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segunda-feira, 22 de julho de 2019

Análise: sem marcar há três jogos, Botafogo oscila na busca por equilíbrio entre posse e criação


Inoperante contra o Santos, Alvinegro repete erros e não consegue aproveitar homem a mais em nova derrota no Nilton Santos. Nos últimos três jogos, apenas cinco finalizações no gol




Quanto mais tempo você tiver a posse de bola, menos será ameaçado por seu rival. A afirmação é correta, mas não significa que ter a bola torna sua equipe automaticamente perigosa. É preciso saber o que fazer com ela. E, pelo menos nos últimos três jogos, o Botafogo não soube. Em um time que parece mais ter a posse para se defender do que propriamente atacar, a deficiência na criação vem tirando o sono do técnico Eduardo Barroca.



Assim como o Botafogo, Erik vive momento de irregularidade: atacante teve atuação apagada contra o Santos — Foto: André Durão / GloboEsporte.com


Nas três últimas partidas (Grêmio, Cruzeiro e Santos), o Botafogo somou apenas cinco finalizações no gol dos adversários. O número de chances reais somando os mesmos confrontos é parecido: quatro. Quanto menos chutes, menos possibilidade de vencer o jogo. E isso fica claro no retrospecto alvinegro nos jogos analisados: duas derrotas, um empate e nenhum gol marcado.


Finalizações no gol (Fonte: Sofascore.com)

0 x 1 Vs Grêmio - 3 chutes no gol (7 no total)

0 x 0 Vs Cruzeiro - 1 (7)

0 x 1 Vs Santos - 1 (9)


Depois de um bom início no Campeonato Brasileiro, quando soube ser eficiente e somar pontos mesmo em jogos nos quais o adversário foi melhor, o Botafogo enfrenta sua primeira oscilação na competição. No apito final da derrota para o Santos, a torcida alvinegra presente ao Niltão vaiou a inoperância da equipe em campo. Um momento de insatisfação que Barroca pretende analisar com calma para evitar cobranças equivocadas.


- O torcedor vaiou porque esperava uma vitória. Preciso ter clareza no que estabeleci de metas para não errar a mão na hora de cobrar. Antes da Copa América, começamos perdendo para o São Paulo e vencendo o Fortaleza. Agora empatamos e perdemos.


''Não quero cobrar equivocadamente. Temos dez jogos nesse segundo ciclo para conseguir uma pontuação adequada e tenho duas fases de Sul-Americana nesse meio. Temos muito a crescer, a responsabilidade é minha e temos trabalhado duro''.


- Tenho que entender primeiro porque não vencemos o jogo. Vou rever sem emoção, sentar com os jogadores para cobrar o que eu entender que não andou bem. O torcedor não precisa ter dúvida de que se a gente precisar tomar atitudes, vamos tomá-las. Seja de forma de jogar, de cobrança, de escolhas - garantiu Barroca.


Nos últimos dias, a diretoria amenizou os problemas extracampo com o pagamento de parte dos salários atrasados. Em campo, porém, o Botafogo repetiu velhos erros contra o Santos. Quando teve a bola, encontrou muita dificuldade para chegar ao gol adversário. A única finalização certa no gol de Éverson saiu de um chute de fora da área de Alex Santana ainda no primeiro tempo.


Chances reais de gol (Fonte: TV Globo)

Vs Grêmio - 1

Vs Cruzeiro - 2

Vs Santos - 1


Nem mesmo quando o cenário da partida ficou favorável, após a expulsão de Lucas Veríssimo no início do segundo tempo, o Botafogo soube tirar proveito. Pelo contrário: mesmo com um a mais, não conseguiu controlar o jogo. A substituição de Alex Santana aos 12 minutos do segundo tempo também atrapalhou. Barroca colocou Victor Rangel para tentar aproveitar o homem a mais, só que tirou o único jogador que tentava algo diferente no meio-campo.


Foram pouco mais de 20 minutos em vantagem numérica, período em que o Botafogo não finalizou uma vez sequer a gol. Para piorar, permitiu um contra-ataque de 3 contra 1 que resultou na expulsão de Gilson - injusta, uma vez que Marinho escorregou no lance - e deu nova vida ao Santos. Quatro minutos depois saiu o gol que definiu o placar.



Edgard Maciel de Sá ✔@edmacieldesa



Alguns detalhes da derrota do Botafogo para o Santos:


- O time não conseguiu sequer finalizar a gol nos 20 e poucos minutos que teve um homem a mais em campo.

