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quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Depois da goleada sofrida para o Grêmio, Botafogo busca reação contra o Cruzeiro no Nilton Santos (Atualizado)




Vamos juntos pelo Botafogo! Quarta-feira é dia de Estádio Nilton Santos! #VamosFOGO 
(Botafogo de Futebol e Regatas)


Com a derrota acachapante para o Grêmio por 4 a 0 no último sábado, voltamos à estaca zero.

O resultado humilhante que o time de Renato nos impôs em Porto Alegre, deveria servir de freio de arrumação. Uma espécie de alerta para um novo começo de trabalho, tanto na escolha do esquema que mais se adeque ao grupo de jogadores disponíveis quanto das peças que melhor desempenhem as funções.

Não pode um time mediano como esse Botafogo de 2018 ir pro confronto direto contra o Grêmio sem sequer ter um "colete" à prova de gols.

Tal ousadia justifica às pesadas críticas ao nosso técnico que, diante das dificuldades sabidas por todos, quis jogar de igual pra igual contra um time muito superior nos aspectos técnicos, táticos e de vontade. Ao ver a presente situação, a torcida se remete aos tempos de Jair Ventura que, ao assumir o comando da equipe e sabendo das deficiências técnicas do time de 2016/2017, armou um esquema cauteloso como convinha àquele grupo na ocasião. O trabalho consciente nos trouxe bons resultados até que, ainda sem motivos sabidos na exatidão dos fatos, pôs tudo a perder com a falta de comando do vestiário - segundo dizem, influenciado por lideranças nocivas ao clube - como acompanhamos dolorosamente nos últimos atos da campanha.

Dessa forma, não se pode conceber que o técnico Zé Ricardo, tendo sido treinador de Flamengo e Vasco no curto espaço de dois anos e que tenha disputado inúmeras partidas contra o, então, rival Alvinegro, não tenha percebido esse "detalhe" fundamental. Esperava-se que chegasse ao clube com todas as questões de esquema e peças resolvidas na cabeça para que pudéssemos recuperar o tempo perdido no pós-Copa com a aventura Paquetá.


Com muita facilidade, o Grêmio goleou o Botafogo em casa
 e se aproximou ainda mais dos líderes! Jael, duas vezes,
 
Alisson e André marcaram para o Imortal! (@FoxSportsBrasil)
Mas o que vimos no fatídico jogo contra o Grêmio foi um time sem vontade e mal postado em campo que facilitou sobremaneira a missão do adversário, isso depois de a semana inteira só treinando.

Como explicar um 4 a 0 clássico, duas bolas na trave e o fato de não termos chutado uma única bola em gol mesmo quando a ocasião exigia - numa delas, o atacante Erik driblou adversários, chegou diante do goleiro e, em vez de concluir em gol, preferiu procurar um companheiro melhor colocado que simplesmente não existia.

E o estrago poderia ter sido maior ainda caso o Grêmio não tivesse diminuído o ritmo no 2o. tempo, lembrando que o Tricolor gaúcho vinha de uma classificação duríssima na Libertadores contra o Estudiantes no meio de semana. Isso expõe a grande diferença no preparo físico, técnico e tático entre as equipes.

O resultado humilhante em Porto Alegre fez a torcida esquecer de imediato a vitória conseguida sobre o Sport. A esperança acesa após o jogo no Nilton Santos deu lugar à decepção de agora com a proximidade da zona de descenso que atormenta os torcedores.


Veja o que escrevemos no post de pré-jogo: Após vitória sobre o Sport, Botafogo vai ao sul encarar o Grêmio na Arena...


Estacionado nos 25 pontos, o Botafogo perdeu três posições no fechamento da rodada. Estava na 12a. posição e caiu para a 15a., ultrapassado que foi pelo Atlético-PR (27) que venceu o Bahia (25), pelo Santos (27) que venceu o Vasco (24) e pelo Vitória (25) que venceu o América-MG (26) e soma uma vitória a mais do que o Alvinegro. Esses sete times, mais o Fluminense e o Sport, formam o grupo dos nove com pontuação entre 23 e 27 pontos que brigam entre si para permanecerem afastados da zona de tormenta.

