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segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Análise: elenco enxuto de Zé Ricardo vai testar a paciência dos torcedores do Botafogo


No primeiro jogo da temporada, treinador já teve problemas com falta de opções para mudar o time e tentar reação após virada da Cabofriense em Macaé



Melhores momentos: Cabofriense 3 x 1 Botafogo pelo Campeonato Carioca


Um dos desejos de Zé Ricardo para a temporada 2019 era trabalhar com um elenco mais enxuto, mas a primeira impressão desse grupo reduzido não foi positiva: a derrota para a Cabofriense por 3 a 1 no domingo expôs um Botafogo inseguro na defesa, pouco criativo no meio e sem efetividade no ataque. Pior: faltou opções ao treinador para mudar a cara do time enquanto o adversário se mostrava bem preparado e ciente do que fazia.


+ Zé Ricardo manda recado após derrota do Botafogo: "Não vai haver caça às bruxas"


Sistema defensivo imaturo e inseguro

A defesa é um dos setores com menos opções para Zé Ricardo em 2019. E o treinador sentiu isso na pele já no primeiro jogo da temporada. Sem Carli, Marcelo e Helerson foram os escolhidos para começarem o jogo. A dupla é muito jovem - 23 e 21 anos - e chegou a jogar junto na base. Inclusive, estavam na equipe que conquistou o Brasileiro Sub-20 em 2016. Foram muito acionados na saída de bola, mas se atrapalharam na marcação. Fato que é cedo para avaliar os meninos. Os dois mostraram em outros momentos que merecem o voto de confiança.



Helerson fez seu primeiro jogo pelo profissional no domingo — Foto: Vitor Silva/SSPress/Botafogo


Nervosos e sem alguém com mais experiência para guiá-los, apesar de Marcelo ter mais jogos no currículo, os garotos tiveram momentos de sobriedade, mas se mostraram inseguros em outros. Porém, é preciso analisar as opções de Zé: no banco, o comandante tinha Gabriel e Glauber - também da base e ainda mais jovem. O primeiro tem mais experiência pelo tempo titular no Atlético-MG, mas os problemas da juventude e falta de entrosamento persistiriam.


É de se concordar que os meninos precisam de mais "casco" e só vão adquirir com as oportunidades. Campeonato Carioca é, sim, um bom momento para testar novos times e formações. Zé precisará de tempo e paciência para encontrar a melhor equipe. Mas não só os novos zagueiros estiveram mal: os laterais do Botafogo, com mais vivência, sofreram. A Cabofriense soube explorar bem as falhas de marcação de Marcinho e Gilson, que também não contribuíram no ataque. O time explorou mal os lados do campo.


Diferença física

Faltou outra coisa para o Botafogo em Macaé: fôlego. No segundo tempo, o time estava cansado e com dificuldades de correr. O melhor preparo físico da Cabofriense, que teve muito mais tempo para se preparar, era perceptível. O time da região dos Lagos teve seus méritos: esperou o Alvinegro no seu campo de defesa e, quando o ímpeto ofensivo acabou, os mandantes ocuparam os espaços e se aproveitaram do cansaço e dos erros adversários.


Meio-campo sem criatividade e ataque nada efetivo

Outra consequência do elenco enxuto é a falta de opções de Zé Ricardo para o meio de campo. Há muitos jogadores com características defensivas, mas quase ninguém para criar. Com Leo Valencia se curando de uma pancada na panturrilha esquerda, a opção foi começar com João Paulo avançado. Não funcionou.



João Paulo não rendeu o esperado como meia de criação — Foto: Vitor Silva/SSPress/Botafogo



Não é o ideal jogar toda a reponsabilidade criativa em João Paulo. O meia, diversas vezes, voltou para ajudar Wenderson e Alan Santos na marcação e, depois, não conseguiu dar sequência às jogadas de ataque. Além disso, depois de meses afastado por lesão grave na perna direita, ainda falta preparo físico a João Paulo, que pôs a língua para fora na etapa final. Aliás, foi dele a falha que culminou no gol de virada da Cabofriense. O volante perdeu a bola no meio de campo e deu o ataque para o adversário.


Zé Ricardo terá que se desdobrar para encontrar substitutos para Leo Valencia quando o chileno não puder jogar. O treinador estuda a possibilidade, inclusive, de usar dois atacantes:


- O Leo Valencia vinha normalmente, mas tomou uma pancada na panturrilha. A gente teve a opção do João Paulo, ainda temos o Marcos Vinícius entrando em forma. Podemos entrar com dois atacantes. Temos algumas opções, mas só os jogos vão mostrar.