- Não entendi a substituição do Alex Santana, um dos poucos que fazia algo diferente no meio.#gebota



Edgard Maciel de Sá ✔@edmacieldesa

- Atuacao completamente apagada do trio de ataque LF, Erik e Diego Souza.

- Um lance chave do jogo (a expulsão de Gilson) sai de um contra-ataque 3 x 1 quando o Botafogo tinha a vantagem numérica. Erro infantil.#gebota


- Temos tido dificuldade na transição do meio para a frente com o controle do jogo. Tanto que a gente teve 9 escanteios, teve muita finalização bloqueada porque estamos com dificuldade de encontrar clareza. O jogo terminou 50 x 50 na posse de bola.


''A responsabilidade é minha como treinador para encontrar soluções para isso. Preciso encontrar a forma de fazer com que a gente crie mais chances, que a gente chute mais, que a gente cruze melhor, que a gente aproveite melhor as bolas paradas, que faz diferença no campeonato''.


- Não sou homem de transferir responsabilidade. É minha. Preciso encontrar a forma em treinamento, substituições, em escolha, para melhorar isso - garantiu o treinador.


Em busca de rápida evolução, o Botafogo volta a campo na próxima quarta-feira para mais um difícil compromisso: enfrentar o Atlético-MG pelas oitavas de final da Sul-Americana. A bola rola às 21h30 no Nilton Santos.


Fonte: GE/Por Edgard Maciel de Sá — Rio de Janeir

domingo, 21 de julho de 2019

Atuações do Botafogo: ataque tem manhã apagada em terceiro jogo sem vitória no Brasileirão


Carli, Cícero e Alex Santana são os melhores na derrota para o Santos; veja todas as notas




Melhores momentos de Botafogo 0 x 1 Santos pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro

Cícero: de volta ao time, teve atuação segura na frente da zaga e foi o jogador que mais roubou bolas na partida (quatro no total). Nos minutos finais, chegou a quebrar um galho de zagueiro enquanto Carli tentava ajudar o ataque. Nota: 6,5.


Erik: motorzinho do time em boa parte da temporada, não vive bom momento. Parecendo desanimado em campo, participou pouco do jogo e aumentou seu jejum de gols: já são seis partidas sem balançar as redes adversárias. Nota: 5,0


Alex Santana: um dos poucos que tentou algo diferente no jogo deste domingo. Pelo menos duas vezes arrancou do meio-campo e venceu a marcação para levar o Botafogo ao ataque. Arriscou chutes de fora da área, mas sem direção. Nota: 6,5.


Diego Souza: assim como Erik, outro que teve atuação apagada na derrota para o Santos. Não conseguiu segurar a bola no ataque e saiu de campo sem finalizar. Nota: 5,0.



Gabriel teve uma manhã sem muito destaque neste domingo — Foto: André Durão / GloboEsporte.com


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Todas as notas


Gatito Fernandez [GOL] - 6,0

Marcinho [LAD] - 6,0

Carli [ZAG] - 6,5

Gabriel [ZAG] - 6,0

Gilson [LAE] - 5,5

Cícero [VOL] - 6,5

Alex Santana [VOL] - 6,5

(Victor Rangel [ATA] - 5,5)

João Paulo [VOL] - 6,0

Luiz Fernando [ATA] - 5,0

(Rodrigo Pimpão [ATA] - 5,5)
Erik [ATA] - 5,0

Diego Souza [ATA] - 5,0

(Jonathan [LAE] - 5,5)



Fonte: Por GloboEsporte.com — Rio de Janeiro

Barroca admite surpresa do Botafogo com resultado: "Derrota que a gente não esperava"


Treinador admite novamente dificuldade na criação de jogadas, diz que busca solução o mais rapidamente possível e afirma que o Alvinegro precisa "tirar lição" neste domingo



Melhores momentos de Botafogo 0 x 1 Santos pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro

O Botafogo não vence há três rodadas no Campeonato Brasileiro. O último tropeço foi neste domingo, contra o Santos. Após a derrota por 1 a 0 no Estádio Nilton Santos, o técnico Eduardo Barroca disse que não esperava pelo resultado negativo em casa e ressaltou que o placar ao menos pode servir para que tanto ele quanto o elenco entendam o que devem tirar de lição da partida em casa. Na próxima quarta-feira, o Alvinegro já volta a campo para mais um compromisso importante: recebe o Atlético-MG pelas oitavas de final da Sul-Americana.