No confronto de sábado, o Bota fez a pior partida sob o comando de Zé Ricardo e uma das piores de toda a temporada. Com Saulo inseguro como nunca e Yago formando dupla com Joel Carli, vimos o desastre se desenhar com poucos minutos de jogo. O zagueiro que vinha de boas jornadas fazendo dupla com Rabello, foi uma decepção jogando pela esquerda ao lado do argentino. Por sua vez, Marcinho e Moisés só conseguiam barrar o ataque gremista na base das faltas. Se a zaga não honrou o compromisso, muito menos a proteção a ela. Com uma partida muito aquém das possibilidades, Matheus e Jean decepcionaram, facilitando o trabalho do experiente meio campo gremista. Valencia não apareceu no jogo assim como Luiz Fernando e Brenner que nem foram notados. Os raros momentos de lucidez saíram dos pés de Erik que tentou alguma coisa mas não achou com quem dialogar. Se os "titulares" estavam nesse nível, o que dizer dos seus substitutos? Marcelo entrou no lugar de Matheus no intervalo, Pimpão no de L. Fernando e Aguirre no de Brenner, e o panorama só piorou.

Os gols do Grêmio foram surgindo naturalmente sob o olhar resignado dos alvinegros. Jael abriu o placar aos 11'/1o.T cobrando pênalti com cavadinha - Carli tocou com a mão na bola na tentativa de interceptar tiro de frente para o goleiro após patacoada de Yago ao atrasar bola para Saulo. No segundo, o meia Cicero enxerga Jael dentro da área e lança para o artilheiro. O atacante domina a bola, se livra com facilidade de Carli e Marcinho e chuta sem chances para Saulo aos 44'.

Debaixo de chuva forte e sem conseguir barrar o ímpeto dos donos da casa, o Bota levou o terceiro já aos 15'/2o.T. Luan escapou pela direita e serviu a Alisson próximo à grande área. Com liberdade para manobrar, o atacante deferiu um chute certeiro no canto direito de Saulo que tentou mas não chegou na bola. O quarto era questão de tempo, tanto que André marcou aos 30' cobrando pênalti - o segundo da partida, o segundo em mão de Carli dentro da área. Saulo até acertou o canto mas o atacante que havia entrado na vaga de Jael, bateu com precisão. Dessa forma, a goleada estava decretada na Arena.



Vantagem da Raposa contra o Glorioso no histórico do 
Brasileirão. Quem vence o próximo jogo? (Canal Premiere)
O próximo compromisso do Botafogo é contra o Cruzeiro de Mano Menezes, às 19h30 desta quarta-feira, no Nilton Santos. O adversário soma 31 pontos e ocupa a sétima posição na tabela. Em 22 jogos, conseguiu 10 vitórias e 7 empates e coleciona 7 derrotas.

No primeiro turno, jogando no Mineirão, o Cruzeiro venceu com gol de Dedé no segundo tempo. O artilheiro subiu mais do que a zaga numa cobrança de escanteio. Era a primeira vitória dos cruzeirenses no Brasileirão. Com os primeiros três pontos no campeonato, a Raposa deixava a zona de rebaixamento enquanto o Glorioso perdia a invencibilidade e, com cinco pontos, caia para a nona posição.

No histórico dos confrontos pelo Brasileirão, foram disputadas 65 partidas com boa vantagem para a Raposa. Enquanto o Botafogo venceu 19 vezes, o Cruzeiro venceu 26, com 20 empates registrados entre eles. Os mineiros marcaram 92 gols contra 77 dos cariocas.


Fim de mais uma rodada, briga firme na parte de cima e
debaixo da tabela! Se liga aí! (@FoxSportsBrasil
Com uma campanha bem abaixo do esperado após a Copa, o Bota dava mostras de que poderia reagir sob o comando de Zé Ricardo mas após a derrocada contra o Grêmio a coisa muda de figura.

Se por um lado o time faz uma campanha bem razoável jogando em casa, não consegue repetir o feito quando joga fora. Vide o ocorrido em Porto Alegre.

Dos trinta e seis pontos disputados como visitante, conquistou apenas seis. Empatou com o Sport, Bahia e Paraná e venceu o Vasco em São Januário. O aproveitamento que era de 18,18% chegou ao fim do poço com míseros 16,6%, muito abaixo do aceitável.

Já em casa, dos trinta pontos disputados como mandante, conquistamos dezenove. Vencemos Grêmio, Fluminense, CAP, Chape e Sport; empatamos com Palmeiras, Vitória, Ceará e Santos e fomos derrotados pelo Galo. Nesse caso, o aproveitamento é de 63,33%, índice altamente aceitável.

Após 22 rodadas, o aproveitamento geral que era de 39,7%, caiu para 37,9% com mais uma derrota fora de casa. O time conseguiu seis vitórias, sete empates e foi derrotado nove vezes. De mesma forma, a média de gols continua muito baixa. Marcamos 20 vezes enquanto nossa defesa foi vazada 31 vezes. O saldo negativo subiu para 11 gols.