Da defesa ao ataque, há alguns problemas para Zé Ricardo, que olha para o banco de reservas e não encontra as soluções. É um início de temporada para testar a paciência do torcedor alvinegro.


Alan Santos, também há muito tempo sem jogar, expôs a falta de ritmo, mas exibiu qualidade técnica. Teve uma estreia mais discreta, porém mostrou que pode agregar ao time de Zé Ricardo. Mais recuado, Wenderson não conseguiu mostrar as credenciais que o levaram a ser escolhido pelo técnico. Apareceu pouco em campo e passaria em branco não fosse o escorregão que marcou o lance do terceiro gol da Cabofriense. Também é cedo para avaliar o menino, que não merece ser caçado pelo erro no fim. Assim como Helerson, já mostrou que tem futebol.


Para o abafa, o treinador optou por promover outras duas estreias: Ferrareis e Alex Santana. Não deu para ver quase nada dos minutos iniciais do primeiro, mas o segundo já mostrou sua principal característica: acertou a trave em um chute de fora da área. Antes, o alto Helerson, que pode ser mais explorado na bola parada, também havia carimbado a trave. Com um meio pouco criativo, a solução pode estar nas jogadas aéreas e nas finalizações de longa distância.



Kieza participou pouco da estreia do Botafogo — Foto: Vitor Silva/SSPress/Botafogo


O ataque é outro problema para Zé. Os atacantes de lado não foram bem utilizados. Tanto Leandro Carvalho, bem abaixo do que foi no Ceará, quanto Luiz Fernando, que marcou belo gol em chute de fora da área, foram mal explorados. A insistência nas jogadas pelo meio e nas bolas longas não deram em nada: faltou efetividade a Kieza, que não conseguiu chegar em nenhuma delas. O centroavante foi nulo. Aguirre entrou e a ineficiência ofensiva permaneceu.


Foi só o primeiro jogo após poucos dias de preparação, com um elenco reformulado, que precisará de tempo para entrar nos eixos. Só os jogos mostrarão ao técnico o melhor caminho. E ele terá no Estadual as oportunidades para os testes que precisa fazer.


Fonte: GE/Por Emanuelle Ribeiro — Macaé


domingo, 20 de janeiro de 2019

Zé Ricardo manda recado após derrota do Botafogo: "Não vai haver caça às bruxas"


Técnico do Alvinegro afirma que time da Cabofriense é bem treinado e que o Alvinegro está dentro de um "processo de reconstrução"



Zé Ricardo ficou insatisfeito com a derrota por 3 a 1 para a Cabofriense, neste domingo, no Moacyrzão. Mas o resultado adverso em Macaé, na estreia do Campeonato Carioca, de acordo com o mesmo, não causa desespero. Em coletiva após a partida, o treinador destacou as demais competições no calendário e mandou recado.


- Tomamos gols em momentos cruciais. A gente tem que ter calma e buscar melhorar. Os meninos tiveram esse primeiro contato, não aí haver nenhuma caça às bruxas. Pelo que fez na base, Helerson merece estrear no profissional - afirmou Zé.


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Zé Ricardo observa estreia do Botafogo no Carioca 2019 — Foto: Vitor Silva/SS Press/Botafogo


Do pouco que se salvou no Moacyrzão, Zé frisou o retorno de João Paulo, que voltou aos gramados no fim de 2018, após longo período afastado por causa de uma grave lesão. Além dele, o treinador aproveitou a partida para observar novos nomes.


- A volta do João Paulo, um jogador importante. Alan Santos estava há muito tempo sem jogar. Alguns meninos começaram a ter oportunidades no profissional. Pontos que observamos para já atacar. Trabalhar pra recuperar os pontos em casa.


Veja outros trechos da coletiva de Zé:


Avaliação da estreia

Lógico que não queríamos estrear com derrota, mas, dentro de um processo de reconstrução, entendíamos que seria um adversário bem treinado. Os gols deles saíram em erros que acontecem nesse início de processo. Tivemos bons momentos, colocamos duas bolas na trave.




João Paulo teve atuação destacada por Zé — Foto: Vitor Silva/SSPress/Botafogo



Time novo

É um Botafogo diferente. Não temos seis, sete jogadores que faziam parte do time que finalizou a competição no ano passado. Isso pressiona um pouco os meninos, mas a gente tem confiança no trabalho e daqui a pouco as coisas começam a encaixar.


