Brenner têm oito gols cada e não marcam há um bom tempo.


Kieza foi atrapalhado por uma lesão no músculo posterior da coxa direita, que o afastou dos campos no dia 12 de agosto. Ele voltou a treinar na última semana, mas não enfrentou o Grêmio, no sábado. O último gol do K-9 foi antes da Copa do Mundo, dia 10 de junho, no empate por 3 a 3 com o Bahia, no Estádio Fonte Nova, pela 11ª rodada do Brasileirão. O atacante marcou duas vezes.


Já o jejum de Brenner, que atuou nas últimas cinco partidas do time, é ainda maior: a última vez que balançou as redes foi em 28 de abril, na vitória por 2 a 1 sobre o próprio Grêmio, no Nilton Santos, pelo primeiro turno.


Artilheiros do Botafogo nos Anos 2000


ANO JOGADOR GOLS

2000 Zé Carlos 17
2001 Taílson e Rodrigo 16
2002 Dodô 26
2003 Leandrão 17
2004 Alex Alves 12
2005 Alex Alves 22
2006 Dodô 24
2007 Dodô 34
2008 Wellington Paulista 29
2009 Victor Simões 19
2010 Loco Abreu 24
2011 Loco Abreu 26
2012 Elkeson 18
2013 Rafael Marques 19
2014 Zeballos 9
2015 Sassá e Bill 11
2016 Sassá 14
2017 Roger 17


Entre os centroavantes, Rodrigo Aguirre é o que tem o último gol mais fresco na memória: marcou contra o Sport, dia 25 de agosto, também no Nilton Santos. Porém, este foi o primeiro e único do uruguaio pelo Bota. Esperança de gols do torcedor alvinegro, o atacante já fez 17 jogos pelo clube após estrear contra o Fluminense, dia 14 de maio, dois meses depois de ser apresentado.


Sem a precisão dos centroavantes, vez ou outra jogadores das demais posições aparecem para ajudar na missão. O zagueiro Igor Rabello, o meia Leo Valencia e o atacante Rodrigo Pimpão, todos com quatro gols, são outros que mais balançaram as redes no ano.


Em busca de soluções para o ataque, o Botafogo foi ao mercado recentemente e contratou Erik, que estava no Atlético-MG e pertence ao Palmeiras. Apesar de não ser um centroavante, espera-se que a velocidade aliada à habilidade do atacante, que atua mais pelos lados, possa influenciar nos números ruins dos homens-gol.


Brenner, Kieza e principalmente Aguirre estão longe das marcas alcançadas pelos artilheiros alvinegros nos últimos anos. Dodô, com 34 gols em 2007, Wellington Paulista, com 29 em 2008, e Loco Abreu, com 26 em 2011, são os principais goleadores do clube nos anos 2000. A média dos artilheiros nesses 18 anos é de 19 gols por temporada.



Dodô foi quem mais marcou de 2000 para cá em apenas um ano: fez 34 em 2007 (Foto: Reuters)


Zeballos, na temporada de 2014, tem o pior número: nove gols no total, sendo apenas seis até esse mesmo período do ano. Sassá e Bill, que anotaram 11 tentos cada em 2011, e Alex Alves, que balançou as redes 12 vezes em 2004, são outros com marcas ruins no período. Bill, porém, marcou todos os gols apenas no primeiro semestre, já que se transferiu para o futebol japonês na segunda parte do ano.


Para ultrapassar a marca do artilheiro do ano passado, Roger, que fez 17 gols (14 até esse mesmo período do ano), Kieza e Brenner precisam marcar mais nove vezes. Para isso, terão os 14 jogos que restam no Brasileiro e mais as partidas da Sul-Americana: o Bota está nas oitavas de final da competição e tem o Bahia como adversário.


Fonte: GE/Por Emanuelle Ribeiro, Rio de Janeiro

domingo, 2 de setembro de 2018

Inferioridade técnica, marcação frouxa e zaga em dia infeliz: por que o Botafogo foi goleado pelo Grêmio


Passivo, time de Zé Ricardo dá espaço para gaúchos trocarem passes com liberdade seja pela intermediária ou pelos lados do campo



Lucas Uebel/Divulgação Grêmio


Não é preciso ser um profundo conhecedor de futebol para identificar pontos fundamentais na goleada sofrida pelo Botafogo por 4 a 0 para o Grêmio, em Porto Alegre. Além da enorme diferença técnica, o time não foi aguerrido, marcou mal e deixou os principais jogadores rivais passearem em campo. (veja os melhores momentos abaixo)





 Melhores momentos: Grêmio 4 x 0 Botafogo pela 22ª rodada do Brasileirão


++Clique aqui e leia a sincera entrevista de Zé Ricardo, que lamentou a falta de "competitividade" do Botafogo


Espaços aos montes e primeiro gol após pixotada

Time ciente de suas limitações, o Botafogo tem se superado com boa compactação, mas neste sábado isso não se desenvolveu da melhor maneira. Zé Ricardo admitiu que, com uma meia-pressão, tentou atrapalhar a saída de bola adversária realizada por Maicon e Cícero, mas seus jogadores deram muitos espaços.


Era impressionante a facilidade com a qual Luan, Everton e Léo Moura, por exemplo, se movimentavam tanto pelos flancos quanto pelo meio.


Mas um gol cedido infantilmente aos oito minutos deixou o que já era difícil mais complicado. Yago atrasou mal para Saulo, que, desequilibrado, espanou para a entrada da área. Luan chutou no gol, e Carli salvou com o braço direito. Jael converteu a penalidade.


Zé Ricardo tratou a postura do Botafogo como preponderante para o resultado. Segundo ele, o time não competiu. E não competiu mesmo. No outro gol da etapa, Cícero recebe na intermediária em situação muito cômoda. Levantou na área, e Jael, também com facilidade, livrou-se de Carli e ampliou.



Jael encontra muita facilidade para fazer o segundo gol (Foto: ITAMAR AGUIAR/AGÊNCIA FREE LANCER/ESTADÃO CONTEÚDO)


Além da liberdade dada a Cícero, um buraco se observa no lado direita da defesa. Diante disso, Marcinho e Carli primeiramente se direcionam a Everton, mas desistem e, desgovernados, tentam parar Jael sem sucesso.




Jael marca o segundo gol do Grêmio diante do Botafogo após bela troca de passes


Mesmo roteiro na etapa final: muita liberdade e novo pênalti

Mesmo com um volante mais marcador no segundo tempo - Marcelo substituiu Matheus Fernandes -, o Botafogo voltou do intervalo com a mesma postura: deixava o Grêmio entrar sem incomodar, sem competir, como frisou Zé.


No início, o time até teve alguns momentos ofensivos interessantes com Erik, única figura capaz de incomodar a defesa adversária. Em compensação, ele não ajudou tanto na recomposição.


O terceiro gol, marcado aos 16 minutos, é a prova maior da falta de competitividade alvinegra. De Luan livre pela direita para Alisson livre na entrada da área. De lá, para o gol. Muita passividade alvinegra na jogada.


No quarto, pênalti bobo de Carli. André, a exemplo de Jael, bateu bem e fechou a conta.


O Grêmio podia ter feito muito mais, e o Botafogo tem outro rival duro pela frente. Quarta-feira, às 19h30, recebe o Cruzeiro no Nilton Santos. Zé Ricardo e seus jogadores sabem que é preciso competir e não repetir mais em 2018 uma atuação tão passiva.


Fonte: GE/Por Fred Gomes, Rio de Janeiro