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sexta-feira, 19 de abril de 2019

Integração facilitada no Botafogo: técnico do sub-20 trabalhou com Barroca no Corinthians


Marcos Soares faz elogios ao novo treinador do Glorioso e crê que conhecimento da casa ajudará na transição de seus comandados para o time profissional




Fabio de Paula/Botafogo


Além de ter comandado a maior parte do elenco profissional alvinegro e conhecer como poucos o Botafogo, o técnico Eduardo Barroca terá outro aliado para dar prosseguimento à integração entre a categoria sub-20 e os atletas da equipe principal, algo que o clube tem feito muito bem recentemente. O treinador dos juniores, Marcos Soares, trabalhou com Barroca no Corinthians, em 2018.


Barroca comandava o sub-20, e Marcos, o sub-17. Em papo com o GloboEsporte.com, Soares detalhou que vantagens o Glorioso terá com a chegada do novo treinador, lembrou do período no Corinthians e tratou do processo de renovação de técnicos no futebol brasileiro.




Barroca já comandou treinos no Botafogo — Foto: Vitor Silva/SSPress/Botafogo



Confira abaixo:

Você conviveu com o Barroca no Corinthians. O que deu para ver do trabalho dele?


Foi importante, foram seis meses juntos no Corinthians. Muitas vezes com ele me ajudando nos meus jogos, e eu o ajudando na categoria dele. Barroca é um cara obstinado pelas vitórias, sabe usar as peças que ele tem ao lado dele. Cara bastante estudioso, que procura fazer o melhor para a equipe. Foi assim no Corinthians e no tempo todo em que ganhou muitos títulos aqui no Botafogo. Vai ser assim no profissional, ele vai fazer o melhor possível para o Botafogo voltar às vitórias em curto prazo, e, como ele próprio destacou na sua apresentação, o mais importante é o Botafogo voltar a ser protagonista.


O fato de conhecê-lo pode facilitar a integração da base com o profissional?


Eu penso que sim, essa aproximação dos dois treinadores ajuda bastante na integração, mas esse processo já é uma ideia do Botafogo mesmo. Já vem de outros treinadores. Eu e Zé Ricardo tínhamos uma ótima relação também. Acho que o clube só tem a ganhar com esse bom relacionamento de todas as categorias. Essas trocas são muito importantes para o aprimoramento e evolução dos jogadores dentro do clube.


Qual a importância dessa integração, de os jovens terem oportunidades de treinar com os profissionais, e como a chegada do Barroca pode ajudá-los? Acha que por ter trabalhado muito tempo com base, ele ajudará mais nesse desenvolvimento?


A integração de os meninos do sub-20 estarem sempre treinando no profissional é muito importante para o desenvolvimento deles. Já começam a conhecer a metodologia do treinador, convivem com os atletas que estão lá em cima, que, às vezes, são até os ídolos deles.


Se algum momento o treinador do profissional precisar usá-los num jogo valendo, eles já estarão acostumados com aquele relacionamento, com o movimento dos jogadores e com até certo grau de intimidade com os atleta, o que influencia, sim, na hora da utilização.


A chegada do Barroca num primeiro momento pode ajudar também, porque a maioria do meu time (sub-20) trabalhou com o Barroca. Facilita essa aproximação. Ele ter trabalhado aqui e ganhado tantos títulos ajuda no desenvolvimento dos meninos por eles conhecerem o perfil vencedor, o perfil batalhador. A primeira subida é facilitada, mas de qualquer maneira o Botafogo tem esse processo de integração inato.


Como vê a ascensão de técnicos jovens no futebol brasileiro?

Penso como processo natural essa renovação que está sendo feita. Vejo que não precisamos estigmatizar se o treinador é jovem ou experiente. O treinador é bom ou médio ou ruim. A idade influencia para algumas decisões, mas a capacidade não é medida pela idade. Excelentes treinadores como Muricy, Vanderlei e outros tantos que foram muito ganhadores também foram jovens um dia. A renovação vai andando naturalmente. A gente não precisa discriminar nem quem tá começando, nem que está há muito tempo. Todo mundo tem algo a acrescentar ao nosso futebol.


Fonte: GE/Por Fred Gomes — Rio de Janeiro

quarta-feira, 17 de abril de 2019

João Paulo fala em primeira impressão positiva sobre Barroca no Botafogo: "Muito dinamismo"


A respeito de seu momento físico e técnico, jogador diz ter superado alguns problemas musculares e se sente apto para desempenhar seu melhor futebol





Em seus dois primeiros treinos à frente do Botafogo, o técnico Eduardo Barroca impressionou pela alta intensidade das atividades que comandou. Jogadores falaram e se movimentaram muito. Escolhido para a coletiva desta quarta-feira, o meio-campista João Paulo fez elogios ao novo comandante e frisou: é preciso levar o que é feito no Nilton Santos para as partidas.



- Muito dinamismo. Ele gosta de fazer uma pressão na marcação, gosta de valorizar a bola. São as primeiras impressões. Ainda é um início, não posso falar muito do trabalho, mas a primeira impressão é muito positiva.



- Essa intensidade temos que levar para o jogo. Não adianta treinar em alta intensidade e não levar para o jogo. Primeiro passo é voltar a ser um time competitivo, como fizemos nesses primeiros trabalhos.




João Paulo concedeu coletiva nesta quarta — Foto: Reprodução/Twitter




CONFIRA OUTROS TÓPICOS DA COLETIVA:


Ter um treinador que conhece grande parte do elenco facilita?