Erros

Faz parte. Os erros nos ensinam. Temos Copa do Brasil, Sul-Americana, temos que estar atentos. Ainda bem que ninguém saiu lesionado. Temos alguns atletas para estrear. Não podemos apontar uma causa específica (para a derrota)


Alternativas para o meio-campo


O Léo Valencia vinha normalmente, mas tomou uma pancada na panturrilha. A gente teve a opção do João Paulo, ainda temos o Marcos Vinícius entrando em forma. Podemos entrar com dois atacantes. Temos algumas opções, mas só os jogos vão mostrar


Diferença física

Foram 15 dias de trabalho. Sabia que não era o ideal em nenhum aspecto. A Cabofriense tem um jogo de imposição, força física, trabalhou com velocidade e investiu nessa dificuldade que temos em início da temporada. Teve sucesso.


Reforços


Não temos que fazer nenhuma avaliação nesse sentido agora. É realmente dar condição de jogo a todos, preparar aqueles que não tinham 100% de condição de jogar hoje. O fato é que é uma reconstrução, temos que ter paciência e mais razão do que emoção agora.


Jean fora do jogo

A maioria dos atletas que não entrou em campo ou não veio é porque entendemos que não tinham condições. Jean voltou agora, trabalhou pouco com a gente. Entendi que o Wenderson faria bem o papel de primeiro volante.


Alan Santos

Colocamos o Alan mais próximo do João Paulo para ajudar na criação. É importante que ele se sinta bem, não teve nenhum problema físico. Só cansaço, os outros também. Para não ter risco de lesão, optamos por esse grupo.


Fonte: GE/Por Emanuelle Ribeiro — Macaé, RJ

Cabofriense x Botafogo: tudo o que você precisa saber do jogo da 1ª rodada da Taça Guanabara


Equipes estreiam no Campeonato Carioca, na tarde deste domingo, no Moacyrzão, em Macaé







A temporada 2019 vai começar para Cabofriense e Botafogo. As equipes estreiam no Campeonato Carioca neste domingo, às 19h (de Brasília), no Moacyrzão, em Macaé. Com o elenco mais enxuto entre os quatro grandes do Rio de Janeiro, o Alvinegro vai buscar o bi-campeonato carioca, mas já começa a competição com desfalques importantes: Carli, Valencia e Pimpão não jogam. O time da região dos Lagos vai tentar aproveitar o mando de campo e as baixas do adversário para iniciar o Cariocão com o pé direito.


Transmissão: Premiere (ao vivo) e GloboEsporte.com (Tempo Real).


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Botafogo - técnico Zé Ricardo


Zé Ricardo aproveitou a pré-temporada para observar os novos jogadores que se juntaram ao elenco do Botafogo - reforços e garotos da base - e se adaptar às mudanças, já que o time sofreu mais de 15 perdas para a nova temporada.


Para a estreia no Campeonato Carioca, o treinador já terá que lidar com três desfalques: Joel Carli - dores musculares -, Leo Valencia - problema na panturrilha esquerda -, e Rodrigo Pimpão - teve virose durante a semana - não estão à disposição para enfrentar a Cabofriense.


Com as baixas, Zé deve optar por uma zaga formada na base alvinegra, com Marcelo Benevenuto e Helerson. No meio, é provável que o comandante escale um time com características mais defensivas, com Jean, Wenderson (também da base) e João Paulo. No ataque, Leandro Carvalho deve ter sua primeira chance após passar 2018 emprestado ao Ceará.



Quem está fora: Joel Carli (dores musculares), Leo Valencia (problema na panturrilha esquerda), e Rodrigo Pimpão (virose).



Provável escalação do Botafogo para enfrentar a Cabofriense — Foto: GloboEsporte.com


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Cabofriense - técnico Luciano Quadros


Luciano Quadros, que comandou o Sampaio Corrêa em 2018, fechou com a Cabofriense em setembro passado e já começou a preparar o time para a disputa do Campeonato Carioca 2019. A ideia é aproveitar os desfalques do Botafogo e o mando de campo para estrear bem na temporada e mostrar que pode enfrentar à altura os grandes do Rio de Janeiro.


A Cabofriense aproveitou o tempo de preparação para realizar alguns testes. No último jogo-treino antes da estreia no Cariocão, a equipe da região dos Lagos derrotou o Madureira por 1 a 0. A tendência é que Luciano Quadros mantenha o mesmo time para enfrentar o Botafogo.


O provável time da Cabofriense para encarar o Botafogo é: Camilo; Manoel, Igor, Lucas, Pedro; Victor Feitosa, Kaká, Dodô, Rafael Pernão; Dudu Pedrotti , Rincón.






Pathrice Walace Correa Maia apita o jogo, auxiliado por Michael Correia e Carlos Henrique Alves de Lima Filho. Ivan Silva Araújo é o quarto árbitro.


Fonte: GE/Por GloboEsporte.com — Rio de Janeiro