Ainda sem poder contar com Jefferson, Gatito, João Paulo, Leandrinho, Marcos Vinícius, Igor Cássio e Renatinho entregues ao DM ou em fase de transição, a dúvida persiste: qual o direcionamento que Zé Ricardo vai dar à equipe depois da atuação vexaminosa contra o Grêmio? Optar por uma formação mais cauteloso com três volantes como quer a maioria dos torcedores ou insistir numa formação mais escancarada com um meia e três atacantes utilizada contra o Grêmio? Quem deixaria o time? Jean, Valencia, Luis Fernan... mais »


Por Felipao Bfr em Blog do FelipaoBfr 

terça-feira, 4 de setembro de 2018

Hora de ganhar jogo grande: Botafogo tem aproveitamento de 28% contra os outros principais clubes do Brasil


Em 13 confrontos, Alvinegro venceu apenas três, sendo que em um deles o Grêmio levou reservas a campo; nesta semana, tem mais dois clássicos, contra Cruzeiro e Fluminense



Lucas Uebel/Divulgação Grêmio


Embora o conceito incomode a alguns clubes tradicionais do país, existe uma elite dos 12 grandes do Brasil: além do Botafogo, há outros três no Rio, quatro em São Paulo, dois em Minas Gerais e mais outros dois em Porto Alegre. Nesse tipo de confronto no Brasileirão 2018, o Alvinegro tem se saído muito mal - aproveitamento de 28% (11 pontos conquistados em 39 possíveis). São oito derrotas em 13 jogos.


Nesta quarta-feira, às 19h30, o Botafogo novamente tem pela frente um dos 12 principais clubes do país: recebe o Cruzeiro, no Nilton Santos. Até agora, os números são desanimadores contra essas equipes. O Botafogo teve melhor rendimento nos clássicos regionais: venceu Vasco e Fluminense, perdendo para o Flamengo. A única vitória contra times de fora foi contra o Grêmio, que foi ao Nilton Santos com um time formado majoritariamente por reservas.


Os gols de Vasco 1 x 2 Botafogo pela 9ª rodada do Campeonato Brasileiro


- Não digo que somos inferiores a outros clubes, mas claro que o elenco do Grêmio e do Cruzeiro são mais elásticos que o nosso. Mas não é desculpa. Em campo são 11 contra 11. Sabemos que estamos devendo para a nossa diretoria, para o nosso torcedor - disse o lateral Moisés.


Confrontos contra os principais clubes do Brasil
Adversário Placar Estádio Rodada
Palmeiras 1x1 Nilton Santos 1ª
Grêmio (reserva) 2x1 Nilton Santos 3ª
Cruzeiro 0x1 Mineirão 4ª
Fluminense 2x1 Nilton Santos 5ª
São Paulo 2x3 Morumbi 8ª
Vasco 2x1 São Januário 9ª
Corinthians 0x2 Arena Corinthians 13ª
Flamengo 0x2 Maracanã 14ª
Internacional 0x3 Beira-Rio 16ª
Santos 0x0 Nilton Santos 17ª
Atlético-MG 0x3 Nilton Santos 19ª
Palmeiras 0x2 Allianz Parque 20ª
Grêmio 0x4 Arena do Grêmio 22ª

No quesito gols sofridos, a situação também é bastante negativa. O Botafogo marcou nove vezes e sofreu 24, média quase de dois por jogo. O time só não levou gol no empate em 0 a 0 com o Santos. Para Moisés, é fundamental entrar ligado nesse tipo de jogo.


- Sabemos que, ao jogar contra equipes que têm elenco qualificado, você tem que errar menos. Tivemos prova contra o nosso rival, entramos desligados e levamos dois gols em sete minutos - disse o lateral Moisés, referindo-se ao último jogo contra o Flamengo.


Para tentar melhorar esse quadro, o técnico Zé Ricardo terá a volta do zagueiro Igor Rabello, que estava suspenso e não pegou o Grêmio. Ele é um ponto forte nas jogadas de bola parada no ataque e também defensivamente. Além de Rabello, Kieza também pode voltar ao time. O atacante se recuperou de lesão na coxa e tem tudo para ser relacionado.


Ao analisar o Cruzeiro, Moisés exaltou o meio-campo, a bola aérea e nomes como os de Thiago Neves, Robinho, Arrascaeta e Dedé (os últimos dois convocados). E lembrou que, às vezes, pode ser mais interessante jogar de forma compacta e esperar o momento de tentar a vitória.


- Nesses jogos contra times grandes, as oportunidades são mínimas, e temos que tentar aproveitar para surpreendê-los - receitou.


Botafogo e Cruzeiro se enfrentam, às 19h30, da próxima quinta, no Estádio Nilton Santos. Para tentar chamar o torcedor, a diretoria faz promoção nos ingressos.