- Foi um jogo difícil, a sequência é difícil. O Santos começou melhor, mas igualamos e melhoramos. Tivemos chances, chutes de fora da área, escanteio. No segundo tempo o Santos teve um expulso. Até perdermos o Gilson, não conseguimos transformar esse homem a mais em domínio. Após a nossa expulsão, o jogo ficou aberto. Marinho foi feliz na individualidade, bola difícil de acertar. Derrota que a gente não esperava. Trabalhamos firme para dentro de casa vencer, mas precisamos virar a chave. Temos que tirar uma lição para colocar em prática os ajustes necessários.



Eduardo Barroca puxa para si a responsabilidade e admite: "Derrota que a gente não esperava" — Foto: André Durão/GloboEsporte.com



Ciente de que tem a responsabilidade pelos resultados do Alvinegro, Barroca consegue enxergar onde estão as dificuldades do Bota para tentar corrigir. De acordo com ele, não basta ter o controle do jogo, mas sim transformá-las em oportunidades.


- Temos tido dificuldade na transição do meio para a frente com o controle do jogo. Tivemos nove escanteios, muita finalização bloqueada. Estamos com dificuldade de encontrar clareza para transformar o controle em oportunidades. Responsabilidade minha encontrar as soluções. Preciso encontrar a forma de fazer com que a gente crie mais chances. Não sou homem de fugir de responsabilidades.


Veja abaixo outras respostas de Barroca na entrevista coletiva


Erro na pressão

- De forma geral, acho que a pressão não andou bem hoje. Precisávamos pressionar para criar incômodo maior ao Santos. No primeiro tempo já não foi adequada. Cobrei forte isso. No segundo tempo, mesmo com um homem a menos, o Santos jogou com conforto. O benefício de ter um homem a mais é usar a bola para explorar isso. E nesse período tivemos pouco a bola, acabamos não conseguindo tirar proveito.


Filosofia de Sampaoli


- Filosofia tem a ver com o treinador, mas também clube que está e jogadores que tem. Sampaoli faz muito saída com três, eu não faço muito. Mas você olha o Santos jogar e vê um bom futebol. Tem predominância técnica. E a gente também, gosto de futebol assim. Respeito muito a história dele, o trabalho que vem fazendo.


Foco na Sul-Americana

- Sul-Americana é muito importante para nós, em meio a jogos complicados pelo Brasileiro. Temos que aprender com algumas coisas para fazer um grande jogo.


Vaias da torcida

- Torcedor vaiou porque esperava uma vitória. Preciso ter clareza no que estabeleci de metas para não errar a mão na hora de cobrar. Antes da Copa América, começamos perdendo para o São Paulo e vencendo o Fortaleza. Agora empatamos e perdemos. Não quero cobrar equivocadamente. Temos dez jogos nesse segundo ciclo para conseguir uma pontuação adequada e tenho duas fases de Sul-Americana no meio. Temos muito a crescer, a responsabilidade é minha e temos trabalhado duro. Tenho muita confiança de que vamos passar por cima dessas dificuldades e vamos prosperar.


Análise com mais calma do jogo

- Tenho que entender primeiro porque não vencemos o jogo. Vou rever sem emoção, sentar com os jogadores para cobrar o que eu entender que não andou bem. O torcedor não precisa ter dúvida de que se a gente precisar tomar atitudes, vamos tomá-las. Seja de forma de jogar, de cobrança, de escolhas. Eu sou o principal responsável.


- Os jogadores estão trabalhando, se dedicando. Precisamos encontrar uma fórmula para transformar esse esforço em vitórias. No intervalo, lembrei o jogo do Fortaleza, que foi muito difícil e falei para eles que ganharíamos ou perderíamos nos detalhes. Naquele jogo o Alex entrou e fez o gol. Hoje um reserva do Santos entrou e decidiu. Preciso ter clareza para não fazer cobranças equivocadas.


Apoio da torcida

- O torcedor do Botafogo apoiou o jogo todo, é muito importante falar. Vai no embalo do time. Precisamos ser a locomotiva desse trem, trabalhar duro, ter atitude e vencer. A responsabilidade de manter o torcedor do nosso lado é nossa.


Fonte: GE