- Com certeza, o jogador assimila mais rápido e já entende o que ele gosta. Temos uma semana cheia de treinamentos até o jogo com o São Paulo para quem não conhece entrar no ritmo e assimilar o trabalho.



Apesar das eliminações, é positivo o tempo para treinar?

- Difícil de entrar nesse assunto de calendário. Em 2017, tivemos uma maratona e foi um dos melhores anos do Botafogo recentemente. A gente tem tempo para treinar, tirar o máximo proveito disso, descansar e recuperar quem tem lesões para chegar 100%.


Lições das eliminações
- Jogador prefere sempre estar em campo. Queríamos ter passado na Copa do Brasil, jogar uma final de Carioca. Temos o Brasileiro e a Sul-Americana, e é aprender o que fizemos errado, ter a consciência de que temos de fazer mais e assumir nossas responsabilidades. Não podemos errar como erramos nas duas competições que passaram, mas estamos preparados para o mata-mata da Sul-Americana e para o Brasileiro.



Pegou informações com os garotos sobre Barroca?
- Em 2017, eu já estava aqui no Botafogo e já tinham muitos elogios para ele, principalmente dos meninos que tinham sido campeões brasileiros com ele. No nosso vestiário, sempre foi positiva a conversa sobre ele.


Já se sente 100% para desempenhar o seu melhor futebol após alguns problemas?
- Nesse início de ano, tive alguns problemas musculares, que era até esperado pela lesão que tive ano passado. Hoje me sinto muito mais preparado para encarar o que vem pela frente. No último jogo (de ida contra o Juventude), me sentia muito bem, infelizmente tive a expulsão. Vai passar pela comissão técnica e pelo Barroca a questão da escalação, mas me sinto apto.


Fonte: GE/Por Fred Gomes — Rio de Janeiro

"Fantástico" com Barroca, Bochecha espera reeditar parceria de sucesso no Botafogo: "Fomos felizes"


"Falei anteriormente e volto a falar que o Bochecha foi um dos atletas mais especiais com quem trabalhei na base com relação a talento", disse o técnico no retorno ao Alvinegro




Vitor Silva/SSPress/Botafogo



De volta ao Botafogo para treinar a equipe profissional, o técnico Eduardo Barroca reencontrará "o melhor jogador que viu na base". É o que o profissional disse sobre Gustavo Bochecha, volante alvinegro, quando assumiu o comando do sub-20 do Corinthians em 2018, em entrevista ao Uol.


Apresentado nesta terça-feira, o novo comandante já orientou seu primeiro treino no Nilton Santos. Na coletiva, voltou a elogiar o jogador de 22 anos, com quem conviveu quando trabalhou nas categorias de base do Botafogo, de 2016 a 2018.



"Naquele momento em que estávamos trabalhando juntos, ele realmente foi um jogador fantástico. Falei anteriormente e volto a falar que o Bochecha foi um dos atletas mais especiais com quem trabalhei na base com relação a talento", disse Barroca.



- Como eu vou utilizar? Não sei. Vou trabalhar esses nove dias com os jogadores, a vivência que tive com ele naquele momento com certeza não vai ser igual a que vou ter nesse momento. E só a experiência de a gente trabalhando junto vai poder me dar a referência para dar a resposta de como vou utilizá-lo - acrescentou o treinador.


Bochecha, que agradou quando utilizado por Zé Ricardo na temporada, espera conquistar a titularidade com a chegada do novo técnico. O volante trabalhou com Barroca na conquista do título inédito do Brasileirão Sub-20 em 2016. A parceria deu certo antes e, se depender do atleta, continuará em alta este ano.



"Feliz, com certeza. Feliz por ele poder voltar ao clube, de poder trabalhar com ele novamente, de ter relação especial com ele. Fomos felizes juntos na base, conquistamos títulos. Espero que sejamos felizes novamente no profissional", afirmou Bochecha ao GloboEsporte.com.



Eduardo Barroca comandará seu segundo treino à frente do Botafogo na tarde desta quarta-feira. O time terá mais dez dias para se preparar antes da estreia no Brasileirão, no dia 27 de abril, contra o São Paulo, no Morumbi.




Eduardo Barroca foi campeão brasileiro sub-20 com o Botafogo em 2016; Bochecha foi um dos destaques do time — Foto: Marcos Ribolli / GloboEsporte.com




Confira o papo com Gustavo Bochecha:


- Acredita que pode ser titular absoluto por Barroca conhecê-lo?

O fato de ele me conhecer há bastante tempo facilita um pouco. Mas, se eu não me dedicar nos treinos e dar meu melhor, o passado feliz que tivemos juntos não irá me escalar. Claro que vou procurar dar meu máximo para estar preparado quando ele precisar de mim.


- Como recebeu a declaração dele de que você era o melhor da base com quem tinha trabalhado?
Fiquei um pouco surpreso, mas feliz por essa moral que ele me deu. Agora a responsabilidade aumenta um pouquinho mais, vamos trabalhar para conseguir mostrar essa técnica que ele disse em campo (risos).


- A chegada do Barroca dá um gás extra?

Não digo que um gás extra, sempre dei o meu melhor. Professor Zé Ricardo já me conhecia de nos enfrentarmos muito na base. Aprendi muito com o professor Zé, sou grato a tudo que ele fez por mim no período em que estivemos juntos, mas a expectativa é boa. Quando chega um treinador com quem você conquistou títulos junto, a expectativa é sempre a melhor possível.


Fonte: GE/Por Edgard Maciel de Sá, Emanuelle Ribeiro e Fred Gomes — Rio de Janeiro