Fonte: GE/Por Felippe Costa e Fred Gomes, Rio de Janeiro

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Com oito gols cada, Kieza e Brenner estão longe da média dos artilheiros do Botafogo nos anos 2000, que é de 19 gols por ano


Centroavantes são os principais goleadores do time na temporada; Aguirre, que já participou de 17 jogos, balançou as redes apenas uma vez





Aguirre estreou após os demais, e, em 17 jogos, soma apenas um gol. Foi o último dos centroavantes a marcar, mas é o que menos tem gols (Foto: Vitor Silva / SS Press / BFR)


De 2000 até agora, os artilheiros do Botafogo por ano somam 397 gols marcados. Mas os de 2018 deixam a desejar a três meses do fim da temporada. Kieza e Brenner têm oito gols cada e não marcam há um bom tempo.


Kieza foi atrapalhado por uma lesão no músculo posterior da coxa direita, que o afastou dos campos no dia 12 de agosto. Ele voltou a treinar na última semana, mas não enfrentou o Grêmio, no sábado. O último gol do K-9 foi antes da Copa do Mundo, dia 10 de junho, no empate por 3 a 3 com o Bahia, no Estádio Fonte Nova, pela 11ª rodada do Brasileirão. O atacante marcou duas vezes.


Já o jejum de Brenner, que atuou nas últimas cinco partidas do time, é ainda maior: a última vez que balançou as redes foi em 28 de abril, na vitória por 2 a 1 sobre o próprio Grêmio, no Nilton Santos, pelo primeiro turno.


Artilheiros do Botafogo nos Anos 2000


ANO JOGADOR GOLS

2000 Zé Carlos 17
2001 Taílson e Rodrigo 16
2002 Dodô 26
2003 Leandrão 17
2004 Alex Alves 12
2005 Alex Alves 22
2006 Dodô 24
2007 Dodô 34
2008 Wellington Paulista 29
2009 Victor Simões 19
2010 Loco Abreu 24
2011 Loco Abreu 26
2012 Elkeson 18
2013 Rafael Marques 19
2014 Zeballos 9
2015 Sassá e Bill 11
2016 Sassá 14
2017 Roger 17


Entre os centroavantes, Rodrigo Aguirre é o que tem o último gol mais fresco na memória: marcou contra o Sport, dia 25 de agosto, também no Nilton Santos. Porém, este foi o primeiro e único do uruguaio pelo Bota. Esperança de gols do torcedor alvinegro, o atacante já fez 17 jogos pelo clube após estrear contra o Fluminense, dia 14 de maio, dois meses depois de ser apresentado.


Sem a precisão dos centroavantes, vez ou outra jogadores das demais posições aparecem para ajudar na missão. O zagueiro Igor Rabello, o meia Leo Valencia e o atacante Rodrigo Pimpão, todos com quatro gols, são outros que mais balançaram as redes no ano.


Em busca de soluções para o ataque, o Botafogo foi ao mercado recentemente e contratou Erik, que estava no Atlético-MG e pertence ao Palmeiras. Apesar de não ser um centroavante, espera-se que a velocidade aliada à habilidade do atacante, que atua mais pelos lados, possa influenciar nos números ruins dos homens-gol.


Brenner, Kieza e principalmente Aguirre estão longe das marcas alcançadas pelos artilheiros alvinegros nos últimos anos. Dodô, com 34 gols em 2007, Wellington Paulista, com 29 em 2008, e Loco Abreu, com 26 em 2011, são os principais goleadores do clube nos anos 2000. A média dos artilheiros nesses 18 anos é de 19 gols por temporada.



Dodô foi quem mais marcou de 2000 para cá em apenas um ano: fez 34 em 2007 (Foto: Reuters)


Zeballos, na temporada de 2014, tem o pior número: nove gols no total, sendo apenas seis até esse mesmo período do ano. Sassá e Bill, que anotaram 11 tentos cada em 2011, e Alex Alves, que balançou as redes 12 vezes em 2004, são outros com marcas ruins no período. Bill, porém, marcou todos os gols apenas no primeiro semestre, já que se transferiu para o futebol japonês na segunda parte do ano.


Para ultrapassar a marca do artilheiro do ano passado, Roger, que fez 17 gols (14 até esse mesmo período do ano), Kieza e Brenner precisam marcar mais nove vezes. Para isso, terão os 14 jogos que restam no Brasileiro e mais as partidas da Sul-Americana: o Bota está nas oitavas de final da competição e tem o Bahia como adversário.


Fonte: GE/Por Emanuelle Ribeiro, Rio de Janeiro